Gláucia Civa // quarta-feira, 26/08/2009 15:16
A comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal aprovou a proposta de lei que regulamenta o exercício da profissão de Analista de Sistemas.
O projeto, conhecido como PLS 607/07, de autoria do senador Expedito Júnior (PR-RO), afirma que pode exercer o cargo somente quem possuir diploma de nível superior em Análise de Sistemas, Ciência da Computação ou Processamento de Dados, ou aqueles que, na data de entrada em vigor da lei, tenham exercido comprovadamente, por no mínimo 05 anos, a função de analista.
A lei também se refere à profissão de técnico de informática, atestando que só poderão exercê-la os portadores de diploma de ensino médio ou equivalente, de curso Técnico de Informática ou de Programação de Computadores, ou os que, na vigoração da lei, comprovem o exercício da função por pelo menos 04 anos.
O projeto ainda vai seguir para análise da Comissão de Assuntos Sociais, em decisão terminativa, e depois para a Câmara, para votação final, mas já cria polêmica. Para a maioria do empresariado do setor, não há sentido em regulamentar a profissão de analista – pelo menos não nos termos atuais da lei.
“Pela constituição federal, toda profissão é livre de regulamentação, a menos que a sociedade se mostre contrária a isso. E até agora não vi justificativa da sociedade para este projeto de lei”, comenta Renato Turk Faria, presidente do Seprorgs.
Desemprego à vista
Para o dirigente, mais do que criar dificuldades para o mercado, como a extinção da possibilidade de criação de conselhos para fiscalização das atividades, delegando esta função somente ao poder executivo, a proposta do deputado Expedito Júnior poderá gerar desemprego.
“E quanto a quem é formado em sistemas de informação, ou em outros cursos tecnológicos? Ou então quem trabalha em análise de sistemas há três ou quatro anos. Ele terá de ser demitido!”, preocupa-se Turk Faria.
Opinião compartilhada pelo diretor da JME Informática, ex-presidente e atual conselheiro fiscal da Assespro-RS, Jorge Branco.
“Hoje, a TI brasileira já enfrenta dificuldade em relação à mão de obra, com carência especialmente nas áreas de análise e programação. Se esta regulamentação for aprovada, o quadro irá se agravar ainda mais”, afirma ele. “Até porque a maioria das empresas do setor são de pequeno porte, e, destas, muitas trabalham com profissionais que estão há anos na profissão, têm experiência e qualidade, mas não têm formação acadêmica”, complementa.
Justiça profissional ou preconceito?
A discriminação de profissionais experientes, mas não graduados, também é o foco da opinião do diretor da Sidicom Software, Ricardo Kurtz.
“É muito ruim, cria um cartório que aumenta custos, burocracia, e discrimina excelentes profissionais que vieram de outras áreas ou de forma autodidata fazem um trabalho excelente. Uma bola fora que vai diminuir a competitividade de nosso setor e incentivar a produção de TI fora do Brasil”, argumenta ele.
O diretor da Criterium, Ricardo Piccolli, é da mesma opinião.
“Apesar de eu ser formado em Análise de Sistemas, sou contra a regulamentação. Na TI, diploma não é atestado de competência ou capacidade. Conheço muitos profissionais sem formação superior que têm muito mais capacidade do que muitos graduados”, defende o executivo.
Trancando portas
Já o presidente da Assespro-RS, Márcio Miorelli, enfatiza a possível aprovação definitiva da lei como “extremamente prejudicial para o setor”. Segundo ele, o projeto pode até mesmo impossibilitar que muitos profissionais cheguem à formação superior.
“Esta ação vai bloquear a entrada no mercado de jovens que finalizam o ensino médio, pós-médio e técnicos-profissionalizantes, que podem e estão atuando no mercado atualmente e que, através de seu emprego e apoio das empresas, pretendem
cursar uma graduação”, ressalta.
Ampliar o leque
Além disso, destaca Miorelli, nos últimos anos as universidades criaram diversas graduações que focam determinadas áreas da informática e da computação, como por exemplo Engenharia de Software, Software Básico e Engenharia de Sistemas, que não estão contemplados pela possível regulamentação.
“O que precisamos é regulamentar uma lei para desenvolver nossa indústria de software, com redução de carga tributária, incentivo e apoio ao desenvolvimento de novos mercados, formação de capital humano e geração de empregos. Assim colocaremos nossa indústria em patamares de competição global elevados", enfatiza o gestor gaúcho.
Menos horas de trabalho
A atual proposta de lei, entretanto, não fala em qualquer uma destas premissas. A única redução prevista pelo projeto é na jornada de trabalho dos analistas, que deverá passar das atuais 44 para 40 horas semanais, ou ainda para não mais que 20 horas semanais no caso de profissionais submetidos a atividades que demandem esforço repetitivo.
“Isso nem se comenta... Esta redução dificultará ainda mais a competitividade das empresas brasileiras, especialmente em relação a mercados como os da Índia e China. Se já é difícil, com a atual carga horária, alcançar níveis de produtividade e preço competitivos, imagine reduzindo-a”, reclama Jorge Branco.
Outro que não concorda com a lei é o diretor da Connection, Ederson Bastos.
“Acho que esta lei pode representar um retrocesso para o setor”, afirma ele. “É necessário haver uma atualização do entendimento sobre a definição de funções na área de TI, uma vez que mesmo entidades representativas de classe, como os sindicatos de funcionários, acabam listando e definindo cargos que pouco ou não mais se utiliza no mercado atual”, acrescenta.
Lei x Realidade
Argumentos que, segundo o responsável por Sales & Marketing da SPRO It Solutions, Marcelo Leal, demonstram uma incompatibilidade do projeto com a realidade do mercado.
“Esta lei está baseada numa premissa irreal, ou seja, de que implementar e desenvolver sistemas é competência exclusiva de profissionais formados pelos cursos previstos na proposta”, acredita ele. “Na prática, processos empresariais e visão holística, temas amplamente tratados em outros cursos de bacharelado, como Administração e Economia, somados à vivência nestas áreas, são o principal insumo para uma bem sucedida implementação de ERP, por exemplo”, declara.
Concluindo, o diretor da Central de Software e vice-presidente da Assespro-RS, Reges Bronzatti, é enfático: “Sempre fomos contra qualquer tipo de regulamentação nesta área”, fulmina.
O outro lado
Contudo, não é todo mundo que é contra a lei no setor de TI. O diretor da Cigam Software, Robinson Klein, por exemplo, vê a regulamentação com bons olhos.
“Quando a exigência é pelo diploma, a sociedade sempre ganha. Ganha profissionais mais qualificados e produtos melhores”, afirma Klein. “Essa regularização auxilia na profissionalização do setor e faz com que a competição do mercado seja mais justa e equilibrada, gerando oportunidades melhores. Além disso, traz aos clientes mais segurança e sistemas mais eficazes", completa.
