Roberto Carlos Mayer // domingo, 20/12/2009 23:00
Software livre não quer dizer solução gratuita. Com exceção de alguns sistemas disponíveis via Internet, mais direcionados ao usuário pessoa física, as soluções desenvolvidas para atender as necessidades de qualquer tipo de organização envolvem muito mais que apenas a disponibilidade de software.
É importante ressaltar que mais do que software pronto, o que existem são modelos de negócios aplicados. O software representa parcela ínfima (no máximo 6%) do custo de uma solução. Os demais (94%) referem-se à mão-de-obra, know-how, customização, implementação, suporte, equipamentos e toda a infra-estrutura necessária a utilização de determinada solução.
Apesar deste conceito já ser bem disseminado, o tema voltou à discussão por conta do incentivo do governo ao uso de soluções desenvolvidas a partir de software livre para as prefeituras municipais.
O software utilizado pela prefeitura deve ser obtido no mercado, sem privilegiar uma solução específica. Além disso, cada implementação tem um custo. É preciso customizar a solução, implementá-la e oferecer todo o suporte aos usuários, permanentemente.
No mercado brasileiro, há inúmeras empresas que oferecem soluções prontas, sejam desenvolvidas a partir de software livre ou não, como também serviços para criação de novos sistemas customizados.
O governo construiu um portal no qual disponibiliza sistemas de software livre, com a clara pretensão de fomentar um novo modelo de negócios. No caso de prefeituras, o governo ainda promoveu um grande lançamento em outubro/2009, direcionando para empresa indicada no próprio portal. Ninguém entendeu o critério de seleção dessa empresa. Na nossa avaliação, trata-se de um tema que deveria ser investigado pelo Ministério Público. A decisão do governo não ficou transparente e pode prejudicar um setor como um todo.
Além disso, as propagandas e anúncios são enganosos, uma vez que há afirmações de que o governo disponibiliza software, enquanto que, na realidade, no caso das prefeituras, ele apenas está privilegiando uma das empresas do setor de TI.
O governo deve cuidar de questões públicas, como saúde, segurança, habitação e educação, principalmente. Às empresas privadas, cabe a ele incentivar o desenvolvimento e a concorrência saudável, pois são elas que geram receitas, divisas e crescimento produtivo para o nosso país. O apoio às empresas privadas só valoriza a produção da indústria nacional e não interfere no modelo de mercado já existente.
* Roberto Carlos Mayer é presidente da Assespro-SP e diretor da MBI
Luís Mário Luchetta é vice-presidente de Articulação Política da Assespro Nacional.
postado em: qui, 14/01/2010 - 09:26
É complicado explicar algo quando as pessoas não querem entender. Vou tentar simplificar usando a técnica de \"frases curtas\" (para pessoas com dificuldade de compreensão):
(1) Software é software... Livre, Não-Livre é questão de licença.
(2) As licenças livres fomentam o desenvolvimento compartilhado (em \"bazar\"). Nada dizem sobre preço.
(3) As licenças não-livres fomentam o desenvolvimento concentrado (em \"catedral\").
(4) Software Livre não é sinônimo de Software Gratuíto.
O que o governo tem a ver com isso? O governo (assim como qualquer cliente) determina as diretrizes do que quer comprar:
(1) Se acha que não pode ficar dependente de um fabricante ou distribuidor, pode optar por desenvolvimento \"em bazar\" (uma vez que \"catedrais\" tendem a uma vida mais curta).
(2) Se acha que o domínio da tecnologia é importante, pode escolher um software cujo acesso ao código-fonte é garantido por licença.
(3) Se deseja fomentar um mercado, pode fornecer ferramentas a esse mercado.
As alternativas (1) e (2) explicam uma \"simpatia\" por Software Livre. A alternativa (3) explica a disponibilidade de um Portal de Software Livre.
Por tudo isso, dizer que o governo \"não deveria\" optar por Software Livre quando possível ou \"não deveria\" disponibilizar um Portal de Software Livre é presumir que o governo tem menos direitos que os demais consumidores... Não sei se isso é uma afirmação muito ética.
postado em: qua, 13/01/2010 - 21:10
Bem, O Gustavo fez uma ponderação excelente.
ACHO QUE TODOS TEM O DIREITO DE MANIFESTAR SUAS POSIÇÕES.
E LEVANDO EM CONSIDERAÇÃO AS PONDERAÇÕES SOBRE CUSTO, O SOFTWARE LIVRE É A PRINCIPALMENTE MAIS BARATO A LONGO PRAZO.
O SOFTWARE FECHADO É COMO UMA BOLA DE FERRO COM CORRENTE. MESMO QUE UMA EMPRESA POSSA OFERECER UMA SOLUÇÃO FECHADA A CUSTOS CONTRATUAIS MENORES A UM PRIMEIRO MOMENTO,
AO ASSINAR O CLIENTE FICARA PRESO AO MESMO.
POIS QUALQUER PESSOA EXPERIENTE NO MERCADO,
SABE QUE DEPOIS DE INSTALADO UMA SOLUÇÃO
FICA MUITO CARO OU QUASE IMPOSSÍVEL UMA MIGRAÇÃO.
DESTA FORMA, O CLIENTE SERÁ OBRIGADO A ACEITAR
OS VALORES DE RENOVAÇÃO.
ISTO SE CHAMA LOCKIN.
CONHEÇO INUMERAS EMPRESAS, QUE CRESCERAM ASSIM,
COMEÇANDO COM PREÇOS BAIXOS, DERRUBARAM OS CONCORRENTES, DEPOIS DE UM TEMPO, PASSARAM A COBRAR MAIS E OS CLIENTES NÃO PUDERAM MUDAR.
AQUI NA MINHA CIDADE (MARINGA) CONHEÇO DVERSOS CASOS COMO ESTE.
COMO QUALQUER UM QUE ENTENDE DE MERCADO,
SABE QUE A GRANDE MAIORIA DAS EMPRESAS DE SOFTWARES QUEREM AMARRAR O CLIENTE PARA ESTABELECER PREÇOS MAIORES E GARANTIR (PRENDER) SEUS CLIENTES.
O SOFTWARE ABERTO, PERMITE MAIOR CONCORRENCIA.
