A comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal aprovou a proposta de lei que regulamenta o exercício da profissão de Analista de Sistemas.
O projeto, conhecido como PLS 607/07, de autoria do senador Expedito Júnior (PR-RO), afirma que pode exercer o cargo somente quem possuir diploma de nível superior em Análise de Sistemas, Ciência da Computação ou Processamento de Dados, ou aqueles que, na data de entrada em vigor da lei, tenham exercido comprovadamente, por no mínimo 05 anos, a função de analista.
A lei também se refere à profissão de técnico de informática, atestando que só poderão exercê-la os portadores de diploma de ensino médio ou equivalente, de curso Técnico de Informática ou de Programação de Computadores, ou os que, na vigoração da lei, comprovem o exercício da função por pelo menos 04 anos.
O projeto ainda vai seguir para análise da Comissão de Assuntos Sociais, em decisão terminativa, e depois para a Câmara, para votação final, mas já cria polêmica. Para a maioria do empresariado do setor, não há sentido em regulamentar a profissão de analista – pelo menos não nos termos atuais da lei.
“Pela constituição federal, toda profissão é livre de regulamentação, a menos que a sociedade se mostre contrária a isso. E até agora não vi justificativa da sociedade para este projeto de lei”, comenta Renato Turk Faria, presidente do Seprorgs.
Desemprego à vista Para o dirigente, mais do que criar dificuldades para o mercado, como a extinção da possibilidade de criação de conselhos para fiscalização das atividades, delegando esta função somente ao poder executivo, a proposta do deputado Expedito Júnior poderá gerar desemprego.
“E quanto a quem é formado em sistemas de informação, ou em outros cursos tecnológicos? Ou então quem trabalha em análise de sistemas há três ou quatro anos. Ele terá de ser demitido!”, preocupa-se Turk Faria.
Opinião compartilhada pelo diretor da JME Informática, ex-presidente e atual conselheiro fiscal da Assespro-RS, Jorge Branco.
“Hoje, a TI brasileira já enfrenta dificuldade em relação à mão de obra, com carência especialmente nas áreas de análise e programação. Se esta regulamentação for aprovada, o quadro irá se agravar ainda mais”, afirma ele. “Até porque a maioria das empresas do setor são de pequeno porte, e, destas, muitas trabalham com profissionais que estão há anos na profissão, têm experiência e qualidade, mas não têm formação acadêmica”, complementa.
Justiça profissional ou preconceito? A discriminação de profissionais experientes, mas não graduados, também é o foco da opinião do diretor da Sidicom Software, Ricardo Kurtz.
“É muito ruim, cria um cartório que aumenta custos, burocracia, e discrimina excelentes profissionais que vieram de outras áreas ou de forma autodidata fazem um trabalho excelente. Uma bola fora que vai diminuir a competitividade de nosso setor e incentivar a produção de TI fora do Brasil”, argumenta ele.
O diretor da Criterium, Ricardo Piccolli, é da mesma opinião.
“Apesar de eu ser formado em Análise de Sistemas, sou contra a regulamentação. Na TI, diploma não é atestado de competência ou capacidade. Conheço muitos profissionais sem formação superior que têm muito mais capacidade do que muitos graduados”, defende o executivo.
Trancando portas Já o presidente da Assespro-RS, Márcio Miorelli, enfatiza a possível aprovação definitiva da lei como “extremamente prejudicial para o setor”. Segundo ele, o projeto pode até mesmo impossibilitar que muitos profissionais cheguem à formação superior.
“Esta ação vai bloquear a entrada no mercado de jovens que finalizam o ensino médio, pós-médio e técnicos-profissionalizantes, que podem e estão atuando no mercado atualmente e que, através de seu emprego e apoio das empresas, pretendem cursar uma graduação”, ressalta.
Ampliar o leque Além disso, destaca Miorelli, nos últimos anos as universidades criaram diversas graduações que focam determinadas áreas da informática e da computação, como por exemplo Engenharia de Software, Software Básico e Engenharia de Sistemas, que não estão contemplados pela possível regulamentação.
“O que precisamos é regulamentar uma lei para desenvolver nossa indústria de software, com redução de carga tributária, incentivo e apoio ao desenvolvimento de novos mercados, formação de capital humano e geração de empregos. Assim colocaremos nossa indústria em patamares de competição global elevados", enfatiza o gestor gaúcho.
Menos horas de trabalho A atual proposta de lei, entretanto, não fala em qualquer uma destas premissas. A única redução prevista pelo projeto é na jornada de trabalho dos analistas, que deverá passar das atuais 44 para 40 horas semanais, ou ainda para não mais que 20 horas semanais no caso de profissionais submetidos a atividades que demandem esforço repetitivo.
“Isso nem se comenta... Esta redução dificultará ainda mais a competitividade das empresas brasileiras, especialmente em relação a mercados como os da Índia e China. Se já é difícil, com a atual carga horária, alcançar níveis de produtividade e preço competitivos, imagine reduzindo-a”, reclama Jorge Branco.
Outro que não concorda com a lei é o diretor da Connection, Ederson Bastos.
“Acho que esta lei pode representar um retrocesso para o setor”, afirma ele. “É necessário haver uma atualização do entendimento sobre a definição de funções na área de TI, uma vez que mesmo entidades representativas de classe, como os sindicatos de funcionários, acabam listando e definindo cargos que pouco ou não mais se utiliza no mercado atual”, acrescenta.
Lei x Realidade Argumentos que, segundo o responsável por Sales & Marketing da SPRO It Solutions, Marcelo Leal, demonstram uma incompatibilidade do projeto com a realidade do mercado.
“Esta lei está baseada numa premissa irreal, ou seja, de que implementar e desenvolver sistemas é competência exclusiva de profissionais formados pelos cursos previstos na proposta”, acredita ele. “Na prática, processos empresariais e visão holística, temas amplamente tratados em outros cursos de bacharelado, como Administração e Economia, somados à vivência nestas áreas, são o principal insumo para uma bem sucedida implementação de ERP, por exemplo”, declara.
Concluindo, o diretor da Central de Software e vice-presidente da Assespro-RS, Reges Bronzatti, é enfático: “Sempre fomos contra qualquer tipo de regulamentação nesta área”, fulmina.
O outro lado Contudo, não é todo mundo que é contra a lei no setor de TI. O diretor da Cigam Software, Robinson Klein, por exemplo, vê a regulamentação com bons olhos.
“Quando a exigência é pelo diploma, a sociedade sempre ganha. Ganha profissionais mais qualificados e produtos melhores”, afirma Klein. “Essa regularização auxilia na profissionalização do setor e faz com que a competição do mercado seja mais justa e equilibrada, gerando oportunidades melhores. Além disso, traz aos clientes mais segurança e sistemas mais eficazes", completa.
O Baguete entrou em contato com a Executiva Nacional dos Estudantes de Computação (Enec), órgão representativo dos universitários de cursos de graduação e pós-graduação da área no Brasil, mas até o momento nenhum dos representantes contatados pode atender à reportagem.
A lei O projeto PLS 607/07 pode ser conferido na íntegra pelo anexo relacionado abaixo.
Comentário no Quentinhas O projeto de lei é tema de comentário do editor do Baguete, Maurício Renner, em post no blog Quentinhas.