O Baguete entrou em contato com a Executiva Nacional dos Estudantes de Computação (Enec), órgão representativo dos universitários de cursos de graduação e pós-graduação da área no Brasil, mas até o momento nenhum dos representantes contatados pode atender à reportagem.
A lei
O projeto PLS 607/07 pode ser conferido na íntegra pelo anexo relacionado abaixo.
Comentário no Quentinhas
O projeto de lei é tema de comentário do editor do Baguete, Maurício Renner, em post no blog Quentinhas.
A opinião do jornalista pode ser conferida pelo link relacionado abaixo.
postado em: dom, 15/05/2011 - 09:50
Ou vou viver de chupa cabras ou automatizando os sistemas dos traficantes de drogas. No fundo acho que até seria bom porque já que o mercado vai tão mal ao ponto dos formados quererm criar "panelas", então nada mal também se eu ganhar dinheiro de formas ilícitas. Ai a gente brinca de pega-pega. Quero ver qual o formado que me pega e prova que eu sou o autor do codigo.
postado em: seg, 09/08/2010 - 23:17
Concordo com a regulamentação da profissão, e digo, demorou a chegar. Hoje é difícil você conseguir bons clientes e fazer a "coisa certa" por que sempre tem um zé ninguém, que cobra 10% do valor de mercado e "faz a coisa" funcionar, depois nada funciona, e a culpa é do pessoal de TI, mas o infeliz não viu quem ele contratou antes.....
postado em: qua, 14/07/2010 - 09:03
Penso que a regulamentação pode aumentar a valorização desta categoria profissional. Não podemos mais pensar que só porque existem muitos profissionais sem diploma mais habilidosos e talentosos do que aqueles que possuem que não deve-se regulamentar a profissão, seria uma visão muito simplista para algo tão sério. A Índia e o Vietnã estão investindo altamente na profissionalização e desenvolvimento de seus profissionais e sendo assim, não podemos ficar de fora da competitividade global e permitir que qualquer pessoa que se intitule analista de sistemas e aprenda por si sem ter o conhecimento teórico esteja disputando igulamente as vagas no mercado de trabalho. Acredito que este projeto de lei possa ser benéfico no longo prazo, analisando caso a caso, discutindo com os estudantes e as universidades a melhor forma de regulamentar a profissão, dando prazo aos profissionais já atuantes no mercado para que estudem e assim possam se enquadrar na categoria profissional sem serem prejudicados. Um exemplo: foi assim com quem cursava magistério. O governo extinguiu o curso a nível técnico e concedeu prazo de 10 anos para que os profissionais se especializassem em nível superior. O governo de MG realizou o Projeto Veredas, que possibilitava aos professores de nível técnico do setor público se formarem em Normal Superior. Assim, somente aqueles que desejaram mudar de área profissional (como eu) não entraram no projeto e não se especializaram. Foi uma ótima iniciativa.
postado em: sex, 07/05/2010 - 10:59
Em outro momento, achei esta história de PLS para regulamentar a área de T.I. uma besteira. Iria gerar desemprego, etc. Inclusive coloquei minha opinião aqui no baguete a respeito deste assunto me posicionando contra. Depois, comecei a observar os profissionais de TI que estão a nossa volta. Chega todo dia gente batendo em nossa porta se dizendo analista de sistemas, técnico em TI, programador, ai você coloca uma tarefa simples para este cara e ele não sabe nem por onde começar! Qualquer um que baixa um tutorial do baboo chega se promovendo a Analista. Só que na vida real não é assim. A área de T.I é muito vasta e é uma das principais áreas de qualquer empresa que acaba influenciando o trabalho de todos os colaboradores de uma maneira ou outra. O trabalho do profissional de TI interage com as áreas de Produção, Vendas, Administração, todos os sistemas da empresa. Você daria o controle do banco de dados de seu sistema de folha de pagamento a uma pessoa sem experiência no assunto? Na minha opinião, uma universidade não forma um profissional para o mercado de trabalho, você só aprende trabalhando e mesmo assim nunca sabe tudo. Minha sugestão é de que fossem criados níveis baseados no tempo de trabalho do profissional em cada atividade. Então o recém formado poderia estar no mesmo nível iniciante de uma pessoa auto-didata com 6 meses de experiência, por exemplo. Uma pessoa com 2 anos trabalhando em uma função poderia subir para um nível intermediário. 3 anos, um nível avançado, e assim por diante. Isso daria espaço a todos e dividiria os profissionais de acordo com sua experiência no mercado. Cada nível poderia ter então um piso salarial e todos os benefícios propostos. Acredito que desta maneira todos seriam beneficiados. Tanto quem tem formação acadêmica, quanto quem tem formação em "experiência".
abraço a todos.
postado em: qua, 23/06/2010 - 18:52
Muito bom a regulamentação, torna mais profissional a atividade de TI para quem tem uma boa formação.
Parabéns pela iniciativa.
postado em: dom, 21/02/2010 - 23:04
O sujeito que elaborou o PLS 607/07, Expedito Júnior, foi cassado e perdeu o mandato de senador. Jogar de volta à tona esta discussão, foi uma tentativa de manter-se politicamente ativo e notável, face sua derrocada. Creio que, enquanto houverem políticos usando este tipo de estratagema, periodicamente teremos o assunto da regulamentação em pauta, como forma de ganhar visibilidade, mesmo que o próprio nem tenha identidade com o nosso meio da análise e da computação. Enquanto isto, sem opção melhor para TODOS, sigamos sem regulamentação, que é a forma mais justa de se trabalhar.
postado em: dom, 21/02/2010 - 15:17
Acho que quem é competente não tem que preocupar-se com essa regulamentação eu não sou contra nem a favor, sou formado trabalho a mais de 18 anos com desenvolvimento de sistemas e eu vejo isso com bons e maus olhos principalmente a questão de ter de pagar para trabalhar pois, conselho regulamentando é bolso cheio da grana dos profissionais que se matam trabalhando para como os sindicatos não fazerem nada pela categoria. Lembrem-se disso na hora de votar é quase a mesma coisa. A estória dos Jornalistas voltou I will be back, frase para exterminio dos picaretas de TI ou dos incompetentes superiores. Faculdades e Universidades melhorem suas metodologias de ensino.
postado em: ter, 26/01/2010 - 12:43
Diploma não sinal de que uma pessoa pode ou não exercer uma determinada atividade, muitas outras atividades importantes são exercidas sem um diploma, \"atividades politicas como a presidência é um exemplo disto\".
Acho que deveria haver sim é uma redução na tributação dos profissionais que trabalham como \"PJ\", pois, as empresas que se beneficiam com isto, contratando profissionais neste regime e economizando no custo que um profissional de porte custaria a empresa se fosse contratado como CLT
postado em: seg, 04/01/2010 - 14:17
Um exemplo, meu sogro foi Mestre de Obras há anos, não tem formação superior e tem muito mais vocação, talento e conhecimento para exercer a profissão de Engenheiro Civil do que muitos graduados por aí...
Cada caso é um caso. Em algumas profissões, por mais que se tenha talento, sem diploma, não podemos exercer a atividade; é o que irá acontecer com a profissão de Analista de Sistemas.
