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O crescimento do e-commerce no Brasil e suas implicações

Norberto A. Torres // quinta-feira, 01/03/2012 17:34

Quando se tratam as tendências para comércio eletrônico, além de considerar as perspectivas econômicas, é necessário levar em conta as mudanças estruturais e a multi-canalidade. 

O passado recente do mercado de comércio eletrônico não é um bom indicador para sua projeção - elevadas taxas de crescimento em 2009 e 2010 e abaixo das expectativas em 2011, em que se esperava que o varejo eletrônico alcançasse R$ 20 bilhões, valor que não foi atingido, não são suficientes para dar base a projeções.

Segundo a Fecomércio, no Brasil o varejo eletrônico mal chega a 1,5% do total do comércio. Tanto nos EUA, como na Europa (mesmo com a crise atual), essa proporção chega a 5%, ou mais.

Há todo tipo de estimativa, mas chega-se a considerar que em cinco anos o comércio eletrônico representará 30% de todo o comércio nessas regiões.

Se considerarmos o crescimento do comércio total em 5% ao ano, e metade da proporção Europa/EUA (logo 15% do comércio total), chegaríamos à taxa anual de crescimento no Brasil da ordem de pouco mais de 65% ao ano, o que levaria a estimativa em cinco anos para R$ 230 bilhões.

Com essa base de análise, em 2012 o faturamento chegaria a R$ 30 bilhões. 

Obviamente, esta é uma projeção bastante otimista, mas projeções conservadoras levariam ao valor de R$ 22 bilhões para 2012.

Com base neste cenário econômico, o grande problema é: as empresas estarão preparadas para esse crescimento, principalmente em termos de logística e atendimento ao cliente?

Além disto, será preciso garantir coerência na exposição da empresa e suas ofertas ao mercado, por meio da experiência do cliente nos diferentes canais e dispositivos, e ter uma transação de negócios unificada (preço, disponibilidade, etc.).

Os múltiplos canais de interação devem ser viabilizados em todas as etapas do processo de compra, o que exige um sistema unificado de informação, no front-office, middle-office e back-office.

Para gerenciar a explosão no número de habilidades exigidas para operar em e-commerce multicanal as organizações deverão investir na terceirização de serviços.

Os novos meios de comunicação como as redes sociais também são destaque, pois têm causado um efeito profundo sobre o comércio eletrônico.

Estima-se que 90% de todas as compras estão sujeitas a influência social, porém o ganho com esse meio ainda é pequeno, mas gradual e consistente. Em 2012, novos modelos comerciais baseados em redes sociais (em fase de aperfeiçoamento) terão ainda mais relevância para os varejistas.

Outra tendência importante: é previsto que novos players assumam o papel de “e-hubs”, isto é, agentes intermediários concentradores de ofertantes e clientes.

Além disso, tecnologias viabilizarão novos modelos, mais ágeis e flexíveis; mais “inteligência” será incorporada nos sistemas de informações e, ainda, o crescimento do modelo F2C (Fabricante-Consumidor).

Muitas mudanças e novidades estão por vir.

Os próximos anos têm tudo para se transformarem nos mais fascinantes da história do comércio eletrônico. Portanto, os varejistas precisam se empenhar no investimento e conhecimento de tecnologias para não ficar para trás.

*Norberto A. Torres é sócio-diretor da Uniconsult Sistemas 

Nestor González

postado em: dom, 04/03/2012 - 19:01

Algo que tem que mudar, é que os pequenos empresários que atendem um nicho de mercado, que são os que tem mais chances de sucesso no comércio eletrônico, não acreditam, ou não tem a visão do que o e-commerce pode fazer por eles, e o que acontece, é que esperam que funcione como o concorrente para depois correr atrás do tempo perdido. Nesse caso, se não tiverem um planejamento adequado o resultado éo fracasso, e ai vão dizer:
Ah eu sabia que essa coisa de internet não era para mim!
Nestor González - Instrutor de Comércio Eletrônico www.comercioeletronicodominado.com.br

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