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Fuja da cilada das compras coletivas

Guilherme Neves // segunda-feira, 14/02/2011 09:55

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Entrevistado: 
Cláudio Tomanini
Chamada: 

Especialista alerta para os perigos das compras coletivas para MPEs

Com mais de mil sites do gênero e uma audiência em expansão, a compra coletiva parece ser um sucesso para empreendedores de internet e consumidores.

Há um grupo, no entanto, que não tem se animado tanto com os megadescontos na internet: os pequenos e médios negócios, muitas vezes anunciantes dos sites de ofertas, que abrem mão de até 75% do preço final de um produto, entre cortes ao usuário final e comissão do site.

Quem chama a atenção para o ponto mais fraco desse triângulo comercial é o  professor de MBA da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Cláudio Tomanini.

Especialista em marketing e vendas, Tomanini aproveitou seus encontros com empresários para fazer uma pesquisa, que já conta com 320 participantes, e meter o termômetro nos anunciantes da compra coletiva. O resultado:

“Quando falei com eles, 80% se arrependeram amargamente”, diz Tomanini.

O que a compra coletiva tem de  tão ruim? Será que ela sempre atrapalha?

Confira as respostas na entrevista abaixo.

Perguntas e Respostas
Perguntas e Respostas: 

Qual a sua percepção quanto à reação dos anunciantes de sites de compras coletivas? O negócio valeu a pena?

Eu fiz pesquisa com alguns anunciantes disso e todos se mostraram arrependidos porque o número de recompra é muito baixo. É só pensar em quem é o público que eles acabam atraindo. A possibilidade de recompra de alguém que pagou, no mínimo 50% menos pelo produto é baixíssimo. O que vai fazer essa pessoa voltar e comprar pelos 100%.

O que vai fazer o cliente voltar?

Prestar bom serviço. Isso é o que ajuda. Sites de compras coletivas não vendem estabelecimento. Eles vendem é um preço barato.

Então, meu amigo, faça isso (preço barato) com a clientela e a freguesia que efetivamente está te sustentando.

Porque não agraciar um cliente com um cartão fidelidade, dando os 50% de desconto para eles, que já conhecem o local? Pode ser aqueles sistemas de cada cinco selos, você recebe 50% de desconto.

Meu Deus, até quando nós vamos ter empresários pequenos e médios pensando em fazer apenas o que dizem os marqueteiros baratos, que vão querer dar fórmula mágica para esse povo.

O negócio das compras coletivas é uma ilusão?

Primeiro, essas empresas (de compras coletivas) são fantásticas, pegaram um monte de trouxa que vai lá e dá 50% de desconto. Desse total cobrado, 50% fica para os sites de compras coletivas.

E o que ele faz com a massa de clientes?

A maioria não consegue atender muito bem. Ele fica num impasse de qualidade, num preço barato.

No caso, a compra coletiva pode atrapalhar os negócios?

Eu não quero obter a unanimidade do que eu tô falando, mas o que acontece com a maioria é que eles não estão atendendo bem.

E o que um pequeno empresário pode fazer para se promover?

Segmente, mapeie um banco de dados da própria carteira de clientes, cuide do ambiente, monitore a simpatia dos seus funcionários. São algumas sugestões.

E repito: faça um pequeno cartão, até de cartolina, em que você vai dar vantagem, pagando o preço normal. Diga “olha, seja bem-vindo aqui, nós ficamos tão contentes com a sua vinda que queremos que o senhor volte aqui e estou lhe dando esse cartão que vai lhe dar 10% de desconto”.

Mas o desconto continua valendo?

Sim, mas mais comedido. Desconto absurdo, só em duas situações: ou eu preciso de um caixa, estou desesperado, e custa mais barato eu queimar meu estoque e ir no banco buscar, ou eu estou com um produto que se tornou obsoleto e eu vou acabar perdendo dinheiro

Se não você incorre numa coisa muito clara: qual é o idiota que entraria num lugar em que pagou três e, depois, para voltar, tem que pagar 10.

Por mais legal que a compra coletiva seja, tem que se perguntar: o que eu estou fazendo com isso?

O senhor citou segmentação. Na prática, o que é isso?

