É o que afirma o CIO da British Airways Paul Coby. Existem projetos de negócios apoiados por TI. Segundo Coby, a BA (aqui dizemos bi ei) usa a informática como diferencial na indústria de aviação.
Cortar custos e melhorar o atendimento ao cliente são os principais objetivos dos sistemas de informação na BA. Nos últimos anos, a BA implantou uma série de serviços de auto-atendimento como self-service check-in e vendas de passagens pela internet.
Para implantar essas e outras melhorias nos seus sistemas, muitas das burocracias e duplicidades nos processos da empresa foram eliminadas, com a ajuda da TI. Os analistas de sistemas literalmente "se intrometeram" dando "pitacos" em como as coisas são feitas na organização.
Essa intromissão é totalmente apoiada pelo board de executivos da BA, pois faz com que TI e negócios estejam alinhados, integrados. A informática não pode ser um departamento estanque, que apenas informatiza processos ditados por outros departamentos da empresa.
Pelo contrário, deve sugerir melhorias no negócio, questionar velhos métodos, enfim, inovar sempre. Mas é muito raro ver empresas (pelo menos por onde passei) onde os informatas têm liberdade de questionar os processos de negócio.
Não é a toa que a BA apresenta bons resultados ano após ano. Um dos segredos é o uso iteligente da informática no seu negócio.
Narigadas1) Mais uma da onda green: somente 30% dos domicílios no Reino Unido têm medidor de consumo de água. Os 70% restante pagam conforme o valor e tamanho da casa. Instalar mais contadores de água é uma das soluções apontadas para tornar o país mais eco-friendly. Como sempre digo, é só apertar no bolso do cidadão que todo mundo vira ecologista de carteirinha!2) Um leitor que identifica-se somente como Marcelo comenta que se os anúncios de emprego no RS divulgarem o salário (como eu sugeri na última coluna), existirão ainda menos interessados na vaga. Acredito que não. Clareza e objetividade facilitam as coisas, mesmo que o salário seja considerado baixo pelo Marcelo. Aliás, esta semana tem mais vagas anunciadas no Baguete sem salário. O anunciante somente diz "enviar CV por email com pretensão salarial". Não entendo o receio de listar o salário nos anúncios. As empresas sabem quanto podem pagar. Porque não anunciam assim: desenvolvedor .net/java/oracle com 2 anos de experiência, pagamos entre X e Y dependendo da experiência e qualificação. 3) Já minha amiga e leitora Fernanda Lattuada, sócia e diretora da Portosys, manda email dizendo que gostou da última coluna e tambem das minhas narigadas. É sempre bom receber críticas a coluna, sejam positivas ou não.4) Interessante a idéia do jovem estudante de computação Fábio Ricotta de montar o site http://www.euquerotrabalharnogoogle.com. Li as críticas ao site, muitas delas construtivas e outras exageradas. Se vai funcionar ou não, veremos. No entanto, admiro muito sua sinceridade e coragem de gritar para mundo: "Este émeu sonho e estou fazendo tudo que sei para realizá-lo!". Mesmo que algumas pessoas mais "sérias e experientes" classifiquem-o como ingênuo ou imaturo, ele não teve vergonha de parecer ridículo. Parabéns Fábio, vai em frente! Oxalá todos jovens fosses atrás dos seus sonhos como você!5) Já temos o segundo profissional de TI terceirizado da Ucrânia trabalhando aqui no banco. O Leste Europeu está acordando para o mercado de outsourcing, veja minha coluna sobre o assunto. Mas ainda não se compara com as dezenas de indianos que já trabalham aqui.Gostaria também de ver empresas brasileiras abocanhando esses contratos. Mas sem inglês fluente, nem pensar. E pensar que tem gente no Brasil que ainda questiona a importância de aprender a língua de Shakespeare. By the way, a Unisinos saiu na frente lançando curso de TI aliado a língua inglesa.6) Muito interessante o artigo Economia do Conhecimento:Por que Demoramos Tanto? do economista Gustavo Grisa. O autor aponta as razões econômicas pelas quais o Brasil está perdendo a oportunidade de ser forte na economia do conhecimento (biotecnologia e TI são apontados como principais áreas) como já é a Índia, por exemplo.7) Reportagem do "The Economist" sobre o Brasil cita uma pesquisa feita pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) em 40 países, em que o Brasil ficou em último lugar em matemática e entre os piores nos testes de leitura.É uma vergonha! Ainda não fizemos o tema de casa. Para melhorar esses índices vergonhosos não é necessário computadores, fórmulas mágicas, internet, wireless, nadica de tecnologia. Basta remunerar bem os professores, boas bibliotecas e escolas decentes. O resto é balela.Enquanto isso a Índia educa muito bem seus cidadãos e ensina inglês desde o primário. O resultado está aí, todo ano eles batem recorde em exportação de serviços de TI enquanto a gente no Brasil fica engatinhando.8) Falando nisso, a biblioteca de Jersey é uma beleza. Tem 2 andares repletos de livros, CDs e DVDs, uma rede com 15 computadores com acesso a internet, salas de estudo, uma ótima infra-estrutura para quem quer estudar. Ainda conta com seções de livros em português e polonês, para atender as os imigrantes madeirenses e poloneses, as mais populosas minorias da ilha. Uma ilha de 80 mil habitantes com uma biblioteca mais equipada e melhor do que a nossa biblioteca estadual em Porto Alegre, que fica ali na Riachuelo. A internet não substitui os livros, a leitura e o estudo. É um complemento. Mas ainda precisamos de boas bibliotecas.Podem me chamar de "véio chato", mas é incrível como as pessoas lêem pouco hoje em dia. Mesmo entre universitários, o índice de leitura é muito baixo. Entre profissionais de TI ler um livro é algo muito raro.9) Ainda no assunto livros, estou lendo "Abusado" de Caco Barcelos, uma sugestão de leitura do Maurício Renner. Excelente leitura, a história não pára nunca. Fiquei algumas noites até 1h da manha lendo porque não conseguia parar. Conta a história de Marcinho VP, traficante de drogas no morro Santa Marta no Rio de Janeiro. O livro deixa muito filme policial de Hollywood parecendo história de ninar!10) Nada a ver com TI, mas muitíssimo interessante, o artigo da revista "Go Outside" sobre o comércio de açaí para o mercado norte-americano
Esta aí um exemplo de criatividade e inovação bonito de ver! Às vezes tem que ser um gringo (neste caso 3 norte-americanos) pra mostrar aos brasileiros como ser invador na área de alimentos com ingredientes tipicamente brasileiros. Eles compram o açaí de cooperativas no Pará e distribuem nos EUA. É ecologicamente correto (porque preserva a floresta Amazônica), gera empregos no Brasil e é um negócio lucrativo. Well done boys!