Mesmo com a crise econômica, a Austrália segue de braços abertos para profissionais de TI interessados em residir no país.
No total, o país deve conceder 138 mil vistos de trabalho neste ano, 20% a menos do que em 2007, mas ainda o dobro do que o registrado em 2004.
Profissões ligadas a TI estão na lista de prioridades, junto com contadores e engenheiros de diversas áreas. Após quatro anos com o visto de trabalho no país, o profissional pode pedir cidadania permanente.
“Muitos dos nossos clientes da área de TI conseguem emprego daqui mesmo, antes mesmo de terminar o trâmite do visto”, comenta Michel Poll Sulzbach, sócio-diretor da Bravo Imigration e agente de imigração registrado pelo governo australiano, que esteve palestrando em Porto Alegre nesta terça-feira, 01.
De acordo com Sulzbach, que é gaúcho e reside na Austrália há sete anos, quatro dos quais trabalhando com imigração, todo o processo dura 18 meses. Os salários ficam entre R$ 71 mil e R$ 95 mil ao ano.
As exigências incluem fluência em inglês avaliada pelo teste IELTS, equivalente britânico do TOEFL, ter menos de 45 anos e experiência profissional recente na área de atuação, após a graduação.
Doutores somam mais pontos no processo do que graduados, e profissionais experientes mais que iniciantes.
“O país de origem não importa”, sublinha Sulzbach, destacando que pessoas nascidas fora da Austrália já compõem 20% da população do país.
A comunidade verde amarela ainda é pequena: nos últimos quatro anos, apenas 1,5 mil brasileiros se mudaram de forma permanente para a terra dos cangurus.
As taxas de tramitação do governo australiano para interessados em imigrar ficam na faixa dos R$ 5,4 mil, incluindo testes médicos, de fluência em inglês e o visto. Já a Bravo cobra outros R$ 5,2 mil pelos seus serviços, que incluem a análise e preparação de uma estratégia para cada caso.
A palestra da Bravo Migration chamou atenção da TI gaúcha, que totalizava quase a metade dos 80 presentes na apresentação, a R$ 40 por cabeça.
“No Brasil, a ascensão profissional passa por Rio de Janeiro e São Paulo, cidades onde eu acho que não vale a pena morar”, resume Sandro Flores, 35 anos, formado em engenharia eletrônica.
Para Flores, que planeja residir em Melbourne, vale a pena morar na Austrália mesmo recebendo um salário menor do que o ganho no Brasil. “Segurança e qualidade de vida não tem preço”, resume.
Comentário no Quentinhas A palestra da Bravo Migration foi comentada pelo editor do Baguete, Maurício Renner, em post no blog Quentinhas.
Confira a opinião da jornalista no link relacionado abaixo. |