SEGUNDA-FEIRA, 08 DE FEVEREIRO DE 2010
Fala, Faurgs!
Deu o que falar a licitação do Banrisul para contratação de serviços de fábrica de software para plataforma mainframe.

Primeiro, ganhou a HCL. Depois, a Faurgs recorreu. Com isso, derrubou a HCL, que foi desclassificada. E a Faurgs passou à melhor proposta do pregão.

O anúncio oficial da vencedora do edital ainda não saiu, mas até agora, dá Faurgs.

Engraçado é que, em todo este processo, a única que fala é a HCL.

A empresa indiana, que mantém operação aqui em São Léo, ligou para o Baguete na tarde desta segunda-feira, 08, informando que não vai recorrer da decisão do Banrisul: vão respeitar o que decidido e era isso, águas passadas, bola pra frente!

O Banrisul, verdade seja dita, até falou, embora sem dizer nada: a Gerência de Compras e Licitações (indicada pelo setor de comunicação do banco), disse que não está autorizada a comentar o assunto.

A Faurgs, por sua vez... A reportagem do Baguete ligou quinta, sexta, um monte de vezes, e só conseguiu falar com intermediários, que transferiram o negócio todo.

O contato final - até agora! - foi feito com a secretaria da direção da fundação, que anotou do que se tratava e ficou de verificar a disponibilidade do presidente.

Até agora, nada.

Fala, Faurgs! 


Publicado por: Gláucia Civa às 17:48 Envie por e-mail Comentários comente!
QUINTA-FEIRA, 28 DE JANEIRO DE 2010
Quem é o líder?

Os leitores do Baguete Diário tiveram uma pálida mostra do que é a acirrada – às vezes, abertamente agressiva – competição no mercado de e-mail marketing com as matérias publicadas sobre o tema nessa semana.

A causa da ferocidade da disputa é a incipiência e do próprio mercado, que ainda não tem uma cadeia alimentar definida. A paulista Virid adquire concorrentes e afirma aos ser líder em participação, sem dizer qual é o share, como e por quem ele é medido.

Por outro lado, a Dinamize divulga que tem a maior infraestrutura e estrutura comercial focada em e-mail marketing do país, fato que é mais facilmente averiguável, ainda que não queira dizer necessariamente que a empresa lidere o mercado.

Para complicar tudo, ainda temos grandes provedores de hospedagem de UOL Host e Locaweb com soluções focadas em varejo e uma série de soluções independentes. Tem também a banda podre: pela última contagem, 402 companhias picaretas.

Os players sérios do mercado já deram um grande passo a frente com a união em torno da criação de um código de ética para o e-mail marketing. Ele aponta o dedo para os picaretas, ao mesmo tempo em que segura a sanha regulatória dos controladores da Internet brasileira, que podem ser bem talibãs quando querem.

Depois do código de ética – do qual aliás não se ouviu mais nada – o grande salto para o e-mail marketing seria a criação de uma medição isenta do tamanho dos empresas, ao estilo do que representa o HostMapper para a hospedagem.

É meio utópico imaginar que as empresas se unam em torno desse assunto, que afinal só beneficiará os líderes. Mais óbvio é que algum dos que disputam a posição produzam esse fato e colham o benefício de ditar uma tendência. Tá caindo de maduro.

@@@

Como toda a ferramenta passível de trazer ótimos resultados, o e-mail marketing também tem potencial para ser usado de maneira desastrosa. É a graça da coisa.

Um exemplo de uso infeliz da ferramenta vem da Zero Hora, que disparou um e-mail para sua base oferecendo assinaturas com 20% de desconto, conforme me relata o Felipe Basso, colunista aqui do Baguete.

Descontos são do jogo e é normal que as pessoas que pagam o preço cheio se sintam incomodadas ao saber que outros levarão o mesmo por menos. Agora, existem filtros de cadastro que evitam mandar as promoções para quem já assina.