Em todas as áreas de atuação existem pessoas não graduadas que possuem muito mais talento do que aqueles que fizeram 4 ou 5 anos de faculdade.
postado em: dom, 13/12/2009 - 11:06
Trabalhar cobrando não pode, mas de graça pode?
Então eu sem faculdade posso devenvolver no linux?
Posso dar de graça oq antes nós cobraríamos??????
postado em: sab, 12/12/2009 - 11:18
Apesar de ster formação na area de TI, temos excelentes profissionais que não tem formação superior isso realmente e prejudicial para o setor.
Um programador para ser excelente precisa ser autodidata independente se ele fez faculdade, a formação superior em ciencias da computação, engenharia de software e so um diploma na verdade o profissional precisa de no minimo 10 anos na area para se tornar excelente.
postado em: sab, 28/11/2009 - 15:41
Essa lei tem características corporativa, indícios de lobe e cheira a xenofobia.
O cidadão que propõe uma lei nessas características, sofre extrema falta de conhecimento
do mercado e da dinâmica do segmento da informação, nosso segmento e tão dinâmico que se a pessoa
termina o curso, seja ele superior ou técnico, e ficar fora da área por algum tempo, fatalmente
estará fora do mercado ou enfrentara serias dificuldades. Trabalho a 30 anos na área de informática, faço de tudo,
já desenvolvi software em quase tudo que é área, desde construção civil a aplicativos contábeis e fiscais,
comerciais, etc. já ajudei diversas turmas a terminarem seus cursos superiores,
já cheguei a ganhar grana só fazendo isso, e nunca fiz um curso sequer, isso não tem nada a ver com canudo, e sim
competência, nessa área o manda e a competência e conhecimento. Claro que a formação acadêmica e importante
e deve ser buscada sempre, o fato de nunca ter feito um curso, não é sinônimo de despreparo,
mesmo com 30 experiência na área não ha um dia sequer, quase sem exageros,
que eu não estude alguma coisa, seja sobre programação, redes, lançamentos, etc.
somos ETIs especialistas em tecnologia da informação, mas na verdade talvez devêssemos ser chamados de ETI
extras terrestres da Informática. Abraço a todos.
Ha... se fosse na época da inquisição esse camarada seria tratado com herege.
postado em: sab, 28/11/2009 - 12:49
Não que eu queira me achar, mas dou um baile em muito graduado por aí....
postado em: ter, 10/11/2009 - 15:05
É por estas defesas a não regulamentação de uma profissão academica frequentada durante 5 anos que proponho então um curso de medicina, odonto, eng. civil, etc...a distancia. Por que não.. Daqui um pouco voce tropeçar em \"médicos\" operando nas calçadas, dentistas obturando nos fundos de quintal e por ai afora....pensem nisso. Já não acham injusto uma consulta médica por sei la 300,00 reais. Qual foi o tempo que este profissional frequentou uma universidade...5 ou 6 anos...nós da informatica frequentamos 5. E ai vcs tem coragem de dizer q são profissionais. Só falta ainda dizer que são eleitores do Lula, pq dai eu me rendo...ai todos terao razao. País governado por analfabeto só pode querer vetar este projeto mesmo.
postado em: ter, 10/11/2009 - 14:22
Ba Gustavo, cara, o Daniel simplesmente relatou o caso da grande maioria dos desenvolvedores e pesquisadores de tecnologia nesse mundo, que é ser formado em uma área que utiliza a informática para resolução de seus problemas. Idem pra Medicina, Engenharia, Direito, etc etc etc etc..... TUDO.
Eu tinha um professor de cálculo na faculdade, formado apenas em matemática, que desenvolvia algorítmos avançados para o Matlab, somente com o conhecimento de lógica adquirido na sua faculdade. Matlab para que não conhece é um software utilizado em muitas áreas na engenharia, física.., entre outras.
Então vejam, um matemático fazendo software para engenheiro, qual é o problema ?
Estamos no século 21, não tem mais como criar exclusividades.
Se eu sou físico e quero criar um software na minha área para ser comercializado, tenho que poder.
Se eu sou engenheiro e quero fazer um software na minha área tenho que poder.
Se eu matemático.... , tenho que poder.
Se eu Geólogo......, tenho que poder.
Se sou da Teologia......, tenho que poder.
Não há mais limite para isso, e não há motivos para se criar esses limites, todos tem acesso a computadores e baixar uma IDE e programar.. isso ta em todos lugares, é de todos.
Se a questão é qualidade, bom, dai existem meios de se medir essa qualidade citados pelo Daniel, mas acho que esse problema, como muitos falam, não está na falta de pessoas formadas em informática, mas sim do conhecimento dessas pessoas nas mais diversas áreas que um software pode atingir.
Temos que diversificar o conhecimento, todos devem ter direito de fazer seu software.
postado em: ter, 10/11/2009 - 13:41
Gustavo, ambos sabemos que universidade não segura uma pessoa a uma certa profissão. Não é verdade?
Eu acho justo uma lei dessas desde que dê tempo para os profissionais concluírem os novos cursos.
A lei precisa entrar em vigor uns 4 anos após ser aprovada.
Antes desse tempo fica muito injusto para os profissionais já estabelecidos na profissão.
Imagine o caos que seria de empresas de TI fechando aos montes e seus clientes(com os dados em suas mãos) desesperados...
postado em: ter, 10/11/2009 - 13:06
Lendo o ultimo comentário, pergunto: Ao invés de fazer uma universidade de matemática meu caro Daniel, porque não fez de computação que voce ja estava no ramo. Na minha visão voce está reclamando sem razão nenhuma.
postado em: ter, 10/11/2009 - 11:25
Trabalho com desenvolvimento de sistemas há 15 anos, passando por dBase, Clipper, Delphi, PHP, SQL, etc. Durante todos estes anos não tive minha CTPS registrada como analista de sistemas, embora eu tenha atuado como analista e programador na forma de emprego, autônomo e empresário.
Hoje sou formado em Matemática e tenho sistema instalado em dezenas de milhares de computadores no Brasil e no exterior. Minha formação acadêmica veio quando eu já era um profissional experiente no desenvolvimento de sistemas. Além disso já trabalhei em uma grande empresa, na qual liderei uma equipe de desenvolvimento de sistemas composta por analistas programadores com formação em TI concluída ou em andamento.
Apesar de toda minha experiência e competência, estou excluído do PL supra-citado, pois não tenho como comprovar OFICIALMENTE (com papel) minha experiência, pois não tenho CTPS assinada como analista e não tenho diploma em TI.
Entendo que desenvolvimento de sistemas é um assunto transversal que envolve administração, matemática, contabilidade, direito, engenharia, medicina e todas área do conhecimento humano. Portanto não faz sentido ser privilégio de uma minoria.
