23.10.05

Resumo da Ópera

Já é hora de fechar esse blog. Fico devendo contar como se saíram Ronald Prade (e-Development) e o Marcelo Camelo (Sucesu-SC), que saíram mais cedo de Bilbao. Farei isso durante a semana, em notas para o portal. Pelas conversas que tive tanto com Ronald como com Marcelo – que em breve deve estreiar um coluna focada em CIOs no Baguete! – sei que a participação deles se encaixa na tônica geral da Missão: um sucesso.

# Foi o tempo em que o empresário de software brasileiro vinha à Europa para conhecer as novidades. Esse foi um dos consensos do depoimentos que colhi: nossas soluções de ERP e gestão empresarial não ficam nada a dever às Européias, quando não são superiores.

# É preciso dar as caras. Uma boa parte dos integrantes da missão estava participando pela primeira vez de um evento como esse promovido pelo European Software Institute, mas todo mundo voltou com algum negócio encaminhado. Aliás, seria interessante promover uma iniciativa parecida por aqui, coisa que já está nos planos do ESI Center Unisinos.

# A TI brasileira já mostrou sua capacidade. Agora falta ao governo fazer uma aposta decidida no setor tecnológico assim como o governo do País Basco fez no seu momento. Fazer a Lei de Inovação funcionar – criando no Brasil um ambiente de interação entre universidades, centros de pesquisa avançados e empresas como o que vimos na Espanha – pode ser um grande primeiro passo.

Na foto: Alexandre Faccioni (Dataware) e Cristovão Pereira (Dalera) celebram um acordo fechado durante as reuniões.

Espichada

Alguns dos participantes da Missão aproveitaram o fato de já estar na Europa para dar uma esticadinha. Pelo que sei, o Paulo Gil (Soluttion) e o Ronald Prade (e-Development) foram para a Alemanha atrás de novos negócios. Ambos têm data de volta marcada para o final de outubro. O pessoal da Zona Franca de Manaus tinha uma reunião marcada em Madri, com uma empresa fabricante de onibus.

Renato da Veiga decidiu dar uma conferida nas belezas de Barcelona. Na mesma linha, Guibson Haas (Sanvitron) e Wagner Cambruzzi (Bminds) vão fazer o Caminho de Santiago. Por questões de tempo, o farão em um carro alugado, com o qual viajarão os 800 km até Santiago de Compostela. Eu dei uma conferida na noite de sexta-feira e estou escrevendo esse post no chão gelado do aeroporto de Guarulhos.

Invertendo o jogo

“É preciso cuidado para não deixar eles na defensiva”, resume o diretor da Soluttion, Paulo Gil, falando sobre sua técnica de negociação com os europeus. Gil afirma em que não foram poucas as vezes em que um empresário do Velho Continente sentou a sua mesa querendo vender e acabou sendo persuadido a mudar os planos. “Em termos de software de gestão e ERPs, não ficamos devendo nada”, aponta, dentro do consenso geral dos participantes. A consultoria viajou representando 12 empresas parceiras e encaminhou cinco contatos que devem resultar em negócios, em áreas que vão de ERP para instituições de ensino a rastreamento de carga. Também traz na mala um anti-vírus para email desenvolvido por uma empresa de Barcelona, que pode vir a ser distribuído no Brasil.

21.10.05

Encaminhado

Os três dias de reuniões promovidas pelo ESI renderam ao diretor da Sanvitron, Guibson Haas, bons contatos iniciais para futuras vendas. O empresário afirma estar “montando uma estratégia de negócios”. Discreto a respeito das negociações, Haas não poupa palavras para elogiar o ambiente de estímulo à inovação criado pelo governo País Basco. “É realmente fantástico. Imagino os resultados que não conseguiríamos com uma estrutura dessas no Brasil, trabalhando da maneira como trabalhamos”, aponta.

Guggenheim

Fundado em 1997, o Guggenheim Bilbao é um dos cinco museus da Fundação Guggenheim espalhados pelo mundo (Nova Iorque, Veneza, Berlim e Las Vegas são as outras sedes). A impressionante estrutura, formada por superfícies de titânio curvadas deve lembrar um barco – ou uma flor cheia de curvas, segundo outros. Seja o que for, é impossível ficar impassível ante o museu, que tem um pé direito de 50 metros em seu átrio central. A obra, que durou cinco anos, foi fortemente incentivada pelo governo basco, que apostou nela como um símbolo da transformação da cidade após um período de decadência motivado pela quebradeira da indústria naval. A iniciativa foi mais uma das obras futuristas que enfeitam Bilbao, como o metrô e o centro de eventos Euskalduna. Na foto, Alini Lucas ao lado do gigante.