E ATE O CLIENTE PODE SE QUISER TOMAR COUGONTA DO SOFTWARE, FAZER SUAS PROPRIAS CUSTOMIZAÇÕES, ETC.
SR. HUGO, CONCORRENCIA É ISSO, CAPITALISMO COMPETITIVO. E NÃO LOCKIN.
O SOFTWARE FECHADO DEPOIS DE IMPLANTADO TORNA O CLIENTE UM MERO RECEBEDOR DE ORDENS ESTILO MONOPOLIO COMUNISTA.
VIVA A CONCORRENCIA ABERTA SEM AMARRAS!
postado em: qua, 13/01/2010 - 17:01
Gostaria de comentar dois pontos levantados por Hugo Dittrich
Hugo Dittrich (ASSESPRO): ... \"a ASSESPRO não é contra qualquer tipo de comercialização de software e serviços, ela é contra a preferência dada por qualquer ente público a determinada forma de comercialização, seja ela qual for.\"
A diferença principal entre softwares livres e não livres são as restrições. Em outras palavras, a ASSESPRO não admite que a administração pública determine quais restrições devem vir aplicadas aos produtos que ela adquire. Segundo a ASSESPRO, o governo tem que aceitar as restrições propostas pelo fabricante do software, independente de quais sejam.
A meu ver, esta declaração coloca o Governo em patamar inferior ao de um consumidor.
Mais adiante: \"Por outro lado, apesar do software livre estar comumente associado ao não pagamento de licença de uso, e por isto mesmo ser também chamado de software gratuito, isto não significa que será sempre a melhor opção para resolver qualquer problema.\"
O problema do governo, quando tratamos de software, baseia-se principalmente em haver restrições à concorrência devido aos aprisionamentos gerados pelos softwares adquiridos anteriormente. Isso, gerando inclusive grandes custos sociais e econômicos pelas migrações.
Neste sentido, o software livre resolve o problema, ficando ao fabricante do software a decisão de tornar seu software livre ou não, ou até mesmo concorrer com um software livre criado por outro fabricante.
A observação parece entender software como uma coisa estática, imutável. Mas por sua própria natureza, o software é moldável, as restrições que o tornam imutável são artificiais. Por este motivo, comprar softwares com restrições que impedem a livre concorrência faz com que o governo seja fomentador (respondendo à pergunta do artigo que está sendo comentado).
postado em: qua, 13/01/2010 - 14:17
Eu ainda não entendo por que a ASSESPRO não divulgou aqui no Baguete mesmo a resposta das 9 perguntas que fiz, respondidas clara e diretamente tópico por tópico. Se a Datasul quisesse colocar seus software no Portal Do Software Público quem ia bater ? Por que estão batendo só na DBSeller ? Por que só a DBSeller chamou tanta atenção, se outras empresas privadas já abriram e disponibilizaram softwares ?
PAULINO, a Fabrica Livre é uma desenvolvedora de software Brasileira que gera emprego e renda aqui não ? Você é um empresário correto ? paga contribuição sindical não ? A lista de clientes da Fabrica Livre possui nomes de peso !
Vários empresários de sl respondendo ao tópico, e eu não conheço nenhum empresário comunista ou que viva só de inclusão digital.
\"o que há de mais avançado em tecnologia\" é SEMPRE protegido por patentes, licenças ou outros mecanismos de proteção da propriedade intelectual.\"
Vai então que a Fabrica Livre conquistou os clientes que conquistou vendendo software de segunda Roberto ? ah para...
O discurso tem que mudar. As entidades de T.I pararam no tempo. Ser contra o inchaço da T.I governamental eu concordo, ser contra um repositório de software não.
A ASSESPRO está se misturando a questão do SERPRO com o Portal Do Software Público, com inchaço da T.I pública, com quebra de patentes, com propriedade intelectual, com novos modelos de propriedade intelectual e lucro, fazendo uma salada de fruta batida no liquificador e dando a entender que empresas que lucram com software livre servem apenas para equipar telecentros. E naõ é essa a realidade.
Tem software livre de segunda ? claro que tem. Assim como tem software fechado de terceira, empresas de T.I de quarta e hardware de quinta. Isso é o mercado e funciona assim com qualquer produto. Seria o mesmo que dizer que o Linea é um carro ruim por que a FIAT produziu o Tipo 1.6 ie que pegava fogo !
postado em: qua, 13/01/2010 - 10:05
Júlio, esse é o termo FUD! Foi esse tipo de mentalidade que manteve o presidente mais incapaz da história dos Estados Unidos no poder(Bush).
O que mencionei como crime, é a questão ética. Se os senhores acham que isto tem que estar na legislação pra ser considerado, já estamos em queda livre!
Se você pode fazer administrar o dinheiro do cidadão economizando e injustificavelmente opta por gastar mais, sem necessidade, que nome tem isso?
Não sou chiita.
Uso um curso da Microsoft também pra Alfabetização Digital, doado pela mesma junto com as Licenças de Sistema Operacional e Pacote de Escritório.
...E trabalharia na Microsoft ou qualquer empresa de software proprietário; negócios são negócios.
Assim como é um bom negócio, usar Software Livre onde o mesmo atenda as necessidades - aqui eu garanto - que me aponte os senhores em que ramos o software livre deixou a desejar, exceto por aplicações legadas.
postado em: ter, 12/01/2010 - 18:00
Sr. Mayer,
Minha dúvida em suas colocações é somente a seguinte: se este posicionamento é pessoal/empresarial ou se é a posição da Assespro de onde é \"presidente\". Se é sua, muito bem, fico quieto e nada tenho a falar pois inclusive nossa Constituição concede direitos de experessão igual à todos.
Entretanto, se esta é a visão da Assespro, não a entendo pois como o próprio nome diz é uma \"associação das empresas brasileiras de tecnologia da informação\". Assim, se é uma posição da Assespro, pergunto-lhe: quais são as \"empresas brasileiras de tecnologia da informação\" que esta associação representa? Somente aquelas que são contra software livre ou todas as empresas, inclusive as que trabalham com o software livre como a minha ou a de amigos? Não sou associado? Não. E se fosse? Como ficaria?
