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Software livre de volta no RS?

Maurício Renner // quarta-feira, 29/06/2011 16:32

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A Procergs e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação assinam nesta quinta-feira, 30, um convênio para migrar os softwares operacionais da secretaria do Windows para o Ubuntu.

O projeto será um piloto que deverá ser estendido para as demais secretarias e órgãos no estado, ainda sem um prazo definido.

A informação foi adiantada pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Cléber Prodanov, e pelo presidente da Procergs, Carlson Aquistapasse, depois de uma palestra no Fórum de Software Livre nesta quarta, 29.

“Vamos também abrir bancos de dados das secretarias da Fazenda e de Segurança para o público em geral”, adianta  Aquistapasse, afirmando que os sistemas legados proprietários no governo serão mantidos, mas que a “prioridade daqui para frente é software livre”.

O impacto inicial da medida de migração de sistema operacional na SCTI será pequeno. Hoje, a pasta tem 27 cargos de comissão e dois servidores. O orçamento total da secretaria para 2011 é de R$ 36 milhões.

A aceleração da migração parece que dependerá do interesse das diferentes secretarias pelo software livre.

O governador Tarso Genro esteve no Fisl 12 nesta quarta, 29, participando junto com Aquistapasse e Prodanov de uma sessão do chamado Governo Escuta, na qual integrantes da administração escutam demandas da população e especialistas.

Depois de assistir a 1h de apresentações do presidente da Linux Foundation, John Maddog Hall, do presidente da Free Software Foundation Latin America, Alexandre Oliva e do sociólogo e ex-presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, Sérgio Amadeu, Tarso não fez nenhum anúncio de maior impacto sobre a política de software do estado.

“Queremos ser uma referência internacional na radicalização da democracia e na dissolução de barreiras burocráticas que atrapalham o relacionamento do estado com o cidadão”, afirmou Genro, sem comentar pedidos de adoção de formatos abertos de documentos e cancelamento de parcerias educacionais com a Microsoft feita por Amadeu e Oliva.

A administração do petista Olívio Dutra, entre 1999 e 2003, foi uma das pioneiras na adoção de software livre no governo gaúcha.

Os responsáveis por implementação de políticas de migração na época hoje ocupam altos cargos no governo federal, incluindo o presidente do Serpro, Marcos Mazoni e outras autoridades de primeiro escalão.

O uso de software livre deixou de ser uma bandeira das administrações públicas do PMDB e do PSDB – que assinou as parcerias educacionais com a Microsoft e chegou a se envolver em uma batalha legal com a Associação Software Livre por não incluir softwares livres entre as opções do programa Professor Digital.

Resta agora aguardar as repercussões do projeto piloto assinado entre SCTI e Procergs.

COMENTÁRIOS
Cristiano Oliveira

postado em: qui, 30/06/2011 - 14:31

Não estou defendendo o modelo de software livre ou proprietário, mas sim de que haja um comparativo sobre custo benefício entre ambas soluções, para que seja adotado a melhor solução.

Ideologia de que um modelo de software é melhor que o outro não conta. Temos que analisar também os custos finais na ponta do lápis.

Ismael

postado em: sex, 01/07/2011 - 13:26

O caso é que por vezes, nessa conta pragmática, se esquece o longo prazo.

E quando o próprio fabricante diz que você TEM de fazer upgrade. Upgrade esse que está longe de ser gratuito. E sim recebe um desconto "amigo" que mesmo assim custa uma baba.

Não muito tempo atrás, um certo fabricante chamava os seus próprios clientes, de versões anteriores, de dinossauros.

Sem contar que a ideologia é demonizada, e se desprezando que o que ela defende é justamente os valores de interoperabilidade, alternativas.

Marcelo P. Nunes

postado em: qui, 30/06/2011 - 11:26

A iniciativa é louvável mas infelizmente já vimos que só duram até a próxima legislatura.

Ismael

postado em: qui, 30/06/2011 - 16:40

Claro, Software Livre tem o "defeito" de não render comissão.

Gregório

postado em: qua, 29/06/2011 - 19:20

Que ganhe o Software Livre!

Ferramentas seguras, com ótima usabilidade e que não geram despesas ao contribuinte...

Vamos lá! :D

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