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Escassez de profissionais em vendas

Camila Freitas // segunda-feira, 09/01/2012 10:10

Entrevistado: 
Gilson Cabalheiro
Imagem: 
Chamada: 

Vendedor é o novo gargalo das empresas de TI

Gilson Cabalheiro, diretor da Cabalheiro Consultores – empresa especializada em recrutamento somente para área comercial –, acredita que a dificuldade de se encontrar profissionais para vendas está ligada ao fato de não haver mão de obra específica, uma vez que os vendedores são formados na prática, o que leva tempo.

Somado a isso, não há cursos técnicos para formação de vendedores e os poucos cursos na área são caros para a grande maioria dos interessados.

Perguntas e Respostas
Perguntas e Respostas: 

A falta de profissional de vendas é um gargalo para o crescimento das empresas?

Acredito que sim, já que tudo está ligado ao crescimento da economia.

De um modo geral, todas as profissões estão passando por um gargalo em relação à falta de profissionais capacitados.

Na área comercial, há um equívoco da companhia em achar que um bom técnico necessariamente, por entender bastante do produto, pode ser um bom vendedor.

Isso está errado. Assim, a empresa perde um excelente técnico e ganha um vendedor ruim. No fim das contas, acaba perdendo tudo.

O que deve ser feito é estimular capacitações em vendas, recrutar pelo perfil e não pela capacidade de comunicação e estabelecer metas ou promoções para que o profissional também se sinta interessado pelo crescimento da companhia

As vendas online devem ser uma preocupação para as companhias? Isso pode gerar muita concorrência?

Essa modalidade de venda deveria ser uma das principais preocupações das empresas, pois é cada vez maior a migração dos consumidores para a web.

A falta de mão de obra e de um atendimento qualificado proporciona o cenário precário das vendas pessoais. Ao contrário da web, que não tem filas ou conversa com o vendedor, as vendas comuns sofrem pela ausência de praticidade.

O comodismo é um fator essencial para a concorrência entre essas duas modalidades de venda. A tendência é que o consumo na web supere o de vendas comuns, uma vez que o consumidor testa a compra na internet e tem afinidade com a operação.

Então, a empresa que se esquecer desse segmento será prejudicada pela perda dessa fatia de consumidores, que está migrando de segmento por insatisfação da venda feita pessoalmente.

A falta de investimento das empresas com os perfis seria uma questão cultural ou desvalorização da profissão?

Penso que exista uma questão cultural por trás desse comportamento. Isso, porque, vendas é uma das profissões mais antigas que existe.

Há uma cultura de comunicação atrelada à venda. Nesse contexto, toda a pessoa comunicativa pode vir a ser um bom vendedor, mas isso não é garantia.

Um bom vendedor deve ter persistência, organização e energia, além de ser comunicativo.

No entanto, diante do problema e na ânsia de aumentar a força comercial, as empresas cometem erros graves, como diminuir os pré-requisitos e forçar um perfil.

A alta rotatividade é um dos fatores agravantes para a desvalorização da profissão e surgimento de um gargalo na área?

A alta rotatividade desvaloriza a profissão e pode interferir nas projeções da companhia, além de elevar os custos com recrutamento, treinamento e aprendizado para um novo funcionário.

O que se espera é que a empresa entenda que não basta contratar pessoas, é preciso investir no treinamento desse profissional de modo específico e acertivo.

Entretanto, a participação de responsabilidade em relação à rotatividade é tanto da empresa, que capacita o vendedor para trabalhar com o produto, quanto do funcionário que não investe na própria profissão.

O que pode ser feito para melhorar o cenário das vendas?

As empresas devem investir em especializações, incentivar a leitura de conteúdos ligados ao marketing, vendas e publicidade.

Além disso, devem motivar o vendedor com desafios, promoções ou trabalhar com metas e porcentagens de vendas.

É preciso estar atento às vendas na web e incentivar o trabalho nesse meio para driblar a concorrência.

COMENTÁRIOS
Marco T R.

postado em: qua, 02/05/2012 - 23:19

ExcelenteS os comentários, tenho experiencia razoável no mercado e já vi muitos vendedores excelentes acabarem "engolidos" pelo pouco tempo para desenvolver trabalhos. Tecnologia evolui muito rápido, os grandes negócios podem demorar meses para ocorrer, porém as empresas esperam que em 3 meses já exista um resultado excelente. Venda é RELACIONAMENTO, quer vender commodite ? usa um site, pois não tem valor agregado. Exatamente nesta parte "valor agregado" é que moram as melhores margens.

Gilson Cabalheiro

postado em: sex, 27/01/2012 - 10:35

E viva a diversidade de opiniões!
Graças a ela a humanidade avança, se todo mundo pensa-se igual, ainda estaríamos na idade medieval.
Meus amigos, em primeiro lugar a minha entrevista não foi focada no segmento TI, na oportunidade essa mesma entrevista saiu em diversos meios de comunicação. A dificuldade em contratar profissionais está evidente em todos os segmentos, em todos os cargos, e não sou eu que estou dizendo isso, diariamente a imprensa aborda esse tema.
O problema da fatal de mão de obra é muito sério, e envolvem três lados, o candidato a um trabalho, o empresário e o nosso sempre onipresente Estado com a sua insaciável sede de arrecadação, equacionar esse problema é muito difícil, normalmente só quem fica satisfeito é o governo, que sempre recebe a sua parte sem quase nunca investir, restando ao trabalhador a sensação de que sempre está ganhando pouco pelo que entrega, e o empresário achando que a conta sempre é alta demais.
Talvez tenha faltado fazer uma colocação na minha entrevista, a de que existem hoje dois tipos de profissionais no mercado: O bem qualificado, que através de anos de experiências e treinamentos, ou que através de altos investimentos em educação se preparou para o mercado, e que por tudo isso se coloca num patamar de necessidade de ganho, justa e natural, acima do que a maioria das nossas micro e pequenas empresas pode pagar (principalmente devido aos encargos trabalhistas). E o profissional que tem muito pouca ou nenhuma qualificação para trabalhar com vendas técnicas principalmente. São esses dois tipos de profissionais que temos hoje disponíveis no mercado, uns (os melhores) as empresas na maioria das vezes não tem como bancar, os outros também não servem pois vão demandar de muito investimento em treinamento e tempo de retorno. Em resumo o que a maioria das empresas procura é o profissional intermediário, quem tenha certo conhecimento técnico e o conjunto de competências comportamentais básicas que a função requer, e que aceite a sua a oferta financeira. São profissionais dentro desse perfil o mercado procura, por isso que se fala tanto que o Brasil precisa criar cursos técnicos, que é o meio termo entre o especialista e o leigo.
Um forte abraço e todos.

Gustavo Melo

postado em: ter, 31/01/2012 - 12:57

Ou seja, o bom é incentivar o meia boca, o mais ou menos, o quebra galho ?

Yates

postado em: ter, 24/01/2012 - 09:12

É.... a área de TI vai ficar sem profissionais de vendas. É que o empresário-técnico acha q o produto que ele fez ou que ele representa se vende sozinho mas tem que ter um vendedor para atender o telefone qdo alguém liga pq fica chato para ele (empresário-tecnico-inventor-e-sabe tudo) atender o telefone e falar com o cliente.
Façam como eu, migrem de setor pq está cheio de empresa precisando de profissionais de vendas e q sabe q: "se não vender nada acontece".
LIBERTEM-SE e sejam felizes!!!!

Luiz

postado em: seg, 23/01/2012 - 17:21

O problema do mercado é que as empresas de TI do RS são micros, pequenas e médias, fundadas por profissionais oriundo da área técnica, sem o menor conhecimento de gestão, marketing ou vendas.
Valorizam os profissionais técnicos, principalmente, através de boas remunerações e beneficios extras. Quanto a área de vendas não são capazes de proporcionar um treinamento razoável.
Senhores empresarios de TI, o sucesso que qualquer empresa, de qualquer ramo de atividade chama-se vendas. IBM, Microsoft e Appel são o que são porque vendem e, logicamente, valorizam suas áreas de vendas tanto quanto suas áreas de engenharia.
Minha previsão é que nos próximos anos, as empresas que não valorizarem suas áreas de vendas através de remuneração, beneficios, planejamento e estratégias de vendas consistentes, irão desaparecer. abraço a todos!

Elisangela

postado em: seg, 23/01/2012 - 08:51

Parabéns Gilson pela excelente entrevista e esclarecimentos sobre vendas.

Pedro Luis

postado em: qua, 25/01/2012 - 17:32

Discordo do comentário. A entrevista foi óbvia e fraca. Não mencionou exatamente o problema relacionado a venda em si, que tanto é pessoal quanto na Internet: mal feita. A internet propicia uma certa facilidade quanto a busca e eventual compra=>veja, não falei em venda.São raríssima as vendas, estão confundindo venda com compra.

Gustavo Melo

postado em: qui, 26/01/2012 - 16:12

Concordo com você Pedro.