Fica meio chato. O Basso, apesar do salário milionário do Baguete, ficou chateado. Parece que ele vai cancelar a assinatura e fazer outra, com desconto.
Publicado por: Maurício Renner às 18:22 Envie por e-mail Comentários [2 comentário(s)]
SEGUNDA-FEIRA, 25 DE JANEIRO DE 2010
Regulamentação

Voltou às manchetes do Baguete hoje e já está entre as notícias mais lidas o tema da regulamentação da profissão de TI. Dilma Rousseff e Lula estiveram em evento do Sindpd e se disseram a favor da medida.

Dificilmente ambos iriam a um evento de um sindicato cuja principal bandeira é a regulamentação em ano de eleição para constranger suas bases dizendo o contrário.

Mas os dois lados da dura polêmica em torno do assunto não devem dar nada por certo ainda. As declarações  não querem dizer necessariamente que a medida esteja aprovada, em um eventual governo Dilma.

A questão é: terão os empresários de um setor pujante, mas desorganizado, a força para serem ouvidos pelo governo antes que este encampe uma medida contraproducente e em larga medida desnecessária ou perderão a parada para sindicatos que representam basicamente o funcionalismo público, mas tem poder de pressão?

Veremos.

Publicado por: Maurício Renner às 16:05 Envie por e-mail Comentários [6 comentário(s)]
SEXTA-FEIRA, 22 DE JANEIRO DE 2010
JK aprovaria

Tem razão a prefeitura de São Leopoldo em apostar todas as fichas para trazer a HT Micron.

Assim como já aconteceu com a indústria automobilística, semicondutores são uma parte importante do futuro da economia nacional. Os carros não começaram a ser produzidos do nada, nem vão ser os chips.

É preciso que os governos criem políticas de incentivo de curto, médio e longo prazo, que as universidades criem um ambiente favorável e que os empresários tenham coragem de arriscar. Parece ser o que está acontecendo agora.

O Juscelino Kubitschek, morador aqui da Rua da República – o acidente de carro foi simulado, com objetivo de fugir da vergonha crescente de ter construído Brasília – me disse outro dia que não entendia a obsessão dos gaúchos com a Ford, cuja partida é ruminada infinitamente nesses pagos.

“O gaúcho diz que ama os cavalos, mas gosta mesmo de carro. Carro é tão 1960, o hype agora são semicondutores, chips, salas limpas”, me comentou o outro dia o ex-presidente, que mantém um vocabulário atualizado seguindo pessoas no Twitter.

@@@

Conversas fictícias com ex-presidentes mortos à parte, o fato é que a vinda da HT Micron abre desafios enormes para São Leopoldo.

É bastante provável que a empresa seja um sucesso. A demanda por eletroeletrônicos – e os chips que a fábrica produzirá - é enorme e a companhia é a primeira destinatária de uma série de benesses para estimular seu segmento.

O êxito comercial futuro da HT não significa, no entanto, que os moradores de São Leopoldo extraiam todo o benefício que poderiam. Isentar impostos e fazer obras de infraestrutura para a companhia mostra bom senso, é rápido, e, até certo ponto, indolor.

Investir em educação fundamental para que as crianças pobres se interessem por ciências, estudem e entrem em uma fábrica de chips para mexer em máquinas mais complicadas que a do cafezinho não é tão fácil e não rende resultados tão rápidos.

Infelizmente, a reconversão do Vale dos Sinos de um pólo de exportação de calçados em extinção para um cluster de alta tecnologia e não um agrupado de ilhas de excelência isoladas depende bem mais das coisas difíceis.

Publicado por: Maurício Renner às 18:40 Envie por e-mail Comentários [2 comentário(s)]
SEXTA-FEIRA, 22 DE JANEIRO DE 2010
Aimoré

Parte do futuro de empresas como SAP, HCL e HT Micron no Rio Grande do Sul consiste em fazer chegar aos jovens das regiões onde se instalam que as profissões técnicas que demandam representam uma chance de ascensão social mais rápida do que estudar direito ou administração. O estereótipo do nerd não resiste a isso.

