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Janer Cristaldo  
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03/08/2009 - Catadores de macacos ameaçam rodovia

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Há mais de três anos, comentei neste jornal o perigo que os ornitólogos representavam para a economia de um país. A idéia que temos destes senhores é a de pacatos cidadãos que adoram observar essas maravilhas da natureza, os passarinhos. Até pode ser. Mas sempre é bom desconfiar quando ornitólogos apresentam um pássaro na televisão. Normalmente, há grossa sacanagem de ONGs e ambientalistas atrás disto. Até hoje estou recebendo bicadas de uma revoada de ornitólogos furiosos.

Nos dias em que vivi no Paraná, durante semanas foi vedete dos noticiários televisivos um pequeno pássaro, uma espécie de pardal, que estaria ameaçado de extinção. Chamava-se curiango-do-banhado e habitava nos arredores de Curitiba. Durante longos minutos, o bichinho era exibido em seus ângulos mais simpáticos, sempre com a mensagem: corre perigo de extinção. Ano seguinte, foi a vez de uma nova espécie de tapaculo, da família Rhinocryptidae, batizada com o nome popular de macuquinho-da-várzea. Também vivia nos arredores de Curitiba. Algumas semanas mais tarde se soube ao que vinham o curiango-do-banhado e o macuquinho-da-várzea. Para preservá-los, era preciso preservar seu habitat natural. E para preservar seu habitat natural, as tais de ONGs fizeram uma ferrenha campanha para impedir a construção de uma barragem que abasteceria a capital paranaense. Me consta que o projeto de barragem morreu na casca.

Tão ou mais perigosos que os ornitólogos são os ecólogos. Fabio Rohe, da Wildlife Conservation Society, de Nova York, especializou-se em catar macacos no Brasil para impedir o desenvolvimento do país. Em 2007, um grupo de cientistas liderados por este senhor, andou achando uma nova subespécie de macaco no Amazonas, batizado cientificamente como Saguinus fuscicollis mura. A descrição do animal foi publicada na revista científica International Journal of Primatology, em junho passado.

Segundo o Globo, o nome mura é uma homenagem aos índios muras, que viviam próximos ao lugar onde o macaco foi encontrado. A escolha, diz Rohe, serve para dar um alerta: “os mura foram muito prejudicados pelos brancos. De certa forma, eles representam a resistência da natureza ao mundo civilizado”.

Para onde aponta a nova descoberta? O mura foi encontrado entre os rios Madeira e Purus, justamente sob o traçado da rodovia BR-319, que liga Porto Velho (RO) a Manaus (AM). A rodovia, que hoje está abandonada e intransitável, tem a reforma prevista no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). A obra aguarda apenas a licença do Ibama para começar, e ambientalistas afirmam que a estrada poderá trazer uma devastação sem precedentes para a região. Não é evidentemente por acaso que o símio, descoberto em 2007, só agora foi registrado numa revista científica, exatamente quando se planeja a reforma da rodovia.

Mas nem só os ecólogos ameaçam a rodovia. Os ornitólogos também voltaram à carga. Uma nova gralha foi descoberta adivinhe o leitor onde? Entre os rios Madeira e Purus, justamente no traçado da BR-319. Segundo o ornitólogo Mário Cohn-Haft, a ave – que ainda nem foi batizada - coloca seu ninho sempre próximo à margem dos campos, em capões de mata. Somando toda a área que pode ser ocupada pela espécie, concluiu-se que esse espaço é tão pequeno que a ave já pode ser considerada vulnerável à extinção.

Com a ocupação da estrada, essa ameaça torna-se real. “Só se precisa permitir que gente chegue perto para destruir o ambiente dela. O ser humano parece não saber conviver com campos naturais sem queimá-los. Os campos próximos à cidade de Humaitá, por exemplo, não hospedam a gralha porque queimam todo ano”, disse Cohn-Haft à reportagem do Globo.

“Todos os exemplos que temos de asfaltamento de estradas na Amazônia levaram a muita degradação ambiental. Não temos porque acreditar que neste caso será diferente. Só que ao longo da BR-319 perderemos animais e plantas que não ocorrem em nenhum outro lugar do planeta”, alerta o ornitólogo de alta periculosidade.

Uma gralha e um macaco ameaçam o asfaltamento de estradas no Brasil, isto é, a comunicação entre cidades e Estados, precisamente nas regiões mais desprovidas de recursos do país. Ornitólogos e ecólogos unidos jamais serão vencidos.

Enquanto isso, o governo brasileiro assiste passivamente, de braços cruzados, a intervenção de fundações estrangeiras em obras fundamentais para o desenvolvimento nacional.

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Comentários (34)
Luis Fernando, em 03/08/2009, 19:43
E obras como a barragem de Barra Grande e seu distinto relatório de impacto ambiental é que representam o progresso e nossa supremacia humana sobre o planeta não é mesmo?
E viva o crescimento a qualquer custo.
Afinal, os rios dos Sinos, Gravataí, Tietê e outros tantos mais estão aí para provar como isso não nos afeta em nada ... ops, o senhor bebe água da torneira ou compra água mineral?
Veja bem, não defendo voltarmos a viver em tendas e chão batido. Mas de forma alguma concordo com sua visão colocada, ao meu ver, de forma imediatista, extremista e preconceituosa.

