Carlos Viero // quinta-feira, 26/06/2008 10:44
No final da década de 80 e por boa parte da década de 90 os sistemas de ERP foram o foco de investimentos dos setores de TI nas empresas de manufatura. Atualmente as empresas acreditam que Product-lifecycle Management (PLM) é a grande fronteira a ser desbravada.
Bem, mas antes de falarmos sobre PLM iremos fazer uma resumida descrição de alguns conceitos de sistemas de manufatura que, há tempos, vem sendo debatido nas empresas.
Lean manufacturing: produzir bens através da eliminação de perdas com foco em uma melhor entrega ao cliente.
Agile manufacturing: é um termo aplicado a organizações que criam processos, ferramentas e treinamento a fim de lhes permitir responder rapidamente às necessidades dos clientes e alterações de mercado, sem perder o controle dos custos e qualidade.
Just-in-time manufacturing: significa fazer o que o mercado quer, quando ele quer. JITM se revelou tão eficaz que aumenta a produtividade, desempenho profissional e a qualidade do produto, ao mesmo tempo que poupa custos.
Design for assembly (DFA): a premissa desta técnica é a diminuição do custo de montagem pela melhoria continua do produto e do processo de montagem.
Design for manufacturing (DFM): técnica que busca alternativas que facilitem a otimização do sistema de manufatura como um todo. Esta técnica deve ser utilizada para baratear o custo do produto sem sacrificar a qualidade.
Design for Service (DFS): esta ferramenta serve para assegurar que o produto desenvolvido possa ser devidamente reparado durante sua vida útil com custos razoáveis e baixa manutenção.
Concurrent Engineering: é a execução em paralelo de algumas fases e tarefas do desenvolvimento de produto. Desse modo, o desenvolvimento do produto torna-se um processo composto de fases executadas paralelamente e de outras executadas de forma seqüencial com o objetivo de minimizar o tempo de chegada do produto ao mercado.
Estes conceitos acima descritos, e, talvez, outros mais serviram como base para os debates de manufatura digital. Todos, de uma forma ou de outra, descrevem ou focam-se em um ponto do processo de concepção, projeto, produção ou assistência do produto vendidos.
Também, como podemos ver, em todos eles há preocupação com custo e qualidade do produto. Em linhas gerais podemos dizer que os principais processos envolvidos na manufatura digital são os seguintes:
- Definição da Necessidade
- Planejamento
- Projeto Conceitual
- Engenharia de produto
- Simulação e Análise
- Engenharia de Manufatura
- Produção
- Controle de Qualidade
- Vendas
- Suporte e manutenção
Definido, em linhas gerais, manufatura digital, podemos nos concentrar nas definições de PLM. Entender PLM como uma ferramenta de gestão do ciclo de vida do produto que abrange concepção, design, manufatura, serviços e obsolescência é fundamental. Sim, mas só este entendimento não basta, faz-se necessário saber quais os objetivos desta ferramenta de gestão. Em linhas gerais podemos destacar os seguintes objetivos:
- Redução do “time to market”
- Melhora na qualidade do produto
- Redução do custo de prototipagem
- Redução de perdas
- Ganhos através da integração completa dos fluxos de engenharia
Como podemos ver ambas as ferramentas baseiam-se em processos integrados de gestão e são complementares. Para termos um ambiente onde estes processos se integrem e possam ser executados de forma paralela ou seqüencial fazem-se necessárias ferramentas computacionais que permitam a criação de um sistema integrado de informação e controle todos os processos envolvidos.
Certo, mas onde está o desafio então? O grande desafio da área de TI reside na definição de ferramentas que permitam a construção de um sistema de informação integrado para cada processo, que tenha a capacidade de controlar o fluxo de cada um dos processos e, também, permita a gestão de cada um dos projetos pertencentes a cada processo.
postado em: qua, 16/07/2008 - 08:41
Parabéns, Viero.
Esse desafio é bem real, excelente forma de abordagem. Aguardo ansioso a parte II.
Um grande abraço.
Wenzel
postado em: dom, 29/06/2008 - 14:06
Olá Carlos.
Interessante perceber o quanto a TI pode estar envolvida diretamente aos processos de negócio das empresas, não como apoio mas como diferencial. Bacana tua coluna, muito esclarecedora.
Abração, Arlete Maya.
postado em: qui, 26/06/2008 - 18:36
Oi Carlos.
Muito legal a clareza da coluna.
Com a abordagem "direto ao ponto" pode-se entender que manufatura digital não é um mistério, mas um oportunidade para aderência tecnológica e gestão integrada de solução de processos.
Parabéns pela clareza. Um abraço, Sílvia Somenzi