Uma forma interessante de fazer isso – estou falando totalmente a sério e era aqui que eu queria chegar desde o começo – seria patrocinar o glorioso Aimoré, levar o clube à primeira divisão do Gauchão e, porque não, a repetir o feito de ser vice campeão gaúcho realizado em 1958.

A GM, que é old school e até meio mal das pernas já anda, está fazendo isso pelo Cerâmica. Quem vai colocar a mão no bolso?

Publicado por: Maurício Renner às 18:38 Envie por e-mail Comentários comente!
QUINTA-FEIRA, 21 DE JANEIRO DE 2010
Procergs

Uma das nossas capas de hoje foi sobre o saneamento das contas da Procergs.

É uma novidade importante para a companhia, que por muitos anos funcionou dentro da política “eu finjo que cobro e tu finge que paga”.

Desse jeito, até dá para fornecer serviços – afinal, é o governo não pagando o governo – mas fica muito complicado administrar bem uma empresa ou tomar decisões sobre como prover serviços de tecnologia.

Chama atenção que o resultado tenha sido obtido em meio a todos os problemas políticos na administração da Procergs nestes três anos, nos quais tivemos três presidentes diferentes e a empresa somou meses sem comando ou chefiada interinamente.

Mesmo com todos esses problemas, as metas permaneceram e foram executadas. Sem tirar o mérito dos presidentes que passaram pela posição, acho que é preciso reconhecer que o saneamento é uma conquista do corpo funcional da Procergs.

Publicado por: Maurício Renner às 17:39 Envie por e-mail Comentários [1 comentário(s)]
TERÇA-FEIRA, 19 DE JANEIRO DE 2010
E agora Assespro?

A Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento anunciou que vai modificar as regras do Portal do Software Público.

Para quem não lembra, é o site onde foi disponibilizado o ERP para prefeituras da DBSeller, provocando um artigo contundente de representantes da Assespro e debate infinito nos comentários do Baguete.

Claro que a nota do Portal não menciona isso, mas as mudanças no funcionamento do site só podem indicar que os administradores do mesmo sofreram pressões para efetuar alterações.

[Ou isso, ou decretaram o início de um burocrático processo de quase seis meses só por gosto, o que seria um tipo realmente esquisito de diversão].

A pressão pode ter sido da Assespro, de outros órgãos de governo que previram no site conflitos com leis de licitações ou mesmo de setores interessados em mais liberalidade no mesmo, quem sabe?

O caso é que aberta a consulta pública, a entidade terá que se pronunciar – pois mais que possa encontrar isso inútil – sobre o que considera uma receita correta para o Portal do Software, coisa que não fez claramente até o momento.

Caso contrário, em qualquer manifestação futura sobre o caso, os defensores do modelo atual sempre poderão argüir o argumento de que foi feita uma consulta-ampla-democrática-e-popular, ou o chavão da vez, e deixar tudo por isso mesmo...

Vamos ver o que acontece agora.

@@@

O Rogério Santanna, da SLTI, é gaúcho. A Assespro-RS não se manifestou na briga toda até agora, mas não acredito que tenha idéias opostas aos colegas paulistas. Pode ser uma peça importante na articulação da entidade junto ao governo.
Publicado por: Maurício Renner às 16:27 Envie por e-mail Comentários [1 comentário(s)]
SEGUNDA-FEIRA, 18 DE JANEIRO DE 2010
Um mundo sem TI

Um outro mundo sem TI é possível, pelo menos para os responsáveis pelas atividades divulgadas até agora para a décima edição do Fórum Social Mundial, que acontece em Porto Alegre e em municípios próximos administrados pelo PT [ops, da região metropolitana].

Depois de publicar essa matéria sobre a lista de discussão compulsória para jornalistas do evento – sou um implicante, admito – decidi dar uma olhada na grade de atividades. Quem vive em função de TI às vezes acaba por perder as coisas de perspectiva.