LHV

postado em: sex, 20/01/2012 - 23:56

Amigo trabalho no segmento da Tecnologia da Informação a bastante tempo, entretanto quando li o seu artigo, verifiquei que você culpa os profissionais por as vezes não querer investir na carreira, ora, vamos alinhar alguns fatos que geralmente ocorre, para não dizer quase sempre, vamos pensar em um gerente de contas, ao qual recebe um salário fixo e mais comissões em cima da licença de uso, e em cima do que for gerado de valores na area de serviço, pensando que um treinamento para gerente de contas leva em torno de uns 3 a 4 meses, e quando o treinamento for finalizado, pensamos o seguinte, como um profissional deste vai poder se manter nestes 6 meses? sendo que 3 meses de treinamento, 1 mes para poder treinar em campo, e 2 meses de vendas pequenas, porque o mesmo estara alinhando o mercado alvo, resumindo 6 meses, de poucas vendas, com pouco faturamento, você tem duvida de que qualquer proposta que seja feito a este gerente, por mais que a proposta seja com pequenas diferenças em valores reais, você acredita que este gerente nao vai mudar de empresa? geralmente um profissional ele tem sonhos, desejos, e realizações, as quais esta envolvido familia, casamento, namoro, casa, apartamento, carro, filhos, etc... o que não existe são empresas que valorizem os profissionais de vendas, por isso esta existindo um gargalo, ao qual os vendedores seja de Ti ou outros, estão indo no caminho das empresas que valorizam mais, nestas empresas não havera gargalo ou falta de profissional, enquanto as empresas pensarem que os vendedores sao importantes apenas para gerar negocios, este gargalo não acabara, enfim em partes concordo com você, mas o que não concordo esta descrito aqui, sucesso a todos os profissionais, e que Deus os abençõe e que todos consigam uma oportunidade muito melhor das quais vocês estão envolvidos hoje... Sucesso a todos e ótimo 2012...

Gerson Luis Lage

postado em: ter, 17/01/2012 - 19:58

Olha, eu também tenho muita experiência em TI e estou buscando novas oportunidades inclusive na área comercial e não tenho tido resposta. A não ser é claro essas absurdas e ainda querem que tenhamos trocentos cursos. Experiência em TI não me falta:
Trabalho desde 1981 com assessoria em informática, atuando nas áreas de projeto,
desenvolvimento de sistemas, implantação, treinamento e suporte a usuários. Nos
últimos anos dedicado aos sistemas de Gestão – ERP, Microsiga (Protheus) e mais
recentemente SAP R/3 (curso de ABAP Jr.). Tenho experiência nos vários processos de
uma empresa como: compras, faturamento, estoques, produção, financeiro, qualidade
entre outros. Nesse período prestei serviços aos seguintes clientes:

MR Consultoria/FITESA FIBERWEB – RS, TECNOMOAGEIRA SA -RS, Franquias
MICROSIGA (POA/BSB), SLC Alimentos S/A -RS, CONCEPA -RS, Calçados
Chinezinha - RS, Via Marte Calçados - RS, Ativa – Comunicação visual - RS, AES SUL
-RS, VANT Comunications -RS, Transportadoras -RS, Encol S/A (POA/BSB),
Franquiadas dos CORREIOS - RS.

Luciano

postado em: sab, 14/01/2012 - 10:31

Trabalho no setor comercial de TI a mais de 22 anos passei por empresas boas aqui em Curitiba, hoje tenho 41 anos de idade e a mais de 2 anos estou tentando recolocação no setor (hoje sou autonomo) o problema maior é a questão salarial ou seja os empregadores querem pagar um fixo que não passa de 1.500,00 e comissões cada vez mais baixas em torno de 1 a 2% vergonha pura pois em 1992 meu sálario era em média 20 salários minimos outras épocas eu sei. Bom só tive decepção nos dois ultimos empregos que trabalhei me deram um PC não tinha ajuda de ninguem e se vira nos 30 era um tal de prospecção por fone visitas cansativas e resultados que é bom nada e a empresa cobrando e cobrando metas, resultados e blá blá blá me senti um vendedor de livros com a minha vasta experiencia profissional, as empresas de TI na grande maioria inventam seus produtos e o vendedor que se vire corra atraz e na grande maioria sem treinamento algum, hoje trabalho como técnico em notebooks esta dando para se virar é isso pessoal pensem bem antes de entrar neste ramo escravo...abraços a todos

MVS

postado em: sex, 13/01/2012 - 15:57

Concordo com Rafael. Também atuo na área comercial há 15 anos e vejo claramente esse desequilibrio entre o que as empresas de TI querem e o que oferecem. Mas é que a maioria das empresas de hoje foram criadas por profissionais oriundos da área técnica, que não enxergam e não entendem como deve ser realizada uma venda bem feita e que traga os números que eles buscam ávidos, anualmente. Após todos esses anos, eles já deveriam ter tido maior maturidade e conseguirem visualisar tal problema. Gente, o que o profissional de vendas vislumbra é $$$, (é claro) e ele não pode receber um salário fixo tão baixo, que nem dá para ele pagar as contas no final do mês, que acaba gerando uma "quebra de foco" nas vendas, princialmente nas corporativas, cujos prazos são mais longos e em consequência, acaba gerando essa alta rotatividade na área.
Todos nós sabemos que nosso estado emocional interfere de modo direto e decisivo em nossos resultados, especialmente em vendas. Então, até quando vocês, srs "técnicos-empresários" ficarão agindo assim? Os profissionais de vendas de TI só podem mesmo fugir desse ramo!!!
Alô pessoal da Cabalheiro Consultores: Existem ótimos profissionais de vendas que querem deixar a área de TI e migrarem para outros setores. Eu sou um deles!!

galo branco

postado em: sex, 13/01/2012 - 09:40

Vários amigos da área de vendas em TI estão migrando para outros setores. Concordo em parte com a entrevista e em grande parte com os comentários. Baixos salários, falta de profissionalismo e especialmente a falta de valorização da área comercial levam a isso. Em vendas corporativas o relacionamento e a confiança são elementos essenciais, quem faz esse elo é o comercial e não é um trabalho de curto ou médio prazo, para dar bons resultados leva tempo, o que nem sempre os gestores das empresas de TI (talvez pelo imediatismos da tecnologia) compreendem. Enquanto isso a migração continua, ontem mesmo recebi um e-mail de mais um amigo abandonando o barco em função de oportunidade em outro ramo.

Gustavo Melo

postado em: sex, 13/01/2012 - 15:09

Vejo que não estou sozinho nesta percepção então. O Maurício colocou uma enquete nova no ar, se o profissional de vendas era valorizado ou não. Quando votei estava em 70% para o NÃO. Esta reportagem da VOCE S/A também é interessante http://vocesa.abril.com.br/edicoes-impressas/160.shtml

rms

postado em: sex, 13/01/2012 - 09:17

Primeiro fomos colonizados pelos Ingleses, que para não sujarem as mãos utilizaram os Portugueses,
isto de ser colonizado também é outra conversa, somos frutos de uma mistura, talvez de uma genética
um pouco torpe...aí começamos a falar, somos isto, somos aquilo, faço isto, vendo aquilo, sou bom nisto, sou bom naquilo....quanta ilusão. Deveriamos começar a ser sérios, não adianta vender sistemas corporativos, atrativos, consultivos, embelezativos, se você tem ali na sua porta um pedinte, afinal o que queremos ? Precisamos descer deste carrossel.

Rafael

postado em: qui, 12/01/2012 - 09:02

Atuo na área de vendas de TI a 15 anos. Já vi muita coisa, vivenciei outras tantas. O que observo é que existe um desequilibrio entre o que as empresas de TI querem e o que oferecem: Querem um super heroi. Um profissional que tenha conhecimento técnico, excelente relacionamento no mercado, conhecimento em processos comerciais,organização, disponibilidade para viagens, disponibilidade de quase 24 horas para a empresa, pro atividade etc...etc...etc.Em troca disso, oferecem uma salário fixo baixo e uma policita de comissionamento nem sempre adequada.
Na minha concepção, o salario FIXO do vendedor tem que dar condições e tranquilidade para que ele possa trabalhar. E a comissão deve permitir que ele "fique rico" . O que vemos é as empresas dando um fixo "de miséria" como forma do vendedor correr atras de vendas para , com a comissão, conseguir pagar as contas no final do mês. Ninguem vive muito tempo assim. Por isso a rotatividade no segmento.

André

postado em: qua, 11/01/2012 - 11:33

Gostei muito da entrevista,já os comentários senti uma certa magoa com o setor, Eu vou falar conforme minha vida e como encaro,Trabalho para ganhar $$$ e não busco realização como profissional, sou suficiente para saber que estou entre os melhores, e o resultado das vendas e minha realização, agora acredito que tem muitas empresas que não tem foco definido ( Gestão ) conforme surgem os problemas resolvem ao sabor, isso traz insegurança para o profissional, mas isso tb e facil de resolver,foco no $$$ senão esta bom,confuso, cai fora, o tempo e curto...

Gustavo Melo

postado em: ter, 10/01/2012 - 15:24

Discordo TOTALMENTE do entrevistado. Sou vendedor e fiz formação técnica em tecnologia apra entender ainda mais do produto que vendia, além da formação em vendas, diversos cursos em ESPM, ADVB, SEBRAE e afins, EXPERIÊNCIA PRÁTICA de vendas atendendo atrás do balcão desde os 14 anos, REALIZANDO METAS, sou Graduado em Marketing, fazendo pós-graduação e não encontro empresa na área de tecnologia que valorize meu perfil profissional. Na área de tecnologia a área comercial não é respeitada dentro da empresa e o trabalho do profissional de negócios é tido como dispensável.

Por não encontrar a valorização profissional e RESPEITO (não estou falando de remuneração) que considero considero correta ABANDONEI O SEGMENTO DE TECNOLOGIA E NÃO ME ARREPENDO. A área de negócios dentro de empresas de tecnologia, em especial as micro, pequenas e médias é tratada como o deboche da empresa pela diretoria e por outros gestores.

