Maurício Renner // quarta-feira, 24/02/2010 14:45
A decisão da Justiça na disputa entre Associação Software Livre, BrOffice e o governo gaúcho sobre o programa de inclusão digital de docentes Professor Digital pode demorar até nove meses, caso ambas as partes levem a questão às últimas conseqüências e esgotem os recursos jurídicos à sua disposição.
É o que opina Renato da Veiga, advogado gaúcho com 20 anos de atuação na área de TI, incluindo diversas disputas em torno de licitações públicas.
De acordo com Veiga, a agilidade da decisão – rápida pelos padrões brasileiros – se deve ao fato do processo ser baseado em argumentação técnica, sem necessidade de audiências e testemunhos, que contribuem para atrasar o veredito dos juízes.
Caso a previsão do advogado se confirme, uma eventual decisão favorável ao governo estadual chegaria no último mês do governo Yeda Crusius, eventualmente em transição para outra administração após as eleições estaduais de outubro.
A impossibilidade de tirar proveito eleitoral de um programa que já tem adesão de 32 mil professores da rede estadual de ensino – a votação do primeiro turno é em 03 de outubro - pode ser especialmente amarga para o governo do estado, que, segundo Veiga, tem boas chances de ganhar a ação.
“Sistema operacional não é software para banco de dados. Critérios como usabilidade e vontade dos compradores, especialmente nesse caso, têm relevância”, analisa Veiga, ressaltando que as máquinas são para uso individual e serão pagas pelos professores.
Para o especialista, mesmo a tese de venda casada de hardware e software não se sustenta.
“Não é viável entregar as máquinas e os softwares e pedir que os próprios professores instalem o sistema. Comprar OEM é mais vantajoso técnica e economicamente”, acredita Veiga.
Conhecido no mercado de TI pela ausência de papas na língua, Veiga faz uma avaliação dura da decisão da Associação Software Livre e BrOffice de levarem a discussão sobre o sistema operacional dos cerca de 80 mil notes comprados pelo edital do Professor Digital para a Justiça.
“Isso é um tiro no pé”, critica Veiga. “O caminho para o software livre crescer não é tentar forçar isso por via judicial, gerando antipatia em um coletivo tão grande como o dos professores”, conclui.
Entenda o caso
Nesta terça-feira, 23, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido do governo gaúcho de encerramento da suspensão do projeto, paralisado desde o final de 2009 por liminar concedida às ONGs.
As entidades apontam irregularidades no pregão de compra dos computadores com valores subsidiados já adquiridos por 16 mil professores públicos e em processo de compra por outros 18 mil.
A vencedora da licitação foi a Lenovo, que propôs o valor unitário de R$ 1.563 para cada uma das 80 mil máquinas adquiridas, totalizando R$ 125 milhões.
O edital exigia máquinas com Windows 7 Home Basic PPP em português do Brasil pré-instalado ou superior e Office Pro Plus 2007.
A vencedora da licitação foi a Lenovo, que propôs o valor unitário de R$ 1.563 para cada uma das 80 mil máquinas adquiridas, totalizando R$ 125 milhões.
Quentinhas: Tiro no pé
Entrar na Justiça contra o edital do Professor Digital será uma “vitória de Pirro na melhor das hipóteses e um tiro no pé na pior”.
É o que opina o editor do Baguete Diário, Maurício Renner, em post publicado no blog Quentinhas.
Para o jornalista, os possíveis ganhos da entidade com a ação não compensam o desgaste causado junto aos professores.
Confira o post na íntegra pelo link relacionado abaixo.
postado em: qui, 18/03/2010 - 23:21
Alguem sabe se é possível para quem assinou o contrato, poder cancelá-lo? Além de ter que aguardar o desenrolar da pendenga, se alguém receber o nontebook, receberá um produto desvalorizado, pois certamente com o valor de R$ 1563,00 previsto no final de 2009, se poderá comprar algo bem melhor no final de 2010. Sendo assim, embora financiada em até 36 meses, a compra de \"carroças\" não terá sido um bom negócio. Cancelando o contrato, o professor/funcionário ficaria liberado para comprar outro notebook que melhor se adequasse, até mesmo com Linux e BrOffice (muito embora eu não acredite nisso, só se for pra instalar o Windows e o MS Office no dia seguinte)
postado em: qua, 10/03/2010 - 21:02
Caros,
Entendo muito bem que o problema e a solução estão delimitados pelas circusntâncias. Como já manifestei acima, sou contra colocarmos o \"custo\" da necessária mudança nas costas do usuário. A mudança para um Modelo de Negócios onde prevaleçam os valores éticos da parceria, inerentes ao Software Livre, deve ser definida no nível da Política de Estado. Ao meu ver, adotar Software Livre e Padrões Abertos equivale a definirmos e adotarmos padrões como já fizemos ao adotarmos o Sistema Métrico decimal, por exemplo. A Ford fabrica automóveis nos EUA, que são abastecidos em galões de gasolina e percorrem milhas e milhas por lá, mas aqui se abastece por litros de gasolina (ou até alcool, se o preço definido pelo cartel deixar) e assim percorremos os nossos quilômetros.. A mesma Ford que fabrica carros lá, fabrica aqui e ganha o seu dinheiro lá e cá. Ei! Ninguém é proibido de ganhar dinheiro! Não sou contra a Microsoft! Apenas defendo outro Modelo de Negócios. Se a MS fizer o seu Office trabalhar com documentos no padrão NBR/ISO 26300, tiver um preço competitivo e funcionar melhor do que o OpenOffice... Viva!
