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Patricinha, eu???

Baguete // sexta-feira, 05/03/2010 00:00

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Entrevistado: 
Marília Cardoso
Chamada: 

Ela pesquisou e comprovou: mulher não gasta mais que homem... Bem pelo contrário!

No Dia Internacional da Mulher, a jornalista Marília Cardoso vem desfazer um mito que por séculos injustiçou as filhas de Eva: mulher gasta demais, muito mais que homem!

Pois saiba, caro leitor, que isso não é verdade. Calma lá! Antes de puxar a fatura do cartão de crédito para mostrar quantas vezes a sua senhora já digitou a senha este mês, saiba que não se trata de pura defesa feminina infundada: para dizer o que está dizendo, Marília pesquisou. E com o auxílio de um homem!

O resultado, o senhor confere abaixo.

Contrariado? Veja pelo lado bom: no Baguete, é tudo gratuito, nem é preciso pagar pra ver!

Gláucia Civa

Perguntas e Respostas
Perguntas e Respostas: 

É comum a afirmação de que mulheres são consumistas e gastam mais do que os homens. Isso é verdade?

A crença de que mulheres gastam mais do que os homens conquistou, ao longo dos séculos, o status de verdade absoluta. No entanto, entrevistas conduzidas por mim e meu colega Luciano Gissi Fonseca, com quem lancei, em co-autoria, o livro “Você sabe lidar com o seu dinheiro? Da infância à velhice”, mostram que essa fama feminina é um verdadeiro mito. Na verdade, os homens é que gastam as maiores somas!

Mas por que, então, construiu-se o mito?

As mulheres têm fama de gastar mais porque investem para acompanhar as tendências da moda, para se manterem bonitas, já que sofrem muito mais cobrança para estarem com boa aparência, em boa forma, na moda. Ou seja: compram mais vezes. Entretanto, são bens mais baratos. Já os homens têm outro perfil. Quando chegam à adolescência, por exemplo, ao passo que as meninas começam a mostrar corpo, virar mulheres, eles sofrem com espinhas, mudanças na voz, etc. Assim, o perfil de gasto masculino é mais voltado à auto-afirmação. Enquanto as mulheres querem ser as mais bonitas, eles querem ser os que têm o melhor carro, e por aí vai. Assim, o homem gasta muito mais em tecnologia – celular, MP3, MP4, MP10, computador, entre outros itens –, o que faz com que compre menos vezes, mas gaste mais do que a mulher.

Um compra mais, mas gasta menos; outro compra menos, mas gasta mais. Então, quem é, de fato, o mais consumista?

Este é exatamente o ponto que torna homens e mulheres iguais na gestão do dinheiro: ambos são suscetíveis, na mesma medida, a cair em tentações consumistas. O que ocorre é que há, novamente, diferença nas cobranças sociais: se uma mulher aparece cheia de sacolas, é patricinha, consumista. Já se um homem aparece de carro novo, relógio novo, celular novo e pagando a conta de todo mundo, é porque está grandão, se deu bem, cresceu na vida. Nota-se que o homem tem mais crédito na sociedade, é mais bem aceito que ele gaste, que ele se endivide, embora o potencial de endividamento seja o mesmo para ambos os sexos.

No livro, a senhora e seu colega também traçam perfis de gasto entre homens e mulheres em diferentes fases da vida, inclusive após o casamento. Como é este perfil pós-união?

É a velha história do namoro ser “meu bem pra cá, meu bem pra lá” e o casamento, “meus bens pra cá, meus bens pra lá”. Casados, homens e mulheres seguem com o mesmo interesse consumista, mas diferem nas prioridades de consumo: enquanto elas querem reformar a casa, comprar cortinas novas, investir na decoração ou colocar as crianças em um colégio melhor, eles querem trocar de carro. Ou seja, as diferenças de perfil se mantêm! O que notamos em nossas entrevistas é que há, entre os casais, uma extrema falta de comunicação em torno da gestão do dinheiro. Em muitos casos, os cônjuges não chegam a saber quanto o outro ganha. Com tudo isso, chegamos inclusive a estudos que demonstram que em 50% das separações, o dinheiro é o motivo protagonista. Já quando é passado para o posto de coadjuvante, o percentual sobe para 80%!

O livro cita, ainda, um estudo do Instituto Akatu, em parceria com a Unesco, que indica os jovens brasileiros como os mais consumistas do mundo, atrás de franceses, japoneses e norte-americanos. Por que isso ocorre?

Acredito que isso ocorra muito em função da questão de “tribos”: o jovem tem de se auto-afirmar e se firmar no grupo em que se insere. E no Brasil há muito estímulo publicitário quanto ao “ter ou não ter”, estar “incluso ou excluído” de um grupo em relação à propriedade de alguma coisa. Além disso, no Brasil a economia já passou por muitos cenários diferentes, muitas mudanças. Com isso, criou-se uma cultura de pouco controle sobre os gastos – afinal, durante muito tempo, se pensava “para que guardar, se amanhã o dinheiro valerá menos”, ou “para que guardar, se amanhã o governo vai congelar tudo”.

Para finalizar, fale um pouco sobre seu currículo.