A opinião do jornalista pode ser conferida pelo link relacionado abaixo.
Tenho formação técnica em Mecatrônica, trabalho a 10 anos na área de automação desenvolvendo software em diversar áreas, sempre tive sucesso no que lutei pra conseguir e agora vem essa notícia.
Software está em tudo o que é lugar, com facilidade de acesso para todos, como barrar isso ? Para que barrar isso ?
Sei da pressão dos graduados na área devido a crescente concorrência de pessoas que nem mesmo são formadas. Mas desenvolvimento de software está além de um canudo de graduação, está no sangue do indivíduo, na sua capacidade de abstrair idéias e transformar em lógica.
Para mim, se essa lei for aprovada, voltamos alguns bons anos na evolução da TI.
Obs.:
- Conheço ótimos técnicos empresários não formados em administração.
- Conheço ótimos engenheiros empresários, não formados em administração.
- Conheço ótimos técnicos em mecatrônica programadores, não formados em Ciência da computação.
- Conheço técnicos que são excelentes líderes de equipes de tecnologia com pessoas graduadas no meio.
- Conheço pessoas formadas em Ciência da Computação que não sabem fazer 1 software de cadastro básico.
Logo, essa área é diferente de tudo que é área existente no mercado, o indíviduo encontra sua própria capacidade com o tempo e experiência.
dr_gori, em 26/08/2009, 12:42
Pois é, eu trabalho a mais de 10 anos com TI e estou terminando agora a graduação. Sinceramente, até agora ainda não aprendi sequer UMA coisa que vai agregar no meu trabalho. Estou me formando só pra ter o canudo mesmo...
Tudo é muito superficial. Você aprende sobre REDE, mas é só o BE A BA. Você aprende banco de dados, mas é só fazer SELECT * FROM TABELA. Você aprende de tudo de forma mega-superficial.
Isso não serve pra absolutamente nada na "vida real"... Só serve pra enfeitar currículo mesmo.
Rovilso Lucas Schenatto, em 26/08/2009, 13:01
Esse assunto ficou muito tempo sendo discutido e da forma como está sendo aprovado agora já não contempla mais a realidade. Houve uma segmentação e vários outras nomenclaturas profissionais foram derivando do analista de sistemas. Os próprios cursos de graduação se modernizaram e alguns que formavam bacharéis em análise de sistemas simplesmente migraram para sistemas de informação, como é o caso da Unisinos, alegando realinhamento com o mercado. Uma pena o projeto seguir incompleto desta forma...vai causar mais confusão do que ajuda.
Fabio, em 26/08/2009, 13:36
É evidente que 10 anos de mercado fazem com que o indivíduo aprenda de qualquer jeito, salvo bizonhas exceções. Contudo imagime um engenheiro civil testando 10 anos de edificações para chegar a obter a dita experiência. Estes 10 anos de desenvolvimento no profissional de TI, seus erros e acertos estao refletidos em muitos dos SWs que vemos no mercado.
Considero importante o diploma e penso que o setor de TI e os processos de desenvolvimento de SWs soh tem a lucrar com isso.
Juliano, em 26/08/2009, 13:49
Jornalistas to be?
Adriel (UFRGS), em 26/08/2009, 13:55
Fascismo agora na Informática, diga NÃO!!
Sou Mestre em Ciência da Computação e sou absolutamente CONTRA esta lei pelos seguintes motivos:
Vai burocratizar a nossa área criando sindicatos e conselhos inúteis para pagarmos dízimos.
Vai dificultar ao máximo a contratação de excelentes profissionais mas que por alguma razão não se encaixam no perfil (tecnólogos, auto-didatas, estrangeiros).
Vai diminuir a qualidade das universidades já que hoje os alunos fazem pelo que vão aprender, no futuro farão pelo diploma.
Vai encarecer o desenvolvimento de projetos em informática, atrasando o país.
Vai impedir que estudantes trabalhem em informática antes de se formar para pagar seu curso superior, além de diminuir a sua qualificação.
A SBC tem sido MUITO melhor para a nossa área através da organização e patrocínio de congressos, do que qualquer outro conselho obrigatório.
Vai abrir brecha para que no futuro graduados em BD não possam trabalhar com IA; cientistas não possam trabalhar com hardware, apenas engenheiros...
Ricardo, em 26/08/2009, 15:01
Na maioria dos cursos superiores de informática só existem disciplinas que mostram uma visão bem básica de cada setor ou tecnologia. Além disso, uma ou duas disciplinas de estágio que nem de longe valem como a experiência na implantação de um ERP. Esse projeto de lei é pobre e bastante fora da realidade.
Rafael, em 26/08/2009, 15:45
É importante sim termos regulamentação da profissão, principalmente para valorizar que investe em estudos, faculdade, pós-graduação, certificações, cursos, etc.
O que também é importante é melhorar a qualidade do ensino. Existem poucas faculdades onde o curso é realmente bom e faz alguma diferença. A maioria delas acaba sendo de baixa qualidade ou caça-níquel. Se tivessemos algo para controlar isso, também iria contribuir muito.
Concordo que a experiência faz diferença e que existem muitos profissionais excelentes que não possuem ensino superior completo. O profissionais com 5 anos ou mais de experiência acabam se enquadrando no mesmo caso conforme diz a matéria.
Porém, se formos ver no mercado, acredito que o percentual de pessoas que tem diploma e são boas é maior do que o percentual de pessoas que não tem diploma e são boas. Neste ponto podemos verificar que por menor que seja o aprendizado, ele contribui para a qualidade do profissional.
Nas empresas onde trabalhei, notei claramente a diferença entre graduados e não graduados. Os conceitos, idéias, a base de conhecimento, uma visão do todo, sem focar em tecnolgia x ou y, a busca por novidades, a rapidez de pensamento e aprendizado quase sempre foi melhor nos graduados. Ao contrário do que dr_gori colocou, na faculdade não se aprende a fazer select em banco de dados apenas, por exemplo. Tive uma disciplina sobre isso e até hoje utilizo alguns conceitos que aprendi há alguns anos atrás. São conceitos fundamentais para melhorar a qualidade do trabalho que realizo. Quem não estudou isso, não conhece e não pode aplicar estes conceitos. Se formos considerar o estudo por conta própria, uma parcela muito pequena dos profissionais estuda conceitos. Eles se focam mais em ferramentas e técnicas mais modernas, que estão mais na moda e muitas vezes acabam deixando de lado as razões disso ser assim ou assado.
A grande pergunta é porque os que não são graduados não são graduados? Talvez porque não tem condicoes financeiras (mas isso se resolve conseguindo um emprego em um cargo sem esssa exigencia e se paga...). Talvez porque não se dão bem com disciplinas como biologia, história e literatura ou não são bons em redação e não tiveream sucesso no vestibular... ou outras questões ainda.
Como outros fizeram, comparando com outras profissões... Podemos ter eletricistas melhores que eng. eletricistas? Com certeza. Podemos ter pessoas que seriam melhores advogados que os graduados? Com certeza. Podemos ter pessoas que fazem algum tipo de terapia que tem mais resultado e são melhores do que psicólogos? Com certeza. Mas todos os que tem graduação se dedicaram, investiram dinheiro e tempo, por menor o esforço, estiveram lá, fizeram trabalhos, de certa forma aprenderam alguma coisa diferente. E isso, pelo menos o esforço, deve ser recompensado.