Em primeiro lugar sou fechado em questão com a necessidade da adoção de padrões - pois aí se preservam e uniformizam as nossas bases de conhecimentos, na forma de textos, planilhas, apresentações, dados, desenhos vetoriais, etc. Depois, o Software Livre - códigos abertos! - pois este favorece o desenvolvimento da expertise local, de um \"ecossistema\" de negócios em que a parceria é o motor fundamental. Acho um escândalo e uma imoralidade esta relação de dependência ocasionada pela \"fidelidade\" forçada aos binários \"fechados\" e ao formato proprietário.
Não acho que ser patriota seja uma coisa demodé... Não tenho nada contra os yankees, nem os japs ou os chins! Acho que podemos e devemos ser parceiros. Podemos e devemos compartilhar os benefícios do avanço tecnológico humano.
Novas tecnologias determinam novos paradigmas, novas maneiras de interagirmos e - sim! - de ganharmos dinheiro com nosso trabalho honesto. As pessoas, empresas - e governos - que tem visão e saem na frente levam vantagem por demarcar seu território de expertise no novo Modelo. Quem quiser ficar a reboque...
Lembrando: as maiores empresas de Software Livre são americanas. Os 500 maiores clusters de computadores do mundo tem Linux presente em 89 % das máquinas - e isto não é uma questão de \"preço\". A França adota Software Livre e Padrões Abertos em suas instituições e empresas públicas. No Brasil, várias empresas públicas e privadas já mudaram para o novo paradigma. Um especialista neste assunto, que considero \"O Cara\", chama-se Cesar Taurion, que é nada mais nada menos do que o Gerente de Novas Tecnologias... da IBM! Pesquisemos na internet, ele tem um blog excelente tratando destes novos modelos tecnológicos e de negócios que virão, inexoravelmente.
Um abraço.
postado em: qua, 10/03/2010 - 13:57
Olha, João, em matéria de TI, meu último ato patriótico foi na década de 1980, quando, para não descambar para o contrabando puro e simples, paguei cerca de 6 mil dólares por um \"moderníssimo\" micro PC XT de dois drivers, que nem HD tinha, enquanto o preço internacional por coisa muito melhor era 1/3 disso. Depois dessa patriotada burra, minha pátria é o mundo e compro o que me oferecerem de melhor e mais barato, não importa de quem nem de onde. Welcome yankees, chins and japs!!
postado em: qua, 10/03/2010 - 11:14
Alguém que sentiu-se lesado na compra entrou com ação? Não, foram os baluartes da liberdade que se intrometeram como paladinos da justiça. Cuidem dos seus problemas. Usem linux se quiserem, atirem-se de uma ponte se quiserem, mas não queiram intrometer-se numa questão que não lhes diz respeito. Pior que achar bom, é querer obrigar os outros a usarem judicialmente. QUEM QUISER COMPRAR QUE COMPRE!!!!!
postado em: seg, 08/03/2010 - 20:51
O modelo de negócios baseado em Software Livre e Padrões Abertos estabelece uma relação de parceria, algo bem diferente da relação de dependência que é o \"motor\" do modelo de negócios baseado em software e formato proprietário... Não é tão dificil perceber: Open Source significa códigos fontes abertos, compartilhamento do conhecimento, e padronização de documentos digitais, implica em arquitetura em acordo com as normas NBR e ISO... Não importa a nacionalidade de Linus ou de Maddog!
Sim, at leas but not least, sem cultivarmos e vivermos os melhores valores éticos e morais nas nossas práticas, meus caros, não podemos construir uma Nação! Vocês aí: Renato e companhia, patriotismo é coisa superada? Barbaridade!
:P
postado em: seg, 08/03/2010 - 17:12
\"Entendo que questão crucial é o colonialismo digital... a dependência tecnológica! A adoção do Software Livre/Padrões Abertos é uma maneira de nos garantirmos contra a recolonização, nos afirmando como um Povo Livre\"....sr João Liberato, por acaso o estimado sr Linus Torvalds é Brasileiro, gaúcho de Passo Fundo? Falem sério, esses usuários de Linux são extremistas e radicais demais, aceitem o sucesso do windows e que a grande maioria dos usuários preferem o sistema operacional da Microsoft ao Linux.
Parabéns ao sr Renato da Veiga pelos comentários sempre sóbrios.
postado em: seg, 01/03/2010 - 16:12
\"compatibilidade geral com outros ambientes e equipamentos, coisa como comprar uma câmara fotográfica e não conseguir plugá-la no micro por incompatibilidade\" .. falando assim até parece que tudo funciona perfeitamente no Windows, por acaso não é o WinXP que é preciso instalar driver para Pendrive, mesmo o Vista é preciso incluir uma seŕie de drivers para periféricos, nunca tive problemas com Ubuntu, quando comprei o meu iPhone a primeira coisa que fiz foi um dual boor para poder utilizar o iTunes, após intala-lo o Vista reiniciou, e como é de se esperar corrompeu sem a possibilidade de corrigir a bobagem que ele ocasionou. Ainda sobre cameras digitais, celulares, no mesmo Win Vista fui instalar o software do Nokia N95(aquele que vem com o celular e está escrito que é compativel com o Win XP, Vista), pura perda de tempo, nao instalou de forma alguma, tive que baixar do site. Meu sobrinho gosta de jogar, é uma lenda vc instalar um game que funciona no Win XP em uma maquina com o Vista e ou Vice-Versa. Mas tudo isso deve ser burrice a minha em não saber utilizar o Windows, acho que deve ser por falta de prática, já que utilizo Linux a 8 anos. Na boa, acho que ambos os sistemas operacionais oferecem alguma complexidade, mas esse discurso de que tudo funciona no Win e o usuário é o mais feliz do mundo é ilusão ou estão te pagando para dizer isso.