Bilbao recebe Cúpula sobre Sociedade da Informação

É séria mesmo a aposta dos bascos na TI. Em novembro, o País Basco recebe a II Cúpula Mundial de Autoridades Locais sobre a Sociedade da Infomação. O evento estava sendo divulgado na quinta-feira, durante as Reuniões de Negócios promovidas pelo ESI e é o último de 17 encontros preparatórios para a Cúpula Mundial agendada também para novembro, na Tunísia. Bilbao será sede de discussões sobre como a rede pode ser usada para promover o crescimento econômico e social. São esperados pela organização mais de dois mil participantes, entre membros de bancos de desenvolvimento, ONGs, políticos, representantes de empresas e investigadores científicos.

Quinta-feira foi o dia da despedida no Arriaga, uma tradicional sidreria do Casco Viejo de Bilbao. Lá o pessoal pode tomar sidra - uma bebida típica feita com maças - e comer o chuletón, uma chuleta enorme de deixar qualquer churrasqueiro com inveja.

Chances

Um encontro proporcionado pelas Reuniões de Negócios do ESI pode levar a API Software para dentro de uma multinacional instalada no Brasil. É um dos primeiros resultados de uma semana que a diretora de Tecnologia da companhia, Alini Lucas, está “começando a digerir”. Foram encontros com empresas do México, Espanha, Finlândia, Portugal e França. No contexto geral, Alini ressalta a paridade entre as soluções de automação industrial – foco da API - brasileiras respeito às européias. “Destaque mesmo foi o campo de mobilidade. Eles têm coisas muito interessantes nessa área, inclusive em termos de integração com ERPs”, complementa a gaúcha.

Acima do esperado

Três novas ferramentas de gerenciamento de projetos na mala e cinco futuros negócios envolvendo desenvolvimento de software e venda de framework, com companhias da Espanha, Portugal e Itália. É o saldo da participação de Wagner Luiz Cambruzzi, diretor da Bminds, na Missão do ESICenter à Espanha. Cambruzzi destaca a qualidade dos acordos: “São projetos de parceria e tranferência tecnológica para serem desenvolvidos em dois anos. Isso vai qualificar nossa empresa”. O gaúcho já tem agendadas videoconferências para testar os produtos e uma reunião em dezembro com um dos interessados.

Construindo pontes

O advogado Renato da Veiga volta a Porto Alegre com quatro contatos de negócio encaminhados. Veiga veio para oferecer seus serviços de consultoria jurídica a companhias interessadas em investir no Brasil e encontrou oportunidades nas áreas de telefonia, segurança (um inovador sistema que usa a rede elétrica, dispensando cabeamento) e software para gestão de imagens médicas – uma das grandes tendências do momento. “Dei também bastante orientação aos empresários europeus sobre a dimensão e as particularidades do mercado do Brasil”, aponta. De fato, não foram poucas as vezes que vi o Renato dando aulas de geografia em um mapa estratégicamente colocado na sala. Por sinal, nosso colunista assina embaixo no consenso em torno da qualidade das soluções de gestão brasileira: “Se não for algo muito especializado, o software de gestão daqui não tem chance contra a concorrência de lá”, resume.


Veronica Martín e Aranzazu Gámez trabalham aqui na recepçao do ESI e sao uma mostra representativa das mulheres do País Basco.

El País Digital: Internet na Espanha ainda tem que crescer

O caderno de TI do El País de quinta-feira dedica todas suas 16 páginas para debater a internet espanhola, dentro das comemorações do dia da Internet, marcado para o dia 25 de outubro. A idéia surgiu nos Estados Unidos em 1997, quando meio milhão de voluntários trabalharam no cabeamento de escolas. Não sei se a data é comemorada no Brasil, mas o interessante é que o jornal cita números interessantes sobre a web por aqui.

Apenas 35% da população está conectada, contra a média de 43% da União Européia e 60% dos EUA. O uso da rede está ligado ao desenvolvimento das regiões do país. Assim, o País Basco aparece como primeiro, seguindo pela Catalunha, enquanto zonas mais rurais amargam cifras próximas abaixo de 30%. “Todos os planos para impulsar a ciência e a investigação passam antes por uma conexão a internet tão comum e confiável como a eletricidade. Hoje em dia, a Espanha não é assim”, castiga o diário, sem dúvida um dos mais influentes da nação, para depois reconhecer que os políticos locais finalmente já notam a importância de apostar na internet.

A Espanha tem 14 milhões de internautas, só três milhões a menos que Brasil.

20.10.05

Culinária

É outono no País Basco, o tempo começa a ficar úmido e as pessoas aproveitam para catar lesmas nos arredores da cidade. A grande intriga para qualquer observador estrangeiro é saber o que elas pensam fazer com os bichinhos. Alimentar hamsters? Ir pescar? Adotá-los como animais de estimação? Nenhuma resposta é o bastante esquisita, quando as pessoas começam a catar lesmas na rua. A verdade dos fatos, no entanto, é muito simples.

