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O e-mail morreu?

Felipe Basso // segunda-feira, 21/06/2010 09:18

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Antes do EMM Brasil 2010, eu nunca havia pensado que o e-mail poderia morrer.

Depois do EMM, eu tive essa certeza. Detesto futurólogos apocalípticos da tecnologia. Tudo bem, talvez o e-mail se torne uma ferramenta defasada. Mas, na minha singela opinião, isso vai demorar a acontecer. Mesmo a morte do jornalismo impresso, isso sim muito mais factível que o desaparecimento do e-mail, ainda não aconteceu. Mesmo o Second Life, que eu jurava mortinho da silva, enterrado, condenado ao esquecimento, ainda está vivo, conforme mostrou a Martha Gabriel, na mesma tarde do EMM Brasil 2010.

Vão dizer que escrevo essas infâmias porque tenho 30 anos e somente os vovôs como eu, que ainda possuem telefone fixo, é que utilizam ferramentas tão ultrapassadas como e-mail. Falando entre nós, sou fã do e-mail. Um verdadeiro aficcionado por newsletters. Não posso ver um quadradinho, que lá vai o Felipe marcar. Sim, desejo receber as novidades de sua empresa em minha caixa postal.

Leio todas? Nã-nã-ni-nã-não. Tem muita bobagem. Tem newsletter que não agrega, que é longa demais, que não traz nenhuma novidade, que informa o que o jornal impresso já informou, que se repete, que não tem relevância alguma. Felizmente, há um recurso chamado opt-out, que também é maravilhoso.

É só clicar no “clique-aqui-para-não-mais-receber-esse-e-mail”, que os carinhas param de te enviar. Você não acredita? Acha que vão continuar enviando? Vão sim. Alguns deles vão. Mas, se fazem isso comigo, eu perco totalmente a credibilidade na empresa e começo a falar mal e não volto mais a ler e-mail algum da empresa que desrespeita a minha vontade. Quem dirá comprar algo.

E é isso que o Jonatas Abbott, da Dinamize, que completou 10 anos (a Dinamize, não o Jonatas), e seus convidados, mostraram em um dia inteiro de palestras. Que fundamentalmente é preciso ser inteligente, ser relevante, para ter sucesso na internet.

Jonatas contou o exemplo da Revista Exame, que publicou uma matéria sobre o fim do e-mail. A repórter, já no primeiro parágrafo, assassina sem piedade o pobre coitado do e-mail. O Jonatas decidiu, então, entrar em contato com a revista. E, para sua surpresa, as formas de contatar a revista eram: por carta (sim, as pessoas ainda mandam cartas), por telefone fixo (o que me deixou muito esperançoso, pois mostra que eu ainda não morri) e por e-mail (opa! Ele não havia morrido?). E sim, eu também recebo newsletters da Exame, com ofertas de assinatura, mesmo sendo assinante há muito tempo. Como disse, que bom que existe o opt-out. Falou, Exame?

Felipe Basso

Felipe Basso é jornalista. ...

COMENTÁRIOS
CarlosGm

postado em: sex, 25/06/2010 - 13:29

A internet também vai acabar ? .... sinceramente tem gente que usa boa noite quando escreve determinadas coisas.

Felipe Basso

postado em: qui, 24/06/2010 - 21:29

Olá Fredi, Obrigado pelo comentário. Grande abraço, Felipe

Fredi

postado em: qui, 24/06/2010 - 15:33

O e-mail não irá morrer em momento algum até para o caro colunista que gosta dele e continua recebendo as newsleaders todos os dias das empresas, uma forma barata e fácil de comunicar com o seu cliente ou leitor. Como iremos nos comunicar nesta mesma categoria? Onde a efetividade da comunicação é quase sempre atestada e sem gastos excessivos em publicidade ou outro meio de comunicação. Resta aos tecnólogos então criarem uma ferramenta que comprove todos estes excelentes resultados que o e-mail tem e ainda adicionem algo muito bom, pois trocar milhões de pessoas de uma tecnologia para outra sem nenhum acréscimo pelo menos são apenas suposições.
Fica esta humilde opinião.

Felipe Basso

postado em: qua, 23/06/2010 - 11:21

Vanessa. Esse era o recado, justamente, mais análise, mais análise.
Fábio! Bem, se tem carne e cerveja, dessa vez vou passar o futebolzinho...
Adriano: Boa ideia, vou ver se me arrisco a criar um manual. Isso deveria estar entre as coisas obrigatórias da vida, tipo ter um filho, plantar árvore...
Abraço e obrigado a todos.

Adriano Ribeiro

postado em: ter, 22/06/2010 - 17:43

Nã-nã-ni-nã-não...huauhauhuahuauha Esta foi muito boa!!! Realmente clássica para os 30 anos!!!
Meu conterrâneo Pino! Também conhecido como Zeca... (pelo Antônio, que não gosta de ser chamado de Antônio e sim de Junior! hehe) Mas vamos aos fatos! Gostaria apenas de parabenizá-lo pela ótima crônica...e dizer que gostaria de ler algo do tipo "Newsletter para principiantes - 10 coisas que você precisa saber para oferecê-la aos internautas" hehehe - um simples desafio ao nosso colunista missioneiro. No conteúdo... vou esperar com expectativa para ler as indicações do amigo!
Abraço!!!
E fica o desafio! Afinal... Tem coisas que os dinossauros não aprenderam!
Adriano Ribeiro

Fábio Pastório

postado em: ter, 22/06/2010 - 10:10

Bom dia velinho, muito boa esta Pino, onde nos dias de hoje estão todos (imprensa) afirmando categoricamente ou negando veementemente tendências sem um mínimo de embasamento, meramente especulações, fica o alerta, mais pesquisa e menos "chutes", no mais Avante Brasil, rumo ao hexa, abraço e os amigos do interior avisam que ainda tem carne e cerveja, podes aparecer (hehehe).

Vanessa Fernandes

postado em: seg, 21/06/2010 - 22:25

É isso aí.
Felipe, para os nossos caros colegas jornalistas: gente, mais calma antes de decretar fins, começos, tendências. Em tempos de volatilidade, que tal um pouco de tempo passando para termos algumas certezas? Menos precipitações, e mais análise.
Vanessa Fernandes.

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