postado em: seg, 01/03/2010 - 15:50
Sílvio, vejo que você, apesar de vinculado à Secretaria de Educação, é da área técnica, o que lhe dá segurança e naturalidade para tratar da questão, o que não ocorre, certamente, com os professores de outras áreas. Você não precisa me convencer das vantagens do software livre no ambiente corporativo, e nem da simplicidade de seu uso em grande parte das aplicações gerais, pois, como eu ressaltei, sou usuário e grande incentivador do software livre desde que ele surgiu. Mas tente ver a questão pela ótica do usuário leigo, individual. O grande receio deste pessoal é a compatibilidade geral com outros ambientes e equipamentos, coisa como comprar uma câmara fotográfica e não conseguir plugá-la no micro por incompatibilidade. Ah. mas dá para emular...é claro que dá, mas não é todo mundo que sabe fazer. E a questão segue ainda pela trilha da falta de disponibilidade de técnicos que conheçam Linux, para dar suporte quando necessário. Tudo isso pode ser verdade ou não, mas o fato é que os usuários comuns, não importa se por desconhecimento, comodismo ou pura burrice, em igualdade de preço, PREFEREM Winoffice, e isso, para mim, define a questão, já que, vou repetir, não é uma compra feita para o Estado, e sim para os usuários finais. É a soberania da vontade do usuário, com suas ideossincrasias e mesmo possíveis equívocos conceituais, que sobreleva todo e qualquer argumento técnico ou jurídico.
postado em: seg, 01/03/2010 - 12:36
1°- digamos que daqui a nove meses o governo ganhe na justiça, a empresa vencedora vai entregar este notebook, por esse preço?
2° se ASL ganhar e os notebooks virem com software livre, sabe o que vai acontecer? 90% dos notebooks vão ser formatados e instalado um windows pirata, alguem duvida.
3° quanto a SL X windows, é a mesma coisa que coca x pepsi, quem é a melhor.
postado em: seg, 01/03/2010 - 01:11
Renato, os melhores argumentos que você tem para convencer os professores a manter o software proprietário são economia de escala e não-pirataria? Esperava um pouco mais da Grande Empresa Produtora de Software... Além do que estes argumentos são bastante fracos e furados; vou acrescentar mais um, muito alegado pelos que defendem o software proprietário, de que já existe uma base de domínio do software e que a curva de aprendizado (e o custo...) seriam muito altos, o que também é uma grande balela (nossa! Esta eu tirei do baú!).
Primeiro: falar em economia de escala com software é absurdo dos absurdos! Software depois de pronto acabou, qual é o custo? Do desenvolvimento do próximo? Para concertar os inumeráveis bugs (depois que larguei o 95 e passei a usar o Linux nunca mais tive “tela azul” e isto acontecia toda semana no meu trabalho!!!)? Por favor, economia de escala onde? No papel dos manuais que nem enviam mais? Na caixinha decorada? Nos adesivos? Naquele papel de licença que usa holografia, laser e sei lá que porcarias mais? Não existe economia de escala, existe é a gordurinha do lucro que pode ser menor se eu vender mais, puro lucro (além da questão do domínio do mercado: lembrem-se da história DOS X CPM) e você sabe disso. Entrei no site do UBUNTU, recebi o CD original, através de um serviço postal importado, SEM NENHUM CUSTO, e ainda posso rodar live CD enxergando meu HD e as pastas do “outro”!!! Professores caiu a primeira falácia!!!!
Segundo: Preocupação com a pirataria? Esta é uma questão interessante: você acredita que os professores não são muito confiáveis neste quesito (como já afirmou na discussão). Então você acredita que os Corel Draw, Photoshop, Nero, só para citar alguns dos mais conhecidos, vão ser comprados pelos professores? Que o software proprietário da Grande Empresa Produtora de Software não é um motivo para pirataria de outros softwares? Só porque o sistema operacional e o pacote de programas de escritório (editor de texto, planilha, e demais), já vem com a licença, ninguém vai instalar mais nenhum software pirata? Você acredita realmente neste argumento? No Ubuntu tenho GIMP, um monte de softwares educacionais para química, matemática, astronomia, jogos e muitas coisas mais sem violar nenhuma licença!!!!! Lá foi a segunda falácia!