Paulo Augusto, em 04/08/2009, 12:28
É muito salutar o fato de estarmos aprendendo a passar os projetos de infra-estrutura por avaliações sócio-ambientais, antes que esses projetos saiam do papel.

Por um lado evita que ambições desmedidas atropelem tudo o que aparece pela frente. Mas por outro parece que o processo de avaliação e crítica ambiental carece de amadurecimento, sendo ainda muito influenciado por opiniões emocionais.

As avaliações sócio-ambientais têm o objetivo de garantir que os projetos estejam adequados ao local onde eles serão implantados, ajustando, minimizando impactos e estabelecendo compensações às interferências feitas.

Não é, ou não deveria ser, objetivo do IBAMA e outros órgãos semelhantes impedir que a maioria dos projetos sejam implantados.

É notória a deficiência que o Brasil tem em infra-estrutura. Não somente para as empresas e para o escoamento de produtos que fazem o tal do capitalismo girar. Mas também para as populações tal como estradas, saneamento básico, etc.

No caso específico da região amazônica, essa interferência emocional sobre a realização de obras é bastante perigosa, pois é nítida a ação de “ONG´s” e “especialistas” estrangeiros.

A soberania do Brasil sobre a região amazônica deve ser reforçada pela ocupação racional.

Sou a favor da proteção da floresta, pois na ponta do lápis ela é infinitamente mais lucrativa em pé do que devastada para a exploração de monoculturas e gado.

Sou a favor do incentivo para que empresas e cooperativas explorem de forma extrativista os recursos da floresta. Conhecimento adquirido por meio de engenharia florestal existe.

Sou a favor da especialização das universidades da região amazônica no estudo dos recursos locais. Existe uma oposição corporativista dentro das universidades federais que impedem a especialização dessas universidades aos temas regionais em que cada uma está inserida. Isso deve ser combatido pois as universidades existem para servir aos interesses do país e não aos interesses de suas corporações.

É urgente o domínio sobre a região amazônica. E nisso creio que podemos dar uma lição ao mundo em como administrar recursos naturais. Só não dá pra esperar de braços cruzados que as soluções venham de Brasília. De lá só da pra esperar sujeira, corrupção e incompetência.

Dulciani Terezinha Allein Schlickmann (Prefeitura Municipal), em 05/08/2009, 11:37
Penso que pessoas inteligentes como você devam se interar mais das funções dos demais profissionais. Quem sabe, aprofundar um pouco mais seu conhecimento sobre ecologia humana e desenvolvimentos socioambiental... Afinal, é um direito e não apenas um dever dos cidadãos, prezar pela garantia futura de vida. Não podemos devastar e devastar em prol de um crescimento desenfreado e depois se perguntar se havia algo importante no local. Não podemos brincar de "Deus"! Também é verdade que profissionais corruptos existem, mas, vc não pode generalizar sem ter conhecimento de causa!

Andrea Ramos Santos, em 05/08/2009, 11:57
Sr. Janer.
O seu artigo é uma aberração. Onde o senhor mora? Do que se alimenta? Que ar respira? Que água bebe? A sua vida depende do meio ambiente assim como a vida de qualquer ser vivo desse planeta.
Não é criticando o trabalho árduo, muito árduo dos pesquisadores que o senhor contribuirá com a vida e o desenvolvimento do país.
Não sou a favor de radicalismos, nem de uma conservação ambiental em detrimento do desenvolvimento da sociedade.
Mas a meu ver é de extrema ignorância não considerar a nossa íntima ligação com tudo que vemos e consideramos "natural", inclusive nós, que somos parte do meio ambiente.
Preservar uma espécie e seu habitat é dar condições de habitabilidade para todas as pessoas, e todos os seres vivos.
Por acaso os seres humanos são melhores e mais especiais do que o restante da natureza?
Quanta arrogância!!!

Mauricio, em 05/08/2009, 12:40
me admira o distinto jornal permitir que este ''sábio'' sem formação e informação alguma na área ambiental expresse as suas opiniões....convenhamos, vcs podem encontrar gente mais capacitada para tratar do assunto!

Edmur Lavezo Gomes (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), em 05/08/2009, 12:50
Sr. Janer Cristaldo,
Pelo seu ponto de vista demonstrado neste artigo, percebo que o senhor precise, com urgência, ler o livro "Uma verdade inconvinente" do autor Al Gore, para conhecer realmente a nossa situação enquanto biosfera (lembrando que somos uma espécie animal que interage na cadeia alimentar do ecossistema com outras, representando uma interdependência).
Espero que, caso o senhor tenha descendentes, que suas futuras gerações lhe perdoem pelo o que escreveu, no futuro catastrófico que nos aguarda com o aquecimento global.
E continuo sendo um Ecólogo com muito orgulho!

