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Inteligência Competitiva, Mitos e Oportunidades

apassos@espm.br // quinta, 21/08/2008 00:00

Mitos sempre tiveram lugar na cultura dos povos. Quem nunca se divertiu com as travessuras do Saci Pererê, no percurso obrigatório de um Monteiro Lobato?

O problema é quando a fantasia ultrapassa as portas da realidade e uma atividade digna, ética e racional como os serviços de inteligência das empresas acaba se confundindo com as aventuras rocambolescas das novelas policiais.

Assim como na tradição popular, geralmente, uma lâmpada é o bastante para transformar um monstro terrível numa realidade palpável, racional e, no caso presente, extremamente rentável.

Esta deve ter sido a primeira intenção dos profissionais que resolveram somar as suas experiências na elaboração deste compêndio que você tem nas mãos. Provavelmente a necessidade de esclarecimento sobre Inteligência Competitiva, foi tomando a forma de um mapa dessa disciplina, atualizada em encontros regulares mantidos, ao longo dos últimos anos, entre profissionais de várias partes do mundo, igualmente vistos como arapongas, sherloks e outros apelidos pouco lisonjeiros.

Pessoas que, na percepção da maioria, só conhecem através de teleobjetivas e trocam informações por meio de envelopes deixados em bancos de locais públicos. O fato é que as características, objetivos e forma de operação da inteligência competitiva são pouco conhecidas pelas próprias corporações que dela se utilizam e menos ainda pelos gestores que querem levar o país a um novo patamar da economia global, seja no plano de suas competências naturais, como o agro-negócio, a manufatura e a produção cultural, seja no das oportunidades que ainda o aguardam, como os serviços off shore (inclusive na área de tecnologia).

Afinal, o que é Inteligência Competitiva? Uma das atribuições da inteligência competitiva – neste artigo claramente definida como um processo ético, sistemático e analítico (e mensurável) – é justamente, separar o verdadeiro do falso, o preconceito da idéia e a informação do boato, combinando esses ingredientes com os fundamentos da economia, uma visão de conjuntura e a boa percepção de tendências, para transformar ameaças em oportunidades, minimizar riscos ou maximizar investimentos.

Para somar valor às empresas, a inteligência competitiva deve ser encarada como um processo contínuo e não como surtos. Também não deve ser confundida com os sistemas, chamados de business intelligence e que se traduz por um pacote de soluções que pode até ser encarado como uma ferramenta pela área de inteligência da empresa.

É, portando, a associação de elementos diversos – que geralmente incluem até informações convencionais das próprias empresas, como mapas de vendas, planilhas de custos etc – e acima de tudo, as análises dessa massa de informações reconhecidas como relevantes pelo sistema de inteligência da organização que vão determinar o papel tático ou estratégico de uma análise ou recomendação colocada a serviço do tomador de decisão.

A ele, nesse momento, caberá julgar se a informação será ou não capaz de produzir os resultados esperados. Esta é, aliás, a sugestão que eu apresento a você, leitor, que encara este artigo como uma primeira aventura ou àquele que vem em busca dos diferentes prismas de uma atividade até certo ponto mitológica no mundo corporativo: despir-se dos preconceitos e buscar extrair desta expedição as lições que vão ajudá-lo a empregar melhor a inteligência competitiva no seu dia-a-dia.

Ou, quem sabe, confundir-se nessa paisagem, que lhe parecerá cada vez mais lógica e complexa, ainda que indispensável ao mundo dos negócios com o qual nem o Saci Pererê, nem James Bond jamais sonharam.

* Alfredo Passos é professor da ESPM, do Curso de Pós-Graduação em Gestão e Inteligência Competitiva da FACE/PUC-RS. Consultor e Especialista em Inteligência Competitiva da Knowledge Management Company. Autor de Inteligência Competitiva – Como fazer IC acontecer na sua empresa, LCTE Editora.

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