As lesmas – los caracoles - serão comidas em um prato típico local. Conforme explica o estudante de engenharia Ander Atxurra, 24, é uma delícia – apesar disso, o rapaz é meu amigo. O problema é a preparação, que leva mais de seis horas, uma vez que é preciso fazer uma limpeza muito minuciosa dos caracóis. O pessoal da Missão teve oportunidade de provar algumas curiosidades da cozinha nativa na terça, quando estivemos comendo aperitivos típicos em um bar de San Sebastián. É sempre curioso comer coisas quando não se sabe o aspecto que elas tinham antes.

Os assuntos do momento

Arthur Gómez, coordenador da Pós Graduação da Computação Aplicada da Unisinos (PIPCA – Unisinos), traz um bom saldo de sua participação nos Encontros de Negócios. Gómez tem quatro projetos encaminhados para fazer intercâmbio visando pesquisa avançada em assuntos como mobilidade, data mining, engenharia de software para celulares e TV Digital, além de uma parceria com um curso de MBA ligado à Universidad de Montevideo, no Uruguai. “Fiquei contente porque ninguém apareceu por aqui buscando vender coisas. Vieram buscando pesquisadores qualificados em nível de doutorado para temas de ponta”, resume o gaúcho, que coordena atualmente 28 iniciativas de pesquisa no PICPA. Uma lição aprendida é que preciso ficar sempre atento às últimas tendências. “Quase 90% das conversas que tive giraram em torno desses quatro temas. Eles são o assunto do momento”, destaca Gómez.

Negócios a caminho

Uma solução de gerenciamento de projeto e outra de controle de atividade devem em breve passar a fazer parte da carteira de serviços da consultoria Otimiza. É a expectativa de Silvana Tiburi Bettiol, diretora da empresa caxiense, que fez bons contatos com uma empresa alemã e outra espanhola. “Acredito que há espaço no mercado brasileiro para softwares desse tipo”, resume Suzana.

Já no ramo de ERP, Silvana viu uma oferta “que não superava o disponível no Brasil”, por parte de empresários que desconheciam as dimensões do País. “Para nós, não compensa em termos de investimento tentar distribuir esses produtos em território nacional”, analisa.

Voltarei

Alexandre Faccioni, diretor da DataWare, vai voltar ao Brasil com uma certeza: não será a última vez que participa de um evento como esse. “Aqui temos acesso a grandes empresas em um contexto mais informal, o que facilita a troca de idéias”, avalia Faccione, que veio de Erechim fazer negócios no País Basco. O gaúcho (na foto com uma representante da finlandesa Tecknet) também destaca os subsídios concedidos pelo governo local para inovação, sempre sintonizada com o a indústria local. “Ouvi o pessoal de Manaus falando que está trabalhando em algo assim. Acho que é um ótimo modelo, inclusive para nós, lá no Sul”, destaca.

Resultados

Estamos no final da tarde do segundo dia da rodada de negócios. Amanha pela manha ainda estao marcadas algumas reunioes antes que o evento termine, ao meio dia. A partir de agora, publicarei os resultados obtidos pelos integrantes da missao, junto com outras novidades sobre encontro.

Perdido na jogada

Tem um empresário alemão aqui que pergunta aos brasileiros se já sabemos como funciona o Skype. Muitas vezes, os europeus subestimam o desenvolvimento tecnológico do Brasil.

Euskera

Em um suposto campeonato de idiomas difíceis falados por muito pouca gente, o idioma nativo dos bascos – o euskera – teria grandes chances de ser campeão. Ninguém duvida que o búlgaro, o islandês, ou o tupi-guarani possam soar incompreensíveis. Mas o fato é que eles pertencem a alguma família de idiomas e se parecem com alguma outra coisa. Já o euskera – falando na península Ibérica há mais de dois mil anos, antes mesmo do latim - não é emparentado com nada e muitos lingüistas perderam bastante cabelo tentando explicar sua origem, já relacionada com línguas africanas ou etruscas.

Fora da discussão teórica, o língua segue viva nas ruas. Ao longo dos últimos vinte anos, sucessivos governos do País Vasco – sempre majoritariamente separatistas – vêm fazendo um esforço para aumentar o número de falantes. O ensino nas escolas é obrigatório, assim como seu domínio para fins de testes para cargos públicos. Toda documentação do governo, assim como a sinalização das ruas, está em espanhol e euskera, o que pode deixar as coisas meio confusas, as vezes.

No fundo, existe uma questão política. Uma das primeiras medidas do general Franco, ao final da Guerra Civil, foi proibir o uso de qualquer idioma que não fosse o espanhol, buscando sufocar os desejos de independência da Catalunha e do País Basco. Depois que Franco caiu, ambas regiões não medem esforços para incrementar a presença das suas línguas. A pujança do idioma é uma parte fundamental do esforço pela autonomia.