Terceiro: domínio do software!!! Quem convive com usuários (professores e alunos) todos os dias sabe bem o que significa este “domínio”: todos os dias alguém me pede alguma ajuda para coisas básicas!!! Tirando o Orkut, a maioria sabe menos que o mínimo!! Eu não vi nenhum anúncio da Secretaria de Educação formando professores no domínio destes softwares em 2009.... Sempre aparece alguém pedindo uma ajuda porque o sistema operacional da Grande Empresa Produtora de Software não está enxergando a rede wireless (e não dá sinais do porque), depois da reinstalação que a pessoa teve que pagar para fazer (bastante comum) o som parou de funcionar e “o cara” não tinha os drivers, ou porque esta versão nova “é muito complicada” e eu pago para você ir um dia lá em casa para me ensinar a baixar as fotos, tocar música, ver vídeo, que eu sabia fazer no outro mas neste novo eu não sei, ou porque depois da nova correção do software que foi baixada ele ficou tão pesado que tenho que comprar mais memória (pois meu micro só tem 512 e antes rodava normal), etc, etc, etc, ... O que este sistema operacional tem de tão especial que o Linux não tem? O que tem de tão difícil? De dois anos para cá dizer que o Linux (com Kde ou Gnome) não são amigáveis, onde você baixa atualizações ou instala programas automaticamente mesmo sendo leigo, é absurdo. As operações são semelhantes: criar pasta, mover arquivos, colar, copiar, pesquisar, usar o editor de texto, planilha, apresentações, ver e baixar fotos, acessar rede wireless, acessar rede ethernet, apagar arquivos, usar o browser.... Qual é a grande diferença considerando-se os usos do dia-a-dia e as necessidades dos usuários comuns? Cai a terceira e, pelo menos aqui, última falácia.
Renato, não é a primeira vez que os governos tentam empurrar o software proprietário violando (na minha opinião) a lei de licitações, casos semelhantes aconteceram com o FUST, o BANRISUL e outros. Eles, governo, que querem criar o desgaste, a polêmica, e ganhar dividendos políticos com custo zero, afinal os professores vão pagar (e já pagam caro de outras formas) este “benefício”!
Finalmente, Renato, não me chame de Fundamentalista guasca não. Sou paulista, paulistano formado pela USP (valente USP que enfrentou IBM e ganhou um Cray). Antes de morar no sul trabalhei com suporte NOVELL prestando serviço para Bradesco, Pirelli, Blindex, Mobitel, Rohr, dentre outras do porte e gênero e que senti o peso do marketing fortíssimo da Grande Empresa Produtora de Software, aqui no sul, amarrado, todo mundo usando a mesma coisa por uma pressão de marketing e outras coisitas mais, bem diferente do mercado paulista. Era divertido ver na época, o argumento para não utilizar NOVELL e preferir o “outro”: a síndrome do servidor dedicado, o que era ridículo porque ninguém, que tinha o outro, deixava algum usuário trabalhar no servidor, o que tornava o mesmo dedicado... E quantos engoliram estas falácias!!!
Um grande abraço
postado em: sex, 26/02/2010 - 17:26
Concordo. Linux e software livre também vem de fora.
Renato da Veiga (Renato da Veiga Advogados), em 26/02/2010, 16:19
\"Afirmação de nossa independência\", \"colonização digital\"...nossa, acho que estou tendo um déjá vu dos anos 1980...reserva de mercado na Informática para tecnologia nacional...computadores ultrapassados custando milhares de dólares..contrabando a mil... vade retro, Satanás! Welcome, yankees !
postado em: sex, 26/02/2010 - 16:44
Sem mais comentários...
:P
postado em: sex, 26/02/2010 - 16:19
\"Afirmação de nossa independência\", \"colonização digital\"...nossa, acho que estou tendo um déjá vu dos anos 1980...reserva de mercado na Informática para tecnologia nacional...computadores ultrapassados custando milhares de dólares..contrabando a mil... vade retro, Satanás! Welcome, yankees !
postado em: sex, 26/02/2010 - 15:30
...A empresa onde trabalho teve a sua principal aplicação de gestão de ativos paralizada por três dias, por causa de um \"virus\" de windows. A empresa contratada para o suporte de segurança em TI justificou a sua incompetência em solucionar o problema: \"estamos aguardando providencias de nossa matriz nos EUA...\" A isto, chamo de processo de (re)colonização digital. Portanto, a causa que estamos lutando pra defender aqui e em qualquer outra instância - muito mais do que SL, Linux ou BROffice - é pela afirmação de nossa Independência.
postado em: sex, 26/02/2010 - 15:06
Não estou nem aí para a \"bandeira\" do Software Livre!
Entendo que questão crucial é o colonialismo digital... a dependência tecnológica! A adoção do Software Livre/Padrões Abertos é uma maneira de nos garantirmos contra a recolonização, nos afirmando como um Povo Livre. Uma nação que se preze precisa se firmar em princípios, priorizar adequadamente suas possibilidades como civilização fundamentada em valores... Não aceito essa história de que todo mundo nesta terra de Santa Cruz é \"obrigatoriamente\" corrupto menos alguns (eu e os meus!) e que todos os pobres professores vão enveredar pela pirataria! Dizer coisas assim é uma falta de respeito!
Mas insisto: o edital de licitação precisa de inteligência, que seja conforme uma política que nos coloque no rumo do que justo e certo! Microsoft, Novell, Sun, Canonical, Mandriva, BROffice, IBM-Lotus, tanto faz!
