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Missão à Índia : Blog

Pôquer indiano

Baguete // quarta-feira, 30/04/2008 08:56

A Índia é como um bom jogador de pôquer. Quando parece que não tem nada na mão, tem. Quando tem, parece que tirou as piores cartas. Foi a imagem que eu encontrei para concentrar essa semana e meia de experiências com a missão da Feevale no país, encerrada no sábado passado.

O blefe são os impressionantes parques tecnológicos que visitamos. Eles impressionam, mas na verdade são um sintoma de onde o país manca. As ilhas de excelência existem porque o ambiente ao redor é caótico demais para abrigar o incrível poder de fogo gerado por um modelo que combina mão de obra barata e qualificada e impostos zero para exportação.

Então, as empresas de TI precisam se refugiar em condomínios fechados onde o suprimento de energia está garantido e o trânsito está sob controle. O conceito de parque tecnológico – integração entre empresa e universidade, geração de pesquisa aplicada e novos produtos -, passa bem longe dessa realidade.

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Leonardo Khattar

postado em: qui, 23/07/2009 - 01:20

boa noite Mauricio, estou procurando um cozinheiro indiano com experiencia na culinaria indiana, sera que conhece alguem? ou pode me daz uma luz?
Grato

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Acabou o encanto

Baguete // sexta-feira, 25/04/2008 08:05

Durante toda nossa permanência aqui na Índia, só vi um encantador de cobra. Ele fez uma rápida performance para nós, que estavamos em mais um engarrafamento em Nova Déli.

Intrigado pelo desaparecimento desse clichê sobre a Índia, assim, sem mais nem menos, conduzi algumas investigações sobre o tema.

O caso é que o governo indiano editou uma lei que proibiu a captura de animais selvagens para virarem dançarinos. Aí, complicou-se a vida para os encantadores de cobra, que tiveram acesso dificultado à mão-de-obra ofídea.

Outra coisa que descobri é que as cobras naja usadas pelos encantadores, na verdade, são surdas. Elas levantam da caixa por instinto natural e dançam por causa do movimento da flauta, que tem xixi de rato untado na ponta.

Eca.

Maurício Renner acompanha a missão empresarial-acadêmica à Índia a convite da Feevale e da Valetec – Parque Tecnológico do Vale dos Sinos e relata tudo com um notebook HP Compaq 6710b da HervalTech.

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lu dias bh

postado em: sab, 07/02/2009 - 12:55

> Estou escrevendo uma série de artigos sobre a Índia, em função do interesse das pessoas pela novela CAMINHO DAS ÍNDIAS.
> Neles você vai ter muitas explicações sobre o assunto que é muito interessante, mas trágico.
> Por isso, convido-o a ir até o seguinte endereço na internet:
>
> http://www.almacarioca.net/
>
> Os assuntos escritos, até agora, são:
>
> 1- CAMINHO DAS ÍNDIAS
> 2- O QUE É UM DALIT?
> 3- O HINDUÍSMO E OS DALITS
> 4- MINHA CASTA É MINHA ORIGEM
> 5- EXPRESSÕES USADAS EM CAMINHOS DAS ÍNDIAS
>
> Repasse este endereço para os amigos e familiares que pegam a novela.
>
> Tirem as suas dúvidas comigo, participando dos comentários.
>
> Você ficará sabendo tudo sobre a vida na Índia e melhor compreenderá a novela.
>
> Abraços,
>
> LU DIAS (Brasil)
>

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Outro blogueiro

Baguete // sexta-feira, 25/04/2008 07:46

O Ricardo Lage, capixaba simpático que nos recebeu no IIIT-Bangalore, também tem um blog.

O rapaz é o primeiro estrangeiro a estudar no instituto, um centro de pesquisa de ponta em TI. O diário virtual é dividido com um irmão, que mora na Irlanda.

Ricardo tem se saído bem, apesar do refeitório da instituição só servir comida indiana - só quem é sensível à pimenta sabe a dor que isso deve significar -, e das dificuldades culturais com as nativas.

Maurício Renner acompanha a missão empresarial-acadêmica à Índia a convite da Feevale e da Valetec – Parque Tecnológico do Vale dos Sinos e relata tudo com um notebook HP Compaq 6710b da HervalTech.

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Tacobola sexy

Baguete // sexta-feira, 25/04/2008 05:31

A grande polêmica do momento da Índia é a introdução de cheerleaders americanas na recém criada Indian Premier League, o campeonato nacional de críquete.

[Cheerleadears são aquelas animadoras de torcida ao estilo americano, com sainhas curtas, decotes e tal. O críquete é o esporte nacional aqui na Índia e pode ser defindo como uma forma mais complexa de jogar tacobola].

A Índia é um país bastante convervador e jovens com roupas curtas pulando e agitando pon-pons deixaram muita gente nervosa por aqui, com direito a acalorados debates no parlamento.

A oposição acusa o governo - que fechou casas de show em Bombaim onde se mostravam números de dança tidos como obscenos -, de permitir em rede nacional o que considerava inapropriado para um bar.

Houve quem propusesse empregar as dançarinas indianas desempregadas como cheerleaders. As moças americanas tem se queixado de xingamentos fortes ouvidos por parte do público presente.

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felipe

postado em: seg, 28/04/2008 - 10:01

esses tempos conversei com um sul-africano (país onde o criquete também é esporte de massa). na ocasião, ele disse que o jogo é melhor que beisebol, em se tratando de oportunidade de beber cerveja e comer guloseimas de estádio.

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Surpresa

Baguete // sexta-feira, 25/04/2008 04:26

Tivemos uma grata surpresa ontem, durante visita ao Instituto Indiano de Pesquisa em Couro, aqui em Chennai. Foi uma visita proveitosa, já que estabelece uma relação entre dois pólos produtores de couro e calçados.