Com relação aos riscos envolvidos em um software mal desenvolvido (citado por Rafael, em 26/08/2009, 23:58), é bom lembrar que gigantes de software (exemplo: Microsoft) não se responsabilizam pelos riscos de usar seus softwares, o que pode ser constatado no contrato de licença de uso (exemplo: EULA.TXT do Windows).
Além do mais a maioria dos softwares para automação comercial e afins atualmente precisam ser certificados por instituições especializadas, como acontece com TEF, ECF, etc. Eu, por exemplo, homologuei um sistema com integração com TEF sem ter que corrigir uma linha sequer do software e no mesmo dia haviam mais 5 desenvolvedores se matando para encontrar os bugs apontados pela empresa certificadora. Provavelmente alguns daqueles têm diploma de TI (rsrs).
Por fim, sou contra este PL por que o mercado precisa menos de diploma e mais de competência.
postado em: qua, 21/10/2009 - 08:02
Bem, se vermos o que esta ocorrendo com os profissionais de comunicação (Jornalista, Propaganda, Radialista, etc...) onde não esta sendo mais obrigatório o registro que regulamenta a profissão. Chegamos a conclusão que isso não ira fazer diferença alguma. É utópico achar que isso venha trazer melhoras.
postado em: ter, 13/10/2009 - 18:47
Quando o âmbito chega a uma gravidade alta (como por exemplo, um sistema crítico que possa causar travamento num procedimento médico), um profissional da informática nem poderia, mesmo que formado em área de TI, atuar no projeto sem o acompanhamento de um profissional da medicina com algum entendimento na área. Informática é informática, medicina é medicina. São coisas completamente distintas e não podemos usar como analogia para trazer a regulamentação em nossa ``categoria``. Regulamentação só serve para atrapalhar.
postado em: sex, 09/10/2009 - 12:40
postado em: sab, 12/09/2009 - 20:00
Eu sou a favor da lei...
Em poucas palavras, você aceitaria ser operado por um médico que não seja médico, e sim um curioso que aprendeu medicina aos trancos e barrancos, com a ajuda do google ? não, né ? pois é, a comparação pode parecer descabida, mas não é, uma caquinha de um analista pode ferrar com uma empresa...
Nao estou afirmando que alguem formado seja altamente capacitado e alguem sem diploma seja um jumento, apenas digo que, quem fez faculdade sabe muito mais fundamentos e formas de trabalho correta, do que quem apenas le livros e conversa com o google :p
postado em: sex, 11/09/2009 - 13:13
Sou totalmente CONTRA. Está tudo funcionando bem assim. Tem que regulamentar nada! Os defensores da regulamentação argumentam benefícios que são puras suposições sem embasamento estudado, são paralelos com outras profissões completamente diferentes da área de TI. O que ocorre é que existe um louco na Câmara de Deputados, querendo se mostrar `o cara moderno que olhou para aqueles loucos dos computadores`, louco para preencher um currículo e fazer caso. Se aproveitam da gente, que geralmente detestamos política, para mostrar que existe alguém interessado na `classe`. De interessado, ele só está no teu voto. Temos é que dar um grande NÃO a essa palhaçada!
postado em: sex, 11/09/2009 - 10:03
Só uma observação, Sistemas de Informação não é um curso tecnológico, como foi dito a cima!
“E quanto a quem é formado em sistemas de informação, ou em outros cursos tecnológicos? Ou então quem trabalha em análise de sistemas há três ou quatro anos. Ele terá de ser demitido!”, preocupa-se Turk Faria.
postado em: qua, 09/09/2009 - 16:22
Continuo a favor da regulamentação. Que bom que tem existem empreendedores. Considero-me um deles e tenho que competir com não graduados, com os sem empresa, com os construtores de sites, com os copiar e colar, etc. Acredito que existem alguns gênios no mundo. Estes, vão se sobressair e ter seu espaço independente da regulamentação.
postado em: qua, 09/09/2009 - 14:17
Ridiculo...não existe outro termo que não seja este para aqueles comentários contrários a aprovação da regulamentação desta profissão. São por pensamentos tão pequenos que temos um Presidente semi analfabeto. Como é possivel voce passar por longos 5 anos dentro de uma Universidade e jamais ser reconhecido. Não acredito que em pleno sec. XXI ainda existam pessoas que não conseguem levantar a cabeça e ficam olhando para o seu proprio umbigo. Pensem naqueles que ralaram por este longo periodo, que tiveram que abdicar de muitas coisas boas para poder concluir uma faculdade. Se querem ter o mesmo direito, vão a luta e enfrentem uma Universidade ao invés de querer sugar o que não lhes é de direito.
postado em: qua, 09/09/2009 - 10:29
Conheço uma pessoa que montou uma empresa que fatura R$10 milhões por ano e emprega 100 programadores, e ele não concluiu sequer o primeiro semestre da faculdade, pois estava muito ocupado dia e noite pesquisando e desenvolvendo no seu quarto o sistema que veio a viabilizar tudo isso.
Isso é uma história REAL, que não poderia ter acontecido se, em vez de desenvolver o sistema, o dono da empresa tivesse que dedicar o seu tempo para os estudos. E quem optou por estudar é empregado dele hoje.
O que ele fez foi INOVAR, quebrou paradigmas, foi uma OPÇÃO.
Se a profissão fosse regulamentada, ele seria OBRIGADO a contratar um bagual pra ficar assinando o tabalho dele. E como ele iria pagar, se não poderia vender o seu sistema para os primeiros clientes que viabilizaram o negócio?
Regulamentar é totalmente o oposto de EMPREENDER, nesse caso.
postado em: qua, 09/09/2009 - 07:09
Bom, eu possuo um curso técnico de processamento de dados com duração de um ano e não sei se esse diploma tem algum valor...
postado em: ter, 08/09/2009 - 17:37
Tenho formação técnica, e o meu curso técnico tem registro no CREA (Pago minha taxinha etc etc ). Fiz mais de 4mil horas aula, não se surpreendam, o curso de técnico em Mecatrônica do SENAI em Caxias do Sul eram 2 anos de meio de aula, de manhã e de tarde, todos os dias, muito mais que muitas engenharias ou curso de analista de sistemas atuais existentes por ai.
Também tenho uma empresa que desenvolve sistemas de integração entre software e hardware.
Eu pessoalmente projeto nas duas áreas e assino meus projetos, porque, segundo o CREA, a minha qualificação permite isso, pois mecatrônica envolve Mecânica, Mecatrônica e Informática. Fiz disciplinas de Programação 1,2,3 e 4, além ter muitas outras disciplinas que aplicam a programação em sistemas na área da engenharia muito mais complexos que qualquer BSC da área de TI.
Agora pergunto, essa nova regulamentação na área de software irá impedir que eu assine os projetos pois não tenho formação em informática ??
Se sim, invertendo os papéis, vou poder cobrar que os Analistas de Sistemas NÃO façam sistemas que envolvam a engenharia ou conhecimento técnico porque não tem especialização específica para tal área ??