É definir onde se quer liderar. Não se pode ser tudo para todos. Quem faz isso corre o risco de não ser nada pra ninguém. A questão é – qual é o cliente que eu quero? Se não souber, deve procurar entidades que auxiliem nisso.

Existe uma entidade que ajuda muito as pessoas de forma simplificada. É o Sebrae, que chega a oferecer um manual de graça ajudando a elaborar planejamento de marketing, planos de caixa, vendas, comunicação.

Compra coletiva pode estragar a clientela?

É óbvio que sim. Imagine que você está acostumado a um lugar e um dia chega e as pessoas estão lá, fazendo compras e pagando metade do que você está pagando, mas o atendimento tá ruim.

O que você pensa: “eu não quero mais vir aqui porque não é mais o lugar que eu quero. Nem é o público que eu quero”.

O grande desconto atrai muitos experimentadores. A alma da empresa não é esse perfil de consumidor. Estamos num mundo de entender diversidades, mas o ser humano também quer o seu espaço.

Além disso, antes a minha equipe atendia 10, e agora eu passo a ter 30, com uma equipe não tão bem preparada.

Isso pode acabar dando dissonância a expectativa do consumidor foi frustrada porque não havia preparo.

Agora, são muitos “ses” porque o perfil está muito variado.

Mas a compra coletiva sempre atrapalha?

Veja bem, a unanimidade é burra. Não se pode dizer que a compra coletiva sempre prejudica.

Em primeiro, tem que se ver que o objetivo desses sites não fidelizar, é gerar fluxo. Daí o empresário tem que ver qual é a sazonalidade do negócio.

Na segunda-feira, na hora da janta, não tenho ninguém. Aí eu vou fazer uma promoção de 50%, vou ganhar no volume, e o meu custo operacional está regulado.

Faço um cartão de fidelidade e digo pro cara: “aqui tem um cartão, para que o senhor volte outra vez e o senhor vai ter mais 20% de desconto”. Assim, eu sou capaz de gerar experimentação (com 50% de desconto), e a atratividade (20% de desconto).

Além disso, quando ele volta e eu tenho que sempre tratar ele bem.

Agora o que me assusta é ver restaurante japonês que custa R$ 40, vai vender por R$ 8,90 e qualquer dia da semana.

COMENTÁRIOS
Gleyton

postado em: seg, 18/04/2011 - 22:10

1 – Não sei, mas fiquei muito interessado em saber com quem o Sr. Fez essa pesquisa, gostaria de saber se eles tem ou teve um planejamento com metas e objetivos a serem alcançados.

2 – O que vai fazer o cliente voltar é o bom atendimento, qualidade do produto ofertado e além do mais ele pode ser um cliente potencial, sendo que um cliente potencial não é aquele que gasta milhões na empresa, mas sim, aquele que sai falando bem.

3 – Desculpe, mas está sendo bastante radical e generalizando todas as classes, pois na sua profissão também existem excelentes, bons, ruins e péssimos. Quando uma instituição vai contratar algum profissional do seu ramo tem que passar por uma seleção, assim acontece com os sites de compras coletivas, não vai saindo anunciando em qualquer um, pois tem os excelentes, bons, ruins e péssimos.
“Trouxa” Creio que esse adjetivo não cabe aos que anuncia e sim, que não sabe o que esta falando ou escrevendo, pois tem a visão do século XIX e é bom lembrar que estamos no XXI.
Por uma pessoa que se diz um homem bem instruído “professor de MBA da Fundação Getúlio Vargas (FGV)”. Creio que só pensou no intelecto carnal e acabou se esquecendo do espiritual, pois não tem respeito nenhum pelo próximo.

Finalizando, para você entregar o cartão de desconto para o cliente que esta dentro da sua empresa, lógico que ele tem que estar dentro da sua empresa, a idéia é essa levar o cliente até a sua empresa, ai em diante é a criatividade do empresário que vai fidealizar ele ou não.

Silvia Pereira

postado em: sex, 28/10/2011 - 13:04

Concordo em número, gênero e grau com o que vc escreve sobre o que diz o artigo preconceituoso desse "professor" que prova estar completamente desatualizado de qualquer marketing contemporâneo!!!!

Aelson Mota

postado em: sex, 06/04/2012 - 11:34

Não li o artigo até o final. Não mereceu.

