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CLOUD BROKER

UOL Diveo compra Dualtec

Maurício Renner
// terça, 12/04/2016 15:52

A UOL Diveo anunciou a compra da Dualtec Cloud Builders, uma das pioneiras no mercado brasileiro de serviços de “cloud broker”.

Que nuvem você vai escolher? Foto: Shutterstock.

Pioneira e referência no Brasil na implantação de nuvens em OpenStack, a Cloud Builders já havia sido investida pelo Astella Investimentos em 2011.

A Dualtec foi uma das primeiras empresas no Brasil a se posicionar como uma “cloud broker”, fazendo a intermediação entre seus clientes e grandes provedores como Tivit, Terremark, Global Crossing, CIS-Telefonica e Softlayer.

A empresa foi fundada há 23 anos por Lauro de Lauro (é um nome curioso, não um erro de digitação da reportagem).

O empreendedor criou ainda duas outras empresas no grupo: a Nomer, especializada em registro de domínios e a Dualtec Web Aplications, focada em desenvolvimento de aplicações.

A nota do UOL Diveo não abre detalhes sobre valores ou sobre o tamanho atual da Dualtec. 

Quando do investimento do Astella, em 2011, a empresa previa um crescimento de 36% para aquele ano, quando deveria atingir mais de R$ 14 milhões.

Seja quais forem os valores, a aquisição é sintomática do momento atual do UOL Diveo (e do mercado como um todo: ontem mesmo a Tivit anunciou a compra da One Cloud, uma empresa com posicionamento similar à da Dualtec).

A UOL montou um negócio de data center corporativo gastando R$ 693,5 milhões na compra da Diveo ainda em 2010.

A ideia parecia ser ter uma plataforma própria para dar escala a uma série de aquisições dos anos anteriores, como a DHC, Boldcron, Uni5 Tech4B, Solvo e Compasso, especializadas desde prestação de serviços de TI até nota fiscal eletrônica, passando por testes, EDI e integração de soluções da Oracle.

No lado de TI, as aquisições em série dos últimos anos não foram consolidadas em uma oferta competitiva frente a gigantes como IBM, Tivit, HP ou Oracle, ou mesmo as ofertas de nicho de Totvs, Neoris e outros.

No meio tempo, o mercado nacional de hospedagem corporativa se sofisticou bastante desde 2010, com a chegada de novos players como Ascenty, a capitalização por meio de fundos de outras companinhas como a Alog e a chegada em peso do bicho papão da Amazon Web Services.

A tendência de futuro parece ser cada vez mais o domínio de nuvens públicas de gigantes como Google, Amazon e Microsoft, com os demais players administrando as compras dos seus clientes.

Maurício Renner