Tenho 3 colegas, 1 com perfil de líder de equipe comercial de tecnologia e 2 com perfis de profissionais de negócios, os três com VASTA EXPERIÊNCIA, formação E REALIZAÇÃO COMPROVADA DE METAS em suas empresas anteriores, 1 deles migrou para o segmento automotivo, 1 para o varejo e o profissional com perfil de liderança migrou para RH devido a INAPTIDÃO do segmento em tratar de forma PROFISSIONAL a área de negócios em empresas de tecnologia.

Se existem empresas no RS que contratem Cabalheiro Consultores e sigam as orientações dela, existem a disposição 4 profissionais de pronto.

Desculpe-me o pessoal da Cabalheiro Consultores mas não acredito na entrevista.

Elorha

postado em: ter, 10/01/2012 - 15:46

Concordo plenamente com você. Há uma falta de respeito enorme com o profissional de vendas. Isso porque há 3 meses me encontro em uma empresa de tecnologia em que, desde o primeiro dia meu principal e único aliado é o google. Não houve treinamento e demonstração de interesse algum. Apenas querem resultado de minha parte, pois acham que a função que exercemos é a humilhante que ninguém quer fazer e por isso fui contratada. No momento estou em busca de um emprego em que me sinta útil e decente. Estou no 5 período de comunicação social - P&P, sou tecnica em computação gráfica e sinto o meu conhecimento sendo desperdiçado e servindo como motivo de chacota. por um salário que não valhe sequer o esforço.

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De olho na TI

Guilherme Neves // segunda-feira, 14/11/2011 14:00

Entrevistado: 
Ricardo Dastis
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Chamada: 

Consultor da PwC analisa oportunidades da área de TI no Brasil

Preferido das grandes empresas pelo pré-sal, Copa e Olimpíada, o Brasil oferece mais oportunidades do que isso. Resta às empresas de TI saber onde apostar suas fichas.

Entre os sistemas de destaque apontados por Ricardo Dastis, consultor da PwC, está o agronegócio.

Perguntas e Respostas
Perguntas e Respostas: 

No relatório, são apontados os percentuais do faturamento investidos em TI nas empresas. Qual é o nível considerado ideal?

Cada organização tem o seu nível. Mas uma margem de até 1,5% do faturamento investidos em TI nós podemos considerar como um bom investimento.

Dos 20 setores que aparecem no relatório, qual o que menos investe?

O agronegócio. Geralmente é 0,5% do faturamento investido em TI. Outras áreas também investem pouco, como eletroeletrônicos, engenharia e material de construção, papel e celulose, que ficam entre 0,6% e 1%, mas o agronegócio tem o menor investimento.

E isso deve ser encarado como uma oportunidade pelas empresas.

Em que sentido é uma oportunidade?

Pela saúde do setor na economia. Em agosto, foi divulgada uma projeção de crescimento de 9% no PIB do agronegócio para esse ano. Já o PIB geral do país acabou de sofrer mais um corte, para 3,16%, a sexta consecutiva.

O Ministério da Agricultura espera que as exportações do agronegócio brasileiro ultrapassem US$ 90 bilhões em 2011, valor recorde e 18% acima do registrado no ano passado, segundo a pasta.

No primeiro semestre, foram embarcados US$ 43,2 bilhões, com destaque para o complexo soja - o Brasil é o segundo maior exportador mundial - responsável por US$ 12,7 bilhões.

Se é um negócio grande, com um investimento pequeno em TI, é um grande negócio para a TI.

E onde estão os clientes bons nesse segmento?

Temos prestado muitas consultorias para cooperativas. Na verdade, esse ano (2011) vai ser o ano do ERP na cooperativa.

Isso se dá porque são negócios que estão crescendo, e precisam de estrutura para suportar esse crescimento.

Não dá mais para ficar fazendo a gestão com planilhas de Excel ou com os sistemas feitos em casa.

Mas como os sistemas feitos em casa foram para lá?

Pra responder isso é importante entender a cultura da cooperativa. Eles são voltados para a comunidade. Então, tinha alguém se entendia um pouco de computador, ou um filho que sabia programação, e eles foram implementando.

Isso não quer dizer que sejam programas ruins, ou mesmo métodos ruins.

Mas à medida em que a operação vai crescendo, ela vai se tornando mais complexa. E manter um sistema de gestão que não comporte esse crescimento acaba saindo caro para as cooperativas.

O próprio gasto já justifica o investimento.

Por exemplo, uma operação hoje com 40 pessoas na TI, uma vez que tenha o ERP implementado, cai para 10 a 15 pessoas, e capazes de suportar o ritmo de expansão das empresas.

Paulo Nivinski

postado em: seg, 02/04/2012 - 09:50

A matéria apresentada por Ricardo Dastis demonstra conhecimento de como funcionam a maioria das cooperativas de crédito no Brasil.
Entendo que o segmento, de uma forma geral, ainda é um terreno muito fértil para realização de investimentos, principalmente em TI, pois estas possuem ainda grandes espaços para a melhoria de seus processos internos.

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O fim do CIO?

Maurício Renner // terça-feira, 03/01/2012 15:34

Entrevistado: 
Cláudio Elsas
Imagem: 
Cláudio Elsas
Chamada: 

CIO vai acabar. Confira como será o fim.

O CIO vai acabar. De novo.

Mas calma. Ao contrário do fim profetizado por Nicholas G. Carr no já clássico IT Doesn't Matter, esse final é menos... Final.

De acordo com um estudo da multinacional suíça Lodestone Management, os CIOs deixaram de ser chefes da área de informação para liderar a integração.

Perguntas e Respostas
Perguntas e Respostas: 

Que história é essa de que o CIO vai acabar?

Estamos iniciando uma nova era, a Network Age ou era das redes de contatos nos negócios, que redefinirá o papel do CIO.

Tecnologias heterogêneas tais como os smartphones, tablets, PCs, aplicativos de Internet, blogs, redes sociais e gerenciamento de dados virtual transformarão esse profissional em um Chief Integration Office, um executivo com uma função estratégica mais central nos negócios.

No que vocês baseiam a previsão?

A conclusão é do estudo chamado "Next Generation CIO", realizado entre 2007 e 2011 pela Universid ade Alemã Ingolstadt University of Applied Sciences a pedido da Lodestone Management Consultants.

Foram entrevistados CIOs de empresas de diversos países que atuam nos setores de manufatura, serviços e comércio e possuem mais de 1.000 empregados e um turnover de mais de um bilhão de euros.

Quais foram as mudanças detectadas?

A necessidade de redefinição do papel dos CIOs será provocada por quatro macro mudanças: a evolução do ERP para GRP; a tradicional cadeia de valor passa a rede de valor e integra todos os stakeholders de um negócio; o gerenciamento passa de prioridade de projeto para gerenciamento de portfolios que integram novas tendências de Tecnologia de Informação (TI); e a TI deixa de ser secundário e torna-se processo primário, já que a dependência de tecnologia crescerá de 59% para 88% até 2015.

O CIO do futuro precisa alinhar arquiteturas flexíveis, plataformas diferentes, redes orientadas a serviços e estruturas de processos colaborativas em escala global

E no Brasil?

O CIO Brasileiro absorverá rapidamente esta tendência.

A Economia Brasileira está vivendo um momento muito forte e vai atrair cada dia mais multinacionais.

Considerando isso, podemos prever uma crescente necessidade de adaptação para implementar TI e integrações em paralelo.

O Chief Integration Office pode ajudar a fazer com que isso não se transforme em um dilema.

Como o ERP influi nesse processo?

Atualmente, a maioria dos projetos de TI consiste na consolidação dos cenários do sistema de gestão integrado (ERP).

Por causa dos modelos de negócios que estão construídos em escala global, esta tendência continuará a crescer. Atualmente, 50% das multinacionais utilizam menos do que cinco ERPs.

Num futuro próximo, este número passará para 75%.

Do médio para o longo prazo, a tendência é caminhar em direção ao sistema de GRP, Global Resource Planning, ou seja para integração e harmonização dos sistemas de gestão, reduzindo a complexidade do gerenciamento de TI e custos de operação.

No que isso afetará o trabalho do CIO?

CIOs precisarão lidar de maneira crescente com a integração de processos associados entre diferentes regiões, divisões e fronteiras.

Além disso, precisarão padronizar funções dos negócios - no gerenciamento dos setores financeiro, cobrança e recursos humanos - e no futuro combiná-los cada vez mais com centros de serviços internacionais ou os chamados centros de serviços colaborativos.

Estes serão padrões espalhados pelo grupo e isso em geral aumentará eficiência e levará à redução de custos.

E a questão dos porfólios de TI?

A era da da grandes corporações que padronizam clientes (Client-Server) acabou.

As crescentes novidades tecnológicas requerem gerenciamento de portfolio para poder avaliar benefícios econômicos e os riscos de implementação das inovações.

Os CIOs precisarão ter habilidades para iniciar e implementar esses projetos que oferecerão suporte estratégico e contribuirão para o sucesso da empresa.

TI é um centro de custos. Como essas mudanças são possíveis nessa condição?

No futuro todos os processos core na cadeia de valor serão em grande parte dependentes de TI.

O grau de penetração aumentará e, então, TI não mais será meramente uma função para suporte, mas passará a ser parte dos processos que estão no coração da corporação.

O CIO portanto não será mais um "centro de custos" , mas terá que prover evidências para contribuições de valor para que os investimentos alcancem o correspondente retorno de investimento (ROI).

Consequentemente o desenvolvimento está mapeado: os CIOs precisam se reportar diretamente aos CEOs.

Este é o único caminho, direcionar-se para inovações que criem valor e apresentá-las proativamente.

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Consumerização e segurança: convivência possível?