Software Livre e Padrões Abertos, sim senhor!
postado em: sex, 26/02/2010 - 13:18
Caro Ronaldo, eu também gostaria de estar equivocado quanto a isso, mas, sinceramente, penso que não estou. Eles deveriam, certamente, dar exemplo às nossas crianças, mas professores não são melhores e nem mais éticos do que outros funcionários públicos, nem do que médicos, advogados ou empresários, quando se trata de pirataria, que é quase generalizada. E quando digo \"quase\", já me antecipando a qualquer engraçadinho, é porque me excluo. Nem na minha empresa, nem na minha casa, existem softwares ou DVDS piratas, nem sequer um inocente joguinho, pois proíbo meus filhos de comprarem produtos ilícitos. Não sou melhor do que ninguém, apenas coerente com minha profissão, já que defendo empresas em ações contra a pirataria e faço contratos preservando o direito autoral (ainda me antecipando: defendo também muitas empresas contra abusos da Microsoft e outras). E quando sou gozado por ser \"Caxias\" demais pelos meus amigos médicos, dentistas e advogados, brinco dizendo que faço isso só para eles terem assunto em conversas, pois quando alguém disser que \"todo mundo faz\", eles possam dizer: \"espera aí: conheço um que não faz.\". Mas vamos fechar parêntesis, para não desfocar do assunto. Um abraço.
postado em: sex, 26/02/2010 - 12:45
Pergunta ao Renato Veiga:
Você cita \"vendas de máquinas sem Windows ocorrem por causa do preço mais baixo, mas acabam, invariavelmente, na pirataria de software mais tarde\" , então quer dizer que a maioria dos nossos professores possuem índole duvidosa, pois pirateiam softwares sem a menor preocupação ou discernimento de que pirataria também é crime, é esse tipo de educadores que tu pensa que temos aqui no RS? Sinceramente eu espero que você esteja equivocado em relação a isso, ou realmente acredita que esse será o exemplo que teremos em sala de aula.
postado em: sex, 26/02/2010 - 12:19
Sílvio, sua visão é bastante ponderada, especialmente quando foca no uso político que a questão está tendo. Porém, a crítica que fiz foi pragmática, focando principalmente no transtorno criado aos professores e a um salutar programa do Governo estadual. Sua sugestão esbarra na questão de escala, pois é consabido que, embora seja perfeitamente possível encomendar um notebook com configurações e softwares específicos, o resultado é o encarecimento do preço final, dada a necessidade de uma série de controles no processo der produção. O preço ofertado pela Lenovo, já com Winoffice, é substancialmente abaixo do preço de mercado justamente pela escala da compra, vantagem esta que provavelmente se perderia, sendo que a diferença de preço entre uma máquina com ou sem software proprietário, nestas condições, seria nula ou ínfima, pois a Lenovo certamente fez um acordo de volume com a Microsoft para atender este pedido, de forma que de modo algum seria obtido um desconto baseado no preço cheio de mercado dos softwares. Nestas condições, isto é, com diferença nula ou ínfima de preço, qual seria, no seu entender, o percentual de professores que optaria pela versão com SL? Minha opinião: algo próximo de zero, pois o mercado demonstra que as vendas de máquinas sem Windows ocorrem por causa do preço mais baixo, mas acabam, invariavelmente, na pirataria de software mais tarde, porque a aceitação do SL ainda é muito limitada entre os usuários individuais, diferentemente do uso corporativo. Enfim, é muito transtorno e muito prejuízo para muita gente, e para quê? Levantar a bandeira do SL? Idiotice, fundamentalismo guasca e estúpido. Para não ficar só na crítica, proponho: a Associação de Software livre prestaria um grande serviço à comunidade gaúcha desistindo da ação e deixando o processo correr normalmente. Qualquer outra alternativa, como por exemplo, aceitar a sua sugestão, implicaria, legalmente, na necessidade de cancelamento da licitação e reinício de todo o processo, que é o pior dos mundos.
postado em: qui, 25/02/2010 - 23:52
Sou professor da rede estadual, usuário de linux há vários anos, participo da ASL e fui funcionário de uma empresa pública de informática por oito anos, trabalhando com projetos de redes, inclusive em um grande e fantástico projeto voltado para as escolas, pioneiro no uso de software livre, que depois foi praticamente assassinado, obviamente por questões políticas.
Em primeiro lugar é demonstração de muita ignorância ou de extremo mau-caráter atrelar a questão do software livre a bandeira de um determinado partido. Querer transformar esta questão numa discussão de interesses políticos-partidários é aproveitar-se da desinformação, intencional e não-intencional, que abunda nos meios de comunicação a respeito do software livre, utilizado há décadas pelas maiores empresas, data centerS e assemelhados no mundo inteiro.
Em segundo lugar achar que este governo esta sendo \"bonzinho\" ao \"oferecer\" notebooks aos professores e que a ASL está sendo \"malvada\" ao questionar judicialmente ( e não politicamente!!!!!) o processo, baseando-se na lei de licitações, é de um maniqueìsmo doentio ou de uma miséria extrema (a que podemos chegar como professores), no qual qualquer migalha mofada e embolorada que se joga para saciar a fome parece uma picanha ao ponto!
Aliás só quem desconhece ou \"se faz\" de desconhecido da realidade da educação no estado (onde, por exemplo, o primeiro salário demora de 2 a 4 meses para aparecer no caso dos contratos temporários que devem estar próximos dos absurdos 50% do quadro de professores).
Finalmente, não vamos só criticar (senão não haveria espaço suficiente também), mas oferecer alguma modesta contribuição a questão...
A idéia é oferecer em separado o notebook e os softwares, deduzido do notebook o custo dos softwares proprietários (sem deixar que a Grande Empresa De Software Proprietário faça dumping e coloque os preços que o mercado pratica, assim como são os preços dos notebooks que estão sendo adquiridos).
Quanto ao software livre deve-se oferecer apenas um ou dois que apresentem compatibilidade e uso consagrado em notebooks ou desktops, com a responsabilidade pela instalação pela empresa que fornece o notebook (o que não é nenhuma dificuldade pois a maioria já possui opções com linux).
