Antônio Dutra Jr. // segunda-feira, 27/03/2006 11:34
Em qualquer segmento de negócio, as organizações buscam cada vez mais alcançar vantagem competitiva. Neste sentido, não basta apenas interpretar corretamente as mudanças determinadas pelas pressões do mercado. É preciso dispor de instrumentos para, rapidamente, readequar a oferta à demanda, desenvolver novos produtos, ofertar novos serviços, modificar seu modelo de negócio e adaptar seus ativos com o máximo aproveitamento dos investimentos realizados.
Estas demandas são igualmente compartilhadas entre empresas de portes muito diferentes. Empresas de médio porte necessitam dos mesmos controles e da mesma eficácia na gestão da performance financeira que as empresas de grande porte, mais bem estruturadas.
Esta série de artigos busca apresentar algumas estratégias para orientar na escolha da melhor solução de planejamento financeiro, enumerando as principais características que os concorrentes devem contemplar.
Introdução
A gestão financeira impacta a todos na organização, pois ela contém alguns dos mais desafiadores e complexos processos de negócio, sujeitos a um grande número de influências: regulamentações, câmbio, novos mercados, turn-over, budgeting, aquisições e fusões, dentre outros. Além isso, o modelo financeiro da empresa deve estar alinhado com informações externas e interagir com uma enorme quantidade de fontes de dados internas.
Para os gestores financeiros de qualquer empreendimento, é quase indispensável dispor de uma visão consistente e atualizada da posição financeira da empresa para tomar, não apenas, decisões estratégicas e futuras, mas também decisões operacionais do dia-a-dia.
Grandes corporações, como as elencadas pela “Fortune 500”, enfrentam regulamentações complexas, como a Lei Sarbanes-Oxley, mercados voláteis, forte cobrança dos seus acionistas, competidores globais, e uma interminável relação de solicitações internas para alocar seus ativos. Empresas menores também enfrentam regulamentações crescentes, intensa competição e a necessidade diária de balancear seu capital de giro com as necessidades de investimento.
Adicionalmente, independente do seu tamanho, uma empresa deve posicionar-se em relação a fusões e aquisições. A qualquer momento, pode ser necessário captar dinheiro no mercado ou atrair investidores potenciais. Para isso, é fundamental para a empresa dispor de uma solução de planejamento financeiro capaz de suportar um modelo consistente, que ofereça visões analíticas e cenários alternativos para o negócio.
Empresas menores, emergentes, têm a mesma necessidade de dispor das mesmas soluções de alta qualidade que as empresas maiores utilizam e isso fica evidente quando em competição com estas últimas, pois elas têm contra si concorrentes com mais capacidade de investimento e, com isso, maior espaço para cometer erros.
Quanto menor o tamanho da empresa, além de representar uma margem de erro muito mais estreita, também vai implicar num processo de tomada de decisão muito mais rápido, aumentando sua probabilidade de erros. Mesmo que a agilidade das empresas de pequeno e médio porte possa representar vantagem contra as empresas maiores, ainda existem outras questões, uma vez que uma grande empresa pode chegar mais tarde em um mercado, com preços menores, melhor propaganda, melhor distribuição e simplesmente acabar com o menor concorrente.
Na arena dos negócios, cabe as empresas menores operar alta velocidade, com menor margem para erros. Para isso, fica evidente que elas devem ter controles financeiros ainda melhores que seus concorrentes mais aparelhados. Infelizmente, isso nem sempre acontece. As maiores empresas possuem grandes departamentos de TI e muitos funcionários na área de planejamento financeiro.
Para superar estas dificuldades, as empresas emergentes necessitam lançar mão de ferramentas que lhes ofereçam as visões financeiras das empresas maiores, sem o overhead do enorme staf, da complexa infra-estrutura de TI e que possam ser implementadas de forma rápida e menos dolorosa possível.
Antônio Dutra Junior tem 42 anos e é natural de Porto Alegre. Já trabalhou em desenvolvimento de software, foi instrutor, analista de sistemas, consultor de empresas e CIO. Atualmente é Diretor Comercial da empresa gesfin....