Maurício Renner // sexta-feira, 17/09/2010 15:56
O Walmart deu início no Rio Grande do Sul a um projeto que em alguns anos deve permitir que os consumidores conheçam a origem de toda carne e hortifrutigranjeiros comprados nos supermercados controlados pela marca no país.
Atualmente, clientes de quatro mercados Nacional em bairros nobres de Porto Alegre – Auxiliadora, Três Figueiras, Bela Vista e Boa Vista – já podem conferir pela Internet através de um código na embalagem qual é a fazenda de procedência dos cortes especiais para churrasco vendidos na marca Novilho Campeiro.
A novidade é possível graças a tecnologia da pelotense CheckPlant, com o apoio do Mafrig, frigorífico que abate o gado oriundo de 70 fazendas gaúchas que supre as gôndolas do Nacional e de quatro produtores de hortifrutis orgânicos.
No site, o consumidor pode conferir fotos e a localização exata da fazenda criadora, indicada no Google Maps, assim como a data de abatimento no Marfrig.
Quem quiser fazer o teste sem sair da frente do computador pode acessar o site relacionado abaixo e digitar 00334X183F42, a indentificação de um corte de picanha mostrada em coletiva de imprensa realizada em Porto Alegre nesta sexta-feira, 17.
“Esperamos ter essa novidade disponível em todos os 100 Nacionais que vendem Novilho Campeiro até a meta de de 2011”, prevê José Noeli, gerente comercial do Walmart para o Rio Grande do Sul.
É um bocado de carne. A marca Novilho Campeiro responde por 10% das vendas totais de carne bovina do Nacional no estado, algo em torno de seis a sete toneladas de carne mensais.
Noeli destaca que o custo de implementação da novidade – não revelado pelo Walmart – não será transmitido para o consumidor final. “O custo é dividido entre nós e os produtores e a vantagem é mostrar que oferecemos um produto com origem garantida”, comenta o executivo.
A possibilidade do consumidor rastrear a origem da carne é originada em um acordo assinado entre Walmart, Carrefour e Pão de Açúcar com frigoríficos em 2009, pelo qual os fornecedores se comprometiam a não comprar gado oriundo de fazendas que praticassem desmatamento ou trabalho escravo.
“Esse tipo de informação e garantia será cada vez mais exigida pelos consumidores”, acredita Noeli. Experiente no ramo de carnes, onde atua há 15 anos, o profissional estabelece uma comparação com os cortes vendidos à vácuo, cuja oferta e consumo começaram pequenas e hoje representam metade das vendas.
Fundada por dois ex-alunos de 30 anos da Ciência da Computação da UCPel, com mestrados pela UFSC e Ufrgs, a CheckPlant emprega 15 profissionais das áreas de TI e agronomia em Pelotas.
A empresa é especialmente forte na área de frutas para exportação, onde é grande a exigência dos compradores por rastreabilidade: metade das frutas rastreadas vendidas no país usa tecnologia da CheckPlant.
postado em: seg, 20/09/2010 - 00:24
De que me adianta saber a origem da carne, se eu não se a fazenda desmatou o meio-ambiente de forma irregular (ou outros danos ambientais) ou se utilizou mão de obra ilegal nessa carne ? que tipo de validade legal tem essa garantia dos grandes varejistas (pelo que entendi nenhuma) simplesmente saber de onde veio, quem cortou, quem embalou e em qual varejo está disponível, eu viro e leio o verso do pacote onde diz o CNPJ e endereço...
Eu quero saber se mão de obra regular foi utilizada(integração com o ministério do trabalho ?), se as normas ambientais foram seguidas(ibama, fepam, etc...) , que produtos foram (ou não) utilizados no crescimento do boi(hormônios, antibióticos, etc... ESSA AQUI NINGUÉM FALOU NADA), a aplicação sugerida para aquele corte (churrasco, assado, sopa, etc...), que nível de higienização os locais de produção tem (nos EUA isso é muito comum, com notas de A a F), indice de maciez, indíce de gordura média, etc...
Realemente não entendi como isso agrega ao para o consumidor final... aliás... nem para mim que ADORO tecnologia e sou proveniente da área ví utilidade sem as informações anteriormente citadas
"pelo qual os fornecedores se comprometiam a não comprar gado oriundo de fazendas que praticassem desmatamento ou trabalho escravo."
E
u quero um selo de uma ONG, de um orgão do governo ou sei lá o que que venha JUNTO com o rastreio dizendo... " ESTE PRODUTO FOI PRODUZIDO DE FORMA SUSTATÁVEL" isso junto com o rastreamento tem valor... o rastreamento pelo rastreamento não diz nada, só dizer que não usa mão de obra isso ou que não desmata nada não agrega
postado em: sab, 18/09/2010 - 15:33
Essa iniciativa do Walmart de iniciar o rastreamento de carnes é fantastica para os consumidores com isso já é a segunda rede de varejo que caminha oferecendo maior transparência para o consumidor. Parabens para o Grupo Pão de Açúcar que iniciou esse movimento em 2007 e que ja faz o mercado seguir seus passos. Iniciativas como estas devem ser parabenizadas, os Lideres como Pão de Açúcar e os Seguidores como Walmart, antes tarde do que nunca!!! Parabens a ambos