Indo adiante, será que por posições como estas apresentadas pelo senhor, empresas como a minha e de outros colegas que trabalham com software livre não se associam a Assespro em nenhum nível? Será que esta visão distorcida da realidade de mercado não é one-way e exprime somente suas dores e rancores pessoais? De meu lado, não me preocupo com o governo comprando software livre ou software proprietário. Estou vendendo meus serviços sem licenciamento em todas as instâncias e mesmo sendo ainda pífios os rendimentos no segmento de governo, acredito que irá melhorar. Ao contrário de sua visão (que acredito ser somente pessoal e não da dita associação), não reclamo de perder 6% de licenciamento.
Mais adiante ainda, lendo o código de ética da associação, me deparo com os seguinte e interessante parágrafo: \"A empresa associada à ASSESPRO jamais pratica, deliberadamente, qualquer ato que possa causar prejuízo ou ser contrário ao interesse público. \" Então senhor Mayer, pergunto-lhe: não seria um prejuízo ao erário, ao interesse público, gastar MAIS 6% em licenciamento de software que poderia ser usado para, por exemplo, criar escolas ou postos de saúde? Se sim, o que o senhor fala é bravata. Se não, o código de ética da associação somente serve para \"encher linguiça\".
Finalmente, pergunto-lhe. Quantas são as empresas que trabalham com software livre que fazem parte do quadro de associados da Assespro? Destas empresas, quantas que corroboram seu artigo neste canal?
Eu gostaria muito de saber mesmo se é uma posição da assespro ou sua particular. Quem sabe assim não posso tentar mudar não é mesmo?
postado em: ter, 12/01/2010 - 17:00
Sr Mayer,
Quando disse que o senhor deveria se informar melhor, disse-o porque pensei que seu artigo fosse contra o Portal de Sw Público, o qual o senhor afirmou ser o SERPRO o responsável, que não o é. Mas sinto que me enganei, notei que seu problema era o SERPRO não é o referido portal, pela sua última afirmação - \"o SERPRO foi criado por Lei Federal. Suas atividades atuais não seguem esta Lei.\". Porque será? O que estará seu presidente contrariando a ASSESPRO? Essa é uma pergunta que não tenho como responder... Mas não creio que seja em virtude dos R$ 117.000.000,00 economizados em 2009 em licenças proprietárias (segundo o CISL - Comitê de Implementação de Sw Livre).
Quanto ao Processo Produtivo Básico (PPB), o governo se balizar pelas seguintes diretrizes ou indicadores: montante de investimentos a serem realizados pela empresa para a fabricação do produto; desenvolvimento tecnológico e engenharia local empregada; nível de empregos a ser gerado; se haverá a possibilidade de exportações do produto a ser incentivado, nível de investimentos empregados em P&D; se haverá ou não deslocamento de produção dentro do território nacional por conta dos incentivos fiscais.
Como o senhor pode constatar o peso de P&D entre tantos fatores é mínimo. É muito mais vantajoso para a multinacional investir em uma fábrica em região incentivada, para encaixar placas (soldadas em outra fábrica brasileira que desconhece os componentes e o projeto da placa, porém usando soldadoras importadas) nos chassis de computadores e celulares, do que desenvolver hw ou sw nacional. Francamente Sr. Mayer. O nome disso é FUD e é uma técnica muito antiga. Pois até onde eu saiba, já foi usada pela IBM contra a falecida Burroughs na década de \'70...
Fico por aqui, não participarei mais disso, pois está se desperdiçando muito tempo para pouco resultado.
postado em: ter, 12/01/2010 - 15:52
Há alguns minutos tentei esta URL
http://www.mbi.com.br/MBI/biblioteca/artigos/200912-information-week-tic...
mas deu erro de indisponibilidade... As chances de isso estar num Apache são poucas...
Li tudo acima com cuidado.
Pena que o Mello saiu da ASL. Mas é bom saber que segue sintonizado com o que é socialmente justo e tecnicamente superior !!
Falar mal da Assespro é fácil. Falar mau dos governos também.
Pergunta ingênua:
Porque a Assespro não participa do FISL ?
http://www.fisl.org.br/10/www/patrocinadores
postado em: ter, 12/01/2010 - 14:30
Prezados,
Só para colocar um pouco mais de lenha na fogueira.
1 - O representante da ASSESPRO diz que a utilização de Software Livre não se baseia em nenhuma lei. Isso não é verdade, vide o estudo \"Software Livre na Administração Pública\", realizado pela FGV e disponível no endereço http://www.softwarelivre.gov.br/publicacoes/Estudo_FGV.pdf/view > Lá fica claro que o SL não só obedece a legislação brasileira como atende os princípios de moralidade na administração. Sugiro ao representante da ASSESPRO que o leia.
2 - O Governo Federal não favoreceu nenhuma empresa, pois fez uma chamada pública convidando todas as que se interessassem que enviassem proposta de software para gestão municipal. O resultado da chamada pública pode ser visto aqui: https://www.consultas.governoeletronico.gov.br/ConsultasPublicas/consult...
postado em: ter, 12/01/2010 - 13:30
Caros debatedores, se persistirem em argumentos do tipo \"você é desinformado\", \"eu creio que lhe incomoda\", não haverá mais respostas.
Vamos aos fatos: o SERPRO foi criado por Lei Federal. Suas atividades atuais não seguem esta Lei. Ninguém exceto o Poder Executivo sozinho decidiu por estas mudanças, o que contradiz o principio constitucional que regula a ingerencia do estado na economia. Apenas para dar um exemplo, o presidente do Serpro citou (em apresentacao que eu ouvi) e eu pude ver, pessoalmente em Brasilia, que o Serpro hoje terceiriza pessoal de limpeza e portaria para os ministerios.
Quanto ao investimento em P&D, apenas para dar UM exemplo que vale por muitos, a Lei de Informática, que introduziu as regras do Processo Produtivo Básico, exigiu contra-partida das multinacionais. Documentada por meio de processos controlados pelo MCT.
Divergencia de posicoes na democracia é saudável. Refuto, novamente com fatos, a afirmacao final que a Assespro se preocupa apenas com \"os poucos que desenvolvem sw proprietário no Brasil, em ambiente restrito e fechado, que em nada contribui para a nossa P&D\", em todos os sentidos. Se assim fosse, não teriamos 1400 associados em todo o pais (não são poucos, com certeza). Como dito anteriormente, parcela significativa destas empresas trabalham com software livre (seria também isto restrito e fechado?).
