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Liderança feminina

Sonia Jordão // segunda, 24/09/2012 11:08

Quando falamos em liderança é comum pensarmos nas imagens de grandes líderes. E, na maioria das vezes, eles são homens. Preconceito ou o resultado de anos e anos da presença masculina em grandes cargos e em papéis de liderança?

Diversas mulheres conseguiram mobilizar pessoas para suas causas e se destacaram como líderes no mundo. Entre elas, Cleópatra, Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce e Indira Gandhi. Um ditado antigo diz que por trás de um grande homem, sempre existe uma grande mulher. Fato ou não, é comum vermos mulheres que exercem a função de primeiras damas se destacarem quase tanto como seus esposos. Quem não se lembra de Jackeline Kennedy e de Hillary Clinton? Por que será?

O fato, do qual não podemos negar, é que atualmente a presença feminina no mercado de trabalho só tem aumentado. Nada mais natural do que encontrá-las atuando como líderes. Desde posições de líderes de equipes até presidentes de grandes corporações. E, por isso, precisamos entender como essa liderança é exercida, afinal homens e mulheres possuem características diferentes que influenciam no método de liderança de cada um.

As mulheres, em sua maioria, são profissionais atentas aos detalhes de cada situação, fazendo com que elas tenham uma visão ampla da empresa. Em função de suas características pessoais, costumam ser bem sucedidas nos processos de comunicação e de negociação.

Por terem uma jornada dupla de trabalho (aquele exercido no emprego e aquele dentro de casa), as mulheres conseguem ser mais flexíveis no ambiente corporativo e ainda fazer diversas atividades ao mesmo tempo. E, usando seu instinto maternal, conseguem obter melhores resultados com as pessoas.

Mesmo com tantos pontos positivos, a liderança feminina ainda é vista com maus olhos, por muitas pessoas. E, até hoje há homens que não admitem serem liderados por uma mulher. O ideal nessas situações é mostrar o quanto elas também são competentes e os benefícios que trarão para a empresa.

Para acabar com os preconceitos, o ideal é deixar claro que na empresa há lugar para todos e que a diversidade de profissionais, independente do cargo ou função que exercem, é um diferencial no meio empresarial. Afinal, todos nós temos características que podem ser consideradas como pontos fracos, mas também temos outras que são pontos fortes. O essencial é mantermos o equilíbrio no ambiente de trabalho.

Tenho observado que, quando temos um homem e uma mulher disputando uma gerência, por exemplo, assumirá o cargo quem for melhor. Mas em caso de empate em termos de competência, o homem é promovido. Dessa forma, a mulher só será levada ao cargo de liderança se for bem melhor do que o homem e se destacar na função que exerce.

Como está comprovado, por estudos do IBGE, que as mulheres tendem a estudar mais do que os homens, elas estão cada vez mais qualificadas para atuarem em determinadas áreas. Portanto, será natural a ascensão feminina como líderes. Mesmo que o ritmo ainda seja lento.

*Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante, consultora empresarial e escritora.

COMENTÁRIOS
Silva

postado em: 05/10/2012 - 13:03

Mais um discurso feminista disfarçado.

Mulheres tem dupla jornada? Quem ve falar parece que ainda estamos nos anos 50 quando toda mulher casava aos 15 a 20 anos e ja tinha uma familia formada nessa faixa etaria. Não parece que cada vez mais aumenta o numero de solteiros e mulheres sem filhos, cada vez mais chegando na casa dos 30 sem familia. Se a mulher tem dupla jornada, o homem igualmente, já que as pessoas tem adotado relações curtas e casuais cada vez mais.

As mulheres não "tendem" a estudar mais, mas tem mais auxilio dos pais e menos cobrança financeira, enquanto do homem ja é esperado sustentar sozinho ou ajudar a sustentar a casa assim que atinge a maior idade ou mesmo antes.

A mulher continua na posição de "filha" até que resolva sair por decisão propria e na maioria das vezes tem suas despesas ainda assim financiadas por pais ou namorados.

Vamos parar com essa falacia feminista da incrível desigualdade e preconceito sofrido por mulheres baseado na vontade de obter mais "cotas" para depois hipocritamente dizer que foi por mérito próprio. As mulheres tem condições de se destacar por mérito, então parem com esse vitimismo disfarçado.

É engraçado que não vejo protestos feministas reinvidicando mais vagas como gari, peão de obra ou qualquer profissão subalterna que não preencha seus fetiches de ostentação; esse tipo de trabalho "pode deixar para os homens".

Por falar nisso, quando é que vão exigir e equiparação da idade para aposentadoria?

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