Esse "professor" utiliza palavras ofensivas como quem fala coisas inteligentes.

Diminuiu a si, ao site e, principalmente, leva a refletir sobre a qualidade de ensino da instituição.

Agradeço aos leitores acima, pela manifestação de repúdio a esse fantoche carente de atenção.

Claudia Murata

postado em: ter, 22/02/2011 - 13:46

Sou compradora fiel de boas ofertas dos sites de compras coletivas. Já comprei mais de 250 ofertas variadas, porém nunca mais voltei nos estabelecimentos onde utilizei os cupons. Não por o lugar ser ruim, muitas vezes achei o lugar de ótima qualidade, mas acabo sempre comprando o mesmo serviço atráves de outras ofertas. Afinal, porque pagar o preço integral quando milhões de empresas do mesmo ramo oferecem constantemente seus produtos com grandes descontos?!

Claudio Tomanini

postado em: seg, 21/02/2011 - 21:20

A todos que comentaram a entrevista, muito obrigado. Por todas as opiniões, pontos de vista, apelidos, etc.

Gosto de discussões que rendem diversas opiniões. Para mim, o debate é sempre saudável e válido.

A coisa mais normal do mundo são os indivíduos discordarem. Principalmente no que diz respeito ao mercado, e ainda mais em estratégias de vendas.

Eu não emiti minha opinião de maneira imposta. Eu tenho a minha opinião, com base em minha experiência e o meu olhar sobre o mercado. Assim como outros profissionais possuem as suas opiniões, baseadas em suas experiências, pessoais ou profissionais.

A entrevista foi transcrita tal qual como conversei ao telefone com a repórter. Eu me senti tão à vontade na conversa, que falei de maneira coloquial, fui explicando e ponderando de maneira livre. E isso faz parte de eu ser genuíno, quando falo alguma coisa, quando conto o que penso, quando debato, sou mais incisivo, sou mais agressivo quando quero defender uma ideia. Faz parte do ser humano.

Peço desculpas se alguns termos “pesaram” demais na entrevista. Porém, jamais me desculparei por ter essa opinião. Em minhas palestras, em meu trabalho de consultoria, eu SEMPRE digo: “Brinde e desconto não são a solução para tudo”, eu gosto de colocar as equipes de vendas das empresas em alerta, pensando e se questionando: “Será que sem o brinde e sem o desconto eu consigo vender?” e eu digo: “CONSEGUE! Desde que o vendedor se planeje, trace estratégia, estude a concorrência, estude o cliente. Tudo isso gerará ações de vendas eficazes relacionadas puramente ao VALOR do produto ou serviço, e não somente ao brinde ou desconto.

Esse sempre foi meu posicionamento, e com relação aos sites de compras coletivas, eu critico a empresa que anuncia, faz venda no volume e acaba baixando drasticamente seu preço. Muitas vezes serviços que, com boa gestão de vendas, seriam vendidos pelo preço real, sem desconto, e valorizados como tal.

Agradeço mais uma vez ao site Baguete a oportunidade de responder.

Abraço a todos,

Tomanini

JCygler

postado em: sab, 19/02/2011 - 10:19

Pois é, caro ex-colega de ESPM. Por que não ficou por lá? Quem sabe teria adotado uma abordagem mais comedida e científica. Qual o ditado popular mesmo? "Bateu, levou..."
Jimmy Cygler
Empresário, CEO da Proxis e ex-Professor da ESPM

Claudio Tomanini

postado em: seg, 21/02/2011 - 12:28

Meu querido e respeitado colega, há muito que não temos oportunidade de conversar de revermo-nos. Lamentável saber que usa de uma forma tão agressiva para se dirigir a um colega que tanto o respeita e quem ,muitas vezes não concordou com seu ponto de vista, e mesmo assim usei do conceito de pensar pela ótica do outro.
Espero reve-lo em breve e saudarmos o que faz deste mercado tão fantástico.... as diferenças.
Um grande abraço
Tomanini

Ronaldo Mussa

postado em: sex, 18/02/2011 - 09:09

Pegue várias empresas sem um gestor organizado, faça uma promoção absurda e dá nisso! 80% de empresas frustradas. Isso não quer dizer que o formato da compra coletiva não funciona.