Sabrina Cristina Martins (UNESP), em 05/08/2009, 13:31
Sr. Janer Cristaldo,

Complementando os comentários postados, acredito o sr. deva urgentemente se interar do que realmente está acontecendo em nosso país e no mundo. Conforme muito bem indicado o livro do Al Gore, pelo meu colega de profissão, Edmur Gomes. Caso tenha dificuldade em adquirir o livro, pode assistir o filme "Uma verdade inconveniente".
E se quiser conhecer a profissão de Ecólogo, além de referências bibliográficas sobre meio ambiente, será um prazer lhe informar.
Sabrina - Ecóloga (com muito orgulho).

Alisson Camargo (EcoArq Arquitetura, Urbanismo e Assessoria Ambiental), em 05/08/2009, 15:37
Acreditava que com o advento da internet as pessoas teriam mais acesso à cultura e informação, mas agora percebo que também existem "ecoignorantes", estes sim bem mais perigosos que os ecólogos.
Menos egoísmo, mais altruísmo e humanismo, Janer
Alisson Camargo
Arquiteto e Urbanista, Ecólogo, especialista em Gestão Ambiental

Izabel Boock (ICMBio), em 05/08/2009, 16:14
Logo vê-se que o senhor nada entende sobre publicações científicas. Como se fosse possível prever a data de publicação de um artigo científico, em revista internacional, para que, justamente, coincidisse com o licenciamento de uma obra do PAC!!!
Infelizmente, ornitólogos e ecólogos unidos, não são invencíveis. Tanto que diversas obras já foram aprovadas e licenciadas mesmo sem terem parecer favorável dos órgãos licenciadores. A politicagem ainda fala mais alto em nosso país, indo na contramão do restante do planeta.
Matérias como esta me entristecem e revoltam.
Izabel Boock
Ecóloga
Analista Ambiental - ICMBio

Elson Fernandes de Lima, em 05/08/2009, 17:34
Caro Senhor.

Agora pode contar com um "bando" de ecólogos no teu pé também! Ah, e primatólogos também!
Estamos de olho!


Elson, Ecólogo.

Sheila Casonato Vital, em 05/08/2009, 17:57
Senhor Cristaldo,

Estou impressionada com tamanha ignorancia expressa em seu artigo em relacao aos assuntos ambientais! Principalmente vindo de um jornalista, escritor e tradutor... No minimo o senhor deveria ler mais artigos e livros sobre o tema antes de escrever sobre eles. Recomendo Washington Novaes renomado jornalista, escritor e ambientalista!
As vezes e' melhor nos resignarmos e admitirmos um erro do que continuar perpetuando-os... Caso contrario continuara' levando bicadas dos ornitologos e alfinetadas daqueles que possuem um minimo de discernimento e conhecimento ambiental!
Ah, me desculpe pela falta de acentuacao, mas e' que meu computador tem teclado ingles, estou nos Estados Unidos estudando ingles - mergulhada em sua cultura! Geralmente e' isso o que fazemos quando nao conhecemos algo, nao e' mesmo?

Alessandra Fontana (ICMBio), em 05/08/2009, 20:42
Vamos começar do início. Do início da sua ignorância sobre cada tema que escolheu discorrer. Ornitólogos não são pacatos cidadãos que adoram observar passarinhos, são profissionais especializados que estudam aves. Pelo visto o Sr. não estava, e continua sem estar, preocupado em perceber que falava do perigo de extinção crescente de espécies da avifauna brasileira, mas somente com um projeto de barragem “que morreu na casca” , no qual talvez o Senhor tivesse algum interesse. Digo isso racionando pela sua lógica!
Projetos como esses e como a BR-319 afetam muitas outras características locais e regionais, que certamente o Senhor não consegue alcançar. Essa forma simplista que escolhe para falar de temas tão complexos não merece atenção alguma do mais leigo leitor.
Ora, ao se planejar qualquer empreendimento que cause impacto ambiental, há necessidade de estudos que o antecedam e de conhecimento prévio da área onde se realizará. É certo que descobertas podem e devem advir desses estudos, senão, para que fazê-los? É a legislação ambiental brasileira sendo cumprida, que é uma das mais modernas do planeta! A meu ver, suas palavras não atraem a fúria de ornitólogos ou ecólogos, só nos causa espanto e desprezo.
Ecóloga, Bacharel em Direito, Mestre em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social e Analista Ambiental do ICMBio

Rogerio Garcia (Icmbio), em 05/08/2009, 21:33
Caro Jornalista, se não entende do assunto faça o favor de estudar, ler, ouvir mais um pouco. Lembre-se que vários brasileiros morreram nas enchentes em consequencia desse modelo de desenvolvimento que o sr. tanto defende.
E muitos outros morrerão caso continue essa metodologia de desenvolvimento no país.
Lembre-se que os pássaros, macacos e seres vivos que te impedem de desenvolver o país tem o mesmo direito sagrado de viver nesse mundo.
Pelo visto deve estar bem acostumado a escrever reportagens sobre políticos os quais em sua maiorira, não tem compromisso nenhum com a verdade e sim com o seu bolso cheio ou de comparsas que pelo visto você faz parte.
Lamentável..... Lamentável para você e para o Baguete por deixar um ignorante opinar por algo que desconhece completamente. Deixe de ser massa de manobra, acorde em quanto é tempo.