Gláucia Civa // terça-feira, 08/11/2011 14:16

Entrevistado: 
Alexandre Guaraldo
Imagem: 
Alexandre Guaraldo
Chamada: 

Consumerização é tendência ou risco? Especialista ensina a conjugar os dois mundos.

A consumerização de TI é um dos temas do momento: a cada dia aumenta o burburinho sobre a crescente leva de novas tecnologias para os ambientes de trabalho, puxadas pelos usuários.

Nesse bolo, a cereja são dispositivos móveis como iPhone, iPhad, Android e tablets.

Podcasts
Programa: 
Entrevistas da Semana
Perguntas e Respostas
Perguntas e Respostas: 

A consumerização é uma fato cada vez mais recorrente: funcionários levam para o ambiente de trabalho dispositivos móveis pessoais, que não necessariamente são tolerados ou geridos pela TI das companhias. Que estratégias de segurança devem ser adotadas para garantir a segurança dos sistemas e dados das empresas, nestes casos?

A preocupação em monitorar e gerenciar dispositivos móveis já existia antes do surgimentos destes últimos modelos de dispositivos, os dispositivos que operam no sistema operacional iOS, Android Blackberry Symbian e outros só aumentaram a preocupação dos gestores de TI, pois muitos destes dispositivos, são de uso pessoal e muitas vezes são utilizados dentro da corporação, dada a facilidade de uso.

Atualmente existem diversas soluções em software que ajudam no monitoramento, gerenciamento e até bloqueio do uso de produtos nas empresas, por exemplo no caso do IOS, caso o proprietário tenha feito “jailbreak”(desbloqueio que permite utilização de produtos pirateados) do produto é possível identificar a prática de suposto uso ilegal de software e bloquear o uso na rede corporativa da empresa neste caso.

As empresas que já possuíam uma política de gerenciamento de notebooks envolvendo segurança e proteções dos dados, devem buscar nos seus fornecedores qual solução possuem para os novos dispositivos, as empresas que não possuem política nem para o notebook devem buscar ajuda com as consultorias, pois não vai adiantar muito ter todo um aparato para controle de Ipad, Iphone e Android se os notebooks continuam sem gerenciamento da segurança, por exemplo.

Na sua opinião, a proibição da consumerização é viável?

Não acho viável, pois isso afeta o clima organizacional negativamente. As pessoas querem utilizar os produtos na empresas. As empresas precisam se adequar a isso, utilizando tecnologia para ter o controle da situação.

Os colaboradores também usam cada vez mais serviços baseados em nuvem para armazenar, gerenciar e compartilhar arquivos relacionados ao trabalho. Como isso afeta a segurança das empresas? Quais os maiores riscos desta prática? E como garantir a segurança, neste caso?

As empresas podem ter vazamento de informações confidenciais caso arquivos sejam enviados para armazenagem na nuvem, pois estes serviços permitem compartilhamento das informações.

Porém, este mesmo problema existia caso esta informação fosse anexado a um e-mail e enviado para fora da empresa também.

Para diminuir este risco é importante possuir uma solução de proteção contra perda de informações, bem como a prática de classificação das informações das empresas para saber o que precisa ser protegido.

Com a oferta crescente de cloud computing e a consumerização, a linha que separa os profissionais do acesso aos dados corporativos está ficando gradativamente mais tênue. O senhor acredita que esta "linha imaginária" tenda a se romper por completo? Há como as empresas restringirem este acesso sem adotarem medidas que acabem por comprometer também a integridade e liberdade profissional dos colaboradores?

A maioria das providencias tomadas em prol da segurança sempre ameaçam alguma liberdade, por exemplo, hoje em dia nos aeroportos todos sofremos com algum tipo de restrição ou mesmo constrangimento por conta da segurança.

No mundo da informática acontece a mesma coisa. As adequações serão impostas, mas todas as iniciativas sempre estarão voltadas a uma disponibilidade da informação onde quer que esta informação esteja caso contrário não fará sentido.

Em se tratando de controle do tratamento de dados compartilhados online, entram em questão também as redes sociais, cada vez mais populares também no meio corporativo. Como controlar a segurança da informação nestes ambientes, sem intervir na aspecto "pessoal", uma vez que muitos dos riscos nas redes se referem ao próprio comportamento dos funcionários?

Aqui existe um potencial perigo, pois as empresas não podem controlar a vida privada das pessoas nas redes sociais, porém pode orientá-las e sugerir que evitem divulgar informações corporativas importantes.

Novamente este problema já existia antes das redes sociais, porém com abrangência muito menor...

Muitos especialistas em segurança da informação são unânimes em afirmar que, atualmente, a cultura é a maior ferramenta de segurança de uma empresa, e que uma cultura organizacional que valorize as práticas de segurança é mais eficaz que regulamentos no papel. Como implementar esta "cultura organizacional"? Esta função cabe aos executivos de segurança da informação ou à própria gestão/RH das companhais?

Os executivos da área de segurança devem estar envolvidos, porém acredito que a área de recursos humanos pode ajudar muito em promover uma cultura voltada a segurança, inclusive adotando como política nas novas contratações, buscar  talentos já familiarizados com práticas que visam preservar e manter a segurança da informação das empresas.

Como se pode trabalhar para efetuar mudanças culturais nas empresas, visando a introdução de medidas de proteção aos dados?
 

A empresa tem que investir em um programa extenso de treinamento dos colaboradores, publicar índices que mostram a evolução e promovam está mudança de comportamento no seu dia a dia.

No caso de constatação de desrespeito à segurança da informação por parte de um colaborador, que tipo de medidas, na sua opinião, a empresa deve tomar? O senhor acredita no modelo tratado por diversos especialistas de que é preciso incumbir os colaboradores de responsabilidade pessoal sobre o tema?

O não cumprimento das regras corporativas adotada por uma empresa pode causar danos, não só no que tange a segurança.

A segurança hoje em dia é só mais uma das exigências e deve ser tratada.

Como toda a violação, precisa ser analisada por pessoas competentes, departamento jurídico e RH que precisam avaliar a intenção e o prejuízo causado para responsabilizar os envolvidos.

Há, ainda, entre os especialistas em segurança da informação, a máxima de que o melhor é "gerenciar dados, e não dispositivos". Na sua opinião, esta é uma afirmação válida? E como fazer isso?

Eu ainda não tinha ouvido esta frase.

De qualquer forma se os dados forem tratados visando à segurança os dispositivos não apresentam uma ameaça muito grande caso sejam extraviados, de fato o que vale hoje em dia é o dado.

Como já foi mencionado anteriormente é importante possuir políticas que visam classificar e tratar a informação dentro das corporações, possuírem política de gerenciamento dos dispositivos que de alguma forma acessarão estas informações, por exemplo, se um equipamento móvel vai acessar informações confidenciais, este equipamento precisa possuir entre outras tecnologias a criptografia para garantir preservação das informações caso o equipamento seja extraviado.

Existe, se sabe, um "mercado de informações ilícitas", que atrai por converter o repasse de dados corporativos em dinheiro. Como conter e educar colaboradores contra esta "tentaçao"?
 

Roubo, venda e receptação de informação de outra empresa é um crime passível de punição segundo a lei.

Acredito que a orientação seja a melhor iniciativa que a empresa possa adotar para tentar prevenir um processo que vai certamente abalar a reputação das pessoas envolvidas e da marca.

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Proatividade em baixa nas empresas brasileiras

Camila Freitas // segunda-feira, 12/12/2011 10:58

Entrevistado: 
Rogério Gava
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Chamada: 

Especialista explica como estimular a proatividade na empresa

Conforme um estudo desenvolvido pelos professores e pesquisadores da Fundação Dom Cabral, Leonardo Araújo e Rogério Gava, mais da metade das empresas nacionais, 95%, apresentam um nível de proatividade entre baixo e médio.

Gava, professor e consultor de empresas, comenta que o índice é reflexo da má orientação e acompanhamento frente às mudanças de mercado, além da tendência natural das companhias para a reatividade.

Perguntas e Respostas
Perguntas e Respostas: 

A baixa proatividade pode ser reflexo de uma postura empresarial reativa?

Acredito que sim, mas não podemos dar essa competência apenas à reatividade, pois há outros fatores que impedem a proatividade.

O comportamento excessivamente reativa, que responde apenas ao imediato ou sem pensar no processo de mudança por inteiro, tem início no marketing da companhia e conversa com todos os setores da empresa, já que o estímulo é integral.

Com esse movimento, as empresas só inovam para atender a uma resposta direta ao mercado, ou seja, ela só se adapta ao que o cliente quer e naquele momento, sem pensar nas etapas estratégicas, qualitativas e quantitativas.

De acordo com o estudo, 95% das empresas mostram um nível de proatividade entre baixo e médio. O que favorece esse resultado?

O estudo que desenvolvemos durante cinco anos, com cerca de 300 empresas, permitiu entender que as companhias apresentavam dificuldades para lidar com riscos, falhas ou erros.

Assim, determinamos oito capacidades que as empresas devem ter para reduzir a reatividade e ampliar o processo proativo, além de compreender que lidar com o erro não pode ser um paradigma para a inovação.

As oito capacidades que determinamos são:

- Lidar com risco

- Visualizar a realidade futura

- Lidar e antecipar o erro

- Gerenciar pressão em curto prazo

- Liderar poativamente

- Identificar e desenvolver pessoas proativas

- Inovar proativamente

- Gerenciar de forma flexível

De que forma essa conduta proativa pode refletir na economia?

A proatividade está diretamente ligada aos resultados e lucratividade da companhia.

Se a empresa antecipar suas estratégias de mercado pra um produto ou negociação, certamente, terá um retorno positivo.