Criticar o trabalho alheio (e voluntário, seja dito de passagem, dos dirigentes da Assespro) é fácil (as mensagens acima são prova disso). Reafirmo que o objetivo é termos um marco jurídico estável, aprovado pelo Congresso, com leis claras para fazer frente a todos nossos problemas. Neste sentido, convoco a que apresentem propostas concretas.
postado em: ter, 12/01/2010 - 10:58
O Sr. Mayer escreveu somente 6 linhas e nelas, não acertou nada! Vejamos:
\"(...)compare p.ex. a ação atual do Serpro com a lei que o criou(...)\"
ROBERTO C. MAYER (Assespro), em 11/01/2010, 13:56
Sr Mayer, um profissional na sua posição *tem obrigação* de se informar melhor. O portal ao qual o senhor se refere, é do Min. do Planejamento. O SERPRO - que creio ser quem lhe incomoda por estar usando massivamente o Sw Livre e servindo de exemplo para todos os governos - não tem nada a ver com isso!
\"(...)leva muitas multinacionais do setor a investir mais em outros países menores que o Brasil. Todos perdemos deste jeito.\"
ROBERTO C. MAYER (Assespro), em 11/01/2010, 13:56
Puxa, isso para a ASSESPRO é fundamental, mas para o Brasil não creio que tenha muito significado. Me mostre um exemplo sequer de investimento de multinacional em P&D nos últimos 10 anos. Não existe! O investimento que fazem no Brasil, é em ampliação do quadro de vendas de caixinhas recheadas de sws prontos, que são excelentes para drenar nossa balança comercial, aumentando o fluxo de royalties.
Senhores, infelizmente a realidade é essa. Um dirigente de uma associação que deveria incentivar o desenvolvimento de nacional de sw, está preocupado unicamente com seus filiados que vendem programas desenvolvidos no exterior, e com os poucos que desenvolvem sw proprietário no Brasil, em ambiente restrito e fechado, que em nada contribui para a nossa P&D.
postado em: ter, 12/01/2010 - 10:55
\"o que há de mais avançado em tecnologia\" é SEMPRE protegido por patentes, licenças ou outros mecanismos de proteção da propriedade intelectual.
Mas o software livre é protegido por licenças sim ! GPL por exemplo é uma licença de software... tem todos os \"direitos e deveres\" de uma licença de software, assim como qualquer software...
Android (Google) Licença Apache... livre
O Android é inferior a que plataforma ?
\"ele serve sim em processo de inclusão digital\"
Só isso ? o resto todo, case de sucessos, empresas como Peugeot todas só servem para inclusão digital ?
Este tópico já desviou de assunto e agora parece ter o objetivo de classificar o software livre como ferramenta de segunda categoria de T.I
postado em: ter, 12/01/2010 - 10:18
Eu não disse que as multinacionais nos colocariam \'na ponta\', apenas que parte delas geram bons empregos hoje na Argentina, na Costa Rica, em vez de por aqui...
Da mesma forma não é verdade que acesso ao código gera indústria de software: mesmo antes do software livre, o código estava disponível em papers acadêmicos. Não há nenhum exemplo, no Brasil ou em outro lugar, de \'indústria de software\' nascida a partir de código aberto por terceiros.
Mais, \"o que há de mais avançado em tecnologia\" é SEMPRE protegido por patentes, licenças ou outros mecanismos de proteção da propriedade intelectual.
Não somos contra software livre, ele serve sim em processo de inclusão digital, mas afirmar que \"compra de licenças para Inclusão Digital no país é um crime contra o patrimônio público\" não tem base em qualquer lei em vigor no país. Está mais para discurso inflamado, que gera muito debate e nenhum resultado prático.
Recomendo a leitura dos demais artigos sobre o tema, publicados neste portal, no site da Assespro e/ou no site da minha empresa (http://www.mbi.com.br/MBI/biblioteca/artigos/). Nosso objetivo é construir uma estratégia nacional de longo prazo. Convido todos a dar sua contribuição.
Muito obrigado pelo debate!
postado em: ter, 12/01/2010 - 09:33
\"(...)leva muitas multinacionais do setor a investir mais em outros países menores que o Brasil. Todos perdemos deste jeito.\"
ROBERTO C. MAYER (Assespro), em 11/01/2010, 13:56
Meu Caro,
Não é a presença das multinacionais que nos colocaria \"na ponta\". É o acesso ao código que nos permite desenvolver a nossa própria indústria de software!
Os códigos para desenvolver para o que há de mais avançado em tecnologia estão aí, com código aberto e permissão legal. Ou o Brasil deve ser só consumidor?
Trabalho com Inclusão Digital e afirmo:
Compra de licenças para Inclusão Digital no país é um crime contra o patrimônio público, uma vez que ten-se no mercado soluções livres que atendem perfeitamente esta demanda.
Júlio, tem mais, muitos casos de se criar um \"clima desfavorável ao sofware livre\", quando se põe os infocentros e afins sem gente capacitada, sem remunerção, como se o fato do sw ser livre o monitor/professor não tenha direito a renda pelo seu trabalho... Conheço muitas historias assim; Ou: \"Com SL não damos manutenção nas máquinas\"!
postado em: seg, 11/01/2010 - 15:43
Nisso eu concordo com você Roberto :
\"é baseado em LEIS CLARAS nos países desenvolvidos. Nosso problema é que a ação governamental se dá sem LEI que a justifique (compare p.ex. a ação atual do Serpro com a lei que o criou), criando um ambiente de insegurança juridica\"
Falta ao Brasil, de forma geral, leis mais simples, claras e objetivas, especialmente quando o assunto é C&T
Não concordo que o caso do Portal Do Software Público não tenha regras claras, talvez necessite de ajustes, mas sendo código aberto, qualquer empresa privada pode disponibilizar seu software lá e ofertar seus serviços.
FINEP, CNPQ, BNDES estes especialmente para o setor de T.I necessitam sim de regras bem mais simples, claras e objetivas. Mais simples não quer dizer simplórias.
Casos como a da Pratic, empresa de Caxias do Sul que ficou \"presa\" na burrocracia entre a UFRGS e a FINEP não podem ocorrer.
