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Governança de TI – O Fator “Pessoas”

jchilzendeger // segunda, 18/05/2009 09:25

A Governança de TI é uma mudança organizacional e como tal ela impacta as organizações e exige destas a conscientização necessária para que esta iniciativa, se tomada, seja realizada com as devidas providencias para que a decisão de adotar, de implementar, a Governança de TI alcance seus objetivos e tenha sucesso.

Como toda mudança organizacional o grande impacto de dá nas pessoas, nas atitudes e comportamentos destas quando no desempenho de seus papéis e responsabilidades a elas atribuídas pelas organizações.

 As organizações são representadas pelas pessoas e estas, através de seus comportamentos e atitudes, fazem com que as decisões os objetivos definidos tenham um posicionamento positivo junto à sociedade levando a organização alcançar o sucesso. Um exemplo claro disto, é o lamentável momento que observamos no senado e na câmara federal, abalados por escândalos patrocinados por aqueles cujas atitudes e comportamentos longe estão da representatividade que aquelas organizações deveriam apresentar.

Na Governança de TI as pessoas são chave para que a mesma seja compreendida e com sucesso implementada nas organizações. Esta importância é realçada pela ISO/IEC 38500:2008, norma internacional para Governança de TI, que ao longo dos seis princípios que a compõe.

A ISO/IEC 38500 no seu principio primeiro, Responsabilidade, enfoca a necessidade de uma relação de “colaboração, cooperação entre o(s) cliente(s) e o(s) provedor(es) dos serviços de TI, baseada em um relacionamento positivo e de confiança, demonstrando clareza em relação as responsabilidades e a prestação de contas”.

Vejam a importância dos recursos humanos neste parágrafo do principio primeiro da 38500 pois os papéis, genericamente apresentados são desempenhados por pessoas e somente estas podem desenvolver um relacionamento conforme indicado.

No prinicipio segundo da ISO/IEC 38500 é enfatizada a necessidade de uma estratégia própria para a implementação da Governança de TI, em especial pela complexidade do ambiente em que a mesma irá atuar.

É importante ter presente que apesar de não declarada explicitamente, a necessidade da Estratégia se deve ao fato de que esta é uma abordagem, uma forma, de conduzir o processo de implementação e posterior manutenção da Governança de TI, processo este que é conduzido por pessoas.

No terceiro princípio, aquisição, das infra-estruturas de TI necessárias ao negócio a norma enfatiza a necessidade de que a aquisição de recursos de TI seja orientada conforme a arquitetura de TI definida para o negócio.

Vale lembrar que nas definições de governança de TI, as pessoas fazem parte da infra-estrutura e portanto merecem planos de aquisição, de retenção, de aprimoramento e de desligamento. O principio quarto trata do desempenho do processo de governança que necessita ser constantemente medido, através de métricas e indicadores, visando demonstrar se os resultados alcançados estão conforme as expectativas determinadas.

Ora, os resultados apresentados pelo processo de governança são produto do desempenho das pessoas o que nos habilita dizer que avaliando o processo de governança estaremos avaliando as pessoas no desempenho dos papéis que lhe cabem na Governança de TI.

O quinto princípio da ISO/IEC 38500 é o de conformidade, ou seja, esta o nosso processo de governança em conformidade com os princípios legais, estatutários, regulatórios e contratuais.

Aqui apesar de não explicito há uma significativa importância para os recursos humanos, pois estão os nossos recursos humanos que conduzem a governança conformes legal, contratual, regular e contratualmente? Por que não estariam? Quantas vezes temos pessoas no desempenho de papéis que não correspondem a seu papel original, ou seja, estão desempenhando outros papéis além daquele em que estão investidos e, se isto não for devidamente considerado e avaliado, pode representar significativo risco ao processo de governança.

O sexto princípio é aquele que enfatiza a importância das pessoas para a Governança de TI: o Comportamento Humano. Este princípio enfatiza que o processo de Governança de TI normalmente requer significativa mudança cultural e comportamental, das organizações, dos clientes e parceiros de negócios. Também enfatiza que a exigência destas mudanças pode criar medo e má compreensão do processo de governança na equipe de trabalho. Para que isto não ocorra é recomendável uma gestão próxima e contínua que permita avaliar a compreensão e engajamento das pessoas no processo de governança.

Ainda é enfatizado neste processo, da gestão das pessoas, deve alcançar inclusive aquelas envolvidas no processo além dos limites da organização; clientes, parceiros e partes interessadas.

Vejam portanto que as pessoas, o peopleware, tem fundamental importância no processo de Governança de TI e se esta importância não estiver claramente identificada e compreendida, há um grande risco para a implementação e manutenção da Governança de TI. As pessoas da sua equipe compreendem claramente e estão engajadas no processo de governança de TI? Pensem nisto.
jchilzendeger
* Julio Cesar Hilzendeger é consultor certificado CGEIT pela ISACA para Governança de TI, professor da Unisinos na graduação e MBA da Segurança da Informação

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