São inúmeras as tecnologias que podem apoiar o processo de Inteligência Competitiva. Olhando a metodologia completa, identificamos uma série delas em cada uma de suas fases. As etapas de Coleta de Dados, Análise e Disseminação são as mais facilmente reconhecidas, apesar de existirem aplicações para todas as funções, inclusive contemplando todas as demandas relacionadas à governança do processo, como missão, objetivos, fluxogramas de atividades, entre outras.
Uma das ferramentas que mais chamam a atenção para apoio ao processo de Inteligência Competitiva, além de outras aplicações como para Gestão do Conhecimento e demais disciplinas que demandam olhar para informações não estruturadas, vai ao encontro do que chamamos de Taxonomias Digitais.
O termo é oriundo da biologia e trata da classificação lógica e científica dos organismos vivos. Vem do grego “tassein” = "classificar" e “nomos” = “ciência” e foi notabilizado pelo botânico, zoólogo e médico sueco Carolus Linnaeus, criador da nomenclatura binomial e da classificação científica, sendo considerado o pai da taxonomia moderna.
Entretanto, nos ambientes digitais, o aparecimento e uso das taxonomias estão relacionados com as formas automatizadas de armazenamento e recuperação da informação. As Taxonomias Digitais têm como principal função olhar para bases de informações não estruturadas e, através de suas funcionalidades específicas, extrair conteúdos, apresentá-los, correlacioná-los e oferecer insights capazes de auxiliar analistas de inteligência a perceberem o que poderia ser inviável através da leitura isolada de centenas e inclusive milhares de documentos.
Normalmente, um software de construção de taxonomias digitais possui funções para a inclusão de expressões, palavras-chaves e demais técnicas de mineração de texto, possibilidade de seleção de fontes específicas de interesse (com o objetivo de permitir olhares mais segmentados) e principalmente o recurso de orientação do período de pesquisa, capaz de oferecer visões sobre a evolução de determinado fenômeno.
Entretanto, para a construção de uma taxonomia realmente eficaz, seu criador deve ser alguém extremamente conhecedor do universo em análise. Inúmeras empresas nos Estados Unidos e Europa vêm se especializando no tema e empacotando ofertas milionárias neste sentido. Um bom construtor de taxonomias deve conhecer profundamente o ambiente inserido, suas questões específicas, seu vocabulário, além de ter capacidade lógica para organizar uma hierarquia que faça sentido e esteja alinhada com os objetivos da organização.
Como manter uma taxonomia atualizada se apresenta como tarefa altamente complexa, algumas empresas vêm combinando esta tecnologia com outras capazes de identificar correlações automáticas em conjuntos não estruturados de informação. Em uma taxonomia de dos níveis, por exemplo, onde o primeiro vai olhar para o tema agronegócio e o segundo vai olhar para duas culturas, como soja e milho, é possível aplicar um software para reconhecimento de entidades mencionadas e identificação de termos chaves, por exemplo. Nestes níveis de soja e milho, estas tecnologias são capazes de descobrir, de forma 100% automatizada, quais outras entidades e termos podem ser relevantes quando se olha para estas duas culturas.
Num exercício deste tipo, poderiam ser identificados com inteligência artificial os termos “fertilizantes”, “ferrugem asiática” e “pipoca”, por exemplo, que poderiam estar sinalizando movimentos nestes segmentos. Automaticamente, esta correlação geraria novos níveis de taxonomias, que podem passar a olhar para expressões não percebidas como importantes para determinado usuário com foco nestes assuntos.
Com o volume de informações que bombardeia os executivos tomadores de decisão todos os dias, um software de taxonomias digitais pode realmente fazer a diferença na velocidade de antecipação necessária aos negócios.
Abaixo, segue tela com exemplo de software da Plugar para a construção de taxonomias digitais.