PERGUNTA TOLA ESSA NÉ, PRA MIM, ESSA DISCUSSÃO É TOLA. Mas podem ter certeza, que devido a presença da informática em todas as áreas possíveis nesse mundo gigantesco, esse será o sentimento.
Por que o cara que é analista em sistemas pode assinar um projeto que envolverá outra área, e eu, que tenho conhecimento dessa área, não posso implementar um sistema utilizando esse meu conhecimento ?
Acho que a área da informática tem valores em COMUM a tudo, impossível não ter, estamos no século 21, a restrição será igual a regressão.
Não querendo menosprezar nenhum curso, mas é impossível comparar qualquer área com medicina, advocacia e engenharias porque esses fantásticos cursos são simplesmente os 3 ALICERCES de qualquer Universidade ou de qualquer meio que se possa viver. São os 3 cursos mais clássicos existentes no mundo em toda a história, e isso nunca irá mudar, dizer o contrário, é ir contra tudo o que a humanidade criou até hoje.
A regulamentação irá criar muitos obstáculos desnecessários, porque a informática não pertence a informática, mas sim a todos.
postado em: ter, 08/09/2009 - 15:35
Parece que existe um anexo nesta proposta, definindo que só poderão exercer a profissão os indivíduos que passarem no exame de proficiência de escrita em português brasileiro, para que os produtos de trabalho destes sejam no mínimo entendíveis. Bom, aí realmente teremos poucos analistas. Vamos ter de importar mão-de-obra.
postado em: seg, 07/09/2009 - 16:23
Quando chegar o boleto de pagamento da anuidade de uns R$ 250,00 quero ver se os que são a favor hoje ainda serão.
Certamente alguns ingenuos dirão \"ah, mas serão efetuadas diversas melhorias para a classe\", \"os Analistas vão ganhar mais e vai compensar\", \"seremos mais valoriados\"... sim.. vemos esse exemplo em outros casos no Brasil, né?
Que ilusão, fassssfavor!
postado em: seg, 07/09/2009 - 15:47
Como alguém falou há muitos comentários atrás, antes de mais nada o pessoal deveria aprender a escrever, usar acentos, pontos, formar frases aceitáveis, depois tentar algo mais.
Dói ler alguns comentários. Não sei se é por estar na Internet que acaba esquecendo do português... mas como queremos ser levados a sério se nem sabemos o nosso próprio idioma?
Parece nosso meritíssimo presidente (tudo minúsculo mesmo, ele não merece coisa melhor).
postado em: seg, 07/09/2009 - 00:37
ola boa noite acho isso ,ridiculo ter um diploma de nivel superir para poder atuar na area de análise de sistema ,nao tenho nem curso profissonalizante de informatica somente o cursinho que fiz no ano de 1995 de windows 95 , mais desafio muitos que tem faculdade de de informatica ,hoje tenho um ampro conhecimento na area de redes e programação voltada para soft livre linux aprendi tudo que sei ao longo 13 anos de esperiencia na area sozinho tenho esperiencia suficiente para atuar com N linguagem de progração e nao tenho nemhum diploma meu amigo isso de programar esta no sangue nao na faculdade do sujeito esta na veia ,durmu comsumindo informatica ,hoje atuo na em programação voltada para tecnologia LINUX QNX vichi acho que muitos nem vai saber oque e isto vcs que acabaram de sair da fuculdade rsrsrs white hat
postado em: dom, 06/09/2009 - 22:47
Me diz: qual é a lógica de um país que avançou positivamente na desregulamentação da profissão de jornalista, agora querer \'regulamentar\' a tal profissão de analista de sistemas? Outra coisa: vamos ter mais sistemas vindo de outros países porque o Brasil não vai ter mão-de-obra \'formada\' para suprir as necessidades internas. Esse projeto de lei é um absurdo completo!
postado em: sex, 04/09/2009 - 20:18
Gente me desculpe, mas é ridículo, ler tanta ignorância junta. Advogado, médico podem exercer a profissão sem ser formado nos respectivos cursos? É por isso que a área de TI não tem valor. Hoje qualquer cidadão pode se tornar um profissional da área de TI, isso é ridículo, um absurdo!Eu também poderia estudar, treinar e me tornar uma excelente advogada, dentista, isso é aceitável na nossa sociedade? Os irresponsáveis e muitos até ignorantes que me desculpem: ou vão estudar, passar no mínimo 4 anos cursando uma faculdade ou vão exercer uma função técnica dentro de suas possibilidades! Ah, e aqueles que se formaram em outros cursos superiores e se frustraram não exercendo-os, e que queiram ser profissionais da área de TI que façam novamente o curso superior na área de TI! Apoio 100% a regulamentação !!!!!
postado em: qui, 03/09/2009 - 18:52
Apoio 100%, a lei não diz que você não pode ser programador sem o diploma, o que você não pode é ser \"Analista de Sistemas\" ou seja o responsável pelo sistema.
Só é contra quem se formou em outra faculdade e não teve competência para exercer tal função, ou quem achou que era desperdício fazer uma faculdade, tenho certeza que 90% dos que ralaram 4 anos ou mais para se formar são a favor!
postado em: sab, 29/08/2009 - 14:34
\"...acordei hoje e resolvi curar as pessoas e usar um jaleco branco. Pergunto:
Posso ser médico??...\"
Não, um analista não pode vestir um jaleco e substituir um médico, entretanto, um médico com conhecimento em informática pode desenvolver uma aplicação científica (software) para a área médica.
O fragmento de texto a seguir, faz parte da justificativa do projeto de Lei 1561, ver maiores detalhes em http://homepages.dcc.ufmg.br/~bigonha/Sbc/pl1561-justifica.html ou em http://homepages.dcc.ufmg.br/~bigonha/Sbc/pl1561.html
\"Diferentemente de outras áreas do conhecimento humano, a Informática permeia de forma profunda e evidente quase todas as áreas do conhecimento humano. Para resolver problemas com nível adequado de qualidade, além dos conhecimentos técnicos de Informática, o profissional deve possuir competência nas áreas da aplicação específica, sejam elas de engenharia, medicina, administração, música, etc. Se no início a multidisciplinaridade da formação profissional era uma conseqüência direta da inexistência de cursos superiores de Informática, hoje é uma exigência para atender à demanda da sociedade por aplicações novas e cada vez mais sofisticadas. E multidisciplinaridade se constrói sobre as férteis bases da liberdade de atuação profissional.
A Informática é como o idioma nacional de um povo, sendo, em alguma medida, usada por toda a população no seu dia a dia. Assim, da mesma forma que todos devem ter liberdade para ler, escrever e falar, o desenvolvimento e uso da tecnologia da informação não podem ficar restritos a uma classe de cidadãos. É essencial para o País a participação de todos os profissionais liberais e técnicos de todos os níveis para o pleno desenvolvimento da Informática nacional. \"
Como disse o Gustavo :
\"Gostaria de UM ÚNICO EXEMPLO, de um PAÍS QUALQUER, que tenha regulamentado a informática...\"
postado em: sab, 29/08/2009 - 08:01
Exemplo de como os conselhos para profissões regulamentadas funcionam \"bem\" :
http://terratv.terra.com.br/Noticias/Brasil/4194-246577/Ex-pacientes-agu...
postado em: sab, 29/08/2009 - 00:25
1)
A regulamentação é recalque do pessoal da informática. Acham que profissão tem o mesmo nível de risco do que medicina ou engenharia civil. pfff...
