A segurança da informação é a principal preocupação das empresas para os próximos 18 meses, com 45% de prioridade, indica um estudo da Ernst & Young.
Para a pesquisa, a consultoria ouviu 1,8 mil pessoas em 61 países. No Brasil, foram entrevistados profissionais de 35 empresas.
Conforme o levantamento, em 24% das companhias o CIO é o responsável pela segurança, seguido pelo CISO (Chief Information Security Office).
Em 27% das vezes, esse executivo se reporta diretamente ao CEO, e, em 22%, à diretoria da empresa.
Além disso, quase 90% das empresas planejam aumentar ou manter investimentos em gestão de riscos (SI, na sigla em inglês), com foco em tecnologias como as de proteção contra vazamento de dados e virtualização. Outras 39% das empresas pretendem investir mais em treinamento de colaboradores quanto à proteção dos dados.
Quanto a ex-funcionários, são motivo de preocupação para 75% das empresas. Já 42% não entendem os riscos gerados por estes colaboradores e 26% tomam medidas em relação à questão.
A pesquisa também avaliou os dados que são mais importantes para as empresas. As informações relativas á marca e sua manutenção são as que geram maior preocupação, com 61%, seguidas pela privacidade de dados pessoais, com 53%.
A Ernst & Young aconselha, no estudo, que para ampliar a segurança de suas informações as companhias invistam não só em tecnologia, treinamento e conscientização de colaboradores, mas também na formação de uma hierarquia nesta área.
Assim, segundo a consultoria, o melhor é que o responsável pela segurança não fique alocado no departamento de TI, mas sim em um segmento exclusivamente dedicado à proteção dos dados. Para os especialistas, o melhor é que ele responda diretamente ao board ou ao CEO da companhia.
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