Tales Oliveira (Ecólogo) (Faber Castell), em 05/08/2009, 21:43
Sr. Janer, essas espécies em extinção ou "fantasmas" constituem-se apenas factoides de algo muito maior, o sr. seria muito ingênuo em acreditar que a descoberta destas espécies realmente iriam barrar o país e o tipo de "desenvolvimento"que o sr. apregoa, realmente um homem que se mostra "culto" escrevendo bobagens deste jeito revela-se um aparvalhado idiota, faça um favor a si mesmo, volte para suas traduções, por favor.

Yara Tibirica (James Cook University / Oceans Research), em 06/08/2009, 03:37
Realmente é admirável, ou melhor lamentável, como ainda há pessoas com esse tipo de pensamentos e falta de capacidade para entender a atual crise ambiental na qual vivemos. E mais admirável ainda que essa pessoa possa publicar um artigo de tanta baixa qualidade aqui.

Gustavo Cardoso (SIPAM), em 06/08/2009, 10:31
"Caro" Janer, fico aqui imaginando como seria seu mundo, da sua família, do seus netos...enfim, tu pareces estar um pouco alienado sobre a importância de uma floresta tropical nas mudanças climáticas global. Isso é só mais um exemplo, dentre outros postados, da ignorância infelizmente demostrada neste artigo. Pô, um jornalista tem que estar bem informado e saber o que está escrevendo, e me parece que não há qualquer conhecimento prévio sobre o assunto. Ecólogos, ornitólogos, ou qualquer profissional que trabalhe com o princípio de uma sociedade cujo desenvolvimento economico deva ser embasado sob estudos prévios do seu impacto ao meio ambiente, deverá discordar da seu ponto de vista de"alta periculosidade". Acorda jovem, tu é jornalista mesmo? escritor? (ta de brincadeira né)

Savana (UFSCar), em 06/08/2009, 12:40
Acredito que ele só está querendo chamar atenção e ganhar falatório...o que já conseguiu. É impossível que uma pessoa com o míinimo de bom senso pense em dizer metade dos absurdos que esse cidadão que se julga jornalista, escritor ou qualquer outra coisa disse aqui...

Muito bem, se era revolta dos Ecólogos, Ornitólogos, Primatólogos e Ambientalistas que você temia, você conseguiu!!!!!

paulo cezar de azevedo (UNASP), em 06/08/2009, 14:44
Uma vez tendo lido os diversos comentários enfatizando a importância da preservação da vida humana, sugiro que se chegue o quanto antes a uma definição sobre a duplicação dos 30 km da BR-116, na Serra do Cafezal,na região de Juquitiba e Miracatu(SP), onde dezenas de vidas foram ceifadas, por falta de um acordo quanto a este assunto, e fica-se com a impressão que na prática a vida humana não é considerada como algo tão relevante. Quantas vidas ainda serão ceifadas até que se tome uma atitude de bom senso?

Rogerio Garcia, em 06/08/2009, 21:12
O pior é que o covarde nem sequer se pronunciou ou defendeu seu ponto de vista!!! É um agitador mesmo, mesquinho, preocupado apenas com seu umbigo. Numa enchente seria o primeiro a pular dentro do bote de resgate, deixando para trás mulheres e crianças,assim como seu artigo deixou transparecer.

Francely Martinelli Fernandes, em 07/08/2009, 12:14
Acredito que o senhor, como jornalista, antes de publicar qualquer matéria, deveria se interar um pouco mais sobre o que anda acontecendo neste país no que diz respeito a construção de rodovias x conservação da natureza. Como ecóloga, integrei a equipe de supervisão ambiental do Rodoanel, maior obra rodoviária em andamento neste país. A obra foi dividida em 5 lotes, cada qual com um consórcio de duas empresas de consultoria ambiental fazendo a supervisão da obra, o que totaliza 10 empresas com equipes multidisciplinares, contendo desde ecólogos a engenheiros civis. E tudo isso por que?? Por que teria a DERSA contratado esta equipe, que conta ainda com o auxílio do Instituto de Botânica (séria instituição de pesquisa) e do Museu de Zoologia de São Paulo, e estaria gastando dinheiro com isso?? Procure descobrir! Meus colegas ecólogos já se disponilizaram a lhe fornecer algumas informações sobre a importância da conservação da biodiversidade. E pode ter certeza que estas informações não serão fornecidas por pessoas utópicas anti-desenvolvimentistas. Serão fornecidas por profissionais altamente qualificados, com senso crítico suficiente para não escrever apenas o que pensam, mas sim o pensamento embasado em fatos reais e na ciência constantemente produzida.