Confira uma exibição de domínio no difícil idioma, no video linkado abaixo. Quem fala é Miren Ojinaga, promotora de eventos do ESI, desejando boa sorte nos negócios à delegação brasileira.

http://www.baguete.com.br/blog/espanha2005/Video.3gp

Impressionante III

O trabalho dos alemães da community4you. Com 30 empregados e há pouco tempo no mercado, a empresa já tem clientes como a Volksvagen, a organizadora de feiras Messe-Frankfurt e o Ministério da Saúde da Alemanha. O projeto da Messe envolve um sistema de e-tickets para eventos como a Feira do Livro, Cebit, ou alguma outra das 500 feiras que acontecem por ano na cidade, envolvendo milhares de pessoas.

Tina Stopp, responsável pela Área de Negócios internacionais da companhia, veio a feira em busca dos primeiros passos de uma expansão, apostando no forte movimento de open source do Brasil. A alemã destacou os contatos realizados com a e-Development, que considerou “bastante preparada em questões de Java”.

Marcelo Camêlo (na foto com Tina) destaca um fato sobre a história da community4you: o contrato com o Ministério da Sáude foi ganho por licitação, em concorrência com grandes como IBM e T-Systems.

Sobe e Desce

A internacionalização do mercado de software transforma encontros comerciais como esse em verdadeiras bolsas de valores para compra e venda de desenvolvimento de soluções. Segundo informações que ouvi por aqui, os europeus já chegaram a oferecer por uma hora técnica apenas 12 euros, abaixo da média brasileira, que ficaria em torno de R$50. Por sua parte, companhias nacionais estariam oferecendo preços de 30 a 40 euros. Correndo por fora, uma empresa argentina que venderia sua hora técnica por US$ 15. Na Alemanha, os valores do serviço variam entre 70 e 120 euros.

Já Guibson Haas (Sanvitron) e Ronald Prade (e-Development) fizeram a conta e concluíram: em um de cada três encontros, os europeus queriam comprar produtos. Nas outras duas, queriam vender. Arthur Gómez (PICPA – Unisinos) alerta: “Pelo que observei, o ciclo de vida das empresas aqui fica em quatro anos. É um mercado muito predatório. Por isso é preciso prestar atenção em fatores como o tempo de atuação das organizações”, aconselha.

Brasileira emplaca em Barcelona

A paulista Vanessa Calil conseguiu um feito difícil no disputado mercado de TI espanhol: está trabalhando em uma consultoria catalã. Ela participa dos encontros de negócio como representante de um dos seus clientes, a eDiversa, especializada em soluções de troca eletrônica de documentos. A meta é expandir o negócio para a América Latina. Já estão sendo feitos contatos com uma empresa de Campinas, que Vanessa deve visitar em dezembro, quando volta ao País para acertar seu visto de trabalho.

“Tive muita sorte, já que é difícil para um extrangeiro trabalhar aqui, devido às complicações legais e grande oferta de mão de obra qualificada”, explica Vanessa, que veio à Espanha para fazer um master em marketing da Universidad Politécnica de Catalunha. O emprego surgiu por meio de um convênio oferecido pelo curso.

Uma dica para quem quer vir estudar na Catalunha: confira bem o currículo da sua escolha. Determinadas formações podem ter aulas em espanhol e catalão, complicando a vida do recém chegado.


O empresário português Cristovão Pereira (Dalera) esteve conversando com Alexandre Faccioni (Dataware).

De olho no Brasil

Eugenio Magaldi está participando dos Encontros de Negócios promovidos pelo ESI com um motivo bem claro: buscar parcerios para expandir seus negócios no Brasil. O italiano, que é diretor Comercial Jobiz.com, agência web de Salerno, aposta no crescente mercado de portais corporativos no País. A expectativa é que o nova operação gere 500 mil euros no primeiro ano, metade do faturamento da Jobiz.com em 2004. “Aposto na força da economia brasileira e na linguagem .Net, que já mostrou ser uma excelente tecnologia”, exalta.

Magaldi já tem um parceiro nacional no Rio de Janeiro, onde deve lançar em janeiro a solução de gestão de conteúdo e-cube. Mas as portas seguem abertas e em dezembro o empresário vem a Porto Alegre para conversar com Wagner Cambruzzi, da leopoldense Bminds, com o qual fez o primeiro contato na quarta-feira, e também com o presidente da Softsul Antônio Antonioni, que conheceu durante a última Cebit, em Hanover. Também deve entrar na história Gerson Leonini, o diretor Comercial do nosso portal de TI favorito.

O interesse pelo Brasil tem um viés emocional, uma vez que o pai de Magaldi reside no Rio, casado com uma brasileira. Paralelamente aos negócios de TI, o italiano também vai abrir uma tourist office para ajudar compratriotas que estejam em apuros na Cidade Maravilhosa.