A questão também envolve educar o mercado. No caso do iogurte Activia, por exemplo, a Danone expôs um produto que modifica o consumo e a necessidade de inserir a mercadoria no cotidiano. A marca antecipou ao mercado um modo de consumir, obteve lucros e está entre os líderes do setor de iogurtes.

Entretanto, nem todas as ações antecipadas dão certo e quando isso acontece é preciso aceitar o fracasso, mudar a estratégia e, principalmente, saber se desprender das ideias que não repercutiram da forma adequada.

Como manter um equilíbrio entre a reatividade e a proatividade?

Acredito nenhuma empresa é integralmente proativa. Há uma oscilação entre momentos de proatividade e reatividade.

O que deve ser feito é equilibrar esses perfis de modo que a inovação esteja em primeiro plano.

Normalmente, a balança tente mais para a reatividade, já que é mais cômodo se adaptar ao mercado.

Entretanto, o estímulo para crescer e obter recursos para investimentos está focado na cadeia de estratégia que diz respeito à antecipação de uma mudança. Isso é ser proativo.

Penso que devemos aperfeiçoar os produtos reativamente, pensando em inovação, mas sem deixar de avaliar os riscos e mudanças do mercado antecipadamente.

De acordo com a análise, quais os perfis de empresas que foram identificadas?

Identificamos quatro tipos de empresas – aflitas, ajustadas, atentas e ativadoras.

Apesar de ser apresentados aqui isoladamente, esses modelos podem se agrupar dentro de uma companhia, ou seja, determinada empresa pode ter características ajustadas e atentas.

- Ativadoras: criam a mudança de forma deliberada

- Atentas: captam os primeiros sinais da mudança

- Aflitas: sequer conseguem responder às mudanças;

- Ajustadas: adaptam-se reativamente e agem depois da mudança.

Para inovar, cada uma corresponde a um modelo de questionamento sobre o mercado. São eles:

- Ativadoras: O que queremos que aconteça?

- Atentas: O que vai acontecer?

- Aflitas: O que aconteceu?

- Ajustadas: O que está acontecendo?

Com o cenário apresentando índices de baixa inovação e proatividade, o que deve ser feito para melhorar?

Acredito que é preciso estar sempre de olho na concorrência, entender o que as empresas e clientes buscam, além de atribuir pesquisas qualitativas e quantitativas antes de lançar um produto ou idéia no mercado.

Hoje, as companhias buscam por mudança e equilíbrio interno e para isso refletir em resultados positivos, cabe aos CEOs e ao marketing trabalhar juntos, visando o espírito proativo dentro da corporação, incentivando mudanças e estimulando os funcionários a não ter medo de mudar.

O senhor teria algum case de sucesso para expor?

O case do iogurte Activia é um deles, mas posso citar nomes de empresas que obtiveram sucesso a partir de ações proativas como Fiat Automóveis, Whirlpool, Pepsico, Tetra Park, Localiza Rent a Car, IBM e Tecnisa.
 

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Uma dose de sedução no meio corporativo

Camila Freitas // segunda-feira, 31/10/2011 12:41

Entrevistado: 
Adriano Pasini
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Chamada: 

Saiba como usar a sedução para os negócios

Encarada como um jogo, a arte da sedução tem por finalidade buscar equilíbrio pessoal e aceitar a sociedade.

Adriano Pasini, consultor de dinâmica social, explica que é possível utilizar a sedução no meio corporativo para facilitar o convívio empresarial.

Pasini, que atua desde 2008 com a técnica, acredita que a sedução independe da hierarquia social.

Perguntas e Respostas
Perguntas e Respostas: 

De que forma uma dose de sedução pode ser útil no meio corporativo?

Certamente, o conhecimento da sedução acrescenta muito ao profissional.

A forma como apresentamos nossa personalidade ou postura, como comunicamos ideias e opiniões, por exemplo, fazem a diferença entre uma carreira profissional estagnada e uma possível promoção.

A questão não é seduzir no sentido sensual, mas se apaixonar por aquilo que faz e transparecer segurança ou encantamento aos colegas e à empresa, visando conquistar algum objetivo profissional.

É preciso mostrar interesse e fazer com que os outros se interessem por você.

Quais as técnicas de sedução que podem ser usadas dentro da empresa?

Estar em uma empresa significa interagir o tempo todo.

Assim, considero de grande utilidade o aprimoramento da capacidade de percepção. Não basta apenas saber falar. É preciso saber entender e se fazer entender.

Acredito que seja interessante trabalhar com estes questionamentos: Você fala rápido demais? Devagar demais? Como você gesticula com as mãos? Como é o tom da sua voz? Você olha demais para o chão ou mais para frente? Você transmite segurança nas suas palavras?

O sedutor é aquele que vai gesticular com calma, olhando nos olhos do ouvinte, vai mostrar segurança, mesmo quando não faz ideia do que está propondo, além de mediar a maioria das conversas.

A técnica é simples. Você deve estar convicto daquilo que desejas, saber negociar a seu favor e manter a atenção do ouvinte o maior tempo possível.

De que forma a sedução pode auxiliar uma pessoa a ser mais persuasiva

A persuasão é um ponto forte na sedução. A pessoa que sabe persuadir terá grandes chances de controlar as demais a seu favor.

A ideia é que você nunca tenha dúvidas daquilo que está sugerindo ao ouvinte, pois assim ele não hesitará às suas propostas e, certamente, estará convencido de que fez a melhor das escolhas.

Nesse contexto, por exemplo, a hierarquia é independente do resultado, já que a proposta é você convencer alguém de que está fazendo a melhor opção para um negócio.

A prática da sedução pode ser útil durante uma negociação?

Uma forma de ser bem sucedido durante uma negociação é observar a linguagem corporal do seu cliente. Entender se ela corresponde de forma positiva ou negativa ao que você esta dizendo.

Hoje, escutamos que na área de vendas as pessoas não compram produtos, mas compram ideias.

Então, é preciso que você esteja no comando da negociação, percebendo se o outro está confortável ou apresentando uma linguagem corporal relaxada, sorridente, otimista e satisfatória.

Entretanto, é muito comum haver discórdia. Quando isso ocorre, as reações estarão embasadas em apertar os dedos, pausar a voz, cruzar os braços e restringir a conversa.

Nesse caso, a sedução é pode ser trabalhada de modo que o mediador troque de posição com o cliente e escute aquilo que ele tem a dizer. Assim, saberá suas necessidades e usará as brechas da conversa a seu favor. Aqui, entra persuasão.

Negociar passa a ser uma tarefa fácil, ao passo que você entende as fraquezas do cliente e as usa para o seu benefício.

Como é possível reconquistar o emprego perdido ou evitar uma demissão com essa prática?

Em primeiro lugar, você deve lembrar que é responsável pelos seus atos e deve estar seguro dos seus erros.

Se quiser evitar uma situação de demissão, não se envolva em fofocas ou trate mal seus colegas e funcionários.

A partir da técnica da sedução, busque mostrar paixão pelo trabalho, envolver os colegas nas suas ideias, fazer ser notado entre os demais e manter boas relações.

Não chame a atenção pelo “ego”, mas pela lógica de trabalho. É o que você faz que define aquilo que você é.

Qual a dica de ouro em relação à sedução no meio corporativo?

Esqueça o futuro, se você tem muito a fazer no presente. Um sedutor seduz a vida no instante decisivo, pensando sempre no melhor para si.

De certa forma, não tire os olhos dos planejamentos de longo prazo, mas volte sempre ao presente.

As suas metas são reflexo do hoje, do seu trajeto para o futuro.

Para isso, é fundamental saber se conhecer e desenvolver a melhor versão de si mesmo.

Sugiro a leitura dos livros O Jogo: A bíblia da sedução, de Neil Strauss; As 48 Leis do Poder, de Robert Greene, e O Corpo Fala, de Pierre Well e Roland Tompakow.

COMENTÁRIOS
Andreia

postado em: qua, 02/11/2011 - 22:46

Parabéns pelas colocações, muito bem fundamentadas. Abraços. Andreia

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No topo do LinkedIn

Guilherme Neves // terça-feira, 06/12/2011 17:37

Entrevistado: 
André Telles
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Chamada: 

Especialista explica como fazer SEO no LinkedIn

SEO é coisa de Google? Não necessariamente. Com a emergência de redes sociais especializadas como o LinkedIn, ser bem classificado nas ferramentas de buscas internas é fundamental para os usuários.

Nesse caso, diz André Telles, CEO da agência Mentes Digitais, pode significar a diferença entre garantir uma boa vaga de emprego, ou ser encontrado por um headhunter, ou não.

Perguntas e Respostas
Perguntas e Respostas: 

As técnicas são as mesmas para o ranqueamento de um site normal?

Na realidade, você não consegue usar todas as técncias de SEO numa mídia social, mas algumas lógicas são parecidas para que o perfil seja otimizado de acordo com como o profissional quer se posicionar no mercado.

Por exemplo, o sumário é uma espécie de descrição das meta tags.

O próprio robô do LinkedIn ao fazer buscas vai pesquisar por palavras chaves ao apresentar os resultados das pesquisas.

Se eu quiser encontrar um engenheiro no Rio Grande do Sul, a ferramenta de buscas da rede social vai me mostrar primeiro os perfis que tiverem essas palavras na sua descrição. Então é importante estar atento a esses termos que descrevem bem a área de atuação para ser achado mais facilmente.

Que outros conteúdos são importantes?

Especialidades, como as palavras chave que mais se enquadram no perfil, a experiência, o cargo atualmente ocupado. Em tudo isso é importante colocar palavras-chaves.

