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Assespro: avanço da TI depende do governo

Juliana Franzon // quinta-feira, 15/07/2010 13:46

A indústria nacional de software cresce, mas ainda enfrenta obstáculos intransponíveis que sufocam o setor. O governo concorre com as empresas de TI e vem aumentando a contratação de profissionais de informática, de forma que a iniciativa privada não tem como competir.

É o que afirma o vice-presidente da Assespro Nacional, Luís Mário Luchetta. Segundo o dirigente, o empresário nacional precisa de uma postura menos intervencionista dos governos, pois estes estão se intrometendo em uma área que não é a deles.

"O setor não luta por benefícios ou reserva de mercado, deseja apenas que a área governamental, nas esferas federal, estadual e municipal, foquem suas ações para atividades-fim, deixando para a iniciativa privada os serviços para as quais não tem aptidão", afirma Luchetta.

O vice-presidente cita o exemplo do TST - Tribunal Superior do Trabalho, que teve que romper um contrato com o Serpro porque, apesar de vários adiamentos, um serviço de TI não foi entregue, e agora busca solução na iniciativa privada.

Para Luchetta, se o governo mudar de postura irá fortalecer a indústria nacional de software e de serviços de TI, já que ao dar prioridade à iniciativa privada na criação de soluções tecnológicas e incentivar a mão de obra especializada, o setor, além de ter reconhecimento governamental, ganhará corpo para buscar as exportações de seus produtos.

Ainda segundo o dirigente, duas medidas precisam ser tomadas imediatamente pelo poder público. A primeira delas é não adotar a redução da carga horária para 40 horas, visto que com os encargos adicionais as empresas perderiam em competitividade, argumenta ele. E a segunda é dar andamento ao projeto que regula a terceirização.

"As empresas nacionais de TI têm competência, mão de obra e expertise para competir com qualque multinacional porque o produto ‘made in Brasil’ tem cada vez conquistado mais o mercado internacional. O que precisamos, e é muito pouco, é que alguém veja o setor como fonte de receita na balança comercial”, enfatiza Luchetta.

COMENTÁRIOS
Heitor

postado em: sab, 17/07/2010 - 12:18

A carga de 40h diminuiria a competitividade em relação a quem?? TI não é industria de sapato; não tem concorrência chinesa. E já está mais do que demonstrado que as 40h aumentam a produtividade, mas talvez isso não seja interessante para quem vende horas e não soluções.

E a Serpro falhou num projeto. Nossa! As empresas privadas nunca estragaram um projeto, não é mesmo?! Principalmente depois que adotaram o CMM!

Paulo Lopes

postado em: qui, 15/07/2010 - 15:37

Não sei porque essa Assespro se preocupa tanto com o fato do governo cuidar do governo. Que me conste, empresas públicas como Serpro, Procergs, Celepar e CIASC prestam serviço apenas para para o setor público e não são concorrentes no setor privado. Será que algum amigo do Sr. Lucheta está com medo de perder uma "teta" no poder público? À Assespro, que seus associados foquem nas empresas privadas, no mercado externo e que paguem melhor os sues funcionários. Assim vocês vendem seus produtos e serviços e não perdem profissionais para as empresas públicas. Um último detalhe, as empresas públicas teem em seus quadros profissionais tão bons quanto as empresas privadas. Realmente não entendi a colocação "...foquem suas ações para atividades-fim, deixando para a iniciativa privada os serviços para as quais não tem aptidão". Vai me dizer que os funcionários dessas empresas citadas não teem aptidão?! Haja chororô!!!

Willian

postado em: qui, 15/07/2010 - 14:26

A receita é simples. Salários melhores seriam a melhor maneira de melhorar a industria de software.

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