Sou jornalista, pós-graduada em Comunicação Empresarial pela Universidade Metodista de São Paulo. Iniciei minha carreira em 2004, auxiliando no atendimento de assessoria de imprensa a clientes como Pinnacle Systems, Kasinski Motos, Cartuchos Maxprint, Tablett Distribuidora de Informática e Hospital Professor Edmundo Vasconcelos. Na redação, atuei como produtora e repórter de programas de rádio e televisão nas emissoras Rede Mulher, Rede Gazeta e Rádio Trianon, nos segmentos de saúde, beleza e comportamento. Já em comunicação empresarial, desenvolvi estratégias de marketing, comunicação interna e conteúdo editorial para empresas como Petroquímica Braskem, Laboratório de Análises Clínicas Criesp, Arroz Brejeiro e Tigre. Recentemente, funde a InformaMídia Comunicação, agência especializada em comunicação corporativa e relações com a imprensa que atende a clientes como Baggio Coffees, San Marco Alimentos e professor Marcos Morita. Também sou colaboradora da Revista Comunicação Empresarial, publicação editada pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), e participo de congressos de comunicação com a publicação de artigos científicos da área.

COMENTÁRIOS
André

postado em: seg, 15/03/2010 - 19:15

Julio

postado em: dom, 14/03/2010 - 17:30

O que a Sra Marilia Cardoso faz não é jornalismo, mas sim ATIVISMO POLITICO, mais precisamente FEMINISMO.

Jornalismo é uma coisa. FEMINISMO completamente outra.

Que esta Sra pare de se entitular \"Jornalista\"...

Albert

postado em: sex, 12/03/2010 - 17:36

A mulher realmente gasta menos o dinheiro dela, porque ela gasta o dinheiro do seu companheiro, ou o da sua mãe, ou o da sua avó...

Carlos Lima Jr

postado em: sex, 12/03/2010 - 14:42

A conhecidissima(sic) Marilia Cardoso com uma pesquisa de fim de semana superou qualquer estudo da Business School of London. PARABÉNS!! Quanto rigor científico.

Ademir

postado em: qui, 11/03/2010 - 23:56

Alguém precisa gastar...

CELIO MARCIO DE OLIVEIRA

postado em: qui, 11/03/2010 - 23:01

a importancia de uma pesquisa dessas, e tão grande e valiosas,que muitas pessoas nem faz noção

Henrique Klein

postado em: qui, 11/03/2010 - 21:31

É óbvio que a mulher gasta mais... tem de comprar coisas para casa, filhos, ficar bonita para o marido. Como não poderia gastar mais?

João

postado em: qui, 11/03/2010 - 09:23

O problema é que, na maioria das vezes, quem paga toda essa beleza é o Homem..

Liziane

postado em: qui, 11/03/2010 - 08:31

Nossa!!!! Quanto machismo nisso....
Vai dizer que vcs homens não adoram sair com uma mulher linda, bem vestida,cheirosa e causar uma \"certa\" inveja nos amigos????

Leonard

postado em: qua, 10/03/2010 - 16:39

O homem gasta mais pq gasta com a mulher.

Carlos

postado em: qua, 10/03/2010 - 10:15

Só podia ter sido uma mulher a \"progenitora\" dessa pesquisa inútil. Se, no entanto, todas as outras pesquisas apontam o contrário.. Podia ter gastado o tempo trabalhando em alguma coisa séria. Que dê dinheiro..

Simon E.P.L.McCloud

postado em: ter, 09/03/2010 - 16:08

Se Marília Cardoso for tão bonita pessoalmente quanto ficou na foto e, sobretudo, solteira, divorciada,ou viúva (*) a caçadora de mitos está perdoada. Pode até propor à série americana(The mythbusters) de fazer uma versão brasileira.
(*) Se não estiver incluída em nenhuma dessas categorias, resta-me repetir a frase de \"Tavares\", personagem de Chico Anísio: \"Ninguém é perfeito, certo?\"

Vicente

postado em: ter, 09/03/2010 - 14:48

Quanto gastou pra fazer essa pesquisa?
Depois são os homens que gastam com bobagem...

Marcele

postado em: seg, 08/03/2010 - 16:00

Fala sério Mariano!
Coisas necessárias? Para quem? Nossos valores são outros. Gostamos sim quando nos olham e babam, mas isso é só para massagear o ego meu bem, no fundo gostamos de ser admiradas, não só pela beleza, mas por tudo que somos. E o homem que sabe valorizar isso não precisa ter o carro do ano. Olhamos o universo como um todo e não apenas para nós mesmas.

Mariano

postado em: seg, 08/03/2010 - 10:52

É impossível concordar com isso.. Os garotos e garotas podem sim gastar com \"bobagens\" como mp3 ou mini-saias, mas entre homens e mulheres a comparação não cabe, pois os homens gastam maiores quantias com coisas necessárias como um carro ou apartamento enquanto mulheres gastam simplesmente porque viram uma promoção ou uma roupinha bonita. Porque precisam estar bonitas para quando o homem que tiver o carro mais bonito e caro passar. Vai sempre ser assim..

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