O que me admira mais é o Chico Anísio (Cláudio Tomanini) ser professor de MBA da FGV e ainda dar uma entrevista tendenciosa como essa.

Lamentável.

Alisson

postado em: qui, 17/02/2011 - 12:40

Prezados,

Se 80% foram os que se arrependeram amargamente, temos 20% que souberam planejar e tirar proveito da situação. 80% é o número paorximado de empresários que tem "sorte" em tocar seus negócios. Muito poucos são os que planejam suas ações de forma adequada.

Concordo em 50% com a matéria exposta aqui, pois as variáveis são muitas. O que vale é aproveitar para comprar "enquanto durarem os estoques" dos 80%. Eu compro. E muito!

Abraços.

Cléber Moisés da Silva

postado em: qua, 16/02/2011 - 16:02

Não sou tão conhecedor do assunto de Marketing, quanto os debatedores e o Prfº. Cláudio Tomanini, porém minha visão é exatamente de quem já anunciou nos sites de compra. Tenho uma “Mini-Micro Empresa”, hehehehe. Que oferece insumos, equipamentos, cursos e serviços para cervejeiros caseiros, desenvolver a arte de fazer cerveja no fogão de casa. Nossa loja virtual estava no ar a seis meses, um tempo curto e com pouca visibilidade na internet. Nós da Alquimia da Cerveja, dependíamos da propaganda boca a boca de nossos clientes, o que ainda tentamos aproveitar ao máximo. Mas quando surgiu a possibilidade de um anuncio em um site de descontos, primeiro pensei, o que eu posso oferecer, se meu capital de giro é minúsculo e nossa margem muito apertada, jamais poderia dar um desconto e ainda pagar a comissão do site, quebrariamos na primeira semana.
Minha escolha foi por vender meus cursos, o nosso conhecimento sobre cerveja caseira. Contactamos com o site de desconto, elaboramos nosso calendário de cursos e em pouco tempo estávamos fazendo nossa promoção. Já fizemos duas. O resultado é que a assistência a loja virtual da Alquimia da Cerveja, cresceu três vezes no primeiro mês e tem crescido de forma continua. Para nós foi uma propaganda com a ajuda do site de compras que nos rendeu muito retorno, além de nossa espectativa. Mas escolhemos o produto certo, e também atendemos a todos os cliente a contento.

Gabriel Hoff - Ouvidoria Urbana

postado em: qui, 17/02/2011 - 09:57

Cléber, excelente comentário. O que quis dizer na minha crítica foi exatemente o que você relata: o artigo trata do imediatismo da compra coletiva, do dinheiro que vai "entrar na hora" quando vender os cupons. Não é nada disso.
A Alquimia da Cerveja é um exemplo perfeito. Procure no google e na primeira ou segunda página já há indexado um relato de quem comprou o curso por compra coletiva e adorou:
http://www.ouvidoriaurbana.com.br/index.php/2011/01/11/alquimia-da-cerve...

RodrigoN

postado em: qua, 16/02/2011 - 12:13

As compras coletivas não podem ser avaliadas sob uma visão tão restrita.
Concordo com vários, vários pontos colocados pelo autor do artigo, e concordo que os sites que temos hoje no mercado brasileiro estão muito focados em vender, faturar e alguns inclusive são bem amadores.
Nos EUA, Group Buying já está internalizado em planos estratégicos de empresas como grandes ferramentas de marketing, basta ser utilizado da maneira correta e profissional, orientado ao resultado, e não ao dinheiro. No Brasil esse modelo acabou sendo um pouco deturpado por "empreendedores".
Não vou fazer merchan, mas tenho um site de compra coletiva focada em turismo e reporto 95% de satisfação dos meus clientes! Estou muito feliz com isso.
Apenas adotamos boas práticas que torna essa estratégia boa para todo mundo.

Ricardo

postado em: qua, 16/02/2011 - 11:14

Queria muito entender como o Sr. Cláudio Tomanini é Prof. de MBA de uma instituição conceituada como a G.V. Deveria saber que as compras coletivas são uma ótima ferramenta de marketing. Quanto uma empresa investe para converter publicidade X vendas ?