O que falta também ao governo federal é unidade nas informações e decisões, pois eu vejo grande semelhança entre o Portal Do Software Público e o Portal da Inovação, entretanto são ações separadas. O Portal Do Software Público deveria ser um \"subprojeto\" ou \"subpágina\" do Portal da Inovação.
postado em: seg, 11/01/2010 - 12:56
Marcelo, não vou comentar sobre teus sonhos (essa colocação me parece fora de propósito).
O ponto CHAVE que você coloca, sobre investimento público em C&T, é baseado em LEIS CLARAS nos países desenvolvidos. Nosso problema é que a ação governamental se dá sem LEI que a justifique (compare p.ex. a ação atual do Serpro com a lei que o criou), criando um ambiente de insegurança juridica, que leva muitas multinacionais do setor a investir mais em outros países menores que o Brasil. Todos perdemos deste jeito.
postado em: seg, 11/01/2010 - 11:33
A retórica de que o estado deve se preocupar apenas com \"saúde, segurança, habitação e educação\" está há muito superada. Com o advento desta recente crise, os grandes grupos correram para debaixo da saia do estado, pedindo injeções de capital.
Além disso, é mais do que sabido que Ciência e Tecnologia são questões estratégicas de Estado e que, em fases iniciais, dependem muito da ação e do subsídio governamental.
Os países desenvolvidos investem muito mais dinheiro público (proporção PIB) do que o Brasil em C&T.
Sabem qual é o sonho de muitos empresários ligados à ASSESPRO? Serem comprados por uma multinacional de TI.
postado em: qua, 06/01/2010 - 19:32
Olá,
Li o artigo e os comentários - acabei ficando com uma dúvida: porque o pessoal da ASSESPRO se dá ao trabalho de ligar e postar comentários vazios ao invés de responder? Para que alguém enviaria \"não um questionário\" e não a resposta que todos querem? Já que se deu ao trabalho de enviar o comentário, que tenha conteúdo! Realmente estou achando que eles não têm resposta...
Abraço!
PS: Para que não sabe, o \"Júlio\" que comentou acima é o famoso Julio Cezar Neves (http://pt.wikipedia.org/wiki/Julio_Cezar_Neves).
postado em: qua, 06/01/2010 - 09:12
Estamos vendo, aos berros, que o custo de licença de software gira em torno de 6% de um projeto.
Não podemos nos esquecer que alguns setores trabalham com margem de lucro de 5%.
Não é interessante diminuir ou ate eliminar o custo com licenças de software?
Qualquer software, proprietario ou software livre, tem custo com: implantacao, manutencao e customização.
Alguns parecem se lembrar disso apenas com software livre sendo que o software proprietario tem, alem dos custos citados, o custo com a licenca.
postado em: ter, 05/01/2010 - 16:37
MAYER,
E me parece que, além do espaço reduzido, também há pessoas que não entendem este espaço, que é para troca de idéias. Tanto que a participação de todos é no item \"ENVIE UM COMENTÁRIO\" e não um questionário.
Outrossim, talvez por falta de acompanhar os mais de 30 anos de nossa história, desconhecem o nosso histórico de diálogo e convergência, prática realizada a partir das Regionais ASSESPRO e com as respectivas empresas associadas, para com as quais sempre interagimos e damos satisfação de nosso trabalho.
Mas, como sempre, vale a iniciativa por abrir discussão de tema tão importante.
Hugo Dittrich
Vice-Presidente de Qualidade, Planejamento e Controle da ASSESPRO Nacional
Presidente da ASSESPRO-SC
postado em: ter, 05/01/2010 - 16:00
Enquanto as Prode$$s só compravam software proprietário, ninguém reclamava. Quando algumas começaram a fazer em casa ou ainda a obter software livre e contratar consultorias para suporte, manuntenção e desenvolvimento, começou o berreiro. Quanto ao Serpro, será que foi ele que \"inchou\" por causa do software livre ou foi a demanda que cresceu nas últimas décadas que deixamos de ser um país de 90 milhões para se tornar um de 190 milhões de brasileiros? Ou isso não entra na conta?
Já conheço este discurso de longa data. Bater no software livre é hobby daqueles que querem sentar atrás da mesa e ver a grana entrar por meio de licenças de software ou ainda, daqueles como o ex-CIO do Banco Santos que berrava (literalmente) que software livre é coisa de comunista, de moleque e que não existem empresas capazes de suportar o mercado corporativo. Agora que estas existem e mostram como se faz dinheiro com este modelo, como dizem por aqui, \"ficou pequeno\".
É... o mundo é injusto, as pessoas são más e o pior ainda está por vir (e vai ser nas commodites do software).
postado em: ter, 05/01/2010 - 15:47
intentei lhe ligar nos dois telefones que deixou abaixo da mensagem, mas só consegui deixar recado no seu celular.
Gostaria de esclarecer que entre os associados da Assespro há empresas que atuam com software livre e outras que não.
Como associação não somos a favor nem contra determinados produtos, mas nos posicionamos em função da defesa da livre escolha de produtos pelo mercado.
A interferência do governo na área de TI é apenas exemplificada por esse caso citado no artigo; gostaria de entender o motivo de tamanha preocupação com o assunto.
Sugiro que leia http://www.mbi.com.br/MBI/biblioteca/artigos/200912-information-week-tic... para entender melhor o foco de nossa colocação.
Infelizmente o espaço disponivel para artigos na imprensa é limitado, o que nem sempre nos permite desenvolver o tema de forma tão completa quanto desejariamos.
postado em: seg, 04/01/2010 - 11:33
Paulino, qualquer pessoa que tenha sua empresa, seja empreendedor sempre buscará ter o máximo de lucro possível e imaginável. Eu sou capitalista e quero o máximo de dinheiro sempre e não vejo nisso nenhum problema nem nenhum conflito com o software livre.
Só que no artigo na verdade ele não se dá conta que um concorrente da DBSeller pode simplesmente pegar o software da DBSeller (agora livre) e vender serviços para ele SEM NEM GASTAR OS 6%. É coisa de sanguessuga ? claro que é. Mas não é ilegal e não tira a oportunidade de ninguém faze-lo.
POR ISSO NÃO HÁ NENHUM FUNDAMENTO NAS AFIRMAÇÕES DO ARTIGO.