Além disso, o LinkedIn tem um recurso chamado “skills”, que é selecionado dentro de opções que o próprio LinkedIn oferece, e que já incluem atividades e habilidades similares às já desenvolvidas no Brasil, que também ajudam no bom posicionamento dentro da ferramenta.

As postagens de mensagens contam?

Com certeza. A postagem de conteúdos que tenham a ver com a sua área de atuação, com seu core business, fazem uma grande diferença para o posicionamento.

Mais importante, isso ajuda o usuário a aumentar o seu capital social, a ficar conhecido como uma pessoa que tem conhecimento sobre aquele assunto e, consequentemente, se torna um usuários com um prestígio maior na rede, com mais pedidos de contato, o que resulta em uma rede maior, e numa presença melhor nas buscas.

Qual a relação entre resultados no LinkedIn e no Google?

No Google, o nome de um profissional muitas vezes traz o perfil do LinkedIn no Google.

Ao se digitar termos mais genéricos, como “engenheiro Rio Grande do Sul”, não traria o mesmo resultado. Aí teria que se utilizar outros sites, com as técnicas de SEO voltadas para a lógica de pesquisa na internet do Google.

O importante é estar atento, não exagerar e escrever no perfil do LinkedIn com coerência. Não deixar passar as combinações de palavras-chaves. Isso beneficia e é importante.

Também existe o refinamento das buscas, que no LinkedIn é feito por relacionamento e por localização, dentro da ferramenta. Mas se eu não refinar, ao digitar o termo de buscas, quem usar com mais coerência vai aparecer melhor.

Os comentários de outros usuários ajudam a ranquear melhor nas buscas?

Nas buscas não, mas ferramentas que avaliam capital social da pessoa levam em consideração os comentários ou as “favoritadas” em conteúdos dos cadastrados.

Hoje, essas ferramentas e índices têm tido uma relevância bastante grande na medida da influência social dentro das redes dos profissionais.

Tudo isso pesa na hora de buscar um profissional.

Participar e criar grupos ligados à sua área de atuação também ajudam a dar relevância, no LinkedIn e em outras ferramentas que medem a influência social. É uma forma de se colocar melhor no site e na comunidade como um todo.

Por que se preocupar com o ranqueamento no LinkedIn?

O headhunter quando vai buscar uma posição X já usa o LinkedIn como se fosse o Google profissional. É preciso imaginar o que passa na cabeça dele. Como ele tentaria encontrar um profissional.

Se você estiver bem colocado no ranqueamento, ele vai ter uma atenção maior. É como a busca orgânica no Google. A gente tende a não passar da primeira página, e acreditar que aqueles sites bem classificados são os mais importantes.

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RFID: Brasil vai na média

Guilherme Neves // segunda-feira, 24/10/2011 13:41

Entrevistado: 
João Carlos de Oliveira
Imagem: 
RFID, João Carlos de Oliveira, presidente GS1 Brasil
Chamada: 

Presidente da GS1 Brasil faz balanço do RFID no país

Rápido e confiável são características comumente associadas ao RFID, tecnologia por radiofrequência que tem ganhado força em alguns setores da indústria mundial.

Com ela, é possível, por exemplo, fazer levantamentos de estoque em segundos, sem ter que manusear os produtos. Passar um rancho em menos de um minuto pelo caixa de um supermercado e até saber de que frigorífico veio um bife.

Perguntas e Respostas
Perguntas e Respostas: 

O Ceitec já tem um sistema de rastreabilidade bovina baseado em RFID. Que efeito a produção local tem sobre esse tipo de tecnologia?

Toda a iniciativa é bem-vinda na popularização. No início, o código de barras era caro, pouco utilizado.

Mas quando surgiram iniciativas em diversos setores, o mercado começou a adotar mais e aos poucos o próprio consumidor começou a ver a ventagem desse sistema.

É uma questão de ser útil pra toda a cadeia.

Por isso, quanto mais iniciativas tivermos em RFID, mais teremos massa crítica e condições de mostrar ao consumidor final os benefícios disso. Além disso, uma produção em escala baixa cada vez mais o custo, o que vai tornar a tecnologia mais acessível.

O maior uso é só uma questão de preço?

É também uma questão de necessidade. A criação de gado, o setor têxtil e da saúde já estão evoluindo bastante. Não que eles sejam setores mais organizados ou com mais recursos, mas é a característica do produto, que e exige rastreabilidade para evitar furtos, para garantir a qualidade.

Na fábrica, as vantagens também são inúmeras. Por exemplo, no têxtil, o tempo e a precisão de controle de estoque são impressionantes. É só o tempo de passar de cima a baixo o medidor e tudo já é enviado para o computador.

Além desses, o setor de materiais de construção também está se organizando nesse sentido.

Tem que se reconhecer que o maquinário ainda é caro, mas a etiqueta tem baixado de preço, pelo menos 15% nos últimos anos.

E para o consumidor, que tipo de vantagens a tecnologia oferece?

Principalmente na velocidade do atendimento. Eu já vi contagens exatas de CDs numa gôndola, por exemplo, ser feita rapidamente, em 20 segundos, enquanto que uma pessoa demoraria horas.

Isso foi feito simplesmente por se escanear a gôndola, com os CDs equipados com o RFID.

Na loja do futuro, se passa com o carrinho no caixa, e o próprio equipamento da registradora pode identificar todos os produtos em segundos, em vez de ter que passar um por um deles no sensor para registrar os dados, somar e faturar, como ocorre hoje com o código de barras.

E o que será do código de barras com o RFID ganhando força?

Deve continuar existindo por um bom tempo porque são coisas independentes. Um suco em pó, por exemplo, por mais que evolua o RFID, vai ser desnecessário colocar um equipamento assim num produto de R$ 0,50.

Temos que ver que existe o ideal e o possível. No curto prazo,  RFID é algo para poucos produtos. Mais a médio e longo prazo, aí sim, vai se difundir entre todos.

Como está o ritmo no Brasil. A adoção por aqui acompanha o passo mundial?

Existem muitas iniciativas nos Estados Unidos e na Alemanha, são países mais na ponta. O Brasil está na média mundial, num segundo grupo, digamos assim.

Por enquanto, aqui é uma questão industrial, de setores aderindo aos poucos à tecnologia. Lá fora já existem iniciativas de desenvolvimento tecnológico no varejo.

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Black Friday: o test drive do e-commerce

Guilherme Neves // segunda-feira, 28/11/2011 10:06

Entrevistado: 
Fernando Di Giorgi
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Chamada: 

Especialista fala das perspectivas para o fim do ano no e-commerce

Muitos internautas ficaram frustrados, sem descontos de 70% na black friday brasileira. Já o e-commerce, pode ter conseguido o que queria: testar suas operações para a temporada de movimento mais forte, o final de ano.

O sócio-fundador da Uniconsult, Fernando Di Giorgi, desmembra o experimento em três objetivos: abrir espaço no armazém, desovar itens encalhados sem passar vergonha e testar a logística.

Perguntas e Respostas
Perguntas e Respostas: 

Pelo segundo ano se realizou a Black Friday no Brasil. Como esse tipo de oferta se encaixa estrategicamente no e-commerce brasileiro, onde não existe com força, nem o feriado (de Ação de Graças) nem o hábito de liquidação nessa época?

Esse fenômeno de tentar liquidar estoque um mês antes do Natal obedece dois objetivos.

As empresas costumam aumentar, ou estocar, a partir de outubro e novembro para abastecer o armazém para as vendas de Natal. É uma corrida para colocar a mercadoria, e a logística não acompanha.

São raras as empresas que têm um plano integrado. Uma das formas de manter a armazenagem é desovar mercadorias de baixo giro.

Isso libera espaço e melhora o tempo de armazenamento no pico de Natal. Se consegue armazenar melhor e separa melhor as mercadorias. Para isso servem essas ofertas: se livrar de mercadorias de baixo giro.

Que tipo de mercadoria?

Por exemplo, um ar-condicionado de uma marca pouco conhecida no mercado que encalhou. Você faz uma promoção violenta: 70% de desconto. Ninguém vai perceber que está desovando porque nominalmente era a época de botar fora. Era Black Friday!

Em outra época se ia pensar que fez isso porque ninguém comprou “deve ser porcaria”. Mas quando a desova é institucional não fica tão chato.

Além de desovar e liberar espaço, é uma forma de testar a logística interna e externa para as vendas de final de ano.

Algumas lojas fizeram esse movimento para testar a capacidade de entrega. Testa pra ver se têm competência para aguentar um ritmo forte sem que haja perda de imagem como foi no ano passado.

O senhor se refere aos problemas da B2W, que teve um aumento de 246% nas reclamações do Procon-SP?

Há muito tempo eles (B2W) têm mostrado um comportamento soberbo quanto ao mercado e a logística. Numa tentativa de recuperação depois dos problemas, eles fizeram uma redução voluntária de preço e frete grátis.

Essas jogadas de mercado para impedir a queda de participação levou a todos os concorrentes a baixar as margens. O mercado inteiro se ressentiu.

As metas, o volume de vendas e as margens foram afetadas.

Mas essa situação é uma coisa típica de um mercado que está chegando na maturidade e os concorrentes começam a brigar por espaço de maneira mais agressiva para a saída de alguém.

Ele acomoda e depois sobe a margem.

E como isso está se refletindo em 2011?

Particularmente nesse ano não está sendo um bom ano. As expectativas eram bem maiores. Se esperava que crescesse R$ 20 bilhões, e vai atingir R$ 18 bilhões, de R$ 15 bi do ano passado.

Além disso, na minha opinião, o comércio está passando por uma crise de acomodamento de mercado.

Existe uma tendência bastante forte de concentrações do e-commerce.