Flávia Toledo

postado em: ter, 06/09/2011 - 02:09

Não me admira em nada Ele ser o Professor e não você. Não foi colocado em questão o marketing. Sites de compras coletivas realmente fazem propaganda. Basta-se saber se negativas ou positivas. Somente dependendo do desenvolvimento de quem anuncia.
O que retrata na entrevista é comprovado cientificamente. Sou formada em administração e existem dados confirmados do grande número de empresas (não necessariamente usuárias do sistema em questão) que não passam dos 3 anos iniciais pela má concepção de administração e marketing. Essa ferramenta não ia fugir á regra. Ele fala de ilusão.

É árdua a tarefa de conquistar e fidelizar clientes nesse mercado tão competitivo, é necessário muito mais que apenas preço baixo, para que um passo é facílimo perdê-los ao mínimo deslize. Um atendimento corrido, um prazo de entrega não cumprido e etc.
Chego ao ponto da tal 'ilusão'. Micro-empreendedores sedentos por um espaço ao sol, não se atentam ao fato de que antes da ação é necessário muito estudo, para não darem passos maiores que as pernas.

É realmente ótimo poder contar com a existência dessa ferramenta, inclusive sou empreendedora e uso sites de compras coletivas para vender. Faço parte dos 20%, satisfeitíssima com os resultados, mas porque tenho um bom ramo e Muito planejamento.

Afundar em qualquer tentativa de crescer é mais fácil que superar limites. Basta não saber fazer.

Gabriel Hoff - Ouvidoria Urbana

postado em: ter, 15/02/2011 - 15:32

Concordo com os comentários queixosos a respeito da entrevista. Muito tendenciosa. O problema está que esses 80% dos empresários que disseram que não têm retorno não sabem nem medir retorno. Vai perguntar se esses empresários fazem fluxo de caixa. Pergunta se eles mapeiam de onde vêm os clientes (às vezes pode ser indicação de quem comprou o cupom).

Então o problema não está em usar a compra coletiva, e sim em usar mal. No blog http://www.ouvidoriaurbana.com.br há diversos relatos de experiências bem sucedidas. Mais do que mal sucedidas. E se lerem as más experiências, a maioria foi por causa de mau atendimento PROPOSITAL dos estabelecimentos, negligenciando atendimento só porque era de cupom, e não porque estava cheio e não conseguiram dar atenção.

Também tem as formas de saber oferecer os outros serviços. Já fui em um restaurante com um cupom de R$ 25 e deixei mais R$ 75. Iniciei com o prato da promoção e terminei provando de tudo um pouco, e mais sobremesa. Por quê? Porque o atendimento e o produto estavam muito bons. Já comentei sobre esse restaurante com mais de 50 pessoas e postei no blog que tem quase 10000 acessos por mês.

Antonio Leal

postado em: ter, 15/02/2011 - 11:43

Sinceramente é muito dificil ler uma entrevista dada por alguem que é apresentado como autoridade em Marketing e Vendas e Professor de MBA da FGV, e perceber que o entrevistado demonstra uma completa e total falta de conhecimento de Comunicação e Marketing. Primeiro quem foi que fez a enquete que ele chama de pesquisa com empresários que ja utilizaram essa ferramenta. Qual a base científica dessas opiniões emitidas pelo professor? Um site de compra coletiva não pode ser usado pelo empresário para vender e sim como ferramenta de marketing que vai abrir portas para outras extratégias visando melhorar posicionamento de mercado, aumento da taxa de ocupação do negocio no caso da prestação de serviço, dar visibilidade a marcas pouco conhecidas, aumentar o numero de clientes, testar novos produtos e serviços etc etc etc. A utilização dessa ferramenta é para profissionais, e falar sobre, exige um conhecimento mais profundo das possíbilidades desta incrivel ferramenta que poderá devolver aos pequenos e médios empresários o direito de desenvolver seus negócios num espaço que até agora oferecia apenas mídias tradicionais ou que não dão retorno no vareja como é o caso do rádio ou caras demais como é a televizão. Portanto censo comum embalado de enquetes e titulos só prejudicam. Que me perdoe o professor mas sua fala me pareceu a de um marketeiro vendedor

Ricardo Kiochi

postado em: ter, 15/02/2011 - 09:12

Nada que for feito de qualquer jeito, sem planejamento, sem regras, vai dar certo. O conceito de compras coletiva também entra nesse grupo. Esse conceito já existe a muitos anos nos EUA, o mercado mais desenvolvido do mundo em termos de consumo e, eu acredito que os fatos contradizem muito do que foi dito pelo professor. O fato é que o sistema funciona, apenas foi transferido das revistas para a internet, mas o conceito continua o mesmo. E melhor, continua funcionando. A própria história vai mostrar quem está certo.