Leonardo Guerra (UNESP), em 07/08/2009, 13:26
Sr. Janer

Sugiro que o senhor reveja os seus conceitos de desenvolvimento, estude um pouco de história... ecologia humana e biologia para começar a entender um pouco do que está acontecendo.
Então nós estudamos, fazemos pesquisas, inúmeras análises, estudos com base em legislação, sociologia, nas mais diversas e específicas áreas... para isso, barrar o desenvolvimento! Porque nosso interesse é exclusivamente esse... Como se também não fossemos humanos e não dependessemos do desenvolvimento... ACORDE!
Realmente, como meus caros colegas já mencionaram, sua ignorância me espanta!
Encerrar sua carreira seria muito mais interessante do que fazer esse papel de idiota, que não sabe o que diz, mas defende sua ignorância... Estude! O Senhor tem acesso a informação, se quiser!

Gabriel, em 08/08/2009, 10:35
O Janer sofre de uma versão aguda de uma doença séria neste país: o excesso de ceticismo. O problema é que isso impede que se veja o bom e quando não se vê o que é bom, o ruim impera.

No artigo anterior, o autor chamou doutorandos de letras de "prostituas literárias", como se fosse ruim o país investir na formação de escritores e tradutores (da mesma forma que investe em engenheiros, físicos, biólogos, etc). Se não houvesse a bolsa, certamente reclamaria da falta de investimentos na educação.

Muitas coisas estão indo bem no nosso país. Esse ceticismo constante só serve para encobri-las e criar espaço para os incompetentes e mal-intencionados.

Janer Cristaldo (Dolce Farniente), em 08/08/2009, 11:35
Engano teu, Gabriel. Chamei de prostitutas literárias os escritores que enriquecem com a venda forçada de seus livros às escolas. É óbvio que tais autores não são escolhidos por seus méritos, mas por suas relações com o poder. Só os amigos do rei entram no circuito didático e paradidático. Não falei de doutorandos. Falei dos amigos do rei que têm suas produções premiadas antecipadamente.

Que se premie uma obra literária, entendo. (Se bem que, confesso, não vejo nos concursos muita lisura). Que se financie uma pesquisa que traga algum benefício, tudo bem. Daí a financiar ficções, ou mesmo teses que ficaram mofando no pó das bibliotecas, vai uma longa distância. Daqui a pouco estarão financiando o Chico Buarque e o Caetano Veloso para produzir suas músicas. Não estou exagerando. O baiano terá a produção de um show e um CD subsidiada pela lei Rouanet. Como se a indústria do entretenimento – ou um cantor com o público do Caetano – precisassem de subsídios.

Quanto às traduções, o investimento não é feito na formação de tradutores, e sim no pagamento das traduções no Exterior de autores brasileiros previamente indicados. Indicados por quem? Pelos leitores é que não é.

É claro que tais subsídios implicam censura. José Padilha, o diretor de Tropa de Elite, que fazer um filme sobre o mensalão. Não está conseguindo encontrar um mísero patrocinador. Nem vai encontrar.

Cervantes, Swift, Dostoievski, Pessoa, Orwell são autores que produziram obras fundamentais sem jamais ter recebido um só centavo de incentivo. Há sete anos, comentei um livro que causou algum escândalo na Paris dos anos 70, Le Bazar des Lettres, de Roger Gouze. O autor contestava com energia o caráter profissional do ofício. "O estatuto oficial do escritor me parece tão absurdo quanto o das prostitutas que também reivindicam o seu: não se pode ao mesmo tempo desafiar o poder, a polícia, as leis (por hipócritas que sejam) da sociedade e pedir-lhes uma proteção". Se a literatura é uma arte - argumenta o autor - o escritor deve, como todo mundo, ter uma profissão que o sustente, ao lado da arte que ele alimenta com o melhor de si mesmo. "Não uma segunda profissão, pois a literatura não é uma".

Como viverá então o escritor se a obra não lhe rende nada? "Como todo mundo" - responde Gouze. Claro que o autor francês fala de uma época em que literatura era vista como contestação. Hoje, os autores estão se profissionalizando. O editor pesquisa o paladar do público e encomenda um produto de moda. O escritor, como carneirinho dócil, escreve o que o público pede e o editor ordena.

Isso não é literatura. É prostituição.

Arthur Bernardes (UNESP), em 08/08/2009, 16:54
Sr. Janer Cristaldo

"Há mais de três anos..." começou bem, hã?

...em outra (Medo ao silêncio) "Silêncio machuca quem não gosta de pensar."

Aprenda a língua dos macacos e daqui outros três anos voltamos a conversar.

Não pise na casca de banana quando seu próximo passo é a cova!