Agora quero ver qual formado tem condições de assinar um software de controle de vôo. Acham que é só usar metologia ágil, testes, CMMI, MPRBR, engenharia de software. NÃO. Tem que fazer prova formal. Quantos graduandos ligam para cadeiras desta área? Na minha turma quase ninguém e eu também não. Vou colar para passar, né (viram?).
Talvez se algo precisa de regulamentação é essa milésima fatia do mercado de T.I. E parte esta que o currículo das faculdade está muito longe de ser qualificado.
2)
Larry Wall (criador da linguagem Perl) é lingüista;
John Carmack (ID software) não tem diploma; Marcelo Tosatti trabalhou no Linux com 18 anos (e mais um monte de gente sem diploma trabalha no kernel);
Vão banir sistemas em Perl? Vão proibir Doom 4? Vão usar só Windows?
3)
Os EUA não tem regulamentação, a Índia não tem, a Europa não tem. Na última vez que verifiquei o Brasil não era um pujante potência no de desenvolvimento de software. Esse furor de controle governamental - por conselhos - não passa de uma parte da herança maldita da corôa portuguesa.
4)
Estou me formando em Ciência da Computação na PUCRS. Sacrifiquei boa parte do meu empenho lá. Mas não vou começar a chorar e atrapalhar o trabalho de autodidatas por isso.
postado em: sex, 28/08/2009 - 22:10
Só porque você comprou o sistema de um empresa que tem \"Analista Registrado\" significa que ela sempre vai existir para ser a responsável pelo sistema? Amanhã você pode ligar e descobrir que decretaram falência. A lei não muda nada quanto a isso.
Se vão criar tal Lei, então deveriam também EXTINGUIR os mais de 20 tipos de cursos superiores de TI, que de alguma forma incluem análise de sistemas.
Como o MEC autoriza cursos que não terão mais validade nenhuma no país? Pra quê ser engenheiro de software, se não poderá desenvolver software? Pra quê ser formado em sistemas de informação, se não pode gerenciar um sistema desses? E os tecnólogos então? Devem ser extraditados pra sobreviver em outro país, porque aqui não poderão fazer mais nada.
Alguém já parou para pensar em quanto custa manter um sistema de conselhos regionais de informática? Quantos milhões de reais por ano serão necessários? Vocês acham que quem vai pagar essa conta?
Trabalho muito, e não quero sustentar os funcionários de mais um conselho, o contador do conselho, os custos da diretoria, dos fiscais, dos carros dos fiscais, pagar as contas de telefone, água, luz e internet dos conselhos, aluguéis.
Se querem regulamentar, que façam direito.
Por que não incluem na lei TODOS os cursos que envolvam TI?
Incluam todos os cursos, e definam as áreas de atuação de cada um.
Um exemplo:
Engenheiro Mecatrônico: pode sim fazer análise de sistemas, para sistemas de automação e mecatrônica, e não poderia, por exemplo, para um sistema de gestão financeira de hospitais.
Analista de Sistemas: pode fazer análise para gestão financeira de hospitais, mas não para sistemas de automação, porque não entende nada disso.
E a lei também devia prever que alguém com outra formação pode se especializar em alguma área de TI, e deveria reconhecer suas competências graças à sua pós-graduação.
É idiotice achar que dar uma carteirinha de conselho pra um mané, que se formou com média 5 em Análise de Sistemas, vai garantir a qualidade do software, que vai melhorar a imagem do país no exterior, que vai facilitar a exportação de software.
Qualidade de software não é medida em quantidade de diplomas da equipe, e sim em resultados e satisfação dos clientes.
Faça o teste: ao fazer uma proposta, pergunte o que mais importa para seu cliente:
1) Você ser formado no curso X da faculdade Y;
ou
2) Ter X clientes satisfeitos com seus serviços, e que te recomendam.
O Brasil é campeão mundial em \"burrocracia\", carga tributária e corrupção. Criar mais um Conselho vai aumentar as três coisas. CHEGA!!!
postado em: sex, 28/08/2009 - 20:01
Boa noite a todos.
Primeiro gostaria de parabenizar a todos pela discussão sobre este tema. Já passou da hora de pensarmos e discutirmos sobre a regulamentação e profissionalização da área de TI. Segundo, que todos tem direito de ser contra ou a favor da PL e da regulamentação. Mas, para isto, precisamos primeiro entender a origem da discussão e ter em mãos todas as informações.
Minhas intenções neste momento são:
a. Encerrar discussões sobre assuntos não tratados pela PL ou que estão sendo tratados aqui com base em informação distorcida;
b. Fomentar e convidar a todos os interessados à discutir sobre o tema que interessa a todos, profissionais da área e usuários.
A autora deste artigo, por falta de conhecimento do tema ou por impaciência de ler todos os textos e pareceres, se fundou em informações desatualizadas para escrever este artigo sobre um tema tão polêmico. Constatei três itens. Primeiro, a respeito da polêmica sobre os órgãos regulamentadores. Quem ler os relatórios da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCTICI) e da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) verá que a criação dos órgãos regulamentadores foram considerados inconstitucionais e, portanto, retirados do texto final da PL. Isto quer dizer que, através desta PL, não haverá aumento de custos ou taxações abusivas por parte de órgãos regulamentadores.
Segundo, (e gostaria que me corrigissem se eu estiver errada) todos os estados brasileiros possuem um Sindicato que representa os trabalhadores em TI e, até onde meu conhecimento me permite, possuem uma convenção instituindo a jornada semanal de 40h. Se a PL propõe a redução de jornada em relação à CLT, somente está oficializando algo que já ocorre no mercado.
Terceiro, apesar de a PL citar apenas três nomes de cursos de TI a própria CCTICI interpreta e relata que o texto não restringe a formação aos cursos de mesmo nome mas dá margem para qualquer curso relacionado à TI, independente do nome dado pela instituição de ensino. Quem trabalha na área sabe que a diferença curricular entre todos esses cursos é muito pequena.
Além disto, em nenhum momento a PL proibe pessoas formadas em outras áreas de atuar em TI. Somente exige que alguém formado na área se responsabilize pela qualidade do serviço prestado. Este termo não impede que pessoas advindas de outras formações constituam sua empresa de software ou atuem em uma. Também não há distinção entre graduados e pós-graduados - diz formação superior. Outra coisa, quem está trabalhando e faz um curso de TI é coberto por outra lei: do estágio.
