Sílvia Somenzi // terça-feira, 07/08/2012 07:59
Pode parecer difícil, porque compreender a própria intuição requer um profundo conhecimento de si próprio e a consciência do quê se sabe ou não, do quê se conhece ou não e do que se é ou não.
É como se você compreendesse como e quanto pode confiar em si mesmo, em especial no que se refere à avaliação do quê lhe cerca, indicando a assertividade na sua percepção.... sem julgar o que é certo ou errado, mas focalizando na sua conexão com o que é a realidade.
Muitas são as variáveis que afetam a sua percepção, que podem ser incontroláveis, inesperadas, inusitadas, surpreendentes e desafiam a sua atenção e o seu foco e, em sua grande parte, fazem você ter de lidar com as suas incertezas; com os seus desconfortos, e principalmente com o que você quer ou não quer.
E este é um grande desafio: permitir que a sua intuição deixe de lado a sua vontade e o que lhe incomoda (por não ser exatamente o que você quer ou como você quer); para que você faça a leitura dos contextos a sua volta, entendendo como estes realmente são a partir do que você mesmo sinaliza.
Portanto, é muito importante você realmente se conhecer para compreender o que você sinaliza para si mesmo.
Esta leitura é fundamental para que você permaneça conectado ao mundo real e nunca se esquive ou desvie dele.
Ao longo do tempo você se depara com as mais diversas e adversas situações que lhe fazem estar constantemente decidindo, baseado muitas vezes em informações concretas e outras tantas em percepções ou opiniões de outros.
Natural e corriqueiro, mas é aí que a sua intuição entra em ação, pois é como se uma “voz” interior lhe sinalizasse o que você realmente considera sobre o quê se apresenta a sua frente.
Por mais conflitante que sejam os sinais que você mesmo gera, é muito importante você compreendê-los e saber distinguir o que você percebe.
Quando você está em uma agenda e percebe que algo não é bem como parece, é preciso investigar esta percepção.
Quando alguém lhe repassa um feedback e você percebe que algo está faltando, é preciso investigar esta percepção.
Quando você atua em um contexto e percebe que nem sempre as coisas são como parecem, e por repetidas vezes se percebe concluindo isso, é preciso investigar esta percepção.
Quando você não encontra a devida sintonia com quem atua, é preciso investigar esta percepção.
Quando alguém lhe relata algo que não parece ser tão real assim, é preciso investigar esta percepção.
Quando você percebe que profissionais estão muito mais voltados para si próprios do quê para o que devem fazer, parecendo não fazer sentido, é preciso investigar esta percepção.
A intuição é poderosa por que lhe faz estar atento às entrelinhas, mas também pode ser uma desculpa para deixar de lado o que lhe é desconfortável ou simplesmente o que você não gosta.
Por isso que a idoneidade em avaliar o que você percebe, sem deixar-se levar pelo que é mais fácil para você mesmo é uma forma clara de amadurecer.
À medida que se amadurece, se compreende a importância das experiências que se teve e tem; se entende que mesmo que os contextos e situações não sejam exatamente como se gostaria, é possível agir e fazer dar certo; principalmente por que geram o aprendizado do respeito e da construção para alcançar o que almeja.
Saber ouvir a intuição, é, na verdade, saber compreender que o aprendizado, que você teve ao longo de sua carreira, lhe permitirá ser alguém que ouve mais e, que compreende muito mais e por isso pondera de forma mais consciente sobre tudo que lhe cerca.
E por isso, que à medida que você cresce, se torna mais perspicaz e acumula uma bagagem que lhe permite refletir com clareza e com solidez, ou seja, sem se “achar mais ou menos”, porque você se localiza para a realidade.
Reflita sobre a forma como você se ouve, talvez você encontre muitas das respostas que procura.
Saiba que é uma escolha permiti-se ouvir...
Por que você escolheria não se ouvir realmente?
Diretora Presidente da Soluzzione Expansão de Negócios, empresa de Consultoria, Gestão e Marketing de Relacionamento....