Boa sorte Homo sapiens :D

Olavo Nardy, em 09/08/2009, 21:14
Ainda bem que tem alguem que faz alguma coisa para preservar, ou melhor, conhecer a fauna e a flora deste pais.
Ao invez de ficar falando asneiras em um canal de comunicação, você deveria entender o processo. Em um relatório de impacto ambiental ou de avaliação de impacto, o preponente do empreendimento contrata profissionais qualificados para realizar atividades de campo nas áreas de vegetação nativa....das quais você, como todo bom urbanoide, deve conhecer apenas da televisão e fotos de livros de paisagens......destas atividades são percorridas áreas com intensidade de coleta nunca realizadas ....por isso a conhecidencia, seu .........
A propósito, se você, em seu cotidiano, vivênciace um evento de suma importância para o desenvolvimento humano, social, econômico ou AMBIENTAL nacional ou mundial você ficaria quieto ou divulgaria esta notícia?
Estes profissionais Ornitólogos, Ecólogos, Biólogos, Oceanógrafos e outros tantos que atuam na área ambiental tentam fazer o melhor para a conservação dos atributos naturais deste pais e ainda tem que se defrontar com mediocridades sem propósitos de pessoas que em seus dizeres transbordam ignorância a respeito do assunto.

Alexandre Marques, Ecólogo, em 10/08/2009, 00:06
Caros editores do Baguete,

Me espanta a incrível chance que o sr. Cristaldo desperdiçou em se manter calado em sua superficial e infundada opinião, e em continuar a manter em sigilo suas deficiências, especialmente seu preconceito e ignorância. Mas me espanta ainda mais os senhores, como editores desse jornal, darem espaço ao sr. Cristaldo e, ainda, deixarem passar um artigo com um nível de qualidade tão baixo!

Ah, ao sr, sr Janer Cristaldo, um conselho: estude antes de se aventurar a dizer qualquer coisa sobre desenvolvimento, biologia da conservação, avaliação de impacto ambiental, ou procedimentos científicos e de pesquisa; se informe antes, vai doer menos. Digo isso porque nós, ecólogos, ao contrário do senhor, não falamos as coisas gratuitamente como o senhor fez aqui: nós vivenciamos ecologia, na teoria e na prática, no nosso dia a dia. Lhe garanto que é bem mais do que culto à fascinação com a graciosidade das plantas e animais.

Eu adoraria saber se senhor consegue viver sem a natureza, sem a comida que come, a água que bebe, o ar que respira, os remédios que toma quando fica doente, sem alguém para levar o lixo que o sr. produz para longe de seus olhos. Mas, sabe, tenho novidades para o sr.: se tivesse estudado saberia que a natureza é bem mais que fonte de matérias primas, sumidouro de dejetos, e locais para passar o fim de semana.

Me avise se o sr. precisar de referências científicas que fundamentem o que digo: (1) que o sr. não sabe do que está falando, (2) que seus leitores no mínimo perdem tempo em ler o seu artigo (isso quando os danos produzidos não são mais graves), e (3) que seus editores arriscam a credibilidade de seu jornal em deixá-lo escrever o que pensa.

Yuri Arten Forte (UNESP), em 10/08/2009, 00:19
Exmº Sr. Cristaldo,

Apenas me motivo a lhe escrever para deixar arquivado mais uma indignação por este "artigo" horrendo!

Infelizmente você se julga um escritor sem ao menos saber de fatos simples e cotidianos, e nem mesmo saber da ciência.

Espero, também, que Vossa Excelência tenha se confundido em utilizar o termo "Ecólogo" ao invés de "Ecologista", o que poderia atenuar sua singela ignorância na atuação do profissional citado.

Não fico nenhum pouco chateado pelo que vi escrito, pois sei exatamente da qualidade e das competências da minha futura profissão - ECÓLOGO. Apenas fiquei com um imensa e dolorosa VERGONHA ALHEIA por saber que os que lêem seu abusado artigo, com certeza têm mais informações que Vossa Excelência.

Yuri - Ecólogo em breve...

Janer Cristaldo, em 10/08/2009, 10:14
Caros:

A atividade de ambientalistas, ecólogos, ornitólogos e outros ólogos, geralmente financiados por fundações do Primeiro Mundo, com o pretexto de preservação da fauna só servem para impedir o desenvolvimento de países do Terceiro.

Há alguns anos, vi uma reportagem no 60 Minutes sobre uma região da Índia que abrigava quarenta milhões de habitantes. (Contei isto neste jornal há uns bons três anos). O programa começava mostrando mulheres e crianças carregando em baldes, para próprio consumo, uma água preta e lamacenta. Outras juntavam esterco de vaca, usado como combustível. Havia um projeto de uma represa para abastecer de energia elétrica e água potável a região toda. Uma ONG vetou o projeto junto ao Banco Mundial, com a argumentação de que a represa ameaçava uma espécie qualquer de tigre. A represa gorou e quarenta milhões de pessoas continuaram a beber água podre e cozinhar com esterco de vaca.

A reportagem entrevistava em Nova York, em um elegante apartamento, a porta-voz da ONG que conseguiu sepultar a represa. Não sei se a moça percebeu a ironia, mas o repórter a filma enchendo um copo de límpida água de torneira. O repórter quer saber porque privar milhões de pessoas de água limpa. A moça dizia mais ou menos o seguinte: não queremos que aquelas populações adquiram os hábitos de consumo do Ocidente. É como se dissesse: esses hábitos do Ocidente são privilégios de ocidentais. Vocês aí, continuem catando esterco de vaca.