E ATÉ AGORA ESTOU ESPERANDO A ASSESPRO RESPONDER MINHAS PERGUNTAS.
postado em: sex, 01/01/2010 - 06:52
Interessante a discussão mas tenho uma dúvida (pode ser por causa da ressaca do final de ano). O presidente da Assespro de São Paulo está lamentando a perda de 6% de faturamento? É isso mesmo ou estou equivocado? Os outros 94% não satisfaz?
postado em: ter, 29/12/2009 - 18:56
No pregão supracitado, vários concorrentes irão aparecer apresentando os mesmos produtos (windows e office).
Que concorrência!
Todos sabemos que o parceiro Microsoft de maior volume de vendas é que consegue os maiores descontos com a mesma.
Que concorrência!
postado em: seg, 28/12/2009 - 22:20
Esqueci de citar a URL do pregão:
http://www.portaldecompras.sc.gov.br/index.php?option=com_wrapper&Itemid...
postado em: seg, 28/12/2009 - 22:18
Poste uma réplica ao comentário do Hugo Dittrich, Presidente da ASSESPRO-SC e, pelo tempo decorrido, deve ter sido moderado, mesmo sem eu entender o porquê. Já que não escrevi ofensa, injuria ou outras coisas da mesma natureza que possam gerar uma moderação. Prefiro pensar que houve alguma falha na transmissão.
De qualquer forma, acabei de descobrir um edital para um pregão que será realizado em 11/01/2010 que trata da
aquisição de 4.324 licenças de Office e licenças de atualização de Windows, para atender Unidades Escolares da Rede Pública Estadual de Ensino de Santa Catarina.
Como é do conhecimento de todos os técnicos, o BrOffice.org substitui perfeitamente o MS Office, exceto em casos muito raros de complexas macro legadas, que não creio ser o motivo para uma compra tão grande.
Sr. Dittrich, mais uma pergunta simples, para a qual espero uma resposta objetiva:
- Qual é a posição da Assespro-SC com relação a este fato? Os Srs. pretendem fazer algum movimento contrário como esse que estão fazendo com relação ao Sw Livre
Peço que o Sr. me dê uma resposta definitiva, já que a anterior não foi respondida a contento, limitando-se a divagar sobre retórica.
postado em: seg, 28/12/2009 - 15:01
Caro Sr. Dittrich,
pode ficar seguro, que conheço muito bem a Assespro, tendo inclusive interagido com a mesma, inclusive à época de sua fundação no final dos anos \'70, se não me engano. Logo após, a ASSESPRO notabilizou-se por, frequentemente, ir contra a Reserva de Informática defendida pela SEI, na época em que mais se produziu sw no Brasil. Mas isso já é outra estória...
Mas por falar em Reserva de Mercado, desde à época de fundação da Assespro o governo já atua no desenvolvimento de sw, com presença notável da Cobra Computadores no final dos anos \'70 início dos anos \'80.
Não concordo, no entanto, com sua resposta, que considerei muito evasiva, pois o Sr. se ateve a detalhes da minha forma de redigir, sem ir ao ponto principal.
Quando escrevi \"disse\", usei um termo corriqueiro nos cliente de e-mail que encabeçam uma mensagem com a frase \"Hugo Dittrich disse:\", não acredito que isso tenha desvirtuado o escopo do meu e-mail.
Como já disse anteriormente, conheço a Assespro desde a sua fundação, porém creio que o Sr. precisa conhecer um pouco mais de Sw Livre para poder se manifestar com segurança sobre o tema. Senão vejamos, o Sr. disse, citou ou escreveu o seguinte:
\"tanto que temos empresas associadas cujo faturamento vem da prestação de serviços por software livre com ou sem código aberto.\"
Meu caro, não existe Sw Livre que não tenha o código aberto. O que define um sw como livre, não é o fato dele ser gratuito (que nem sempre o é), mas sim a liberdade de alterá-lo e distribuir essas alteração. Isso é que o induz ao princípio de desenvolvimento cooperativo, que é o pilar do Sw Livre.
Achei também a sua metáfora com os provedores gratuitos muito fora da realidade. Eles internalizam muito pouco conhecimento porque pouco ou nada é desenvolvido no país. Para criar um provedor, o importante é o capital e não a mão de obra. Para desenvolver um Sw Livre a única coisa que importa é a qualidade da mão de obra.
Para finalizar, voltarei à pergunta que fiz e não obtive resposta:
\"Senhores, frequentemente vemos as empresas de sw proprietário envolvidas em descalabro (como está acontecendo atualmente no governo do Distrito Federal). Por que a Assespro não se une ao povo brasileiro em seu grito contra este status quo e deixa as comunidades de Sw Livre continuarem desempenhando, sem corrupção, o seu papel de difusores de cultura digital e internalizadores de tecnologia?\"
postado em: sab, 26/12/2009 - 17:18
Sr. Júlio
Entendo este fórum como o local de debate do assunto em questão e não para contraponto as demais mensagens. Contudo, como o senhor faz uma pergunta, vou respondê-la.
Porém, inicialmente devo corrigir um erro cometido pelo senhor, não de opinião, mas de fato: no seu prólogo o senhor cita que eu “disse” quando na verdade CITEI parte de um documento entregue pelas três principais entidades em defesa das empresas brasileiras de tecnologia da informação, a ASSESPRO, a FENAINFO e o SOFTEX, ao governo federal.
Quanto a sua pergunta, uso-me do primeiro parágrafo do texto que anteriormente enviei, onde cito que não há dentro da ASSESPRO qualquer diferenciação quanto ao modelo comercial adotado por empresa brasileira, tanto que temos empresas associadas cujo faturamento vem da prestação de serviços por software livre com ou sem código aberto. Apesar de seu longo tempo no mercado concluo que o senhor desconhece que a ASSESPRO desde sempre se destacou por representar as empresas do setor e assumir compromisso formal com a tecnologia nacional, como instrumento capaz de alavancar o desenvolvimento de nosso país e contribuir efetivamente para minimizar os desníveis sociais hoje observados; e faz isso por suas ações como instituição e por suas associadas de forma legal e ética, tanto que ao se associar cada empresa assume o compromisso de cumprir nosso CÓDIGO DE ÉTICA. Convido ao senhor para entrar em contato com a regional ASSESPRO de seu estado e saber dos detalhes.