Desta forma o professor pode optar por um notebook com software proprietário (mais caro), notebook com linux, ou só o notebook (nesta última opção ele irá fazer a instalaçao com os softwares que escolher).
Por enquanto é só...!
postado em: qui, 25/02/2010 - 15:57
Ricardo, maracutaia.. capaz olha o que está publicado no site da Microsoft sobre uma outra \"parceria\" http://www.microsoft.com/latam/presspass/brasil/2009/marco/riogrande.mspx
postado em: qui, 25/02/2010 - 15:16
Essa foi boa...ahahaha....Voce sabia Ricardo que durante a PETEZADA do Governo Olivio, se fecharam no governo do estado os maiores contratos de Microsoft ? ahaha....só rindo...LINUX é so a bandeira externa...internamente, todos os governos, prinicipalmente o PT adoram Microsoft....ahahahah...e depois nao e politico...que vergonha !!! Ah e para nao esquecer no PR eles tambem adoram Microsoft....LINUX e a fachada ideologica em projetos que eles consideram estrategicos para a grande manada votante ver....e dizem que estao poupando dinheiro do povo...ISSO DA VOTOS....
postado em: qui, 25/02/2010 - 15:00
Pois é Maria, mas o Paraná, como citastes, é um dos estados do Brasil que mais investe na informatização da educação e usam, olhe só, Linux ! Eles tem o maior centro de desenvolvimento de Linux para uso em telecentros, repartições públicas e afins.
Isto é que eu chamo de progresso, não ficar amarrado a uma \"cultura\" proprietária e com fins politiqueiros.
Ninguém vai me tirar da cabeça de que o edital foi mal intencionado, aí existe maracutaia sim, pois qualquer legislador sabe que um edital não pode ser direcionado e este o foi. Porque será que desde que a Yeda e o seu partido assumiram o Estado o Banrisul, que ia muito bem de Linux, resolveu voltar para Microsoft?? Tecnologia??? Pois sim !
Não sou PT, não gosto de política, mas, pior, odeio politicagem com o meu dinheiro, só isso.
postado em: qui, 25/02/2010 - 13:19
quanta bobagem junta....é por isso, de novo, que perdemos para o Parana, MG, SP, RJ....é o unico estado onde, entre nós, conseguimos lutar, perder e morrer abracados...mas que maldita cultura xiita guasca criamos aqui ? quem se importa com esta discussao tupiniquim caudilha no mundo da tecnologia que empreende, lidera e domina os mercados ? olhem para os seus bolsos e vejam que nao faz diferenca nenhuma na vida economica de voces esta discussao politica, ideologia e filosofica. A nao ser quem quer cargos de confianca, para nao trabalhar...pois para partidos politicos, estes \" guascas\" da TI são bem vindos para fazerem a tropa de choque, enquanto os verdadeiros lideres, surripiam vantagens para si. Aqui, so perderam os professores e seus alunos que querem aprender. A revolucao deste estado passa pela educacao e nao pelo Windows ou pelo LINUX....quem pensa diferente, me desculpe, fique aqui e morra brigando com outros gauchos que amam a mesma terra, da mesma forma...só que pobres e nao realizados, por que nunca construiram nada que os destacasse alem do mampituba.
postado em: qui, 25/02/2010 - 13:14
Perfeita a argumentação de Gustavo Melo!
Sugiro que o pessoal da ASL tome nota disto.
De minha parte, estou copiando o texto e este link para divulgar aos colegas do grupo de discussão aqui na empresa onde trabalho - por sinal: empresa pública e \"aderente\" a soluções proprietárias...
postado em: qui, 25/02/2010 - 12:45
Acho que esta discussão é inútil, vamos analisar os fatos:
1-Quase 30 mil professores estão sem seus computadores e o ano letivo já começou, culpa de uma ação com objetivos políticos.
2-O padrão de mercado para notebook é winoffice, mais de 99% da ofertas (fora os mac).
3-Esta guerra santa contra a MS já esta perdida, aqueles que vivem buscando uma causa, sugiro apontar suas baterias para o Google e para manter internet sem controle ou censura, coisa que muitos chefetes de plantão já estão se ensaiando fazer.
E deixemos de ser hipócritas, esta era uma oportunidade única onde uma professora do RS poderia comprar um computador atual de primeira linha com o software legalizado, por menos de R$ 50,00 mensais.
postado em: qui, 25/02/2010 - 11:16
A licitação em si é mal elaborada, talvez mal intencionada, sobre a possibilidade de que o equipamento contar com alternativas de sistemas operacionais e ferramentas de produtividade é muito mais sensato. O valor final acaba sendo compensador quando as licenças de softwares não são adquiridas, referente a facilidade ou complexidade de uso, já a muito tempo que utilizar qualquer uma das principais distros Linux é uma tarefa tão fácil e produtiva quanto utilizar Win Vista ou Seven. Porém, também é verdade de que se o equipamento não vier com sistema operacional e ferramentas básicas, seja Win + Office ou Linux + BrOffice.org, seguramente gerará um problemão, pois alguem terá que realizar essa tarefa, o ideal é vir de fábrica. Vejo que se a iniciativa em questionar na justiça foi das comunidades ligadas ao software livre, está aí uma grande oportunidade para as comunidades mostrarem a sua força e apoiarem os professores no auxilio a instalação e configuração, caso contrário será apenas um ranço e que não terá resultado pratico algum na vida dos professores. Para os que entortam o nariz para software de código aberto, acredito que deveria testar, comparar antes de comentarem bobagens,
postado em: qui, 25/02/2010 - 09:46
Aliás, sempre associo estas duas bandeiras numa só, pois são ítens fundamentais da mesma luta: Software Livre! Padrões Abertos!