Mais de trezentos projetos de barragens já foram engavetados no mundo, especialmente na África, Ásia e América Latina, por obra de ONGs. Estas organizações estão cometendo crimes contra a humanidade, ao condenar milhões de pessoas a viver longe da água potável e energia elétrica. Seus militantes são sempre oriundos de países desenvolvidos - ou por eles financiados - todos pontilhados de represas. Sua ação sempre incide sobre países do Terceiro Mundo, que precisam de energia para abandonar esta condição. É preciso olhar com cautela para os defensores aguerridos da fauna. Tigres ou passarinhos, bichinhos comoventes tipo o mico-leão-dourado, constituem uma ameaça ao desenvolvimento de países pobres quando manipulados por ongueiros.

E tem mais: é ecólogo quem quiser. Ecólogo – ou ecologista, como pretendem alguns – não é profissão regulamentada. Ecólogo tem o mesmo status profissional de psicanalistas, astrólogos, quiromantes, jogadores de búzios, leitores de tarô e outros vigaristas. Isto é, nenhum.

Rogerio Garcia (ICMBIO), em 10/08/2009, 11:16
Sr Cristaldo...... Continua na ignorância ainda??
Muitos dos ecólogos trabalham na iniciativa privada, ONGs, empresas próprias, professores, servidores públicos. Estes escolhem essa PROFISSÃO em virtude da tentativa em harmonizar humanos e meio ambiente. Somos jovens estudantes, chefes, pais de família, cidadãos, voluntários, entre outras.
Nos respeite, assim como respeitamos a profissão de jornalista.
E respeite também quem escolheu as profissões que o sr, destratou.
PRECONCEITO é crime!!!!
Quanto a regulamenteção das profissões a constituição de 1988 (sabe o que é isso?!) diz que, "é livre o exercício das atividades profissionais no país, na forma estabelecida em lei." Regulamentação vem sendo interpretada apenas para atividades de alta periculosidade.

Luiz Vicente Burle Maciel, em 10/08/2009, 11:24
Meu caro Janer Cristaldo,
Título de matérias que circularam a pouco tempo: "STF decide que diploma de jornalismo não é obrigatório para o exercício da profissão". Acho que você como jornalista deve se lembrar disso. Minha profissão e área de atuação são de caráter tão técnico que para exerce - lá se faz necessário um diploma, diploma esse que só são concedidos pelas melhores instituições de ensino do país e somente para as pessoas que se mostraram aptas durante os seus 5 anos de curso, mas já a sua profissão, existe o entendimento que qualquer profissional pode realizar, entendimento que considero um tremendo erro pois ficamos expostos a jornalistas como o senhor.


“E tem mais: é JORNALISTA quem quiser. NÃO PRECISA DE DIPLOMA PARA EXERCER A PROFISSÃO DE JORNALISTA. JORNALISTA tem o mesmo status profissional de psicanalistas, astrólogos, quiromantes, jogadores de búzios, leitores de tarô, LEITORES DESSA COLUNA e outros vigaristas. Isto é, nenhum”

Leonardo Guerra, ecólogo (UNESP), em 10/08/2009, 12:03
Sr. Janer
Ecólogo não tem o mesmo status profissional de astrólogos, jogadores de búzios, etc... Mais uma afirmação infeliz. Como o senhor bem deve saber contamos com uma excelente formação profissional semelhante a de biólogo, mas extremamente especializada nas relações ecológicas, e ainda sociais. Tratamos da ciência que analisa as relações entre os seres, e ainda com o meio, incluíndo toda a sua cadeia, e respectiva importância, e ainda os mais diversos impactos causados ao meio e suas consequências. Defendêmos trabalhos comprovadamente importantes, contando ainda com respaldo da estatística, nossa maior aliada, e também com milhares de testes laboratoriais, dependendo do trabalho a ser executado, os quais o senhor não deve conhecer... E além disso, estamos sempre ansiosos a estudar mais um pouco sobre situações novas que apareçam.

Infelizmente, ao passo que os jogadores de búzios, tarô, quiromante e outros tentam criar um universo de idéias convincentes que envolvem as pessoas para que elas acreditem no que eles dizem e ainda gastem seu dinheiro, me parece que essas profissões se assemelham mais ao senhor... principalmente quando entramos no âmbito da classificação de vigaristas (como o senhor definiu, e o consequênte problema com a classificação dessas pessoas é seu!), pois como sabemos, a convicção do que se diz, não interessando o que é, é a melhor arma entre os ignorantes, porque transmitimos confiabilidade e razão, artimanhas das quais o senhor se utiliza, se equiparando a alguns políticos, que pregam algumas idéias que vendem votos da massa, mas nós sabemos que não acontecem como dizem, ou seja, vigaristas...

