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Canonical quer Ubuntizar o Brasil

Guilherme Neves // sexta-feira, 01/07/2011 19:33

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A Canonical, desenvolvedora da distribuição Linux Ubuntu, quer crescer no mercado brasileiro.

Hoje com um milhão de PCs rodando Ubuntu no país, a empresa não chega a revelar metas, mas está de olho em parcerias de suporte, aumento na base instalada no governo e no segmento de OEMs brasileiro – onde já embarca seu sistema operacional em máquinas da Dell e da Meoo no Brasil.

“Nosso negócio é fazer cada vez mais pessoas usarem o Ubuntu”, disse Jon Melamut, vice-presidente de Serviços OEM e Produtos da Canonical.

Durante o Fisl, a empresa assinou um acordo para migrar as máquinas da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio Grande do Sul, dentro um projeto piloto para uma migração mais ampla da base instalada do governo gaúcho.

Melamut esteve no 12º Fórum Internacional Software Livre (fisl12), acompanhando outros membros da empresa, que marcou presença com oito palestras e um dos maiores estantes do evento.

5% das máquinas no BR
Não é para menos. Dos 20 milhões de máquinas que a Canonical estima ter no mundo rodando o Ubuntu ou uma de suas variáveis, 5% estão no Brasil.

Desses 5%, metade são de contratos com o Ministério da Educação (MEC). Na prática, as crianças brasileiras estão sendo “ubuntizadas”.

“É um processo de longo prazo, mas que terá efeitos no futuro”, opina Tony Wasserman, professor na universidade Carnegie Mellon West, no Vale do Silício.

Segundo Wasserman, o fato de o software livre ser hoje utilizado na educação de crianças dará aos futuros programadores duas visões de mundo, em se tratando de programas de computador – o aberto (Linux, ou mais especificamente o Ubuntu), e o fechado (Microsoft Windows).

Wasserman aposta na proliferação do Linux no futuro, movimentando toda a cadeia de software, com efeitos especialmente sobre os modelos de negócios, especialmente nas ofertas de serviços – IaaS e SaaS, por exemplo.

Usuários .br
Enquanto os ventos mais favoráveis para o Linux se demoram – o open source, apesar da força nos servidores, ainda é uma gota d'água nos mais de 80% de share da MS no desktop – a Canonical segue a investida.

Além do MEC, o Exército, Serpro, Locaweb e o Buscapé estão na lista de empresas e entidades que usam o Ubuntu.

De acordo com Melamut, o crescimento da Canonical em máquinas – “sem venda de licenças é difícil saber um número exato”, desabafa – é de 45% ao ano.

“Acho que o grande diferencial nosso é que somos mais fáceis. Nós descobrimos que alguém está usando o Ubuntu e entramos em contato, querendo saber se eles querem alguma ajuda. Não tem burocracia nenhuma para os clientes corporativos”, declara Melamut.

Marcelo Soares, sócio diretor da F13, a mais recente fornecedora de suporte full partner da Canonical no Brasil, ressalta que o Ubuntu é diferenciado em relação ao próprio Linux, em termos de suporte.

“Hoje, em servidores, por exemplo, existe Windows pago, Linux pago (referência a Red Hat e Suse) e Ubuntu”, declara.

Roda até no Windows
Facilidade também é a posta para os usuários finais. Na sua key note no fisl12, Melamut apresentou as novidades do último release do Ubuntu, com interface renovada, com uma barra de atalhos oculta à esquerda que pode ser ativada pelo mouse ou...

“Aquela tecla com aquela bandeirinha... sei lá o nome daquilo”, brinca, ao referir-se à tecla Windows, ou simplesmente super, para os “ubunteiros”.

Completam o pacote do release a oferta de sete lojas de música online (à semelhança do iTunes) e um drive virtual – Ubuntu One – sincronizado com diversos dispositivos, como iOS (iPad e iPhone) e celulares Android.

“Dá pra acessar até no Windows”, brinca Melamut.

Segundo o executivo, o Ubuntu tem 10 mil aplicativos, tanto para a plataforma x86 quanto para ARM, disponíveis.

COMENTÁRIOS
Marcelo A. Soares

postado em: qui, 04/08/2011 - 20:15

A interpretação da pessoa responsável por esta matéria esta completamente equivocada, ao menos no tocante às minhas palavras.

Meu nome fora citado, informando, nas palavras do repórter e unicamente nas palavras dele, o seguinte:

“Hoje, em servidores, por exemplo, existe Windows pago, Linux pago (referência a Red Hat e Suse) e Ubuntu”, declara.

Informo que não disse isto neste contexto!

O que citei foi o seguinte:

"No mundo do servidores corporativos, onde as empresas de hardware fornecem suporte oficial a poucas distribuições, o Ubuntu se apresenta como a única opção realmente livre." Neste momento citei algo relativamente parecido com o que o repórter falou, quando, em minhas palavras, disse o seguinte:

"Quando você procura suporte oficial do fabricante, você possui apenas as opções: Windows pago, linux pago e Ubuntu"

Neste ponto, destaquei o Ubuntu como a única forma de utilizar hardware dos grandes players do mercado, com suporte oficial, sem precisar pagar por isto. O Ubuntu apresenta-se como a única distribução linux, oficialmente suportada pelos fabricantes, que pode ser instalada livremente e sem restrições de uso ou tecnologia.

Em nenhum momento citei que o Ubuntu não é linux ou melhor que o linux. Ubuntu é baseado no kernel linux e a Canonical, empresa por traz do Ubuntu, tem o software livre como base de sua existência e filosofia. A Canonical incentiva, cria, melhora e patrocina vários projetos de código aberto. Não estou falando como representante da empresa de forma alguma, pois não o sou. Falo isto pelo que vejo desde que comecei a ter contato com o seu time.

postado em: sex, 05/08/2011 - 10:01

Olá, Marcelo.

Obrigado pela sua manifestação.

Gostaria apenas de salientar que no jornalismo se costuma, de fato, sintetizar as informações em favor da objetividade. E acreditamos que o que disseste está, de fato, na matéria.

Reconheço, no entanto, que o texto poderia ter deixado mais claro o contexto do assunto, que era o suporte oferecido. Por isso, acrescentamos essa informação à frase anterior à declaração em questão.

Além disso, democraticamente reconhecemos seu direito de se manifestar e publicamos seu comentário.

Um abraço.

Guilherme

Leandro

postado em: dom, 03/07/2011 - 00:36

Acho que para o Linux se tornar mais popular entre os desktops só falta um pouco mais de amadurecimento dos usuários. Logo logo o pessoal vai procurar sistemas diferentes como o Linux, e diga-se de passagem totalmente Livre.

Ismael

postado em: seg, 04/07/2011 - 15:16

Eu já gosto da teoria do "vício em windows". Que foi o que matou o netbook de fato.

Sujeito vê um computador e sempre pensa q tem de rodar windows.

E esta aí uma das poucas coisas q me agrada na tabletmania. Ele leva esse mesmo usuário, a pensar de modo similar com o que acontece com celulares: Não interessa o que roda, interessam os programas.

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