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MBA ou certificação, o que é melhor?

Adilson Pize // quarta-feira, 21/03/2012 00:12

Frequentemente sou interpelado sobre este assunto por clientes, alunos, participantes de eventos, amigos, entre outros.

 
Às vezes a pergunta varia um pouco e sou questionado sobre “o que devo fazer primeiro?”.
 
Confesso que gosto mais desta segunda pergunta, pois MBAs e certificações são coisas distintas, e ambas muito importantes para a carreira de um profissional.
 
Os cursos de MBA (ou especialização, pós-gradução, etc.), oportunizam aos profissionais especializarem-se em áreas de seu interesse e/ou atuação.
 
Estes cursos, por serem normalmente frequentados por pessoas que já atuam profissionalmente em suas áreas foco, criam um ambiente de debate que propicia, além do contato com novos conhecimentos e o fortalecimento de conhecimentos pré-existentes, uma forte troca de experiências com os professores e entre os alunos.
 
Num mundo dinâmico, que sofre fortes e constantes mudanças, o contínuo aprimoramento é fator crítico para o sucesso de qualquer profissional.
 
Então, na busca de manter-se atualizado, o profissional deve recorrer, além dos cursos de especialização de mais longa duração, como os cursos de MBA, também a cursos de extensão e curta duração, congressos, oficinas, etc.
 
Entretanto, de nada vale ao profissional buscar o conhecimento se não tiver a atitude de colocar em prática os ensinamentos obtidos, que é o que vai efetivamente dotá-lo das habilidades e competências que são exigidas pelas organizações e pelo mercado.
 
Resumindo, conhecimento se adquire estudando, habilidades e competências desenvolvem-se com a prática, e para colocar o conhecimento em prática o profissional tem que ter atitude.
 
Muito bem, e onde entram as certificações?
 
As certificações são credenciais profissionais que atestam a qualificação de um profissional em alguma área, ou tecnologia, ou assunto específico, etc.
 
Para atestar a qualificação dos profissionais, as certificações possuem pré-requisitos e um processo para que sejam obtidas.
 
Por sinal, algumas certificações possuem um processo bastante rigoroso para ser obtidas, incluindo um conjunto significativo de pré-requisitos que devem ser atendidos, que por sua vez envolvem educação formal, experiência profissional comprovada, entre outros, além de exames que avaliam o conhecimento do candidato à certificação. Normalmente tais certificações têm período de validade, tendo que ser revalidadas de tempos em tempos.
 
Certificações como as fornecidas por organizações como o PMI®, IPMA®, ISACA®, ABPMP®, entre outras, possuem um alto nível de exigência. Por este motivo são muito reconhecidas, e os profissionais que as possuem são valorizados pelo mercado.
 
Para exemplificar, na área de gerenciamento de projetos, que é o assunto foco de minhas colunas aqui no Baguete, são bastante conhecidas e reconhecidas as certificações PMP®, CAPM® e IPMA® (nível A, B, C e D).
 
Na área de processos de negócio pode-se citar a certificação CBPP®. Já na área de sistemas de informação podem-se usar como exemplos as certificações CISA® e CISM®.
 
Poderiam ser dados muitos outros exemplos, mas vamos parar por aqui e seguir com a coluna.
 
Infelizmente também existem algumas certificações que não possuem um processo muito rigoroso e são pouco exigentes em termos de pré-requisitos para obtê-las. Naturalmente, tais certificações não são tão apreciadas pelo mercado e o fato do profissional possuí-las acaba não sendo um diferencial para o mesmo, pois não conseguem atestar, de forma definitiva, sua qualificação profissional.
 
Mas vamos às conclusões!
 
Minha opinião é a de que um profissional não deveria ter como objetivo obter uma certificação.
 
O foco do profissional deveria manter-se no aperfeiçoamento contínuo de seus conhecimentos, o que se consegue através de cursos como os de MBA (ou especialização, pós-graduação, etc.) e outras fontes já citadas nesta coluna, e no aprimoramento de suas habilidades e competências através da aplicação dos conhecimentos adquiridos.
 
Desta forma a busca e a conquista de uma certificação será um processo natural de reconhecimento da qualificação do profissional, e fornecerá ao mesmo uma credencial que atesta isto.
 
O profissional efetivamente qualificado certamente não terá dificuldades em atender aos pré-requisitos e passar pelo processo exigido para obter uma certificação em sua área de atuação.
 
Por fim, cabe ao profissional avaliar e selecionar quais são as certificações que poderiam ser diferenciais para sua carreira.
 
Até a próxima coluna!
 
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PMI®, CAPM® e PMP® e são marcas registradas do Project Management Institute
IPMA® é marca registrada da International Project Management Association
ISACA®, CISA® e CISM® são marcas registradas da Information Systems Audit and Control Association
ABPMP® e CBPP® são marcas registradas da Association of Business Process Management Professionals
Adilson Pize

Adilson Pize é diretor da Exce!!ence Gestão Empresarial, professor em diversos cursos de MBA/Pós-Graduação, Coordenador Geral do Grupo de Usuários de Gerenciamento de Projetos da SUCESU-RS (GUGP) e ex-diretor da Seção Rio Grande do Sul do PMI (PMI-RS) - 2005 a 2012. twitter @excellencegesta

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COMENTÁRIOS
Luiz Eustáquio Guimarães

postado em: qui, 16/08/2012 - 15:17

Alberto, como vai?
Sou engenheiro e com meu currículo e estudos, certifiquei como PMP. Neste caso, você acha que seria de grande valia executar um MBA?

Gustavo Melo

postado em: qua, 21/03/2012 - 14:32

No mercado atual você tem que ter os dois + inglês fluente, tudo isso como pré-requisito.

Adilson Pize
Adilson Pize

postado em: ter, 27/03/2012 - 18:46

Muito bem lembrado Gustavo. O conhecimento de idiomas é imprescindível aos profissionais, principalmente o inglês.

Alberto

postado em: qua, 21/03/2012 - 21:14

Só lamento ser usual o mercado pagar ao profissional qualificado o que paga a um iniciante.

Adilson Pize
Adilson Pize

postado em: ter, 27/03/2012 - 18:50

Alberto, concordo contigo de que muitas organizações não definem um plano de carreira baseado em conhecimentos, habilidades e competências, e acabam contratando e concedendo aumentos salariais sem critérios objetivos, que valorizem os profissionais que investem na constante melhoria de sua competência profissional (competências técnicas e comportamentais).

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