O que não concordo é que uma grande parte do mercado se revolte com a tentativa de regulamentação por esta grande maioria não estar dentro do povo que fez graduação. As pessoas deveriam se preocupar mais em se especializar do que reclamar.
Considerando a questão economica, de que isso pode aumentar gastos, reduzir mercado de trabalho. Não concordo com isso. A lei não diz que analista tem que ganhar mais ou menos ou que quem não e analista deva ganhar menos. O que pode ser feito é reduzir de uns, para aumentar de outros. Novamente aqui recai o caso de que a grande maioria que não é graduada vai sair perdendo nesta história.
Carlos, em 26/08/2009, 16:06
A questão nem é a qualidade dos cursos superiores, mas como impedir um guri de 20 anos, com muita abtidão para programar, de trabalhar no que gosta, só por que ele não é graduado.
Digo ainda, porque impedir esse mesmo guri de empreender suas soluções já que ele tem facilidade e conhecimento na área.
Onde está o risco disso ? Na qualidade ? Então acho que o comprador do sistema que deve ser graduado em Computação pra saber distinguir o que é gambiarra do que é bom.
Não podemos comparar áreas, como citado ( engenheria civil), pois felizmente essa nossa área é diferente, a genialidade de um sistema que resolva algo para alguem pode estar na cabeça de qualquer um, juntamente com a programação dessa solução, claro, caso o cara tenha conhecimento.
Vejo um curso como Ciência da Computação de suma importância nos dias de hoje, mas também vejo ele com seus dias contados pois o ser humano está evoluindo para ter pleno conhecimento em informática, facilidade em abstrair o conhecimento nessa área, em criar algoritmos e isso não irá depender da graduação.
Resumindo, eu quero poder fazer soluções de qualidade de TI mesmo sendo formado em uma outra área.
pescador, em 26/08/2009, 16:09
muitos são contra a lei por nao terem formação em cursos como computacao/sistemas... Mas da mesma forma que alguém pode aprender sozinho a ser contator, administrador... essas áreas só aceita profissionais oriundos de seus cursos superiores. Nada mais justo que aconteça o mesmo com desenvolvimento de software.
Rafael, em 26/08/2009, 16:24
A questão é que tu não pode contruir prédios sendo formado em psicologia. São as regras.
Tu pode ser um baita engenheiro, mas se não tem o título não pode. Vai ter que ser mestre de obras, pedreiro, ajudante do engenheiro, mas não pode ser engenheiro.
A mesma coisa para software. Ninguém está impedindo niguém de desenvolver software. Alguns cargos que estão sendo regulamentados. Analista de sistemas serão os responsáveis pelo sistema. Técnicos de informática, poderão atividades de desenvolvimento e isso requer ensino médio!!!!! (o guri de 20 anos genial vai poder fazer colocar em prática sua genialidade... mas precisa ter um graduado para assinar embaixo) Acho que isso não pode ser considerado restrição. A restrição significativa é para quem é o responsável pela coisa toda. E aí que tá apertando o sapato de quem manda e nao tem graduacao.
Vitor Hugo Bittarello, em 26/08/2009, 16:47
Os caras devem é tirar o Sarney do senado em vez de criar projetos de lei inúteis como esse.
Daniel (teste), em 26/08/2009, 17:09
Pergunto para voç~es. Por que fazer uma faculdade se o mercado de trabalho não exige isto.
Eu sou a favor da regulamentação da profissão de Analista de Sistema.
Leandro Zanuz, em 26/08/2009, 17:46
Não sei se a regulamentação será algo bom ou ruim, mas o que acontece hoje é que se um analista de sistemas acorda de manhã e resolve que quer ser engenheiro, contador, psicólogo, etc., este analista terá que fazer outra graduação para poder assinar um projeto como engenheiro, receitar um remédio a alguém como psicólogo, ou assinar os registros contábeis de uma empresa. Mas se amanhã algum engenheiro, contador ou psicólogo resolver ser analista de sistemas, ele estuda da forma que achar melhor e após algum tempo, poderá conseguir um emprego na área e ganhar a experiência nevessária enquanto trabalha. Injusto!
Rafael, em 26/08/2009, 17:57
É isso aí... o Daniel e o Leandro pegaram o espírito da coisa.
Adriel (UFRGS), em 26/08/2009, 19:58
Rafael, Leandro e Daniel
Criar reserva de mercado para obter vantagem em relação aos outros e aumentar o salário as custas do desemprego destes, é bem coisa de profissionais que não se garantem e precisam do governo para protege-los.
Além disto, fazer faculdade é para obter maior conhecimento, e não vantagens artificiais em relação aos outros!
Heitor, em 26/08/2009, 20:13
Curso superior não é preparação para mercado de trabalho, como alguns estão sugerindo. Curso superior é para aprender a pensar e as pessoas perderiam menos tempo e dinheiro se a nossa sociedade não fosse tão preocupada com sinais de status, como o diploma.
Rodrigo Backendorf, em 26/08/2009, 21:16
Sou totalmente contra este tipo de regulamentação. Temos o direito do livre exercício da profissão. Trabalho no mercado de TI ha 19 anos, tenho formação técnica na área de Informática, e sou totalmente contra também aos cursos de graduação em Informática. Tenho total convicção de que um bom curso especializado na área que você quer trabalhar é o suficiente para técnicamente poder desenvolver um sistema ou ainda trabalhar em qualquer das áreas de TI. O que falta hoje no mercado são profissionais que saibam como utilizar o conhecimento de TI em favor das melhorias dos processos empresariais. Não adianta você ser um excelente programador de um sistema de folha de pagamento se você não conhece nada da área de RH. E o pior de tudo é a velocidade da evolução dos sistemas de informática... Você demora 4, 5 anos para se graduar em uma universidade. Por quanto tempo o conhecimento que você adquiriu ainda vai servir para o mercado???
Cezar, em 26/08/2009, 21:30
um mes depois de o STF derrubar a obrigatoriedade do diploma para jornalismo, vem essa agora...
uma grande palhaçada.
Cristiano, em 26/08/2009, 22:00
Acredito que essa lei, do jeito que está sendo colocada, não vai agregar muito ao cenário atual. O que teremos que evoluir é esse relacionamento que se criou, que se compara com uma academia, farmácia, escritório de contabilidade, médico e etc. Todas esses negócios são regulamentados por um profissional da área. Mas tem um ponto muito importante atrás disso: os conselhos.
O papel do conselho é fiscalizar e cobrar o bom cumprimento da profissão. Experimenta fazer uma contabilidade de uma empresa sem ter o CRC! Vc até pode responder por crime.
Da mesma forma, ao criarem uma solução em TI, muitas vezes as informações que são geradas por um sistema pode prejudicar e muito uma empresa ou pessoa. Não podemos simplesmente acrescentar uma cláusula no contrato "lavando as mãos" quanto a esse fato. Desenvolver sistemas é uma tarefa de muita responsabilidade, para ambos, cliente e desenvolvedor.