Não aprovo, nem desaprovo a ação da ONG mencionada pelo senhor. Lastimo pela situação, mas cabe a todos encontrar uma alternativa sem causar prejuízos. Já passamos por um processo de desenvolvimento sem direção nem previsão científica nos países mais desenvolvidos... e OLHA SÓ! as coisas que eles mais querem é o acesso aos nossos patrimonios naturais! POR QUE SERÁ? Será que é porque eles detonaram o deles e agora não sabem pra onde correr? Não são lindas as imensas florestas da Europa? Cadê elas?... eles estão afundando em falta de espaço para lidar com o lixo que produzem... tentando exportar para qualquer lugar do mundo que não conta com Ecólogos e legislação vigente, ou ainda conta com outros interessados apenas no dinheiro, e não em consequências, como o caso do senhor pelo que parece. É visível que se tivermos um padrão de desenvolvimento como o que o senhor defende o planeta entra em colapso e vira um inferno.

Por que o senhor não aproveita e faz um trabalho real para defender suas idéias? Prove, como nós fazemos, que alguma coisa pode ser feita, ao invés de vetada, direcione seus estudos como nós... Analise as espécies envolvidas... percorra o lugar, e descubra suas importantes relações... faça seus esperimentos, testes... É um trabalho árduo, por que o senhor não se presta a ele? Não vai faltar (principalmente num país como o nosso) quem financie gente como você!

Janer Cristaldo, em 10/08/2009, 13:01
Jornalista não é bem quem quiser. De um jornalista se exige grande conhecimento não só do próprio idioma, como de mais uns dois ou três. Mais excelente redação e também agilidade mental, porque jornal tem hora para fechar. Sem falar em domínio da área em que trabalha. Formação e capacidade são necessárias, mas isto nada tem a ver com diploma.

Até 1969, não se exigia diploma para o exercício da profissão de jornalista no País. A lei infame foi parida pela junta de generais que assumiu o poder em 1969, mais conhecida como os Três Patetas. As esquerdas, em geral tão raivosas quando se trata de contestar os atos gestados pelo regime militar, fazem boquinha de siri ante o dispositivo corporativista. Não só faziam boquinha de siri, como defendiam com unhas e dentes a lei da ditadura.

Durante quatro décadas, o Brasil viveu na contramão do mundo civilizado. Em todas as democracias do Ocidente, jornalista é aquele que tira do jornalismo a maior parte de seus proventos. Exceto neste país incrível, onde só podia exercer a profissão quem tinha um papelucho de uma escola de jornalismo.

Não por acaso, os velhos comunistas eram – e são até hoje – os mais aguerridos defensores da exigência de diploma. Pau que bate Chico bate Francisco. Reservas de mercado só fortalecem a guilda. Não por acaso, com a queda do muro de Berlim, os apparatchiks que apostavam na luta de classes, se reciclaram na luta racial e na defesa do meio ambiente. Como hoje soa ridículo falar em proletariado, burguesia, imperialismo e outros chavões da Guerra Fria, fala-se em ecologia, defesa do meio ambiente e de animais em extinção. É uma outra maneira de combater os avanços e confortos que só os países capitalistas são capazes de produzir.

Quem sabe faz, quem não sabe ensina. A regulamentação do jornalismo gera milhares de empregos na área acadêmica. Professores que muitas vezes jamais pisaram numa redação de jornal ensinam jornalismo, ganhando para isso muito mais que o jornalista e sem o risco de enfrentar os humores do mercado. Sem falar que os cursos de jornalismo viraram laboratórios de marxismo, onde o aluno era ensinado a manipular notícias para manter sempre viva a falecida luta de classes.

Nestes anos todos, que foram quarenta e nos quais li jornais todos os dias, jamais vi um jornalista investigar como é tratada a condição do jornalista nos demais países do mundo. Se investigasse, descobriria que em país algum do Ocidente se exige diploma para o exercício da profissão.

Há escolas de jornalismo na França, Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos? Claro que há. Mas ninguém precisa passar por elas para expressar seu pensamento nas páginas de um jornal. Exigir diploma é limitar a liberdade de pensamento, como se só pudesse pensar quem tem diploma. Na França, a definição legal do ofício é singela: é jornalista todo aquele que tira a maior parte de seu provento do jornalismo. E ponto final.

O mesmo vale para ecólogos ou ornitólogos. Enquanto não são regulamentados estes ofícios, é ecólogo quem quiser sê-lo. Qualquer leitor que quiser colocar ecólogo como profissão em seu cartão de visitas ou na porta de seu escritório, pode fazê-lo tranqüilamente, pois não está cometendo crime algum.

Felipe rego (UnB), em 19/08/2009, 00:37
Somente o Sr. Janer Cristaldo consegue escrever mais bizarrices e burrices do que o Sr. Janer Cristaldo. Parabéns pela superação!

Daniel, em 20/08/2009, 18:06
Sr. Janer Cristaldo,
Para um cidadão que tem a experiência que o Sr. alega ter, sua torpeza excede qualquer expectativa. Por favor respeite as pessoas que trabalham por um mundo melhor e equilibrado. Há centenas, se não milhares, de tecnologias disponíveis que viabilizam desenvolvimento sem destruição. O Sr. deveria se dar ao trabalho de estudar seriamente seus temas antes de disparar farpas contra pesquisadores renomados.
Daniel, Engenheiro e Administrador
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Janer Cristaldo
Cristaldo é jornalista, escritor e tradutor e vive em São Paulo.
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