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Docbot: robô para saúde no Messenger

Júlia Merker
// quinta, 16/02/2017 15:23

Depois do “Dr. Google”, usado para designar a procura de sintomas de doenças no site de busca, a Docbot lançou uma tecnologia que pode ficar conhecida como “Dr. Messenger”.

Daniel Lindenberg e Marco Scabia, sócios da DocBot. Foto: Divulgação.

O assistente virtual de saúde pode ser utilizado dentro do Facebook, a partir de uma conversa no Messenger. 

O chatbot realiza esclarecimento sobre sintomas de possíveis doenças e pode encaminhar o usuário para orientação à distância realizada por enfermeiros ou agendamento de consultas médicas presenciais, que podem acontecer no domicílio do paciente ou no consultório do médico.

A ferramenta foi desenvolvida com APIs voltadas para inteligência cognitiva e artificial das empresas Microsoft e IBM.

Da Microsoft, foram utilizados sistemas como o Bot Framework e a ferramenta de processamento de linguagem natural. Da IBM, a empresa trabalha com recursos de perguntas e respostas do Watson.

O serviço de orientação sobre sintomas tem como objetivo esclarecer dúvidas dos usuários a respeito do que estão sentindo. Após uma série de respostas a perguntas feitas pelo sistema, o usuário recebe algumas possibilidades de patologias. 

A orientação é fruto de um sistema baseado em “árvore de decisão”, método usado no setor de saúde que reúne milhares de sintomas e doenças e promove o casamento de diversos sintomas com potenciais enfermidades.

Caso o usuário queira se aprofundar mais no entendimento das possibilidades de doenças apresentadas, ele poderá solicitar uma orientação remota feita por um profissional de saúde, que terá acesso ao resultado das perguntas e respostas feitas pelo sistema. 

A orientação é feita por profissionais da Dr. Sintomas, fundada por Marco Scabia, também sócio da Docbot. O profissional de saúde pode solicitar o agendamento de uma consulta médica, indicar a ida ao pronto-socorro ou, eventualmente, passar orientações simples como o esclarecimento sobre a posologia de um medicamento, por exemplo. 

“Queremos as pessoas encaminhadas para o serviço mais adequado às suas necessidades. Por exemplo, em menos de 30% dos casos recomenda-se a ida ao pronto-socorro, em 40% das vezes a orientação termina no próprio contato e no restante das vezes há o agendamento da consulta médica presencial”, observa Daniel Lindenberg, CEO do Docbot.

Lindenberg também é fundador da Dr. Vem!, integrada ao Docbot para o processo de agendamento de consultas presenciais.

O serviço de observação de sintomas é gratuito, enquanto de orientação remota custa R$ 59 por atendimento. O agendamento de consultas varia de acordo com valor estipulado pelo médico desejado. Os pagamentos são feitos por meio de cartão de crédito.

A empresa prevê alcançar 500 mil usuários em um ano. A estimativa é que cerca de 70% a 80% utilizem apenas o serviço gratuito de conversa com o robô sobre os sintomas.

Após investir R$ 2 milhões até o lançamento do projeto inicial, a empresa tem a meta de faturar aproximadamente R$ 1 milhão em 2017.

Júlia Merker