Manaus investe na TI

A Zona Franca de Manaus – que em breve será rebatizada como Pólo Industrial de Manaus - vai começar a investir em TI, com a criação de um Centro de Tecnologia. “Existe demanda. Temos que aproveitar a chance antes que ela se torne um obstáculo”, resume Elilde Mota de Menezes, um dos três representantes da Suframa (órgão controlador da Zona) presentes na Missão. Menezes (na foto, durante o trajeto Bilbao - San Sebastián) destaca um projeto de certificação de chips realizado para a Phillips - é a primeira vez que algo assim é feito no País – como um ponto alto até agora. Outra novidade que pode trazer chances para empresários do setor de tecnologia é a criação de uma estrutura dedicada exclusivamente à biotecnologia na cidade. “Esse tipo de instalação demanda muito software”, indica o amazonense, que por sinal está bem a vontade no País Basco, onde se come muito peixe.

Tô nem aí

Uma coisa engraçada de ouvir os espanhóis falar é ver como eles não se importam absolutamente nada com a pronúncia correta do inglês. Assim, uma zona de Wi Fi (eles gostam muito de zonas de Wi Fi por aqui) vira uma zona de “guai fai”, Oracle vira “Orácle” e Microsoft se trasnforma “Maicrosoft”. Sem falar em adaptações como ratón – mouse – e “corta fuegos” – firewall. A mania não se restringe ao pessoal da TI. Na rua, a gurizada fala do último disco do “Udos” – U2 – e dos gibis dos “Equis Man” – X-Man.

Olhem só o tamanho do bifinho que deram para a Alini Lucas (API Software) no tradicional restaurante Victor Montes, localizado na não menos tradicional Plaza Nueva de Bilbao.

Os desafios do ASP

Félix Iturbe, diretor da basca B-Kin – após apresentar-se como um “fánatico pelo assunto” – esteve mostrando as vantagens e dificuldades geradas pelo modelo Aplication Server Provider, sem poupar provocações ao estilo tradicional de compra de software. “As implementações nunca começam e quando começam, nunca terminam”, provocou Iturbe, que defendeu o ASP como um modelo ideal para pequenas e médias empresas: “Quando menos tecnologia a empresa tiver, mais fácil para que aceite esse tipo de novidade”, resumiu. O basco ainda lembrou algumas dificuldades inerentes ao modelo, como a necessidade de praticar preços “agressivamente baratos” e de “estar preparado para trabalhar com uma base muito maior de clientes”.

Mobilidade: como vender

Simplificar foi a palavra de ordem da palestra de Manuel Nuñez, diretor da Movelis Sun, na quarta-feira, durante o workshop sobre mobilidade que abriu os trabalhos no Encontro. Em um espanhol mais rápido que o seu conterrâneo Fernando Alonso, Nuñez explicou que simplificar é o segredo do sucesso tanto na venda quanto na implantação.

“Os clientes não estão mais dispostos a pagar por desenvolvimento. Temos que entregar produtos. Por outro lado, uma integração complexa é a desculpa ideal para o setor de TI do cliente arquivar o projeto”, argumentou o empresário, lembrando que “quando uma iniciativa dessas dá certo, os méritos vão para o comercial”, o que faria os CIOs mais ariscos em relação a elas.

19.10.05

Uma boa idéia II

Na terça-feira, publiquei aqui que um executivo da Vodafone tinha nos dito que o SMS Marketing só vai decolar quando for possível impedir que ele vire spam. Johann Vazquez (na foto), diretor de Negócios da basca Sinfo21, afirma possuir a resposta que vai matar a charada. “Temos um software que vai permitir integrar bases de dados de CRM com o uso de SMS como serviço”, resume. Com lançamento previsto para a segunda-feira, 24, o M-Kast é focado principalmente em provedores de serviços como água, gás e luz e pretende ser uma forma eficaz de informar sobre interrupção de fornecimento.

Vazquez, que garante que sua solução “vai fazer os gigantes da telefonia pensar como não fizeram isso antes”, esteve reunido pela manhã com Ronald Prade, sócio-diretor da e-Development que está participando da Missão. Parece que a coisa foi bem. “Eles parecem ter uma boa enfase na qualidade do software. Existem boas possibilidades de acordo”, aponta o espanhol.

A mais engraçada

Antes do início do encontro propriamente dito, os participantes assistiram a três palestras sobre as últimas tendências em soluções de mobilidade. Todas foram interessantes, mas uma delas sem dúvida foi a mais engraçada. O empresário catalão Julián Herrán (na foto, cantando uma música de homenagem aos oito usuários de bluetooh presentes), propietário da Agoranet, arrancou muitas risadas do público, apresentando “passado negro” da tecnologia, através de uma série de notícias sobre novidades que não deram certo, como o lançamento TV no celular da Alcatel, em 2003, ou o avanço imparável do WAP, publicado em 2001. Herrán – um autêntico comediante – terminou sua exposição abordando onde está o fururo da mobilidade para ele: convergência de plataformas. “Essa nova geração que está aí quer um produto que suporte voz, dados, seja portátil e de preferência que faça aquelas massagens elétricas na barriga”, brincou Herrán, arrancando gargalhadas da audiência.