Nossa visita coincidiu com o aniversário de 60 anos da entidade, ocasião pela qual estava prevista uma festa, com direito a apresentação de danças típicas de diversas regiões do país.

Dança é um assunto sério aqui na Índia. A grande maioria dos filmes produzidos pela chamada Bollywood inclui diversas cenas musicais. Os dançarinos são formados em escolas especializadas.

Os números musicais exigem, além da agilidade dos movimentos e sincronia, muita expressividade nos olhos e no rosto. Bonito mesmo.

Depois da apresentação, tivemos um jantar com comida típica indiana. Em deferêcia aos convidados ocidentais e sua conhecida pouca resistência à pimenta, foi servido um buffet separado, menos condimentado.

Não deu muito certo. Acho que os cozinheiros indianos simplesmente não conseguem evitar tocar uma pimentinha aqui e ali.

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Tuc-tuc's

Baguete // sexta-feira, 25/04/2008 04:22

O taxis da Índia são quase todos como este aí de cima, com só três rodas e nenhuma porta. O pessoal da missão batizou eles carinhosamente de Tuc-Tuc's.

O Tuc-Tuc aí acima foi registrado em Nova Déli e está um pouco mais judiado que a média.

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Fábio Rios

postado em: qui, 01/05/2008 - 00:32

Olá Maurício, tudo bem?
Fantástica tua viagem! Só uma informação: Tuc-Tuc não é um nome dado pelo pessoal da viagem, mas sim o nome oficial deste transporte que se estende por toda a Ásia.
Acho que vale uma errata.
Um abraço,
Fábio Rios
Plugar Informações Estratégicas S/A

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Matemática

Baguete // sexta-feira, 25/04/2008 04:17

Uma das razões para o sucesso dos indianos na TI é sua afinidade histórica com a matemática.

O carinho dos indianos pelos números data de 2,6 mil anos antes de Cristo, de quando datam os primeiros registros de pensadores na área da região.

Tudo isso tem me causado dor de cabeça para ler os jornais de economia locais, já que os indianos tem seu próprio sistema numérico.

Ele é baseado em duas casas decimais, em não em três como o nosso. Uma das manchetes pricipais do Business Standard de hoje, por exemplo, diz que o banco indiano HDFC teve um lucro de 471 crore rúpias no último trimestre.

Cada crore equivale a 10 milhões no nosso sistema. Também se poderia dizer que o banco lucrou 47100 lakhs, já que cada crore equivale a 100 lakh.

Como a Índia usa o sistema de medidas britânico, baseado em pés, acres e outras coisas do gênero, tenho lido os jornais com uma calculadora na mão.

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joice

postado em: qui, 25/06/2009 - 21:38

eu não gostei de nada que está escrito nesta página .

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A/C Marcopolo

Baguete // quinta-feira, 24/04/2008 02:10

A parceria entre a indiana Tata e a gaúcha Marcopolo foi mencionada diversas vezes durante a nossa viagem aqui pela Índia como um exemplo do novo momento das relações comerciais entre os países.

O acordo foi assinado em 2006 e envolvia investimentos de US$ 13 milhões para a fabricação de ônibus em Bombaim, hoje conhecida como Mumbai.

Não sei se lá em Bombaim a situação já mudou, mas lá por Nova Déli a maioria dos ônibus é como esse aí de cima.

Vão precisar de muito ônibus novo na Índia, o que não deixa de ser uma boa notícia para o pessoal da Marcopolo.

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Flagras na Índia IV

Baguete // terça-feira, 22/04/2008 15:29

Os homens indianos adoram anéis. Um exemplo é o nosso guia Ramesh Kataria, que usa dois enormes que ele diz ter 24 quilates cada. De certa forma é um complemento ao estilo meio cafona consagrado por Bollywood, a Meca do cinema indiano. Ou eu sou um chato mesmo.

De qualquer maneira, os enfeites ficam sempre na mão direita, já que a esquerda é destinada a tarefas tidas como impuras, como limpar as partes íntimas e pagar o imposto de renda.

Alguns homens têm tantos anéis e tantos quilates que chegam a andar meio pendentes para um lado.

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adelaide

postado em: qui, 24/04/2008 - 08:52

Habemus Doctor en Deusto.Grado Maximo. ¿Y los anillos que?
Deusto,Bilbao.Lan house do Bidarte

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País de contrastes

Baguete // terça-feira, 22/04/2008 15:12

Repetida desde tempos imemoriais por jornalistas em crise de criatividade, a expressão "país de contrastes" é um chavão consagrado, usada até para definir lugares que na verdade não tem contraste algum. Em alguns lugares porém, encaixa como uma luva.

Declaro inagurada a seção "Índia, país de contrastes" desse blog, com essa foto acima.

Na estação de trens de Nova Déli há sinal Wi-Fi gratuito disponível. Hoje noticiei no Baguete que a Indian Railways deu os primeiros passos para começar a vender passagens pelo celular aos seus 1,6 milhão de passageiros diários, que rodam na maior rede ferroviária do mundo.

Ao mesmo tempo, ratos do tamanho de um cachorro desses de madame passeiam por todas as partes e muita gente prefere esperar no meio dos trilhos, para entrar no trem pelo lado oposto da plataforma de embarque, evitando aglomerações.

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isabel barros

postado em: seg, 02/03/2009 - 14:48

Achei muito interessante seu comentario sobre o brasil é real, e as pessoas deviam se mobilizar mais para diminuir talvez em um futuro próximo tanta desigualdade em nosso país.
Felicidades.

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