Quanto à discussão sobre as empresas contratarem ou não somente profissionais titulados, a PL, se considerarmos esta interpretação da lei, somente está oficializando algo que já ocorre no mercado. Não concordo com a opinião de alguns sobre a banalização do curso superior. Infelizmente isto já ocorre. Hoje, quem não tem faculdade ou curso técnico em TI já está fora do mercado. É claro que existem exceções, mas mesmo estes vão, em algum momento, para os bancos das faculdades.
Concordo com as opiniões acerca dos cursos. Distorcemos em algum momento a concepção de que faculdade é formação profissional. Minha opinião é de que faculdade é formação - ponto. No caso de cursos de TI a faculdade deve transmitir a base teórica para o profissional. A partir daí, é com ele. Ferramentas surgem a cada dia e cabe a cada profissional conhecê-las e se especializar no que desejar. Mas a base teórica é importante para que, aliado à experiência, aprimoremos a qualidade do software produzido. A formação profissional começa com a aplicação da teoria na prática durante o estágio.
Sou a favor, sim, da regulamentação da área. Talvez esta PL não esteja a contento pelo fato de levar à múltiplas interpretações. Além disto, o nome da profissão (Analista de Sistemas) não é representativo para diversos papéis em TI. Talvez o foco desta PL devesse ser o de criar a profissão e deixar para os órgãos mais próximos da prática de TI, como a SBC, de definir melhor os principais papéis e as atividades. Ou talvez o melhor é darmos um nome à profissão e criar especialidades para cada atividade, assim como ocorre em Medicina, por exemplo. Assim, você teria o Profissional de TI, especialista em Análise, Banco de Dados, Hardware, Programação, Administração, Redes, etc.
postado em: sex, 28/08/2009 - 17:55
Estou contra .
Convido os que estejam a favor para exigir diploma para o presidente da republica e seus ministros . Pois tem muito picareta por ahi.
postado em: sex, 28/08/2009 - 17:31
Eu particularmente sou contra, apesar de ser formado.
Sou contra porque, como todo mundo, conhece os inúmeros cases de sucesso dentro de nossa área.
Sou contra o fato de PROIBIR quem nao tem diploma de trabalhar. Agora pagar mais ou menos pra um certo funcionário isso quem julga é a empresa.
Talvez o meio termo pra essa lei seria deixar como está,mas os projetos de TI necessitarem de uma assinatura de um cara que é formado. Não estou dizendo que esse cara formado sabe mais que os outros, ele seria só um \"boneco\" pra assinar os projetos para estar em conformidade com a lei. Mas quem realmente o executou e ganhou os bons salários que a nossa área paga (comparando com outras) foram os não formados.
Como já foi falado antes o mercado sabe escolher seus profissionais, e esse negócio de marginalizar, banalizar, só acontece com a empresa que nao sabe ou nao quer contratar bem.
O contra-ponto de tudo isso é que as empresas de TI no Brasil explora os profissionais inclusive de TI. Ou alguém no Brasil já pediu um salário X e recebeu uma contra-proposta da empresa oferecendo um salário 20% maior que o pedido? Conheço profissionais de TI em outros países que isso acontece a todo o momento.
Mais uma vez, sou contra, mas para o mercado brasileiro seria uma resposta as empresas que sempre fazem a contra proposta menor pois tem um outro nao formado disputando a vaga. Quando o mercado amadurecer nesse sentido essa regulamentação só atrasaria o desenvolvimento da área.
Quem vai lucrar mais com essa lei são os maus profissionais que terao um lugar ao sol sendo um \"boneco\" e ganhar um salário estipulado pelo piso. O resto só perde.
postado em: sex, 28/08/2009 - 17:15
Como posso impedir alguém de produzir um Software Livre? Se um sujeito faz um bom software, e publica o fonte, quem poderá impedí-lo? Eu uso somente Softwares Livres e nunca me preocupei com a formação dos desenvolvedores destes softwares.
Em 2009, na era do software livre e da quebra das patentes, regulamentação de profissões é uma coisa jurássica.
\"Você contrataria um médico sem diploma?\"
SIM! Confio muito mais num naturoterapeuta chinês ou indiano do que num médico ocidental. Aliás, desde criança nunca mais precisei de médicos, foi só ter uma dieta saudável e praticar exercícios físicos. A primitiva medicina ocidental trata doenças ao invés de promover saúde. Se médico entendesse de saúde, não seria médico, seria yogue. Só vejo médicos gordos, carecas e cheios de olheiras e imagino como estes caras podem ser os especialistas em saúde.
\"Você contrataria um Engenheiro sem diploma?\"
SIM! É o que o brasileiro mais faz, na verdade. Contrata um mestre-de-obras experiente e arruma um engenheiro para assinar a planta. O Engenheiro então cumpre seu papel hipócrita de assinar a planta e o mestre-de-obras cuida do resto.
Aliás, tá cheio de prédio e ponte caindo por aí, mas as pirâmides do Egito, que foram construídas por pessoas sem diploma, estão de pé há mais de 4.000 anos.
postado em: sex, 28/08/2009 - 17:08
Esquema é fazer que nem fizeram com os jornalistas, pra que diploma ? ehehehe
postado em: sex, 28/08/2009 - 16:42
Assim como o Bruce Dickson (vocalista do Iron Maiden), é formado em história e aplicou esse seu conhecimento em muitas das suas músicas, eu posso ser formado em engenharia e usar o meu conhecimento para desenvolver sistemas.
Qual é o problema ? Alguém me explica isso ? Não consigo entender, QUAL É O PROBLEMA ?
O mundo veio até os dias de hj, com pessoas desenvolvendo sistema incríveis, muitos deles por pessoas sem formação nenhuma na área, e dai ?
\"Vamos regulamentar para impedir que isso se repita\".
Informática é do ser humano assim como o futebol, onde em ambas as áreas só os que são bons sobrevivem(nem sempre).
Parem de comparar medicina com Analise de Sistema, não tem como, não que um seja melhor ou pior, mas não podemos vincular as situações uma área na outra.
Felizmente ou infelizmente(para algumas cabeças), a informática está misturado em todas as áreas.
Daqui a pouco vão dizer que um Analista de Sistema não pode fazer um software de Fluxo de Caixa pq o desenvolvedor não é formado em Contabilidade. Ué..., será que não pode acontecer, quem disse que o Projetista do software tem capacidade de abstrair a idéia de um programa contabil. Mas ele é formado em Ciência da Compatação, então deveria!!! Ou não, será ?
Estão vendo, não podemos desvincular informática de nada, é caminho de um único sentido, a volta nem sempre é verdeira.
Analisem os fatos, fiquem no mundo real, não me digam que o avião cai pq o curso de Analise de Sistema não é regulamentado ou o prédio iria cair se a Engenharia Civil não fosse regulamentada.
Programação de sistemas já é um bem da humanidade a muito tempo.
Será que uma pessoa pode desenvover um robô de brinquedo em casa e vender, acho que sim, basta ter o conhecimento.
E se eu quizer fazer um site de propaganda e vender espaço, vou poder, não.. Pq não ?
Repito, informática, sistemas, programação é o novo trunfo do século 21. As ferramentas evoluiram e ficaram de \"fácil\" aprendizagem, por \"culpa\" dos própria analistas e dos cientistas da computação.