A dupla da Unisinos: Juliana Herbert (ESICenter) e Arthur Goméz (Programa Interdisciplinar de Pós-Graduação em Computação Aplicada - PIPCA), posam com a miniatura do santuário de Santo Inácio de Loyola ao fundo. Loyola era basco. A foto foi tirada no Parque Tecnológico de San Sebastián.

Uma boa idéia

O ESICenter Unisinos vai trazer ao Brasil o GUC (Good User Certification), uma iniciativa de inclusão digital criada no País Basco. O GUC é uma solução que pode avaliar o nível de domínio de uma ferramenta por parte de um usuário, rodando em background enquanto este executa comandos pré-determinados pelo teste.

Juliana Herbert, diretora do centro de qualidade de software, esteve reunida na terça-feira tratando dos detalhes do projeto, que busca ser uma forma ágil de conceder uma certificação técnica para o grande público. “Quem fizer a prova terá um certificado reconhecido internacionamente e uma melhor chance no mercado de trabalho”, ressalta Juliana, que destaca que em breve deve começar a busca por parceiros em entidades públicas e privadas.

A expectativa é por o plano na rua em junho de 2006. Além de certificar usuários de softwares de escritório das linhas Windows e Open Office, o GUC pode ser usado também na seleção de profissionais de engenharia de software. “Vamos trazer uma ferramenta que pode agilizar muito as contratações”, esclarece Juliana.

Impressionante II

Impecável a organização do evento aqui. Cada participante latino-americano tem uma mesa, onde recebe os empresários europeus para reuniões de meia hora. Até sexta, quando o encontro encerra, serao 34 chances de negócio para cada um, fora as que possam surgir durante as refeiçoes e coquetéis. Desagendamentos são informados quase no momento pela equipe do ESICenter, que também entregou um material muito detalhado a cada um dos integrantes da Missão. Participam 138 companhias, 56 da América Latina e 82 da Uniao Européia - acima média, já que outros anos o número de representantes do Velho Continente.

A primeira

Julia Maus, diretora para América Latina do projeto Online Travel GbR, foi a primeira participante do Encontro de Negócios a passar pela mesa da Soluttion. Julia está buscando um parceiro para desenvolver o sistema web de uma futura agência de viagens Online focada em estudantes e público jovem. “Vamos fazer reservas em pensões do tipo Bed and Breakfast e casas de família. Acreditamos que é uma grande oportunidade de negócio, já que esse público não está sendo atendido”, explicou a alemã. Gil, que vai a Alemanha depois de terminado o evento, deve aproveitar para agendar uma reunião em Frankfurt, sede da Online Travel GbR. “Eles parecem conhecer muito bem o assunto”, elogiou Julia.

18.10.05

Luiz da Silva Maués (Fucapi-Cesf), que veio de Manaus para juntar-se à Missao, aproveitou para conferir o Atlhetic de Bilbao x Sevilha. Maués diz que o jogo - entre dois candidatos ao rebaixamento - nao estava lá essas coisas, mas que o ambiente do estádio San Mamés (La Catedral del Fútbol, como chamam aqui) é fora de série.

Vai começar

Começam amanha (quarta-feira), as reunioes de negócios agendadas entre as empresas brasileiras e européias. Os encontros aconteceram na sede do European Software Institute, no Parque Tecnológico de Zamúdio, e fazem parte do programa AL Invest, destinado a promover negócios entre América Latina e Europa. Estaremos lá, contando tudo o que acontecer.

Aizkolaris

Um desavisado fazendo zapping no País Basco pode muito bem se deparar com um sujeito todo vestido de branco, com uma faixa vermelha na cintura, tentando cortar um tronco mais rápido que outros. Estará vendo um aizkolari – lenhador – disputando uma prova de aizkora, um tradicional “esporte” basco. Ganha o competidor que cortar suas toras em menor tempo. São muitas as competições do tipo, que também incluem levantamento de pedras, limpeza de campo, manejo de carroças de bois e outras sutilezas. As provas evocam a vida no campo e são realizadas onde quer que exista uma colônia basca.

O segredo

“Nao queremos a parte ruim da internet. SMS Marketing nao pode virar uma nova forma de spam”, afirmou em apresentaçao aos integrantes da Missao, no Parque Tecnológico de Zamúdio, o diretor da Regional Zona Norte da Vodafone, Iñaki Berroeta Aurrecoechea. Segundo o executivo, a companhia só vai investir decididamente no assunto quando for encontrada uma forma de que a publicidade seja do interesse do usuário. “Quem encontrar o mecanismo para garantir isso terá a chave do negócio”, apontou Aurrecoechea, que vê o processo como irreversível, uma vez que os celulares já seriam “a principal forma de receber informaçao”.