Trata-se de lutar contra o colonialismo digital, pela nossa Independência Tecnológica, pelo controle de nossa Base de Conhecimento. Dizia Darcy Ribeiro que uma nação que não cuida de sua inteligência, de promover sua ciência e tecnologia, esta nação corre o risco de ser recolonizada.
Não sei se tem algum parlamentar em Brasília sensível a isto... mas acho que a gente precisa lutar por esta bandeira em todas as instâncias possíveis.
Ah, se a MS quiser adotar .odf e abrir os códigos... tudo bem!
postado em: qui, 25/02/2010 - 09:37
Sim, a norma brasileira é a de número NBR/ISO/IEC 26300.
O ponto que estou levantando é exatamente este: a gente não pode especificar um fornecedor \"preferencial\", mas pode ditar as regras no processo de licitação, como por exemplo: a suite de produtividade deve editar os documentos digitais conforme o padrão NBR 26300, os códigos fontes deverão ser fornecidos junto com os arquivos binários do sistema, etc...
postado em: qui, 25/02/2010 - 07:03
*** Mas Renato, o governo deveria dar as especificações técnicas do software que deseja e
no equipamento e não marcas. O governo errou ao licitar marcas e a ASL também não pode pedir para preferência de um software x ou y. O vencedor da licitação deve ser aquele que com regras imparciais apresente o melhor preço.***
A especificação do software no edital deveria ser algo como :
Sistema Operacional x86, 32 bits, com suporte a aplicações multimidia X,Y e Z, interface gráfica suportando A,B,C, blah, blah, wiskas sachê, Software em Português do Brasil, Suporte Técnico, manuais e documentação técnica em Português do Brasil, Garantia do fabricante no Brasil durante 1 ano diretamente ao usuário final, integração direta de hardware e software pelo fabricante e suporte conjunto.
Ai outro item dentro do edital para software de
suíte de aplicativos para escritório multiplataforma, compatível com a norma ISO/IEC 26300 , NBR ISO/IEC 26300, ISO 15022,ISO/IEC DIS 29500 capaz de produzir, criar, reproduzir, apresentar, codificar e decodificar softwares processador de texto,apresentação de slides e transparências,editor de fórmulas matemáticas,planilha eletrônica,gestor de base de dados, ferramenta para criação e edição de desenhos, fluxogramas, cartazes, logotipos,suportando a inclusão de imagens, gráficos, desenho de vetores, formas geométricas, textos, filmes e sons.
Desta forma poderiam concorrer para sistema operacional qualquer um que estivesse plenamente estabelecido em território nacional e com suporte em português para sistema operacional (Microsoft, Apple e Distribuidores Linux poderiam competir neste aspecto)
E poderiam concorrer para suíte de escritório a Microsoft, Sun, IBM, Apple(iWorks), Broffice
Ai teriamos cenários onde a microsoft poderia ganhar o sistema operacional, mas não a suite de escritório por exemplo ou um distribuidor linux qualificado ganhar sistema e suite, mas concorrência teria ocorrido de forma imparcial.
O que temos hoje é um edital onde só a Volks poderia vender só o Gol, enquanto que em um edital para aquisição de veícuilo 1.0 duas portas de fabricação nacional poderiam concorrer a Fiat com o Uno, Chevrolet com o Celta, Ford com o KA, etc...
postado em: qua, 24/02/2010 - 20:20
Meus caros, penso que a discussão deste caso concreto passa longe dos \"interesses estratégicos do Estado brasileiro\" ou de avaliar qual padrão da ABNT é mais adequado, na medida em que NÃO se trata de uma compra para uso dos órgãos públicos, e sim de, digamos, uma compra de volume intermediada pelo governo estadual, mas que é destinada individualmente aos professores e será paga pelos mesmos. Por isso, a questão é muito simples: deve ser comprado o que os professores preferirem, sem discussões filosóficas, técnicas ou ideológicas, e ponto final (este será, no meu entendimento, o argumento que fulminará a ação judicial). E se alguém tem alguma dúvida de que, atualmente, no Rio Grande do Sul, a preferência seja o padrão Winoffice, me desculpe, mas deve estar vivendo em outro planeta.
postado em: qua, 24/02/2010 - 19:21
João Liberato,
Concordo com tudo que disse. Muito melhor se tivermos uma definição nacional e única. Aliás, necessária para muita coisa nesse país.
Mas também muito mais difícil de conseguir aprovar isso nacionalmente. Então que se busque em instâncias menores, onde se conseguir.
Só discordo que não considero que se esteja querendo promover SL/PA as custas do professor. É o contrário.
Claro que quem defende o SL no caso, pensa também nos seus interesses, mas no caso o professor será beneficiado sim.
Me refiro principalmente ao cenário de Windows como SO e BrOffice.