Por outro lado, não pode-se impor uma lei sem antes criar uma estrutura para que esta seja devidamente cumprida. A lei deve vir acompanhada de incentivos, tanto fiscais como de crédito, às empresas que detém profissionais "diplomados", conselhos pró-ativos que acompanhem a evolução do mercado e demanda, ampliação do leque das profissões em questão, criando um ambiente de profissionalismo, responsabilidade e comprometimento na área da tecnologia.
Acredito que, com tudo isso funcionando bem, teremos um cenário diferente, onde a regulamentação viria para somar, para normatizar uma área dinâmica com essa da tecnologia, trazendo até mesmo qualidade aos processos e podendo fazer frente à China e Índia.
Lideranças, participem mais efetivamente dessa lei e evitem que pessoas, muitas vezes sem contato com a realidade, estraguem o que construímos até agora na TI.
Ricardo, em 26/08/2009, 22:24
Eu acho realmente que as profissões devem ser regulamentadas e acho também que para um político assumir o cargo ele também deve ter diploma de ensino superior porque tem certas coisas que só aqui acontecem.
Gustavo Barboza De Melo (AJEPOA), em 26/08/2009, 23:19
Gostaria de UM ÚNICO EXEMPLO, de um PAÍS QUALQUER, que tenha regulamentado a informática...
Fernando, em 26/08/2009, 23:28
Os cursos de TI são um dos únicos que não tem regulamentação nenhuma. As empresas de "TI" que são contra este projeto são aquelas que na verdade são empresas de RH disfarçadas que lucram seis ou oito vezes em cima da hora dos profissionais.
Acho muito bom que este projeto seja aprovado não para criar reserva de mercado ou coisa parecida, mas sim para organizar o título Analista de Sistemas.
Quem quiser continuar a programar ou ser analista (sem o "título") tudo bem, que continue trabalhando normalmente: aí se inclluem engenheiros que trabalham com TI (que tem o CREA) Administradores (que tem o CRA) Contadores (que tem o registro) etc. A lei não impede ninguém de trabalhar com infrormática, apenas determina quem pode ser chamado de Analista de Sistemas. Assim como os médicos proíbem outras pessoas de usar o nome "Medicina" para "medicina oriental" "medicina Tântrica" ou "medicina alternativa".
O mesmo vale para o título Administrador de Empresas. Ninguém precisa de diploma para ter uma empresa, mas quem se auto-denomina Administrador de Empresa tem que possui o CRA.
Gustavo Melo, em 26/08/2009, 23:33
Torvalds tinha a titulação (diplominha impresso já debaixo do braço, registrado por um conselho) quando lançou o linux ?
Jobs tinha tinha a titulação (diplominha impresso já debaixo do braço, registrado por um conselho) quando começou a Apple ?
Bill Gates tinha a titulação (diplominha impresso já debaixo do braço, registrado por um conselho) ?
Jawed Karim fundador do Youtube...
Marcelo Tossati...
John Backus – Criador da linguagem FORTRAN, e um dos desenvolvedores do padrão da linguagem ALGOL. Curso superior incompleto em Química. Teve treinamento em Medicina pelo exército. Mestrado em Matemática.
Em que área vocês trabalham ? informática mesmo ? TEM CERTEZA ?
Rafael, em 26/08/2009, 23:58
Rodrigo,
Sobre a questão de os cursos se tornarem obsoletos... isso vai de cada curso se manter atualizado...
Na medicina por exemplo, surgem novas vacinas, medicamentos, técnicas, etc, etc e ainda assim os cursos de medicina não são considerados obsoletos.
Na engenharia, surgem novas maquinas, novas tecnicas,novos materiais e ainda assim não se tornam obsoletos.
Na informática a mesma coisa... quando surgem novidades, os cursos devem se atualizar. Mas assim como em diversas outras áreas, existem muitos e muitos conceitos que se mantêm desde os primórdios. Isso é o que dificilmente se obtém fora da faculdade.
Não podemos achar que ao surgir Java, Ruby, UML, python e outras tecnologias, os cursos se tornam obsoletos. Isso são linguagens, ferramentas.
Claro que surgem conceitos novos a cada ano, mas isso deve ser incorporado pelos cursos, assim como outras profissoes fazem.
Sobre desemprego... ainda não entendi porque isso geraria desemprego... quem já é analista, vai poder continuar assim... quem ainda não é, que vá estudar, oras!!! Ninguem está sendo impedido de trabalhar... apenas não pode mais ser chamado de analista de sistemas.
Sim, a faculdade deveria ser para se especializar e adquirir conhecimento. Se o cara faz faculdade, então ele deve ser diferenciado,deve possuir maior conhecimento, logo deve ser valorizado. A regulamentação deve ser utilizada para fiscalizar e melhorar a questão do profissionalismo da TI, conforme o Cristiano falou.
Como o Cristiano falou... sistemas não são coisas simples... podem colocar a vida das pessoas em risco... temos vários exemplos de explosões, acidentes com aviões, foguetes onde o problema estava no software. Não que o diploma deixe erro zero, mas fazendo com que alguem assine embaixo do sistema, coloca responsabilidade, assim como um médico é por uma cirurgia e um engenheiro é por uma obra.
Carlos Alberto Rocha (Organização Ponto Terra), em 27/08/2009, 00:12
Vários pesos e nenhuma medida. Recentemente o STF derrubou a obrigatoriedade de diploma para o exercício do jornalismo, tirando a necessidade de formação técnica para o exercício de uma atividade que requer algumas técnicas que só uma faculdade pode oferecer. Agora o CCJ do Senado cria esta obrigatoriedade de diploma para uma categoria que, notoriamente, tem excelentes profissionais de formações diversas que, por isso mesmo, têm grande habilidade técnica.
Está na hora de colocar obrigatoriedade de formação técnica para juízes e legisladores que arbitram nossos destinos.
Mario Wittler (Construtiva), em 27/08/2009, 01:00
Questão dificil de responder de forma tão simples...
Se analisar pela ótica da profissionalização da área, a regulamentação é muito bem-vinda. Mas se considerar a realidade da falta de mão de obra no setor, é gol contra.
Mas acho que é necessário, sim, ter profissionais formados responssáveis pelos projetos, que estejam sob um conselho e um código de ética e que possam ser responsabilizados por falhas graves em sistemas.
Tenho visto por aí sistemas implantados em empresas de diversos portes, desenvolvidos por ditos profissionais, e que assutam pela falta de consistência e estruturas de programação falhas, desenvolvidas por pessoas que não tem qualquer formação ou curso técnico na área.
Rodrigo, em 27/08/2009, 08:34
Palhaçada total.
Basta dizer que o autor do projeto é senador por... Rondônia! Ah, Rondônia, o grande pólo do desenvolvimento de sistemas no Brasil.
Um google rápido indica que ele sofre investigação por... compra de votos!
Os comentaristas preocupados com a qualidade da profissão (Rafael, Fernando et al) parecem querer candidatar-se a ocupar cargos no grande cartório que o nosso valoroso senado quer transformar a informática nacional.
E quanto aos graduados que fazem/fizeram pós em Análise? E os tecnólogos em Análise e Desenvolvimento de Sistemas? Evidentemente os luminares da Engenharia de Software chamados Jarbas Vasconcellos e Expedito Júnior não sabem nem do que estou falando.