Por fim, volto a declarar a minha opinião: a discussão não é entre empresas, mas com um governo que, de forma dogmática, se recusa a discutir medidas que influenciam a sociedade brasileira. Como exemplo cito o que aconteceu com os pequenos provedores de internet que existiam até uns 10 anos atrás: grandes players do mercado ofereceram conexão gratuita, acabaram com estas empresas, e depois tudo virou pago. Naquela época alertamos o governo federal de então, que não nos ouviu, e deu no que deu.
Hugo Dittrich
Vice-Presidente de Qualidade, Planejamento e Controle da ASSESPRO Nacional
Presidente da ASSESPRO-SC
postado em: sab, 26/12/2009 - 12:02
Sob certos pontos de vista, ambos os antagonistas tem suas razões. Mas aí vai uma boa oportunidade de debate.
O próprio Portal do Software LIvre não permite que esse debate ocorra?
Lauro Faria
www.bdibbs.com.br
postado em: sab, 26/12/2009 - 11:29
Um texto vindo direto de 2004, só pode ser. Um presidente de associação com visão tão estreita sobre o mercado, como se as empresas privadas fossem a fonte da ética, precisa rever conceitos ou deixar o cargo para alguém mais arejado.
postado em: sab, 26/12/2009 - 09:05
Em sua réplica o sr. Dittrich, disse em nome da Assespro:
\"Além disto, cabe ao Poder Público assegurar a livre concorrência e, em conseqüência, direitos iguais a todos os cidadãos, não podendo admitir qualquer preferência em favor de qualquer software, seja um software livre ou o chamado software proprietário, até mesmo porque o cliente da empresa de Tecnologia da Informação é que deve escolher a tecnologia que lhe for mais conveniente.”
Nos 40 anos que trabalho diretamente com TI, seja como técnico ou como executivo, nunca vi nenhuma das entidades citadas (Assespro, Fenainfo e Softex) se oporem às milhares de licitações de compra de computadores com MS Windows & MS Office, configurando não só uma preferência em favor de um determinado software, mas também uma compra casada, que é proibida na *constituição*.
Como em todos os ramos, a história se repete:
- Primeiro eles te ignoram;
- Depois eles debocham;
- Quando nada deu certo, eles te ameaçam.
Também quero deixar a minha pergunta para a Assespro: Senhores, frequentemente vemos as empresas de sw proprietário envolvidas em descalabro (como está acontecendo atualmente no governo do Distrito Federal). Por que a Assespro não se une ao povo brasileiro em seu grito contra este status quo e deixa as comunidades de Sw Livre continuarem desempenhando, sem corrupção, o seu papel de difusores de cultura digital e internalizadores de tecnologia?
postado em: qui, 24/12/2009 - 19:07
\"(...) No caso de prefeituras, o governo ainda promoveu um grande lançamento em outubro/2009, direcionando para empresa indicada no próprio portal. Ninguém entendeu o critério de seleção dessa empresa. Na nossa avaliação, trata-se de um tema que deveria ser investigado pelo Ministério Público. A decisão do governo não ficou transparente e pode prejudicar um setor como um todo.\"
No site do projeto e-cidade (o sistema de gestão de prefeituras disponibilizado no portal SPB)
http://www.softwarepublico.gov.br/dotlrn/clubs/ecidade/one-community?pag...
existe uma área no rodapé chamada \"Prestadores de serviço\", em que aparecem dois prestadores (no momento que eu li, uma empresa e uma pessoa física) e, abaixo dos dois nomes, um link chamado \"Prestadores\"
http://www.softwarepublico.gov.br/mpv/organizations/list?community=15315976
onde aparecem cadastrados dezenas de prestadores - atualmente quarenta e cinco.
Os fornecedores estão ordenados em ordem alfabética, uma ordem aparentemente justa (a empresa que criou o e-cidade, a DBSeller, aparece quase no meio primeira página, sem um destaque maior que os outros).
Não enxergo nada no site do e-cidade que me leve a pensar que o governo favoreça um fornecedor em detrimento de outros. Por tudo isso, só posso dizer que o artigo original é um FUD mal-elaborado.
postado em: qui, 24/12/2009 - 16:19
O governo, em todas as suas esferas, tem o dever de controlar informação sensível em seus sistemas e para isso precisa de sua própria equipe de TI. Delegar isso a terceiros é uma temeridade.
Se isso é concorrência? Pode ser. Mas o mercado é bem maior do que o governo.
postado em: qui, 24/12/2009 - 14:19
Inicialmente é preciso fazer o registro de uma decisão da ASSESPRO tirada em assembléia de 2003: a ASSESPRO não é contra qualquer tipo de comercialização de software e serviços, ela é contra a preferência dada por qualquer ente público a determinada forma de comercialização, seja ela qual for.
Também faz-se necessário deixar patente que esta visão é compartilhada pela FENAINFO e pelo SOFTEX, tanto que abaixo segue trecho de documento entregue a este Governo Federal, contendo considerações e propondo ações para o setor de software, e que foi subscrito por estas três entidades:
“O Brasil já conta com diversas empresas que baseiam sua linha de trabalho e lucro em cima do software livre. Por outro lado, apesar do software livre estar comumente associado ao não pagamento de licença de uso, e por isto mesmo ser também chamado de software gratuito, isto não significa que será sempre a melhor opção para resolver qualquer problema. Entendemos que é papel do governo buscar sempre a melhor relação de custo x beneficio, inclusive no que diz respeito a software, sistemas e toda a infra-estrutura necessária para operá-los. Neste sentido, em muitos casos o software livre pode não ser a melhor resposta, especialmente quando considerado o TCO (Total Cost of Ownership).
Além disto, cabe ao Poder Público assegurar a livre concorrência e, em conseqüência, direitos iguais a todos os cidadãos, não podendo admitir qualquer preferência em favor de qualquer software, seja um software livre ou o chamado software proprietário, até mesmo porque o cliente da empresa de Tecnologia da Informação é que deve escolher a tecnologia que lhe for mais conveniente.”
E para finalizar, em minha opinião, por vício de origem ao criar o portal este governo errou mais uma vez em colocar seus dogmas acima do entendimento com a sociedade. E acertou onde não viu, criando um diversionismo e deixando em segundo plano a discussão maior, que é a existência dos SERPROs que existem por este país.
