Início> Artigos> Mobile Payments: a carteira virou celular

Tamanho da fonte: -A +A

Mobile Payments: a carteira virou celular

Raul Pavão // terça-feira, 19/08/2008 00:00

Quando o telefone celular chegou ao Brasil, em 1990, pesava 794 gramas e existiam apenas 667 aparelhos disponíveis no mercado. De lá pra cá o mercado de telefonia móvel no Brasil se expandiu, se modernizou e a era da tecnologia 3G finalmente começa a fazer parte do nosso cotidiano. O celular deixou de ser apenas um simples aparelho usado para chamadas de voz, virou equipamento multimídia e agora pode ser usado como terminal bancário, cartão de crédito e até para pagar a pizza do domingo.

Para facilitar as negociações entre consumidor e comerciantes, o Mobile Payment (realização de um pagamento via aparelho celular ou smartphones) permitirá que as compras feitas pelo celular sejam muito mais rápidas, possibilitando ainda a personalização no atendimento ao cliente, redução de custos para o varejo e instituições financeiras.

O uso do celular não tem limites. Estudos apontam que até 2010 cerca de 10% das 50 bilhões de transações bancárias serão feitas por meio dos aparelhos. Por essa razão, as instituições financeiras estão apostando e desenvolvendo novos produtos e serviços voltados para esse nicho de mercado.

Em virtude do grande volume de transações eletrônicas, bancos, operadoras de telefonia celular e as administradoras de cartões em todo o mundo começam a definir as regras de utilização de Mobile Payment, que também permitirá a redução dos riscos e custos operacionais dos serviços financeiros.

A grande quantidade e possibilidade de transações, bem como a diversidade de tecnologias, soluções e dispositivos estabelecem um excelente desafio para a padronização do Mobile Payments. P2P (person-to-person), P2M (person-to-merchant), P2B (person-to-business), International Money Transfer, são termos de mercado utilizados para definir algumas possibilidades de transações via celular.

Há ainda outros desafios relacionados à segurança, incluindo questões críticas como fraudes e lavagem de dinheiro.  Uma vez superados, restará apenas vencer a última e talvez a mais importante barreira: a cultural. Apesar de várias transações por celular já estarem disponíveis há alguns anos - como serviços de Mobile Banking - menos de 3% dos clientes bancários brasileiros utilizam o telefone celular para realizar operações.

Certamente isto se reverterá em um futuro muito próximo e teremos, finalmente, o conteúdo de nossas carteiras dentro de um celular.

Raul Pavão é diretor de Marketing e Alianças da EverMobile

COMENTÁRIOS
Geraldo

postado em: ter, 28/10/2008 - 10:34

Amigos bom dia,
Muito bom, adorei este artigo.
Estou cursando o último semestre em Informática na Universidade Católica do Salvador e estou fazendo um projeto final sobre este tema. Ficaria muito grato se os srs. disponilizassem algo a mais sobre esse assunto. desde já agradeço. geldabahia@hotmail.com

Felipe F Peixoto

postado em: qua, 20/08/2008 - 01:10

Acho q a cultural não é mais tão "impeditiva" (digamos assim) e sim o alto custo que as operadores cobram.

Celular já é uma coisa que muitos dizem "..não vivo sem Ele", como passou no fantástico, imagine se for barato ainda.

Quem não gostaria de pagar R$ 0,02 centavos a mais em uma conta de vez de pegar uma fila de 2 horas?!?!

Comentar

O conteúdo deste campo é privado não será exibido ao público.
VALIDAÇÃO
Esta questão serve para validar se você é um leitor do Baguete!
Image CAPTCHA
Digite os caracteres que aparecem na imagem.
Voltar

Enquete

Qual fabricante está melhor no mercado de smartphones?:

Galeria de Imagens