A Zero Hora começa a cobrar pelo acesso à versão digital da edição em papel do jornal a partir desta quarta-feira, 08.
O restante do site, com notícias atualizadas 24 horas por dia, vídeos e blogs seguirá gratuito. A versão online não terá os populares classificados de domingo.
Em nota divulgada à imprensa, a RBS diz que a publicação segue uma “tendência já praticada por grandes jornais”.
Só terão acesso gratuito ao jornal online assinantes do jornal papel cuja assinatura é de segunda a domingo, com todos os cadernos.
Os assinantes que têm assinaturas parciais, como de fim de semana ou sem os cadernos, terão que pagar por esta parte do site, assim como os não-assinantes.
A assinatura online poderá ser feita por um, três, seis ou 12 meses por R$ 27,90, R$ 74,70, R$ 149,40 e R$ 298,80, respectivamente. A assinatura mensal com renovação automática sai por R$ 24,90.
Os pagantes terão acesso às notícias dos últimos 30 dias.
Um dos últimos grandes jornais a fechar seu conteúdo online foi o inglês The Times. Os acessos caíram 66%, o que foi considerado um bom resultado por analistas, já que as previsões iniciais falavam em 90%.
O tradicional diário inglês tem um preço mais competitivo que a ZH, mesmo com o valor mais alto da libra (pela cotação de hoje, R$ 2,66).
O acesso avulso custa 1 libra por dia. Ao escolher a assinatura de 2 libras por semana, os usuários poderão acessar todas as notícias do site à vontade.
Em uma promoção de lançamento, o The Times ofereceu acesso por 30 dias a 1 libra.
Não está errado, não ao menos para quem quer pagar por isso.
Hoje já existem jornais fechando a versão impressa, como ocorreu com um jornall de SP dias atrás, ficando apenas com o portal na net. É o futuro, menos papel gasto, menos dinheiro gasto com assinaturas, mais acesso a internet por parte da população e tambem a facilidade de porder ler em outros meios fora do computador como no celular.
Os portais tem que viver desta forma, como o comercio eletronico no Brasil ainda é fraco, diante de outros paises, e o poder aquisitivo tambem, a forma de monetizar ou de se manter é realmente cobrando pelo acesso, a Folha de SP faz o mesmo esquema.
Hoje com certeza não será um grande ganho, futuramente quando outros jornais fizerem o mesmo ai sim terá o resultado desejado.
Na minha opinião se eles fizerem este bloqueio mesmo e os valores ficarem estes o portal ZH já começou a morrer. Não é de hoje que a RBS demonstra não saber como a internet funciona. Ao invés de utilizarem o forte poder do nome da empresa eu seus produtos eles sempre criam portais com nomes estranhos e de difícil propagação como hagah (ou seria: aga, haga, agah, agha) e também o clicrbs (ou seria clickrbs ou clikrbs). Deveriam se espelhar em sua matriarca Globo que utiliza o próprio nome da empresa como portal principal e todos os programas são extensão de seu portal (globo.com/jh, globo.com/caldeirao, globo.com/jn) e somente a área de jornalismo é que possui um portal próprio (g1.com) mas acredito que isso seja somente para evitar que o portal de noticias seja bloqueados pelos proxy-admins das empresas uma vez que todo conteúdo de novelas está no portal principal.
Não sei quem é que toma este tipo de decisão dentro da RBS mas demonstra um total desconhecimento da mídia eletrônica e total despreparo para lidar com ela.
Esperemos que a próxima geração lide melhor com essas ferramentas e que não seja tarde demais quando assumirem pois a record está crescendo muito rápido aqui no estado.
E só pra terminar, eu não pagaria nem um centavo para ler notícias na internet. O TheTimes não cobra, a CNN não cobra, a NBC não cobra, a globo não cobra, a Heuters não cobra. porque eu iria pagar pra ZH?
E como o @baguete disse no twitter: "Imprensa no Brasil é cara... Assinei a New Yorker e pago R$ 5 o exemplar em casa, vindo dos EUA. Metade do preço da Veja na banca! ".
Comentar
Direto do Forno - Internet
| 09/02/12 - Trojans brasileiros atacam bancos portugueses | 08/02/12 - PayPal ajuda a entrar no e-commerce |
| 09/02/12 - Unesp: primeira a traduzir verbetes do Wikipedia | 08/02/12 - Governo alemão recomenda Chrome |
| 08/02/12 - Como criar um hoax na internet | 07/02/12 - Colorados pressionam AG no Twitter |
| 08/02/12 - Professor do INF-Ufrgs publica eBook | 07/02/12 - Webinar aborda marketing em rede social |
| 08/02/12 - LeadMedia fatura € 19,2 mi, alta de 118% | 07/02/12 - Populis compra Cidade Internet |
Caro Maicon, a estratégia da RBS em criar sites como Hagah, ClicRBS, PenseImóveis, etc. é criar marcas próprias neste tipo de segmento. Desta forma, estas marcas adquirem valor muito maior do que se fossem simplesmente uma unidade de negócios da RBS. A criação destes sites não agregaria muito valor a marca RBS mas, como marcas próprias podem atingir um valor bem mais expressivo. Veja o caso do Zaffari/Bourbon.