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SAÚDE

HCPA: sistema gerencia transplantes

Maurício Renner
// terça, 10/01/2017 15:01

O Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) desenvolveu um sistema de gerenciamento de transplantes de órgãos com consultoria da Capgemini.

Valter Ferreira da Silva.

Parte do projeto de desenvolvimento do sistema AGHU, cuja fábrica de software é tocada pela multinacional francesa, esse módulo gerencia a lista de pacientes atendidos pelos programas de transplante, estruturando informações e diminuindo retrabalhos.

Após o término de implantação, o novo sistema de transplantes estará acessível aos mais de 800 leitos da instituição.

É um módulo importante, porque transplantes de órgãos estão entre os procedimentos mais decisivos para a vida do paciente e caros da medicina.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Brasil gasta cerca de R$1 bilhão para manter o sistema de transplantes funcionando, sem considerar os gastos com pré e o pós-operatório.

A projeção é que neste ano sejam feitos no país 24 mil transplantes, atendendo só uma parte das 42 mil pessoas que estão na fila por um órgão.

O Brasil tem o maior sistema público de transplantes do mundo em números absolutos. 

O AGHU pode ter um impacto significativo em melhorar os índices, uma vez que o software é uma iniciativa bancada com recursos do Ministério da Educação, visando levar as boas práticas do HCPA, reconhecido como um dos melhores hospitais universitários do Brasil, para outras 46 instituições do gênero no país.

“Estamos renovando todo o sistema de gestão do HCPA, ao mesmo tempo em que ajudamos a melhorar a gestão de hospitais públicos em todo o país”, aponta Valter Ferreira da Silva, coordenador de Gestão da Tecnologia da Informação do HCPA.

O desenvolvimento com fábrica de software começou a ser feito em 2013, com a contratação da CTIS para 9 mil pontos de função.

Em setembro do ano passado, a Capgemini venceu a terceira licitação do projeto e a sua segunda consecutiva.

Foram contratados até 35 mil pontos de função, a um custo de R$ 528 por ponto.

O primeiro contrato com a multinacional francesa, também de um ano, previa a entrega de até 35 mil pontos de função, a um custo unitário de R$ 488. O HCPA acabou usando 11 mil, totalizando R$ 5,3 milhões.

Maurício Renner