Se não me engano a ABNT tem o ODF aprovado como padrão no Brasil. Então completamente natural questionar porque não foi pensado em permitir que se use um produto que suporta esse padrão e ainda oferece melhor custo.
postado em: qua, 24/02/2010 - 18:13
Esta é uma discussão sem sentido... A questão do Sofware Livre/Padrões Abertos deve ser discutida no âmbito dos interesses estratégicos do Estado Brasileiro. Com certeza sou a favor da solução que nos remete à nossa Independência Tecnológica e ao domínio com segurança de nossa Base de Conhecimento - e é isto o que significa SL/PA - mas a gente não pode jogar o custo esta batalha nas costas do pobre usuário, seja ele professor, dona de casa, médico ou auxiliar de escritório. Isto é uma questão de Política de Estado. Há que se definir, de alto a baixo, em todas as instituições públicas brasileiras, como norma para documentos digitais o padrão NBR/ISO/IEC 26300. O Estado precisa também saber exigir padronização e código aberto nas suas especificações de software. Aí sim, teremos o que realmente nos interessa: domínio sobre a nossa Base de Conhecimento... Independência Tecnológica!
postado em: qua, 24/02/2010 - 17:50
\"a proposta das entidades autoras da ação é no sentido de que as máquinas sejam vendidas sem software, e o Windows e o Office sejam vendidos apenas para quem quiser, que teriam então de se encarregar da instalação.\"
Se a proposta feita é que o professor instale tudo, acho absurdo no caso do Sistema operacional. No caso do BrOffice é muito fácil, o velho next, next..
Note que no meu comentário não defendi que o professor vá aprender a instalar nada.
Quanto ao preconceito. Formei minha opinião baseada no que tenho disponível, o artigo, não conheço tua história.
O que me motivou a dizer isso foi especificamente a frase \"Critérios como usabilidade e vontade dos compradores, especialmente nesse caso, têm relevância”.
Sem o contexto, me parece o típico preconceito que se vê, principalmente devido a usabilidade. Só faltou complementar com aquele argumento de 1998, de que precisa fazer tudo por linha de comando. (Daqui a pouco aparece algum dizendo isso).
Então, me desculpe por interpretar assim e julgar que pudesse ser assim, Renato.
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Mas continuo discordando da tua afirmação. A Usabilidade é uma discussão sem fim, começando nos critérios escolhidos.
Eu acredito também que talvez o ideal fosse uma opção Windows 7 + BrOffice. MS Office opcional, com acréscimo para quem quisesse. Embora numa venda desse volume, se poderia PERMITIR(não falo exigir) que o montador oferecesse algo diferente.
Vontade do professor é meio relativo. Será que todos ou a maioria dos professores tem vontade, consciente, de pagar a mais sem ter necessidade ?
E principal, será que todos professores SABEM que existe o BrOffice que pode satisfazer as necessidades nessa área sem que ele tenha de pagar por isso?
Se tu mesmo considera que poderia ser usado o BrOffice, só aí já se justificaria pedir esclarecimentos a respeito. Não interpreto como querer \"ganhar usuários na marra\".
Lógico, não vou entrar na questão legal de como/quando constestar.
Desculpe novamente por ter interpretado mal e te ofendido.
postado em: qua, 24/02/2010 - 17:42
Olha Renato, concordo contigo, mas quanto ao fato de o micro vir sem S.O., bem, é muito simples, que se coloque no formulário de adesão qual S.O. deseja, assim, o professor de português não precisa instalar nada, já virá pronto. O que não concordo é com um edital tendencioso, e vc sabe que ele foi, que certamente viola a lei.
postado em: qua, 24/02/2010 - 16:56
“Isso é um tiro no pé”, critica Veiga. “O caminho para o software livre crescer não é tentar forçar isso por via judicial, gerando antipatia em um coletivo tão grande como o dos professores”, conclui.
Principalmente quando estes \"professores\" querem tudo fácil e recusam-se a aprender coisas novas. Estes é que eu não quero como professor de flho meu !!!
postado em: qua, 24/02/2010 - 16:47
Ismael, acho que você não entendeu a situação: a proposta das entidades autoras da ação é no sentido de que as máquinas sejam vendidas sem software, e o Windows e o Office sejam vendidos apenas para quem quiser, que teriam então de se encarregar da instalação. Um professor de português tem conhecimento para instalar um sistema operacional, seja ele Windows ou Linux? É claro que não. Demais disso, vender separado, além de ser muito mais caro do que OEM, abre margem para a pirataria, que é o que acontece com a grande maioria das máquinas vendidas com Linux (usuário manda instalar Windows pirata). Até acho que, com relação ao BR Office, poderia haver esta flexibilização, mas não para o S.O. E quanto à alegação de preconceito, preconceituoso é você, que fala dos outros sem saber. Eu sou um grande apoiador do software livre, tenho uma dezena de artigos sobre isso na Internet e sou usuário dos sistemas Linux e BR Office há anos. Apenas acho que medidas antipáticas como esta, causando prejuízo a milhares de pessoas e travando um programa tão importante como o Professor Digital, além de juridicamente infundadas, não contribuem em nada com a popularização e aceitação do software livre no mercado. Um abraço. Renato da Veiga.
postado em: qua, 24/02/2010 - 15:38
“Não é viável entregar as máquinas e os softwares e pedir que os próprios professores instalem o sistema. Comprar OEM é mais vantajoso técnica e economicamente”
Ah, deixa eu ver. Para usar Linux e BrOffice, o usuário que tem de instalar ? Na opção Windows vem tudo instalado sozinho?
Eu pensei que a empresa vencedora que empacotaria tudo.
Do resto da opinião... o que se questiona não é justamente a decisão do governo de exigir windows + Office ? Não deixou margem para alguma empresa que desejasse outra solução.
E nos detalhes das opiniões que deixam escapar o preconceito ou preferência pessoal.