Me poupem. Acredito que o Brasil merece bem os políticos que tem quando vejo pessoas apoiando leis como essa.
Nêmora, em 27/08/2009, 08:54
bom dia dr_gori
me diga o que fazer com "analistas de sistemas" que sequer sabem fazer um select ???
tenha um bom dia :)
Jesael (JDS Telematica), em 27/08/2009, 08:56
Filho de família humilde, pequeno agricultor, engraxate, sapateiro, entregador de jornal, chapa (ajudante de carga de caminhões), presidente da associação de “chapas”, professor de matemática, vereador, deputado federal por três mandatos, senador.
Este é o currículo do criador da lei.
Isto não diz nada para vcs?
Abaixo a regulamentação burra.
Adriano, em 27/08/2009, 09:20
Vejo muitas manifestações de empresários contra a obrigatoriedade do diploma... Mas será que consultariam com um médico não formado? Levariam seus filhos em um médico formado em outro país, cujo diploma não é reconhecido no Brasil? Contratariam advogados não formados, se isso fosse possível? Entregariam a obra de suas casas, onde iriam morar com suas fampilias, a pessoas não formadas em engenharia ou arquitetura?? É bom refletir sobre isso, não pensando apenas no aumento de custos de suas empresas...
Marcos Henke (Aleste Technology), em 27/08/2009, 09:46
Sou formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e atuo há 14 na área de TI, 11 como Analista de Sistemas e Programador.
1) Paguei meu curso com meu salário. Se não pudesse trabalhar na área, não teria concluído o curso ou sequer entrado na faculdade.
2) Tive colegas de formatura que não sabiam programar. Entenderam? Pessoas *formadas* que não sabiam escrever código.
3) Já é difícil para as empresas encontrar profissionais qualificados mesmo *sem* diploma. Com diploma essa tarefa fica muito mais difícil
4) Com a regulamentação, certamente virão anuidades, taxas e outras estorsões para manter os novos órgãos regulamentadores que serão criados, para pagar o salário dos fiscais e novos cargos no governo
Poderia continuar essa lista até o número 99, mas acho que apenas estas quatro já evidenciam como é ridículo regulamentar.
João, em 27/08/2009, 09:58
Sou formado em Ciência da Computação e Analista de Sistemas há vários anos, entretanto, acordei hoje e resolvi curar as pessoas e usar um jaleco branco. Pergunto:
Posso ser médico??
Fernando, em 27/08/2009, 09:59
É SIMPLES!!! FAÇA ENGENHARIA !!! QUEM E DA AREA SABE A DIFERENÇA.
Marcos Henke, em 27/08/2009, 10:04
Estão fdando exemplo de Engenheiros Civis, Médicos e Advogados.
Toda semana vejo nos noticiários prédios caindo, médicos sendo presos e advogados participando de quadrilhas de lavagem de dinheiro.
Diploma não é atestado de competência.
Se TODAS as universidades fossem gratuitas, a discussão seria bem diferente. Mas a população sempre tem o ônus e o governo o bônus.
Angelina, em 27/08/2009, 10:04
Para estes que acham que a regulamentação deve ser feita:
Podem começar a desenvolver seu próprio sistema operacional já que profissional para ser bom tem que ter diploma...windows, linux, mac os... todos foram desenvolvidos inicialmente por pessoas que não eram formadas...
E outra, com essa regulamentação, ter diploma não vai ser um diferencial, você vai ser apenas mais um no meio de tantos outros...
Tenho superior completo e sou totalmente contra essa regulamentação, vai ser só mais uma taxa que vai ser tirada do meu e do seu salário, e lembrem-se de ler a proposta do Senador Expedito... é obrigatória!
Quem sabe daqui um tempo eles resolvem decidir que só quem tem mestrado pode ser analista... muito fácil dizer que é a favor quando a lei te "protege"...
Acho que profissional que se garante mesmo não precisa de uma lei para garantir os "direitos" nas custas do desemprego dos outros....
Thiago Borges Martins (Concepta Consultoria), em 27/08/2009, 10:44
Cara tenho só uma duvida em relação a essa bobeira de lei, como fica que faz o CUROS DE SISTEMA DE INFORMAÇÃO? Quem faz esse curso, não vai poder trabalhar na area mais?? Isso é muito preocupante acrédito porque conheço muito analista que é formado nesse curso e tem muito mais esperiencia e capacidade do que um cara que é formado em Ciencia da Computação.
Daniel Lopes (FAE Sévigné), em 27/08/2009, 10:53
Prezados, apenas um esclarecimento com relação ao que foi colocado aqui em relação aos Cursos Superiores de Tecnologia em Análise de Sistemas:
- a lei fala em "formação superior", o que inclui tais formações (veja trecho do projeto de lei mais abaixo)
Obtive essa informação do próprio gabinete do Sen. Flexa Ribeiro, Presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática, depois de procurarem parecer jurídico sobre o assunto.
Segue o trecho da msg e da lei:
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Prezado Senhor,
De ordem do Excelentíssimo Senhor Presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática, Senador Flexa Ribeiro, informo que, de acordo com a Consultoria Legislativa do Senado Federal, como o projeto não faz distinção entre as formações superiores: Bacharelados e Cursos Superiores de Tecnologia, então pode-se considerar que as atividades e atribuições mencionadas valem para ambas as formações superiores.
Atenciosamente,
Égli Lucena Heusi Moreira
Secretária da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação,
Comunicação e Informática do Senado Federal
A Lei:
Art. 2º Poderão exercer a profissão de Analista de Sistemas no país:
I – os possuidores de diploma de nível superior em Análise de Sistemas, Ciência da Computação ou Processamento de Dados, expedido por escolas oficiais ou reconhecidas;
II – os diplomados por escolas estrangeiras reconhecidas pelas leis de seu País e que revalidarem seus diplomas de acordo com a legislação em vigor;
III – os que, na data de entrada em vigor desta Lei, tenham exercido, comprovadamente, durante o período de, no mínimo, cinco anos, a função de Analista de Sistemas;
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Saudações,
Mauro Negruni (Decision IT), em 27/08/2009, 11:20
Eu sou formado e pos-graduado na área. A lei não afetaria minha condição de Analista de Sistemas ou de empresário no setor. Isso não me torna totalmente isento, mas não me manifesto em causa própria. Sou do tempo em que os sistemas eram feitos em cartões perfurados. Iniciei trabalhando na área, após um curso técnico, e muitos anos após concluí o nível superior. Acredito, como já foi dito aqui, que a lei está "velha" - após tantos anos de tramitação. Ficou como sistemas que estariam em uso desde o inicio da tramitação (são do tempo do DOS, MCP-UNISYS, Cobol CICS-IBM, etc). Porém, é preciso que as empresas, pequenas especialmente, estejam protegidas de uma aquisição de software que não tenha continuidade logo em seguida e a deixe "na mão" porque seu mentor esteve experimentando fazer sistemas e agora está experimentando ser dono de uma lanhouse, por exemplo. De uma certa forma a lei protegerá a sociedade deste tipo de situação (pelo investimento que o profissional terá que fazer na carreira antes de atuar). Deixar que um "guri" faça um sistema será possível, desde que tenha um "sócio" formado na área e juntos tenham comprometimento com o que foi produzido. Claro que a lei precisa de ajustes, mas para mim a discussão não é tão binária: aprova-se como esta e perpetua-se desta forma ou rejeita-se e perpetua-se o cenário atual. Uso um caso diferente na essência e semelhante na forma: a regulamentação da profissão de enfermeiros. As relações e o mercado mudam e a exigencia da sociedade mudam. O problema central me parece a distancia entre a velocidade do congresso e do mercado de TI.
