“Não existe a marca TI made in Brasil. Temos que ser humildes e ver que lá fora, em termos de software, Brasil e Malásia são a mesma coisa”, cutucou o diretor-executivo da Associação Brasileira das Empresas de Software e Serviços para Exportação (Brasscom), Ricardo Saur, durante o Mesas Redondas do Seprorgs, na sexta-feira, 17, no Hotel Plaza São Rafael.
Saur veio mostrar o trabalho da Brasscom, entidade que une sete grandes do software nacional - CPM, Datasul, Itautec, Politec, Stefanini, DBA Informática e Microsiga – em uma plataforma para promover a exportação. “O mercado lá fora é duro. É preciso garantir que podemos mobilizar cinco mil programadores em um projeto. É impossível fazer isso sozinho”, explicou Saur, destacando que mesmo empresas ferrenhamente concorrentes em nível nacional – referência óbvia aos catarinenses Datasul e Microsiga - estão integradas na iniciativa e dispostas a cooperar.
“Temos que reconhecer que as grandes do Brasil são pequenas lá fora”, resumiu o executivo. Juntas, as companhias somam 18 mil empregados e um faturamento de R$ 2,5 bilhões, ficando mais atraentes para possíveis clientes. No futuro, está prevista a participação de mais organizações no grupo. Segundo Saur, foi fundamental começar com poucos: “Não foi fácil sentar todos esses egos e concorrentes na mesa. Mas é o passo inicial para a criação de um cultura e a futura ampliação”, destacou.