Luciano Nunes

Mundial vai de Oracle

Luciano Nunes Gláucia Civa - segunda-feira, 30/08/2010 - 17:45

O gerente de TI da Mundial, Luciano Nunes, fala na entrevista desta semana sobre os desafios e benefícios da substituição de ERP na empresa.

Um projeto complexo, em vista da estrutura da companhia, detentora de marcas como Hércules, Eberle e Mundial e atuante nas áreas de negócio das mais segmentadas, indo da beleza pessoal a utensílios domésticos e  equipamentos de hidroterapia e hidrolazer, além de acessórios para a indústria de moda.

Confira os detalhes do projeto na entrevista abaixo.

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A Mundial fez um investimento milionário na adoção do ERP Oracle. Como decorreu o projeto e que vantagens trouxe?

Luciano Nunes :

Ainda em 2007 iniciamos a avaliação de soluções no mercado para substituir o antigo ERP Bann que usávamos, uma vez que a solução já não atendia, por exemplo, a requisitos legais como os relacionados a SPED contábil, fiscal e nota fiscal eletrônica. Depois de escolhermos o Oracle E-Business Suite, foram 28 meses de implantação, no que contamos com a parceria da Aporte. Em janeiro deste ano, o sistema entrou em uso, rodando em plataforma Risc, com sistema operacional AIX e banco de dados Oracle, que já usamos há 12 anos. Como vantagens principais posso ressaltar o ganho de acuracidade nas informações, além da padronização das operações em todas as nossas unidades de negócio, permitindo total controle das informações e flexibilidade nos processos. Além disso, a automação conseguida com a implantação eliminou trabalhos repetidos, o que é fundamental para uma empresa do nosso porte.

O ERP foi adotado em todas as unidades da Mundial?

Luciano Nunes :

Inicialmente, nas unidades de Porto Alegre, Gravataí, Caxias do Sul e São Paulo. Numa segunda etapa, a meta é integrar as subsidiárias dos Estados Unidos, Argentina e China.

Além disso, temos o objetivo de integrar ao ERP a gestão da Impala, empresa que adquirimos em 2008.

Também na próxima fase, introduziremos 300 usuários de diversos setores à solução, com a integração desde as áreas financeira, de controladoria e comercial até a gestão da produção, planejamento da demanda e logística.

Com a substituição do ERP Baan pelo Oracle, todos os sistemas antigamente utilizados foram modificados?

Luciano Nunes :

Não. Seguimos usando uma solução de folha de pagamento da Datasys e um sistema de patrimônio Sispro. Mas o Oracle nos permitiu integrações com novos sistemas, como o Mastersaf para NF-e, o GKO Frete e uma solução da Gesplan para tesouraria, entre outros.

O projeto também envolveu aquisição de hardware?

Luciano Nunes :

Sim. Precisamos migrar nosso servidor IBM, que agora é Power 5. E para o ano que vem já prevemos investir nisso novamente, indo para a versão 7.

Fora as próximas fases relativas ao ERP, que outros projetos de TIC estão em andamento ou nos planos da Mundial?

Luciano Nunes :

Entre outubro e novembro deste ano, devemos concluir, por exemplo, a troca de nosso fornecedor de rede de dados, que agora será a GVT. Além disso, está em andamento a implantação de uma nova solução de backup remoto.

Quantas pessoas compõem a equipe de TI da empresa?

Luciano Nunes :

São 21 pessoas, distribuídas por Caxias, Gravataí, Porto Alegre e Guarulhos. A equipe atende também à Impala, atuando nas áreas de desenvolvimento e suporte

vicente qua, 01/09/2010 - 00:17

Tenho trabalhado em meus clientes com SAP e EBS. Vejo uma ampla vantagem por paret do EBS no que se diz a respeito co conheceimento da ferramenta ficar com o usuário final, desde pequenos setups e configuracoes. Ja no SAP embora sendo uma robusta ferramenta ele torna-se dificl esta configuracao de detalhes pois durante uma implantacao de SAP o conhecimento esta praticamente com o consultor e os usuários sao apenas consultados para definicoes de negocio e portanto ficando de lado e nao recebendo este conhecimento.
Portanto no EBS esta transmisao de conhecimento faz parte do ecopo ja do projeto.

Alberto ter, 31/08/2010 - 11:14

Levando em conta tambem, que várias empresas estão saindo do SAP para o EBS, por que não considerar uma grande escolha? Ate por que, são dois produtos de nível mundial, com características muito parecidas. A pergunta deveria ser, por que substituir um produto ERP por outro, se ambos dependem muito de outros produtos agregados ( vide o fato que a legislação fiscal exige um Mastersaf ou Synchro, há soluções de apoio bem específicas, como o próprio GKO, GESPLAN, etc... ). A escolha deve partir de uma avaliação de processos, analisando a aderência destas soluções e nisso, todos os ERPs de mercado falham consideravelmente ( sem falar, na expertise das consultorias ). Enfim, há variáveis que fazem parte de uma decisão, que nao deve levar em conta esta ou aquela marca e sim, as funcionalidades e aderência aos processos.

Pedro ter, 31/08/2010 - 00:04

Tera sido o Oracle ERP a melhor escolha ? Parece ser contra-senso. Se considerar que algumas empresas estao saindo do Oracle para o SAP, parece ser questao de tempo uma nova mudanca. Uma pergunta interessante seria por que da escolha do Oracle.

Mauricio Ranzi qua, 01/09/2010 - 16:21

Ainda tratando do assunto Oracle ou SAP vi em várias implantações Oracle que a metodologia de implantação utilizada pelas consultorias agora é bem mais organizada que da SAP, na implantação oracle vc tem CRP1, CRP2, CRP3, Teste Piloto antes do GO - Live, o que não vi isso acontecer com SAP, mas participei de apenas uma implantação SAP.

Mauricio Ranzi qua, 01/09/2010 - 10:13

Srs
Tive a felicidade de participar de implantações Oracle e SAP e tanto um quanto outro são bons, diria até que estes realizarem uma fusão teremos sim o melhor ERP do mundo porém, vai algumas ressalvas com relação a SAP que, na minha visão é um ERP engessado onde ele dita em sua maioria com serão seus processos internos, Base Line em hipótese alguma acrescenta alguma coisa para empresas de Grande e médio porte, a navegação e interface com o cliente é mais fácil mas peca muito no quesito relatórios, o conhecimento do aplicativo fica restrito a consultoria se o contrato não for bem elaborado, mas isto também ocorre com o EBS, o ponto possitivo do EBS é a flexibilidade em poder desenvolver relatórios, querys e procedures, além de fácil acesso ao banco de dados (Restrito Área TI), setups não necessitam de requests, mas os pachts podem causar danos se não testados antes.
De qualquer forma o que realmente faz a diferença na implantação do Oracle ou SAP é o gerenciamento do projeto, sem ele o negócio vai por água abaixo e ai qualquer software se torna inviável para a organização.

Leonardo ter, 31/08/2010 - 14:55

Acredito que deva se atualizar em relação ao ERP da Oracle. Pois após a aquisição da Sun (e outra empresas pequenas) o EBS passou a ser incorporado com novas aplicações mais robustas e que facilitam em um todo a integração entre sistemas. Isso sem contar o fato de estar sendo, aos poucos, migrada para a plataforma java. O que a médio prazo irá diminuir o custo em futuras implantações/customizações, visto que um desenvolvedor java, por mais bem pago, não chega a ganhar o mesmo que um consultor abap.

Fica ai então o recado de ler mais sobre o EBS! Abraço!

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