Ca, em 27/08/2009, 11:24
Sou formado em Engenharia Elétrica, desenvolvo SISTEMAS que integram hardware e software.
Nos cursos de Engenharia como elétrica, a várias matérias de programação e onde se aplica esse conhecimento, com práticas em laboratório.
Esses sistemas involvem java, C#, C++, C.
O mesmo vale para técnicos em eletrônica, tenho colegas que fazem sistemas semelhantes ao meu, e não fico indignado com isso.
E agora pergunto, vou ter contratar um Analista de Sistema pra assinar o projeto desse sistema já que envolvem programação de sistema complexo ?
Essa questão é complicada, porque como todos nós sabemos a informática está no meio de todas as áreas e em diferentes níveis de formação.
Esse conhecimento não é mais restrito a 1 ou 2 áreas.
Felipe, em 27/08/2009, 11:48
Sou completamente a favor. Quanto ao aprender ou não, agregar conhecimento ou não na faculdade, isso vem de cada um, do esforço dentro da vida acadêmica. Hoje em dia, as empresas sérias já estão fazendo a seleção de pessoas com curso superior, a fim de qualificar seus produtos.
Quanto ao analista ser bom ou mal, ou o "analista" ser bom ou mal, isso é da vida profissional do cara.
Agora, se o "analista" é tão bom assim, que faça se qualifique da forma devida... Se o analista for ruim, o que fazer... hoje temos erros médicos, hoje temos advogados defendendo assassinos e estupradores e prédios e pontes caindo em toda a parte.
Caso tu tenhas uma empresa e pensa em contratar um analista pra assinar teu projeto, aí considero que sejam dois maus profissionais: o analista com a falsidade ideológica de assinar a responsabilidade de um sistema sem conhecer, e o empresário, que pra ter lucro é capaz de vender a própria mãe.
Flávio Diniz (TOTVS), em 27/08/2009, 11:51
Sou a favor da lei em certos pontos. Toda profissão é regulamentada... porém as profissoes nas areas tecnologicas, poucas são. Alguém já viu um médico ou advogado exercendo a profissão sem formação? Porém o curso de Sistemas de Informação??Onde se encaixam??
Adriel (UFRGS), em 27/08/2009, 12:01
"Sou formado em Ciência da Computação e Analista de Sistemas há vários anos, entretanto, acordei hoje e resolvi curar as pessoas e usar um jaleco branco. Pergunto:
Posso ser médico??"
"Vejo muitas manifestações de empresários contra a obrigatoriedade do diploma... Mas será que consultariam com um médico não formado? Levariam seus filhos em um médico formado em outro país, cujo diploma não é reconhecido no Brasil?..."
O fato de vocês serem livres para se jogar de um penhasco significa que vocês farão isto?
Eu provavelmente não contrataria um médico, engenheiro, advogado, etc. sem formação ou sem experiência, nem por isto eu acho que precise de conselho para regular profissões. Os conselhos só servem para cercear nossa liberdade em contratar o serviço que julgarmos melhor e aumentar artificialmente o preço destes serviços as custas dos que não conseguem entrar para o clube.
A questão é que Brasileiro é hipócrita. Quer que o governo seja sua mãe e controle sua vida em tudo... bem, na verdade o Brasileiro quer mesmo é que o governo controle é a vida DOS OUTROS, principalmente quando esta o favorece! Se todo mundo pensar assim em pouco tempo seremos TODOS escravos!!
José Pedro dos Santos (MKT Marketing Ltda), em 27/08/2009, 14:00
Eu paguei muito $$$ pelo meu diploma e quero ser beneficiado por isso!!! Azar de quem não é esperto como eu!!!
Leandro, em 27/08/2009, 15:51
Vocês não percebem que isto é um movimento que auxiliará o Brasil a caminhar em direção ao mercado de exportação de software? Como o país pode garantir que os sistemas desenvolvidos aqui são de qualidade? Como poder comprovar para os clientes, compradores que a mão-de-obra aqui no país é qualificada?
Concordo com os pontos colocados de que não é necessario ter um diploma para ser um bom profissional ou desenvolver sistemas bons. Porém se o Brasil quiser participar do mercado bilionário da exportação de software ele precisará mexer em muitos pontos a respeito da legislação sobre esta área.
Acredito que este seja um primeiro passo para melhorar esta área que pode ser comparada à prostituição (nao quero entrar neste tema so estou fazendo uma comparação).
Por que prostituição? Simples, qualquer um pode exercer o serviço. Basta que tenha a vontade (ou necessidade). E ai? Como eu fico? eu que investi 20 anos da minha vida estudando teorias, conceitos, etc?
Acho que essa regulamentação é um primeiro passo para organizar melhor este setor que pode trazer muito crescimento para a economia do país.
Marcos, em 27/08/2009, 15:58
Acho que é valido, pois servirá como uma peneira para este mercado onde qualquer um trabalha... quase todas areas tem regulamentacao para auto-preservacao, e informatica deveria ter tb! Nao me importo de pagar um conselho se assim tiver que ser para que este trabalhe nos interesses da minha atividade/profissao.
Quem é contra sao os empresarios, estes sim com medo de ter que pagar mais para ter os mesmos funcionarios! Agora querer comprar software brasileiro com chines como falaram ai, mao de obra la sempre vai ser mais barata, nao somente na informatica mas em todas areas... e convenhamos nao queremos ganhar na quantidade de linhas digitadas e sim na qualidade das mesmas!
e como muitos falaram... eu sou auto-didata como engenheiro, e mesmo assim tenho que fazer uma engenharia caso queira trabalhar na area, pq nao pode ser assim para os engenheiros que se dizem tao bons na area de informatica e querem trabalhar na mesma?
Nao adianta a area de TI ser "boazinha" deixando qualquer um que seja capaz trabalhar, inflando o mercado e diminuindo os salarios, quando nas outras area se tem protecao desde quem trabalha na area, como formacao ate mesmo com piso salarial!
Marcos Henke, em 27/08/2009, 16:13
"Quem é contra sao os empresarios, estes sim com medo de ter que pagar mais para ter os mesmos funcionarios!"
Essa frase denota a tendencia do brasileiro em ser sempre empregado, em sempre trabalhar pra uma "firrma".
Esse país não incentiva nem um pouco uma pessoa a assumir o risco de empreender, ainda mais com a falta de apoio dos próprios cidadãos.
TI é uma das poucas áreas onde um garoto de 19 anos pode, com um computador no seu quarto, criar um negócio de milhões. Vemos semanalmente notícias desse tipo.
Pelo que vejo, a maioria dos Analistas de Sistemas que comentaram nesta matéria são contra o projeto. Se a própria classe não quer regulamentar, porque levam adiante?