Todo esse zumzum da entrada da Amazon, ou expansão do Walmart, por exemplo, mostra que os grandes jogadores estão numa batalha bastante agressiva tentando impedir a queda de capitação.

O resultado vai ser uma maior concentração no futuro. Mas por enquanto, a minha expectativa é que as vendas não sejam tão otimistas quanto no ano passado. As margens devem ser menores por causa da guerra desses jogadores.

E que novas armas podem surgir nessa guerra?

Uma tendência é a mercadoria de open box (cuja caixa foi aberta e, depois devolvida) ou com pequenos defeitos que não afetam o funcionamento, que são devolvidos.

Já se está constituindo um mercado secundário de material devolvido. Só o fato de estar fora da embalagem, por exemplo, barateia o produto em 30%.

E a tendência é que esse mercado cresça. Isso é um fenômeno típico do comércio eletrônico.

Isso vem numa boa hora que é uma moralização do mercado. Por baixo do pano, se vende o devolvido como se fosse novo. Um canal específico seria mais honesto como consumidor.

Já se vai ver esse tipo de venda no final desse ano?

Não acredito nisso. Esse tipo de venda exige uma logística de transporte muito mais complexa, e as empresas ainda não estão prontas para isso.

As empresas não sabem o que fazer com essas mercadorias devolvidas. A comercialização vai demorar. Mesmo quem está comercializando não sabe as regras ainda.

Isso é algo que tem que ser resolvido. Eu sei de um grande varejista com muito dinheiro envolvido em mercadorias devolvidas e ninguém sabe o que fazer.

Isso é uma bola de neve que deve ser resolvida de alguma forma. O que se tem feito é um saldão, em que uma empresa compra tudo a um preço fixo e leva tudo, mas se perde muito em itens mais caros.

Mas para os consumidores não vai haver open box, ainda. A grande revolução acontece depois do dia 25 de dezembro.

E o que se pode esperar nas vendas de final de ano em 2011?

Uma outra coisa que aconteceu foi a profissionalização das transportadoras.

Elas apanharam muito no ano passado e esse ano elas aprenderam a lição, negociaram melhor, exigiram que as lojas virtuais fizessem um planejamento para não exceder a capacidade de transporte porque elas ficaram com o ônus.

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Gestão da mudança e resultados positivos

Camila Freitas // segunda-feira, 17/10/2011 16:55

Entrevistado: 
Simone Costa
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Chamada: 

Consultora explica vantagens da gestão da mudança

Com o foco no aumento de produtividade, melhor controle de custo e satisfação do empregador e dos clientes, algumas empresas buscam a gestão da mudança organizacional durante a implantação de um projeto.

De acordo com Simone Costa, diretora geral e fundadora da Dextera Consultoria, essa prática tem como objetivo preparar as pessoas para a adoção da mudança almejada pela companhia e se for bem aplicada pode gerar resultados positivos.

Perguntas e Respostas
Perguntas e Respostas: 

Qual o papel central da gestão da mudança durante a implantação de um projeto?

O papel primordial da gestão da mudança organizacional é preparar as pessoas para a adoção da mudança almejada, visando maximizar desempenho e resultados para a organização.

O intuito é construir o comprometimento e o interesse do público, mantendo em vista o alinhamento do plano de gestão de mudanças ao plano do projeto da empresa.

A gestão da mudança tem um caráter multidisciplinar e trabalha com a articulação de diversas atividades em uma rede que envolve atores de vários níveis da empresa, do operacional ao executivo, definindo os respectivos papéis e responsabilidades.

A experiência e o conhecimento de uma equipe competente de gestão são capazes de administrar conflitos de interesse, identificar e corrigir atuações ou comportamentos que podem comprometer o resultado, como a falta de acessibilidade aos líderes, a falta de alinhamento entre as equipes e a constatação de uma liderança inadequada.

Quais vantagens o cliente pode perceber ao inserir essa prática em uma companhia?

Acredito que os principais sejam:

Em primeiro lugar, tornar o processo de mudança o menos impactante possível para a organização e todas as partes interessadas (stakeholders). Para isso, várias medidas podem ser tomadas a partir do resultado da análise dos impactos organizacionais.

Segundo, ao ter as pessoas alinhadas e conscientes do propósito da mudança, a empresa pode aperfeiçoar recursos e evitar duplicação de esforços, retrabalho e postergação de go live.

Terceiro, antecipar questões essenciais que envolvem a execução do projeto e que requerem previsão de orçamento e tempo de preparação, como a criação de novos canais de comunicação que se façam necessários, compra de ferramenta de apoio ao desenvolvimento do material didático.

Quarto, ter toda a empresa falando uma só língua a respeito do projeto e da mudança, a partir do alinhamento da informação em todos os níveis e de uma comunicação clara e contínua.

Por fim, alcançar com mais rapidez o nível de desempenho das pessoas que era registrado antes da adoção da mudança, e, mais do que isso, obter melhoria de desempenho e produtividade, que normalmente, é objetivo de qualquer implantação de mudança.

De que forma as empresas podem desenvolver a gestão da mudança de forma a ter um retorno positivo, ao longo da implantação de um projeto?

De forma que utilizem uma abordagem formal de gestão de mudanças, que contemple ferramentas apropriadas e um plano detalhado e estruturado, porém que seja flexível para se adequar às necessidades exigidas.

Também é preciso contratar serviços da no início da definição do projeto, o que vai permitir a discussão da estratégia a ser adotada, além de propiciar tempo viável para que o público impactado pela mudança possa passar pelas fases de conscientização, entendimento, adoção e atuação na mudança.

Pois, para que haja o perfeito amadurecimento, as pessoas precisam de tempo para assimilar e chegar ao estágio de preparação esperado.

Além disso, é necessário integrar as ações de gestão da mudança à gestão do projeto, para que haja um perfeito entendimento na proposição de ações ao longo do percurso, e que estas ações estejam alinhadas ao propósito da mudança e aos objetivos estratégicos da organização.

E, finalmente, estabelecer uma estratégia e planejamento do treinamento para que a capacitação seja customizada de acordo com a solução a ser implantada, volume de público, abrangência geográfica e complexidade logística, entre outros fatores, planejando o suporte pós-implantação e ações de sustentação da mudança.

A mudança visa alcançar quais resultados?

Acredito que os principais motivos sejam o aumento de produtividade, a melhoria nos padrões de qualidade, o menor tempo de resposta ao consumidor, melhor controle de custo, economia e eficiência específica, além de satisfação do empregador e dos clientes.

Como devem se comportar os patrocinadores, stakeholders e a comunicação durante a implantação, visando resultados positivos?

É importante buscar e agregar a atenção e o envolvimento dos sponsors do projeto (patrocinador), pois o papel das lideranças é fundamental e constitui em um fator determinante para o sucesso da mudança, se for executado corretamente e de forma eficaz.

A liderança necessita ser visível e consistente em tempo integral para resolver questões imediatas e não interromper a continuidade do projeto, e para exercer um papel ativo na construção de uma coalizão de patrocinadores.

Essa rede vai ajudar a disseminar a informação em todas as áreas e construir o engajamento do público impactado, aumentando a capacidade e a agilidade da organização para a mudança.

A Comunicação deve ser desenvolvida de forma integrada ao projeto e à comunicação institucional, e tem o objetivo de preparar a empresa para o processo de mudança, por meio da participação, colaboração e envolvimento de todos os usuários.

É essencial antecipar a informação aos públicos e não meramente registrar os acontecimentos ocorridos.

Durante a implantação, é realizada uma análise de impacto. Como isso ocorre?

A análise de impactos pode ser considerada o “coração” de um projeto de mudança.

Ela deve ser feita considerando as dimensões estrutura organizacional, pessoas, processos e tecnologia.

Esse retrato permitirá que a empresa visualize as alterações que serão necessárias com a maior antecedência possível, como ampliação ou reestruturação de equipes, reciclagem de pessoal etc.

A partir dessa visão, será possível elaborar um plano de mitigação dos impactos e criar formas de monitoramento dessas ações.

Das empresas que a Dextera acompanha, a maioria obteve retorno financeiro positivo?

Sim, quando o cliente investe em um escopo de gestão da mudança adequado ao seu projeto, o retorno é facilmente percebido.

Tivemos muitos depoimentos de clientes que confirmam que a gestão da mudança foi decisiva para o sucesso do projeto, trazendo os resultados planejados mais rapidamente, sem investimento em contingência, pois o engajamento e o nível de preparação para a mudança foi alcançado até o momento da implantação da mudança.

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Recurso Humano especializado em TI

Camila Freitas // segunda-feira, 21/11/2011 12:31

Entrevistado: 
André Streppel
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Chamada: 

RH focado em TI é vantagem na empresa

O profissional de RH geralmente tem um perfil focado no gerenciamento de pessoas e pouco nas áreas técnicas.

André Strepper, diretor da WKRH, empresa que atua com a integração e treinamento de profissionais de TI, explica que, como reflexo dessa postura, uma das maiores reclamações no setor de TI é encontrar profissionais de recursos humanos com traquejo na hora da seleção de candidatos.

Perguntas e Respostas
Perguntas e Respostas: 

Na prática, o que fica diferente quando o processo seletivo é organizado por um RH especializado em TI?

Acredito que o diferencial seja o conhecimento técnico da área de TI.

É claro que esses profissionais não serão analistas ou desenvolvedores, mas é fundamental que eles saibam identificar o perfil do candidato que estão buscando para a empresa.

Nesse caso, durante o processo seletivo, o RH especializado em TI tem vantagens entre os demais por saber diferenciar o potencial do candidato para determinada vaga, entender algumas linguagens de programação, mesmo que superficialmente e poder fazer questionamentos focados na área para a qual o candidato está sendo selecionado.