Rogo pela manutenção coesa das empresas PRIVADAS a favor da livre concorrência empresarial.
Hugo Dittrich
Vice-Presidente de Qualidade, Planejamento e Controle da ASSESPRO Nacional
Presidente da ASSESPRO-SC
postado em: qui, 24/12/2009 - 13:42
Gustavo, excelente exposição.
postado em: qui, 24/12/2009 - 13:20
O senhor Gustavo Melo fez otimas ponderacoes. Parabens.
Tambem estou doido para ver a resposta do sr Roberto Carlos Mayer (presidente da Assespro-SP).
postado em: qua, 23/12/2009 - 18:20
MAS EU TAMBÉM DEFENDO AS ENTIDADES PRIVADAS Samuel... sempre atuei no setor privado, acredito que o governo tem sim que contratar no mercado.
O software livre é uma ferramenta do mercado, que gera grandes negócios, renda, desenvolvimento, empregos. O software livre aumenta enormemente a concorrência e fomenta o mercado também, assim como o software proprietário. Negócio é negocio, um vende um produto outro presta um serviço mas isso é um detalhe. O que importa é ter lucro e deixar o cliente satisfeito.
Neste caso, o que temos, é uma empresa PRIVADA, que abriu seu software e o governo disponibiliza banda e servidores para quem quiser baixar o software.
Ocorre que mesmo que o governo retire o software do site, ainda assim ele estará plenamente disponível via torrent, sourceforge, download no site da criadora, etc...
Além disso pelo que pesquisei até o momento que de forma alguma o governo impediu que qualquer empresa (associada da ASSESPRO ou não) que deseje abrir seu software, torna-lo livre, e disponibiliza-lo no site tenha tido esse pedido restringido de alguma forma.
Somo ainda o fato que o artigo não leva em consideração de forma alguma o modelo de negócios que ele mesmo cita, pois outras empresas poderão baixar o software e oferecer serviços para o mesmo, de forma a terem MAIS UMA FONTE DE RECEITA, mesmo que sejam concorrentes DIRETAS de DBSeller ainda assim poderão faze-lo já que o software é livre.
Mas antes de me manifestar mais, eu gostaria de receber as respostas da ASSESPRO para as perguntas acima...
postado em: qua, 23/12/2009 - 07:17
Mas é claro que o presidente da ASSESPRO irá defender as entidades PRIVADAS! É o peixe dele!
postado em: ter, 22/12/2009 - 16:06
Roberto, seu artigo me pareceu um pouco defasado e superficial em relação a atual realidade do mercado, por isso tenho algumas perguntas e exposições :
1) A ASSESPRO apresentou formalmente : denúncia ao MPF ? Polícia Federal ? Recurso administrativo ou consulta ao orgão ? CADE ? isso pode ser feito pela internet atualmente...
Apresentar denúncia, não quer dizer que você acuse alguém de algo, apenas solita-se que formalmente o orgão em questão investigue o caso. Eu mesmo já fiz isso como pessoa física com uma fabricante de hardware que resultou em um TAC.
2) Alguma outra empresa brasileira teve recusado seu pedido de disponibilização do software no Portal do Software Público ?
3) Alguma empresa concorrente da DBSeller teve algum impedimento (seja do governo ou da empresa criadora) em utilizar, implementar ou prestar serviços APÓS a DBseller abrir o software ?
4) É software livre ? está disponbilizado pelo criador como software livre ? livre é livre ! Independente de quem disponibilize link e servidores para o download... seja no sourceforge, no site da empresa criadora ou um torrent... mesmo que retirado do software público, basta a DBSeller colocar no SourceForce e/ou Torrent, colocar anúncios no Google e criar um fórum na internet. Pronto. Dá na mesma.
5) Os outros softwares do site não estariam no mesmo \"problema\" da DBSeller ? eu adoro ser o primeiro a criticar o setor público, se alguma parcialidade por parte do orgão em questão, TODOS os softwares disponbilizados e TODAS as empresas envolvidas devem ser investigadas.
6) No site há uma área para cadastramento de fornecedores. Mesmo sendo (naquela época) uma empresa nova a fazer parte do site, eu pude me cadastrar como fornecedor, havia claro, no local de cadastro diversos concorrentes, mas meu cadastro foi feito normalmente (há uma área específica no fórum só para fornecedores das soluções). Alguma empresa tentou se cadastrar para também prestar serviços na software em questão ? alguma foi impedida ? houve algum problema ?
7) Custo de implementação e contratações continuarão existindo pois a prefeitura que (presumindo a licitude de uma administração municipal hipotética) terá sempre de contratar o mais barato mesmo que seja software proprietário. Pelo menos é isso que o gestor público deveria fazer com o dinheiro dos meus impostos.
Se há uma solução com custo zero de licença e o gestor possui equipes para implementar, melhor, menos dinheiro público será gasto.
Se o gestor público tiver que contratar fora a implementação, suporte, treinamento, etc... ele novamente terá de contratar o mais barato, via edital, pregão, etc...
ABRE-SE AI ESPAÇO PARA UMA EMPRESA CONCORRENTE DA DBSELLER ENTRAR EM UM EDITAL, PREGÃO, ETC... DE IMPLEMENTAÇÃO, SUPORTE E TREINAMENTO E OFERECER O MESMO SERVIÇO COM PREÇO MENOR ELA GANHA O CLIENTE, O SERVIÇO, A RECEITA E AINDA SEM GASTAR OS 6% APONTADOS NO ARTIGO. Alguma empresa concorrente tentou isso ou teve problemas ao tentar isso ?
8) A Canonical, desenvolvedora do Ubuntu, tem parceiros oficiais no RS e isso não impede de forma alguma no mínimo duas empresas que eu conheço terem ótimas receitas com implementações de Ubuntu, sem terem qualquer tipo de representação oficial. Não podem os concorrentes da DBSeller fazer o mesmo, já que é software livre ?
9) Alguma empresa fica impedida em manter sua solução proprietária de ERP, ofertar ela, como carro chefe inclusive e quando houver oportunidade ofertar também os serviços ao Prefeitura Livre e fechar negócios usando o software que o concorrente liberou ? não seria então o prefeitura livre MAIS UMA possivel fonte de receita ?