Marcos Henke, em 27/08/2009, 16:27
"inflando o mercado e diminuindo os salarios" ?
Setor de TIC tem déficit de profissionais
http://www.itweb.com.br/noticias/index.asp?cod=57092
Profissionais de TI bem qualificados sentem pouco a crise, dizem especialistas
http://computerworld.uol.com.br/carreira/2009/01/21/profissionais-de-ti-bem-qualificados-sentem-pouco-a-crise-dizem-especialistas/
Profissionais de TI estão com salário maior
http://info.abril.com.br/professional/carreira/profissionais-de-ti-estao-com.shtml
Áreas de TI com maior demanda impulsiona salários em 2009
http://carreiradeti.com.br/previsao-salarios-profissionais-tecnologia-2009/
Me desculpe, Marcos... mas você está mal informado.
César Augusto de Paula (Tribunal de Justiça), em 27/08/2009, 16:31
Tive uma funcionária formada em Análise de Sistemas, que foi uma excelente secretária... Pois não possuia conhecimento para ir além disso.
Eduardo, em 27/08/2009, 16:31
Por favor !! Os graduados que defendem a regulamentação e a não-prática da profissão por não graduados, no mínimo devem aprender a escrever, visto que a quantidade de erros de português que vocês estão escrevendo é absurda!
Pergunta: Como querem falar inglês e desenvolver software, que são muito mais complexos do que escrever e falar, se nem escrever corretamente vocês conseguem???
Diploma não dá muita coisa para ninguém, se desse, todos os diplomados estariam empregados. Conheço um sem número de grandes programadores, analistas, líderes técnicos e outros que passaram longe de uma faculdade.
Não cabe a comparação com outras disciplinas como medicina, direito, odonto entre outros, visto que não existe uma base de comparação. Procedam assim e estarão comparando laranjas com bananas!
Vejam bem, sou totalmente a favor da regulamentação da profissão, mas em bases sólidas, com argumentos válidos mas principalmente, com uma proposta que venha de encontro com a necessidade tanto dos profissionais quanto do mercado! Da forma como está escrita e na velocidade de atualização da área, em pouquíssimo tempo, estará obsoleta.
Regulamentação, SIM! Injustiça e estupidez, NÃO !
Felipe, em 27/08/2009, 17:25
A área de TI carece de regulamentação SIM. Trabalho na área de qualidade de software e vejo situações muito bizarras neste setor.
Assim como as demais área técnicas o setor de TI deve amadurecer, ainda mais pela alta responsabilidade que vem assumindo ao longo dos anos. Por exemplo: O que você acha de um Banco do Brasil perder todos os dados? Para onde foi seu "rico dinheirinho"? Eles vão dizer "foi culpa do SISTEMA!". Quem é o Sistema? Temos que ter responsáveis pelos tais sistemas.
Se uma ponte ou prédio cai, existe um responsável técnico que será punido e pagará sua dívida perante a sociedade.
Por que o responsável técnico do SISTEMA, não deve ter o mesmo tratamento? A responsabilidade dele é tão grande quanto deste engenheiro da ponte.
A TI precisa se profissionalizar cada vez MAIS! Os produtos de TI devem ter melhor qualidade e para isso precisamos de pessoas com + RESPONSABILIDADE!
Concordo que o projeto de lei precisa ser revisado, pois existem outras área e profissões que podem ser contempladas neste contexto, como: Engenharia de Computação, de Sistemas, entre outras.
Fernando Saling (Sítio Eletrônico), em 27/08/2009, 17:48
Terminei minha faculdade em 91. Já pensei que a profissão deveria ser regulamentada e, na maior parte do tempo, pensando na sociedade, que não. Nos últimos anos, pensava que não.
Agora, com a discussão mais uma vez de volta e alguma reflexão, tenho certeza que deve ser regulamentada sim. Um motivo, talvez, bobo: então que não seja mais regulamentada para médicos, engenheiros, psicólogos e etc.
Outros motivos:
- Quando não houverem mais sindicatos para outras profissões.
- Quando os políticos e outras categorias não formarem seus cartéis. (então não precisaremos do nosso)
- Quando os certificados não precisarem ser mais certificados.
- Quando houver fiscalização em sistemas importados que são endeusados.
Sempre pensei que a faculdade da a base e os sistemas de informática não mudam como alguns pregam. Tem conceitos que são sempre os mesmos assim como em qualquer profissão. Não é porque a tela é "touxscrin" que a lógica, programação, análise mudaram.
Andre Cardoso, em 27/08/2009, 21:52
Q perda de tempo, se tiver um dia uma regulamentacao, eu vou trabalhar para empresas q me paguem e sempre vai ter empresas precisando por que termos poucos formados pela necessidade do mercado.
Mais, eu sou bom desenvolvedor, mas nao gosto de escrever, se fosse escritor trabalharia em outra area.
Estive lendo aqui, mais para saber quem sao os concorrentes q pensam diferente de mim.
Hj desenvolvo para empresas que querem ganhar mais com meu trabalho, assim ganhamos todos.
Eh simples este mercado. E vai ter empresa contratando analistas do mundo inteiro, como ja faco hj trabalho para empresas do mundo inteiro da minha casa, ou da praia. Faco meu horario, e o que eu quero.
Ricardo, em 27/08/2009, 23:15
Temos ainda um grande agravante que ninguém levantou ainda. Além de aumentar os custos dos profissionais e empresas do ramo, o nosso setor é um dos únicos que tem que fornecer o resultado de seu trabalho "Free". Alguém conhece algum médico que presta a consulta de graça? Algum engenheiro que fornece uma planta? Um advogado que abraça uma causa no amor e na vontade?
Não se esqueçam que temos este fardo a carregar e por isto temos que pensar bem antes de assumir um gasto desnecessário para encher o bolso de burocratas.
Quanto a qualidade do software produzido no Brasil não será através de profissionais graduados e sim com uma mão-de-obra qualificada e se necessário com certificações reconhecidas internacionalmente como CMMI, etc.
Andre Cardoso, em 28/08/2009, 00:23
Se voces querem saber a diferenca de um engenheiro, formado e um Brasileiro inovador. Q serve da mesma forma q esta discussao. Olhe este video.
http://www.youtube.com/watch?v=QsR_5YytNxA&
Me, em 28/08/2009, 08:52
A questão é delicada, mas alguns argumentos devem ser levantados.
Compara-se a Análise de Sistemas à Medicina e Engenharia, áreas que oferecem risco à comunidade se exercidas por um profissional desqualificado. Logo, o raciocínio seria: se exerço a profissão X, devo ter o diploma correspondente.
Senhores, dos últimos 5 CDs que os senhores baixaram ou compraram, quantos foram produzidos por músicos formados em faculdade? Quantos livros que estão em sua cabeceira foram escritos por jornalistas ou formados em Letras? Seu candidato a deputado certamente é formado em Ciência Política ;-)
A informática é uma área-meio, sendo apropriada por indivíduos de diferentes formações. Médicos, engenheiros, físicos e muitos outros profissionais trabalham modelando dados e programando sistemas, específicos ou não.
Não tenho o mínimo interesse em defender ou atacar a formação, mas contribuo com minha experiência de 10 anos na lida com analistas formados e não formados.