Ou quem sabe voltamos ao Assembler, dai só os mais fortes irão sobreviver.
postado em: sex, 28/08/2009 - 15:43
Sou a favor da regulamentação da profissão...
Pq acharam ruim a desvinculação de seu conselho dos jornalistas?? se fosse ruim nao estariam tentando recorrer...
A regulamentação irá valorizar quem possui a formação...
postado em: sex, 28/08/2009 - 15:07
Concordo plenamente com o Fernando.
Primeiramente, gostaria de dizer que sou absolutamente a favor da regulamentação, mesmo que, na atual situação eu mesmo seria prejudicado, pois estou cursando o último período do curso de Sistemas de Informação, curso que não está presente na lista da PLS 607/07, e tenho somente 3 anos de experiencia.
Entretanto, é preciso dizer que, apesar de ser a favor, concordo com muitos dos pontos levantados aqui.
Uma de minhas curiosidades com relação aos que são contra a regulamentação é saber qual seria a reação deles ao saber que o prédio onde eles moram foi projetado por profissionais extremamente competentes, mas que por um motivo qualquer não puderam/quiseram se formar em Engenharia Civil. Conseguiriam vocês dormir tranquilamente?
Ou melhor ainda, levariam seus filhos num médico se soubessem que ele não é formado em medicina, somente por causa da grande experiencia que ele adquiriu em todos os seus anos de prática sem ter sequer ido a uma universidade?
Sei que muitos vão pensar imediatamente que, no caso do médico e do engenheiro, o que está em jogo são as vidas das pessoas, estou certo?
O que me dizem então se, na ocasião de uma emergencia em sua casa, ou de um acidente grave na estrada, ao tentar fazer uma ligação para acionar o serviço de ambulâncias, descobrisse que seu telefone não está funcionando por causa de uma falha em um dos diversos sistemas da companhia telefonica?
Preciso mencionar as falhas nos sistemas que controlam aeronaves?
Poderia citar inumeros casos, que apesar de não fazerem parte do cotidiano da maioria de nós, profissionais de TI, põe a prova essa questão da gravidade da função executada por nós.
Este para mim é o grande problema - a marginalização da área.
Podemos não lidar (diretamente) com vidas a todo o tempo, mas falhas em sistemas podem causar prejuizos imensos aos clientes, podendo leva-los inclusive à falencia. Acho que não é necessário extender mais ainda esta argumentação.
Outra dúvida que tenho, já que toquei no assunto dos clientes, é: Se o diploma dos funcionários não é assim tão importante, porque as empresas os usam como \'peso\' para fechar contratos com grandes empresas ou para participar de licitações?
Gostaria de saber também a opinião dos clientes sobre esta questão. Será que eles também dirão que o importante é a qualidade dos profissionais, e não o fado destes terem ou não cursado bons cursos de graduação/pós-graduação/especialização/etc.?
O que pensariam eles se soubessem que aqueles profissionais cujos diplomas e certificações foram mostrados no momento do fechamento do contrato sequer participam do projeto?
Quem são os proncipais interessados na não regulamentação da profissão?
Com certeza eu não sou. Também não acredito que sejam os profissionais de outras áreas que atuam como analistas/desenvolvedores, pois muitos daqueles que não atuam a mais de 5 anos poderiam fazer um curso na área enquanto trabalham (assim como muitas outras pessoas já fazem). Só consigo ver benefício para as empresas que nos contratam, pois quanto maior o número de profissionais disponíveis no mercado, menor o salário que é pago por elas.
Imaginem o \"prejuizo\" que elas (as empresas) teriam SE após a regulamentação da profissão e criação de um conselho forte, tivessemos um piso salarial de 8+ salários mínimos???
postado em: sex, 28/08/2009 - 14:31
Para algumas empresas deve ser dificil mesmo, visto que as empresas de TI nao sao reconhecidas por projetos e praticas exemplares. Indo direto aos fatos caros amigos, na nossa area quem cobra menos ganha a vaga, nao existe experiencia profissional ou academica, as empresas so visam o lucro infelizmente. Isso se reflete no desastre que sao nossos projetos de TI. Ainda bem que existem moscas brancas, empresas que ainda cobram este diferencial. Regulamentar diploma ou balancear com tempo de experiencia quebra a pratica que muitas empresas adotam, de contratar pela barganha idependente da qualificacao. Hoje, muitos analistas estudam anos para se capacitar e acabam por ficar barganhando com pessoas que disputam seu primeiro emprego, ou analista que estao a 10 anos como mencionaram, tem que se curvar por demais caso queiram trabalhar nestas empresas. Algumas empresas, talvez grande parte, prefere barganhar e contratar recursos que tenha custo menor, sem dar valor algum a experiencia profissional e ou academica dos candidatos. Quem perde? Clientes que compram software e nao tem seus projetos com qualidade razoavel e entrega no prazo, e tambem frustrados ficam funcionarios que tem seu salario achatado ou perdem campo pois seu custo e\' virtualmente mais \"alto\". O bom e\' estas empresas pouco a pouco se queimam no mercado pequenino gaucho, sem sitar nomes, voces ja devem saber uma porcao delas (talvez precisem de mais dedos do que as maos tem :)) Sou a favor de regras para regulamentar nossa area, nao podemos aceitar uma pessoal que tem bagagem (profissional ou academica) disputando vagas e salarios de iniciantes por manobra destas que se julgam empresas (em sua maioria fabrica de software ou body shop). Abracos.
postado em: sex, 28/08/2009 - 14:28
Deixem o mercado regulamentar.
Se um banco exige certificações de metodologias de maturidade no desenvolvimento, certificações de segurança ou melhores práticas de TI, ou exige profissionais com doutorado para responder pelos projetos, é o mercado que está exigindo.
Se uma fábrica de software exige profissionais formados para os cargos de Analista, é o mercado que está exigindo.
Se vc possui formação e envia curriculo para dezenas de empresas e não obtém resposta, é o mercado que está selecionando. Não conheço nenhum Analista/Programador BOM desempregado ou ganhando mal.
Se uma empresa contrata um guri de 17 anos pra desenvolver ou implantar seu sistema de e-commerce por 500 pilas e dali a 6 meses tem que pagar 1 milhão para uma grande empresa para substituir o sistema que vinha dando prejuízo, é escolha da empresa, é o mercado.
O que não me agrada é ser OBRIGADO a ser formado para atuar. E ainda ter que pagar anuidade!
Pra ter uma idéia: fui associado à OMB - Ordem dos músicos do Brasil há muitos anos atrás, pois era obrigado para atuar profissionalmente. Durantes os 4 anos que paguei anuidade, não vi nenhum benefício à classe ser implementado, apenas fiscalizações que visavam multar estabelecimentos e músicos.
Por que seria diferente com a TI? Me parece ingenuidade ou utopia essa regulamentação.
Ainda não me convenceram que será positiva, continuem tentando : )