Colhendo os resultados


Há 25 anos atrás, os empreendimentos de base tecnológica representavam 0% do PIB do País Basco. Nada que importasse muito, já que havia um forte setor siderúrgico e naval. Quando ambos entraram em crise, devido à competiçao de países como a Índia, com mao de obra mais competitiva, começaram tempos difíceis na regiao. Foi entao que o governo basco decidiu fazer uma aposta decidida na reconversao da economia local. O primeiro passo foi o Parque Tecnológico de Zamúdio – mais de dez mil empregos, entre diretos e indiretos - que estivemos visitando na terça-feira. Inaugurado em 1985, ele recebeu, junto com outros dois criados durante os anos 90, um capital de 130 milhoes de euros.

De acordo com dados da KMPG, só em Bizkaia – província basca onde está o Parque de Zamúdio, autosuficiente desde 2001 – a arrecadaçao com as empresas instaladas chegou a 201 milhoes de euros. Em breve se espera que os outros dois parques também nao necessitem mais de verba do governo para funcionar. Ainda segundo dados da consultoria, o País Basco investe 1,51% do seu PIB em pesquisa e desenvolvimento. “Nossa meta é superar a média européia, que está em 1,9%”, aponta o Alex Urraca Hernando, da área de Inovaçao do Parque de Zamúdio.


Sílvio Silva (Rede Pampa), Renato da Veiga (Da Veiga Advogados), Paulo Gil (Soluttion), Felipe Gil e Selvino Caramori (Reunidas), posam com o moderníssimo Guggenheim ao fundo.

Exercício

Uma forma interessante de perder peso aquí em Bilbao é por um laptop nas costas e sair para buscar um cyber café. É uma bela caminhada garantida. Pode parecer estranho a primeira vista, mas esse tipo de empreendimento é muito pouco difundido por aquí. De fato, o cyber de onde fiz minhas postagens da segunda-feira, em San Sebastián, era propriedade de um brasileiro de Porto Alegre. Por outro lado, quem quiser tomar uma cerveja nunca tem que andar mais que dois minutos. A Espanha tem uma média de 135 bares por habitante, segundo dados de 2005.

Patriotas

Uma das características mais chamativas para quem visita o País Basco é o patriotismo dos seus habitantes. Donos de um idioma de origem de origem indefinida – estudos apontam que ele pode ser falado na zona desde a pré-história – os bascos são bastante orgulhosos de sua origem. É possível passear dias pelo área, sem ver nunca uma bandeira espanhola, só a onipresente ikurriña (na foto). Bascos não são espanhóis, são bascos. Extremistas nesse paradigma, os terroristas do E.T.A levam pelo menos 30 anos e quase dois mil mortes empenhados em separar as regiões de etnia basca existentes na Espanha – ops – e na França, criando um país novo. Felizmente, os rapazes já não matam ninguém há um ano e o ambiente está muito mais traquilo por aqui. De todas formas, cerca da metade da população vota em partidos com programas separatistas e o País Basco tem ampla autonomia política e orçamentária. Um reflexo interessante da questão se encontra no futebol. No Atlethic de Bilbao, só jogam jogadores bascos. O Real Sociedad de San Sebastian é mais liberal: podem jogar estrangeiros – do Leste da Europa, da África. Só não pode jogar ninguém nascido na – ops de novo – Espanha.

Juliana Herbert (ESICenter), contando para ver se está todo mundo no onibus.

El País: A moda na Espanha é abrir bancos

O El País dessa segunda trouxe uma matéria interessante. Contrariando o movimento de automatizaçao dos atendimento bancário, os bancos espanhóis estao apostando forte na abertura de novas agências. Uma pesquisa de apontou que para maioria dos clientes, o fator decisivo na escolha de uma instituiçao financeira ainda é a proximidade de sua casa.

17.10.05

Quente

O Brasil passará a fazer parte de uma rede mundial de pesquisa avançada no ramo de computaçao gráfica. Quem afirma é Jorge Velásquez, diretor adjunto da Vicom Tech, empresa instalada no Parque Tecnológico de San Sebastián, representante espanhola do INT Grapics Net, uma associaçao dedicada a promover pesquisas na área - atualmente presente nos Estados Unidos, Singapura, Portugal e Alemanha. Empresas e universidades do Espírito Santo estao se organizando para levar o empreendimento para lá.

Na Vicom, pesquisadores desenvolvem protótipos na medida das necessidades do cliente, em áreas como TV Digital, educaçao, industrial e imagens médicas. “A parte boa é a troca de conhecimentos e pessoal entre os centros dos diferentes países”, resume Velásquez. O nível de interaçao da empresa com o meio acadêmico surpreendeu o diretor da Sanvitron, Guibson Haas Santos (na foto): “Precisamos mudar nossa cultura nesse ponto, e promover pesquisa voltada para o mercado. Doutores deve estar dentro das companhias pensando em novos produtos. É preciso mais interaçao”, destacou o empresário. Nem tudo está perdido, no entanto. Santos aponta a nova Lei de Inovaçao como “um passo na direçao certa”.