Fabi

postado em: seg, 14/02/2011 - 20:20

Alberto, a entrevista não diz para não anunciar em compras coletivas, fala em segmentar a oferta. Oferecer aula de mergulho com 80% de desconto em QUALQUER DIA é pedir pra lotar no final de semana, não ter equipe treinada, atender mal e os clientes não voltarem... Tem que oferecer a experimentação, sim... mas com cautela.

Jefferson

postado em: seg, 14/02/2011 - 20:02

Concordo plenamente com o Albierto Gomes, Não se pode ver apenas como fluxo de caixa e sim como publicidade. Em qual meio de publicidade eficiente que você paga com seu produto/serviço? e mais, apenas no resultado. Compras coletivas não trazem cliques, trazem clientes. Além de fazer com que qualquer pessoa de qualquer idade passe a comprar pela internet porque está vendo uma empresa que ele conhece na cidade (pelo menos os regionais), os grandes players não querem nem saber.Muita empresa que nunca imaginou estar na internet, acaba se tornando um e-commerce.

Fernanda Ferraz

postado em: ter, 06/09/2011 - 02:21

Seja um, ou pergunte a um cliente que chegou á empresa por meio de uma 'promoção coletiva' se eles continuam a comprar o serviço ou produto mesmo quando fora do baixo preço. Aposto que no mínimo 80% responderão "não".
Faz a publicidade de marcas desconhecidas sim. Fideliza clientes, não.
Os anunciantes ficarão presos ao sistema. Ou não anunciam e continuam com a clientela normal, ou anunciam sempre para manter os compradores de desconto e obtém lucros baixíssimos.

A conta é óbvia, anunciando você trabalha muito para atender toda a demanda e ganha pouco, não anunciando descontos mas com trabalho em outros meios de propaganda você tem menor demanda porem maior lucro.

Jane Schenkel

postado em: seg, 14/02/2011 - 17:00

Concordo em muitos itens com o Cláudio Tomanini; no entanto, entendo o segmento de compras coletivas como uma eficiente campanha de marketing, se for bem posta; por exemplo, o site deve ter a consciência de que a promoção é válida se for boa para o parceiro, para o cliente e para o site - uma pequena oferta atrairá grandes negócios, ou seja, tendo por base uma confeitaria, se eu ofertar um docinho, eu proporciono que os clientes comprem 4 ou 5, vão até a empresa e adquiram outros produtos...ao passo que, se eu vender um cento de docinhos, será apenas a telentrega para os aproveitadores de ofertas.
Então, site consciente, deve saber que o parceiro e o cliente são os reis do negócio...precisam de excelência no atendimento; desde a formatação da oferta até a limitação dos números de cupons vendidos para preservar a qualidade, de acordo com a capacidade de atendimento do parceiro.
Compras coletivas como instrumento de marketing é o futuro.

Albierto Gomes

postado em: seg, 14/02/2011 - 16:48

Essa é uma entrevista das mais amargas e tendênciosas que já li em toda a minha vida.
Ao longo de meus 57 anos jamais tinha lido algo parecido.
Concordo plenamente na questão do planejamento, mas discordo no quesito alcance de publicidade que se pode ter com uma mera segmentação.

O que sites de compras coletivas trazem são clientes que jamais passaram na porta do estabelecimento. E só!

Cabe ao dono saber conquistar seus novos clientes.

Oferecer algo extra, um bom atendimento e bons produtos certamente fazem parte do básico para qualquer empresa e não só as gigantes.

No mais, onde uma empresa de mergulho poderia conseguir 3000 novos clientes para aulas de mergulho? Com segmentação, publicidade normal, desconto no próximo mergulho?

Me poupe, ou melhor, nos poupe!

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