Sílvia Somenzi // sábado, 04/02/2012 07:52
Muitos profissionais estão em uma “encruzilhada” onde devem se posicionar e podem se intimidar por terem muito a dizer ou por não terem o quê dizer...
Interessante que quando não há o peso da responsabilidade no contexto há quem se posicione largamente, com opiniões sólidas e outras nem tanto assim, mas que de toda forma, deixam claro o que pensam, às vezes para todos, à vezes para alguns.
Talvez pela leveza de poder se posicionar sem ter de decidir, ou sem ter de decidir pelo que afeta os outros, fique muito mais fácil ser claro, e demonstrar-se o que se pensa.
Mas e na hora em que se posicionar lhe expõe e lhe faz deixar claro quais são as suas escolhas? Você se posiciona? Você diz o que precisa ser dito? Você realmente tem o quê dizer?
Vale refletir que por diversas vezes, presencia-se belos discursos nos corredores e na hora do cara a cara, onde interessa e com que interessa efetivamente para o contexto, o posicionamento se torna indiferente ou até silencioso.
Seja por se deixar supostamente “meio que subentendido” o que se queria dizer; seja “meio que se desculpando” por não ter sido suficientemente direto na hora em que era importante ser... e, assim a imensidão de desculpas vem a tona para justificar porque no corredor o discurso é um e no momento que deve ser pronunciado é outro ou até inexiste.
Seja por se perceber com uma argumentação frágil, seja por se intimidar pelo que lhe cerca, é sempre é difícil assumir as suas opiniões para todos, quando na verdade estas lhe expõem.
Daí que a segurança é importante, pois demonstra o preparo e a consistência do próprio posicionamento.
Quando alguém tem o que dizer, exibe consistência, coerência, coesão, e demonstra que está consciente do que lhe cerca, porque traduz em seu discurso a avaliação dos fatos frente a sua opinião.
Nunca traz leviandade no seu posicionamento e há sempre o respeito pelos seus interlocutores.
Por isso, que ter o quê dizer vai muito além de falar por falar, ou de pensar que se deve ter opinião sobre tudo e sobre todos.
Também é compreender que quando você se posiciona, significa que os seus interlocutores esperam que você seja integro; e, que não mude de opinião dependendo com quem você está conversando; ou com quem você está argumentando; ou que dependa da proximidade que você tem das pessoas envolvidas.
Os seus interlocutores não irão lhe apedrejar, se à medida que você aprofunda o seu entendimento, à medida que conhece com mais clareza o que lhe cerca e os contextos que lhe cercam, você muda o que pensa e expõe esta mudança.
Isto faz parte do processo de amadurecimento, onde você aprende a estar mais atento e aberto a ouvir que falar. E quando falar, haverá conteúdo pertinente em seu discurso, e será o mesmo para todo mundo.
E todo mundo percebe quando o entendimento lhe faz pensar diferente. Você mesmo percebe isso.
O que nunca deve ocorrer é você deixar de ser você porque lhe é mais conveniente, porque você se percebe em exposição além daquela segura que é a de se posicionar para o seu colega da mesa ao lado; ou nos corredores, ou seja, da que lhe mantém anônimo e com uma máscara.
Saiba que quem cresce é porque tem o que dizer, com consistência e conteúdo, e não se deixa intimidar pelo contexto, mas se expõe para colaborar para fazer e ser melhor.
Existem barreiras que os profissionais impõem ao próprio crescimento, mas em especial há uma que afeta a credibilidade: é de deixar para dizer depois, para fazer depois, para ser depois; como se o “agora” fosse acontecer a todo instante.
Lembre-se: nem sempre você estará cercado dos contextos e das pessoas que lhe cercam hoje, e você pode estar perdendo excelentes oportunidades de proporcionar a si mesmo a chance de crescer pelo que você é.
Compreenda que se você tem o que dizer, diga agora.
Com consistência. Com pertinência.
Posicione-se com conteúdo.
Diretora Presidente da Soluzzione Expansão de Negócios, empresa de Negócios em TI e Marketing de Relacionamento....