Na prática, a diferença está na qualificação, pois esse especialista não vai ter uma base focada apenas na administração ou em psicologia, como ocorre no setor de RH de muitas empresas.

Qual é o perfil do profissional de RH especializado em TI?

Esse profissional deve ter, além do conhecimento técnico já mencionado, um perfil baseado em recrutamento, seleção e gerenciamento de pessoas, o que é representado pela execução de treinamentos técnicos, orientação de carreira e conhecimento de mercado, mas com foco na comunicação e no relacionamento interpessoal – características das quais os profissionais de TI geralmente carecem.

Especificamente quanto a capacitações e titulações, hoje, ainda não existe uma certificação que contemple o RH focado na área de tecnologia.

Nesse caso, a capacitação vem da rotina deste profissional dentro da empresa ou de treinamentos internos proporcionados pela companhia.

A maioria, porém, aprende mesmo é com os candidatos durante o recrutamento - vão identificando linguagens técnicas, percebendo os gaps de currículos e estabelecendo uma conversa mais próxima do universo do candidato.

No que se difere a seleção de candidatos realizada por um RH capacitado na área de TI, em relação à análise técnica e comportamental durante o recrutamento?

Acredito que os diferenciais sejam a agilidade do processo e a conversa mais próxima da linguagem do candidato, o que auxilia na identificação do perfil desse profissional.

Além disso, o RH focado em tecnologia da informação pode ser responsável por reduzir o turnover de uma companhia, assim como melhorar a produtividade ou desempenho de um setor, já que a seleção de candidatos tem um foco para reter profissionais específicos.

Como detectar um perfil “além do técnico” entre profissionais de TI?

Acredito que nesse caso o RH deve alinhar a área de TI com a de psicologia.

Para isso, ele vai aplicar testes que avaliam a capacidade de raciocínio lógico, trabalho sobre pressão, vai observar também as qualidades pessoais, o contato visual com o candidato e a conversa.

É essencial fazer testes além da entrevista, pois pode ocorrer de um profissional apresentar um perfil fictício durante a entrevista pessoal e os resultados dos testes psicológicos, que estão em sua maioria corretos, apontarem um perfil contraditório ao que foi exposto pelo candidato.

Traçando um quadro generalizado, quais as principais falhas que se pode ressaltar nos atuais processos de seleção de profissionais de TI?

Penso que a maior falha é o distanciamento do RH em relação à linguagem tecnológica como um todo.

Na maioria das vezes, o profissional de recursos humanos apresenta um distanciamento do conhecimento técnico e isso é um impasse na hora de identificar candidatos.

Em primeiro lugar, o RH deve reduzir esse distanciamento e buscar informações ou capacitações que o qualifiquem na área de TI, para que, em um segundo momento, consiga se aproximar dos colaboradores.

Outro aspecto consiste em estar seguro do perfil a ser contratado.

Para tanto, o RH deve estar munido de perguntar pontuais referentes à qualificação do futuro candidato, evitando um desvio de contexto da entrevista e mostrando as vantagens do setor e da vaga na empresa.

Atualmente, um dos problemas mais relatados pelas empresas, em geral, não é a atração de talentos de TI, mas sua retenção. O que, na sua opinião, retém os profissionais deste setor?

Penso que o projeto seja o maior atrativo para um talento de TI.

Além disso, o salário e benefícios são fundamentais para reter um profissional e evitar a rotatividade pessoal.

Entretanto, alguns fatores como a qualidade de vida, o que inclui questões de hora extra, horário de almoço, tempo médio para chegar ao trabalho e ambiente profissional têm pesado muito para alguns candidatos.

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TI na linha

Guilherme Neves // segunda-feira, 10/10/2011 16:02

Entrevistado: 
Marcelo Piassarollo
Imagem: 
Chamada: 

Consultor da IBM Brasil explica como apertar os eixos

Alinhar a TI com os interesse de negócio dá trabalho, mas é fundamental para o bem-estar das empresas. É importante, no entanto, com realismo para esse alinhamento.

Pesquisa realizada pela IBM com os 3018 CIOs do mundo inteiro – sendo 190 no Brasil – indica que 58% veem TI e área de negócios como já alinhadas, e prontas para andar juntas. Na prática, no entanto, isso não ocorre.

Perguntas e Respostas
Perguntas e Respostas: 

De que modo os CIOs e os CEOs encaram a TI?

Mais da metade deles, 58%, veem como já alinhadas na empresa. Além disso, 68% encaram como crítica.

Mas ao mesmo tempo em que existe um alinhamento entre CIO e CEO, falta um alinhamento na TI, no fator tecnológico. Isso porque eles têm visões diferentes. O CEO quando olha a TI, pensa nela como um todo. Já o CIO fragmenta em processos e retinas diferentes.

É fácil alinhar a TI?

Dá trabalho. Muitas vezes esse alinhamento é implícito, ou seja, o CIO vai deduzindo, sentindo o que é necessário fazer, e adaptando a área. Isso pode trazer alguns riscos para a operação.

Ela pode, por exemplo, ter um recurso (de pessoal, de máquina) inferior ao necessário, o que não atenderá as demandas da organização. Já se for um recurso superior, o gasto pode ser maior, o que também vai prejudicar a empresa como um todo.

O que os CIOs e os CEO devem fazer, então?

Tornar o que é implícito em totalmente explícito. Sentar e conversar, realizar várias reuniões, se necessário, para determinar o mandato do diretor de TI da organização.

Mandato?

Isso. Mandato. Essa palavra, inclusive, teve um pouco de resistência quando a traduzimos literalmente do inglês, mas é ela mesmo.

Essa resistência vem da associação que se faz da expressão com política e, consequentemente, com o tipo de gestão exercida às vezes nos cargos públicos, até à corrupção, mas o significado da palavra diz muito sobre o papel do CIO.

Num mundo perfeito, politica ou empresarialmente falando, o mandato seria a eleição de um candidato para executar uma plataforma: projetos, propostas e assim por diante.

Como se aplica esse conceito a TI?

O CIO tem que se comprometer em executar um projeto, um tipo de mandato. E as empresas buscam um CIO que se encaixe no tipo de mandato.

Esse mandato – ou plataforma – não nasce nem na área de negócios, nem na área de tecnologia, mas é uma construção das duas, juntas, e deve ser comunicado de forma explícita, clara na organização.

Identificamos quatro mandatos: expandir, alavancar, desbravar e transformar.

Qual a distribuição dos CIOs nos mandatos?

Na amostragem global, 14% das organizações estão no perfil alavancar – no Brasil, o número cai para 9%. Nele, enquadram-se as empresas que estão em um momento de rever o ambiente legado e utilizam a tecnologia com foco em manutenção e automatização de alguns processos de negócios.

No expandir, no qual é possível identificar uma TI com maior influência nos negócios e que vai além das questões operacionais, estão quase metade dos entrevistados: 50% global e 45% Brasil.

O resultado reflete uma rápida evolução do país na forma de se pensar o papel da TI nos negócios e torná-la cada vez mais alinhada com as expectativas dos CEOs.

Há apenas cinco ou seis anos veríamos a maioria das empresas brasileiras no mandato alavancar. Em um curto espaço de tempo conseguimos nos igualar à média dos mercados desenvolvidos, o que demonstra que o Brasil chegou ao seu melhor momento de crescimento e maturidade.

Esse resultado é proveniente do aquecimento do mercado local, que levou – e continuará incentivando – as empresas a buscar uma TI que acompanhe o crescimento de seus negócios.

E os outros mandatos?

Vai levar cerca de dez anos para que a maioria das empresas do país passe para o mandato transformar, que tem um foco maior em otimização, simplificação e inovação, em um cenário no qual a tecnologia seja coparticipante do processo de transformação do negócio.

Hoje, 23% dos entrevistados mundiais, e 28% dos brasileiros, encontram-se neste perfil.

O estudo identificou que 18% das empresas brasileiras pesquisadas, ante 13% das mundiais, se encontram no quarto mandato de adoção de tecnologia: o desbravar, que contempla uma TI que seja capaz de promover inovação no desenvolvimento de produtos e no modelo de negócios de uma organização.

O objetivo, então, é ficar mudando do mandato gradativamente?

Não. O mandato só muda quando a organização mudar. O CIO tem que estar atento a movimentos de fusão, de aquisição, IPOs, e observar como elas vão impactar o negócio, então se adaptar.

Mas é preciso cumprir o mandato como um todo. A questão é que os CIOs muitas vezes se dividem entre mandatos, do ponto de vista do negócio, apesar de terem uma missão dominante.

E muitos CIOs se dedicam às funções básicas, como estabilidade.

Isso não é ruim. Na verdade, é fundamental para que a TI tenha credibilidade na organização e acabe contribuindo mais para a proposição de projetos que melhorem a operação das empresas.

COMENTÁRIOS
Jarlei

postado em: ter, 11/10/2011 - 12:00

Quando comentou sobre mandato, me parece que a referencia seria sobre o responsavel de TI ter o que se chamava (antigamente ?), de PDI, ou seja, como alguem que assume algo, mostrar a forma como ira trabalhar, o seu foco, forma de gestao, etc. Isto me parece muito importante e necessario, ate para a equipe interna poder se posicionar com relacao as perspectivas. Nao se ve muito disto, mas na maioria dos casos, estamos indo conforme a musica, tendo uma TI reativa - nao que isto seja ruim, mas esta vinculado a proposta que o responsavel de TI tem. Em alguns casos, eh reativa mesmo.

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