Eu já havia me surpreendido quando a imprensa gaúcha deixou o presidente da SAP sozinho para ir na Expointer. Agora me espantei com desconexão do FSM de assuntos ligados à tecnologia e Internet, nos quais, apesar de não dar para ouvir palestras de Marilena Chauí, também é possível ser de esquerda.

Das 24 páginas de atividades previstas para Porto Alegre, só uma palestra aborda Internet: “A Radiofusão Comunitária e a Possibilidade de Montar redes de baixo custo via Internet”. Pouca coisa.

Por outro lado, fiquei feliz de ver que há ensaios abertos de “Beijo no Asfalto”, do Nelson Rodrigues, que a esquerda brasileira nunca defendeu da censura. Mais uma década e Wilson Simonal vai tocar nas festinhas do Acampamento da Juventude.

Falando em Acampamento da Juventude, fui dar uma olhada na programação do mesmo, que agora acontece na afastada Lomba Grande, em Novo Hamburgo. Os representantes da geração Y nas juventudes comunistas bolarão algo, pensei.

Nada. Para começar o dia, esquerdismo hardcore com Emir Sader e Immanuel Wallerstein em “Relação do Neoliberalismo com o extermínio da Juventude” e para fechar a prece das sete direções galáticas e cerimônias ecumênicas “com  todas as manifestações espiritureligiosas da aldeia”.

Um outro mundo é possível – já tentaram e ficou pior, mas sempre dá para tentar de novo. Quem sabe agora sem Internet, ao estilo chinês?
Publicado por: Maurício Renner às 16:48 Envie por e-mail Comentários [5 comentário(s)]
SEGUNDA-FEIRA, 18 DE JANEIRO DE 2010
Intelig fala

Provando o poder de incomodação desse blog, a Intelig divulgou hoje – cinco dias depois do ocorrido – a explicação oficial dos incidentes que afetaram a Internet gaúcha na semana quarta, 13.

No final das contas, não foram um, mas dois cabos que se romperam, situação que imagino ser bem difícil de ocorrer e que por tanto até justifica a queda dos serviços. [Como eu já havia dito, os moradores de Colina não tem nada a ver como caso].

Desde um ponto de vista arqueológico, é possível dizer que um elemento que ajude a elucidar a  verdade é bem vindo a qualquer momento. A descoberta da Pedra de Roseta foi comemorada 2 mil anos depois dos egípcios terem feito suas inscrições nela.

Claro que em termos de marketing e satisfação do consumidor, em termos de agilidade e biriri web 2.0, os prazos ficaram um pouco mais curtos. Mas, enfim, habemus explicação.
Publicado por: Maurício Renner às 10:47 Envie por e-mail Comentários comente!
SEXTA-FEIRA, 15 DE JANEIRO DE 2010
Mudez na Intelig

Quarta-feira foi um dia de cão na Internet gaúcha. Um número indeterminado mas grande de sites fora do ar, problemas em sistemas bancários, falhas na transmissão de dados, etc.

Tudo porque um cabo de fibra ótica quebrou entre Jaboticaba e Colina, a 125 km de Porto Alegre. Entre as hipóteses para a causa do problema estão vandalismo [duvido muito, tendo em conta o ordeiras que são as pessoas em Colina, onde é sediada inclusive a Blumentanzfest] ou o descarrilamento de um trem.

Grande parte do que conseguimos publicar sobre o caso veio de fontes diversas no mercado. Até o momento, a única informação da Intelig são hipóteses sobre as causas, obtidas a muito custo junto à companhia.

É verdade que a Intelig não é uma empresa que atue diretamente com o público, portanto não tem o know how da Telefônica em explicar e promover o mea culpa público das suas mancadas. Também é verdade que o caso foi limitado ao Rio Grande do Sul, e, no final das contas, quem liga.

Mas dois dias inteiros sem nenhuma explicação sobre um problema desses – e as medidas que serão tomadas para evitar que ele se repita no futuro, se não for pedir muito - é meio demais, não?

Publicado por: Maurício Renner às 16:10 Envie por e-mail Comentários [2 comentário(s)]
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