O fantasma argentino

Os empresários espanhóis nao esquecem o “batacazo” que levaram com o fim da paridade dólar-peso e o posterior caos econômico na Argentina. Sempre que perguntados sobre possíveis novos investimentos na América Latina, mencionam as perdas sofridas no período. “Gato escaldado foje da água fria”, brincou Javier Sainz Guerra, diretor de Marketing da Ibermática - €122 milhoes de faturamento em 2004. Ainda que reconheça no Brasil um mercado “pujante”, Guerra lembra os problemas apresentados durante o processo de sondagem de um parceiro brasileiro para operaçoes de desenvolvimento offshore. “Todo o assunto legal-fiscal nao estava muito claro”, aponta.

Foco no cliente


Outra das visitas da manha de segunda foi à CTI Software, especializada no segmento de ERPs. O mais interessante da apresentaçao do diretor gerente Ricardo González Lafuente foi a descriçao do sistema de relacionamento que a empresa montou junto a seus clientes. Todo ano, é feita uma reuniao com um Conselho, que envolve um total de 24 representantes de organizaçoes usuárias da ferramenta Spyro.

Na ocasiao, sao apresentadas sugestoes de possíveis modificaçoes a serem feitas. Depois cada participante leva a lista completa para avaliaçao em sua organizaçao, quando sao escolhidas as mais interessantes. “Nosso esforço é por romper o ciclo ERP – consultoria – novo ERP, trabalhando pela fidelizaçao”, resumiu Lafuente.

Marcelo Camêlo, CIO da Hering (na foto), aprovou a idéia. “Nao conheço nenhum esforço tao sistemático como esse sendo feito lá no Brasil. A grande maioria os eventos sempre sao para vender. É importante cultivar a relaçao também”, resume.

Renato da Veiga curte o sol de domingo na Plaza Nueva de Bilbao.

Impressionante

Um total de 200 milhões de euros disponíveis para empréstimo, a juro zero, com prazo de pagamento de 15 anos e carência de três. Essas são as condições para lá de camaradas do crédito oferecido pelo governo espanhol para empresas de base tecnológica, dentro de um programa recém inaugurado. Ficamos sabendo disso através do gerente de Inovação do Parque Tecnológico de San Sebastián, Hector Caldera, que também descreveu o funcionamento do empreendimento aos participantes da Missão. Localizado numa área verde nos arredores da cidade, o Parque – inaugurado em 1997 - ocupa 600 mil metros quadrados, dos quais 150 são de espaço contruído. São 44 empresas instaladas, empregando 1.400 pessoas.

Boa Fase

Ronald Prade, sócio diretor da e-Development, chega a Bilbao comemorando um negócio recentemente fechado na Alemanha. A empresa gaúcha assinou uma parceria com a alemã Top IT Service, que vai terceirizar seus projetos web. Em breve, a e-Development deve começar a desenvolver o primeiro projeto piloto com os novos sócios. Prade adianta que a demanda gerada deve levar a novas contrataçoes. “Eles faturam cerca de 15 milhões de euros por ano e têm clientes do porte da BMW”, revela o empresário, que depois de sua participação na Missão do ESICenter, deve voltar à Alemana para novas visitas. Instalada no Pólo de Informática de São Leopoldo, a empresa já tem outros três clientes na Suíça.

15.10.05

Net Orelhão


Uma coisa interessante do aeroporto Charles de Gaulle são esses orelhões digitais. Internet por 15 centavos de Euros por hora.

Primeiras impressões

Air France – Na Air France, não impera a política de aeromoças sempre jovens. Uma nas comissárias parecia ter pego gosto por voar durante os primeiros experimentos de Santos Dummond em Paris. Ponto para os franceses, que reconhecem o valor da experiência.

Charles De Gaule – O principal aeroporto de Paris deixa a maioria dos outros parecendo um campo de pouso em um dia ruim. Corredores enormes com esteiras rolantes e grandes deslocamentos de uma parte a outro. Quase troquei meu laptop por um carrinho motorizado, mas o funcionário não quis. O medo ao terrorismo se faz sentir na presença de detectores de metal capazes de detectar um alfinete e em soldados armados zanzando pelo lugar. De todas formas, eles pareciam mais preocupados em controlar um embarque de finlandesas do que caçar terroristas. Acreditem, valia a pena. Um dia ainda vou conhecer Helsinque.

Bilbao – Segue parecendo uma cidade em miniatura em meio a montes verdes. Surpreendentemente para o outono, o tempo está bom. Amanhã, o grupo deve se juntar para um city tour, e aproveitarei para postar fotos da cidade.