- O melhor analista que conheci não era formado. Foi empregado pela IBM por um excelente salário, coordenou projetos nos Estados Unidos e é disputadíssimo no mercado. O segundo e o terceiro melhor analista também não haviam concluído a graduação.
- Já trabalhei com muito analista formado pelas duas melhores faculdades deste estado. Na metade dos casos, não faço a mínima idéia de como eles se formaram. Problemas básicos como compreensão e interpretação de texto, incapacidade de entender uma demanda, falta de conhecimento teórico e muita, mas muita imperícia técnica. Isso já derruba o argumento da garantia de qualidade de uma faculdade.
- Claro que há bons analistas formados e que fizeram ótimo uso do conhecimento adquirido na faculdade. Estes terão sempre uma posição diferenciada no mercado, assim como os bons jornalistas formados. A diferença é que o diploma não é mais o salvo-conduto para um profissional incompetente.
- Na minha empresa, assim como em muitas outras, contratamos tanto analistas formados quanto não formados. Os formados ganham mais, na maioria dos casos, embora nem sempre rendam acima da média da massa de formados + não formados.
A manobra me parece datada, anacrônica mesmo. A defesa de quem já é formado, embora compreensível, deveria se focar mais na valorização do profissional por seus próprios méritos do que na reserva de mercado. Acho que a prática já mostrou que, pelo menos, o argumento da qualidade assegurada é inválido.
Claudio, em 28/08/2009, 09:32
Mais um atraso vindo dos politicos.
Por tras desta lei tem verba das faculdades privadas, e onde tem verba tem politico brasileiro para faturar.
Daniel Camargo (Dextra), em 28/08/2009, 11:11
Sou absolutamente a favor da proposta.
Estou convencido de que isso será o melhor para todos.
E me apoiando nos argumentos de alguns, se a medicina fosse essa "bagunça" que é a área de TI também acredito que todos teríamos um bom exemplo de algum "bom" médico autodidata.
Organização cabe em todo lugar.
Gustavo, em 28/08/2009, 11:20
Imaginem a cena: O médico, o dentista sem formação. Isso não é possivel não é mesmo..mas por que não é possivel..porque há um órgão que regulamenta a profissão. Li acima alguns comentários(absurdos) criticando a regulamentação de nossa profissão. Tem médico inclusive que se diz analista de sistemas. Por que não fez curso superior na área então. Dizer que a área de TI está carente de mão de obra....não creio, porque todos os dias tenho enviado e-mails para diversas empresas(e olha que meu curriculo tras uma bagagem muito boa), e até hoje nenhuma resposta. O que falta é cada um cuidar da sua profissão e parar de se envolver no trabalho dos outros.
Cesar Romero (Liws), em 28/08/2009, 12:30
Trabalho na área há 15 anos e tenho empresa constituída há 11, minha formação é Ciências Contábeis com especialização em software OOP, até já fui coordenador e professor de cursos de pós na área de análise de sistemas. Com esta lei, eu vou acabar fechando as portas.
Li o texto da Lei e quase tudo indica que eles só querem mesmo é saber da arrecadação.
Fernando Marques Pego (Prodest - Instituto de Tecnologia, Informação e Comunicação do Espírito Santo), em 28/08/2009, 13:08
Caros profissionais da area de tecnologia, quero deixar este comentário para que possamos refletir de forma inteligente sobre a PLS 607/07.
Caro senador Expedito Júnior (PR-RO) quero lhe parabenizar pela coragem e vontade em regulamentar a profissao que hoje é entendida como sub categoria de outras classes. Nem Deus conseguiu agradar a todos.
Decisoes precisam ser tomadas mesmo que acarrete prejuízos. Não há como organizar algo que ja esteja desorganizado sem haver perdas.
O que nao pode acontecer é igualar os profissionais que tiveram uma formacao academica para tal com os demais profissionais que atuam no segmento sem a devida formacao.
A todos que estao contra este projeto (assim com eu no primeiro momento ) deveriam partir deste projeto opinando e nao criticando afim de reduzir a complexidade do setor. Só assim teremos condiçoes de reduzir ao maximo o numero de prejudicados - o que vai ter sempre, pois, tem gente ocupando lugar daqueles que se esforçaram, dedicando tempo de vida e suas finanças para chegar ao cargo que hoje é ocupado por oportunistas.
A nossa profissão hoje pessoal nao passa de uma mao de obra barata, isto, quando se trata de atuar no setor como area fim enquanto como area meio nem se fala, pois, ou voce se mata para ganhar bem ou voce é substituído por outro que esteja disponivel a faze-lo.
Somos inteligentes o suficiente para conseguir resolver este problema. Precisamos muito é encarar as pessoas que de alguma forma nao deseja que o setor de tecnologia seja regulamentado...rsrs...o por que? Já sabemos né. Meros escravos de jó. abs a todos os profissionais de TI. E vamos nos ajudar.
Daniel Camargo (Dextra), em 28/08/2009, 13:47
Acho que o exemplo do Cesar deixa claro a necessidade de aprovar esta lei e talvez até ampliá-la.
Se até as salas de aula de cursos de TI estão aceitando profissionais que não são formados na área é porque alguma coisa está MUITO errada.
Já aproveito a oportunidade para fazer um apelo aos que não são formados na área de TI: antes de se manifestar sobre os assuntos da nossa profissão se certifiquem que a profissão de vocês também estejam devidamente "desregulamentadas" já que essa "anarquia profissional" tão vantajosa!
Fernando, em 28/08/2009, 13:58
Caro Andre Cardoso "para o conhecimento nada mais justo que a esperiência" certo....
Essa historia é básica pra quem é da área aja vista contada pelos professores de mecânica no 2º de engenharia "computação tbm estuda sistemas relacionado a mecânica"
Todos sabem que seria inviável aplicar um sitema hidraulico para mover um peso total de 5g (vazia)... é uma palestra publico descontrair, podemos dizer que o ventilador foi aplicado por engenheiros ou não mais foi aplicado HISTÓRIA DE PROFESSOR ( GARCIA ) UFSCAR
Fernando Saling (Sítio Eletrônico), em 28/08/2009, 14:01
Quem sabe, combinamos assim, tem mercado para todos: benzedeiro, médico, remédio sem receita, conversa com amigo, psicólogo, antidepressivo, engenheiro, encanador, eu mesmo faço, scripts para ctrl+c, ctrl+v, analista de sistemas, protegido, desempregado, regulamentado sim!
Marcos Henke (Aleste Technology), em 28/08/2009, 14:28
Deixem o mercado regulamentar.
Se um banco exige certificações de metodologias de maturidade no desenvolvimento, certificações de segurança ou melhores práticas de TI, ou exige profissionais com doutorado para responder pelos projetos, é o mercado que está exigindo.
Se uma fábrica de software exige profissionais formados para os cargos de Analista, é o mercado que está exigindo.
Se vc possui formação e envia curriculo para dezenas de empresas e não obtém resposta, é o mercado que está selecionando. Não conheço nenhum Analista/Programador BOM desempregado ou ganhando mal.
Se uma empresa contrata um guri de 17 anos pra desenvolver ou implantar seu sistema de e-commerce por 500 pilas e dali a 6 meses tem que pagar 1 milhão para uma grande empresa para substituir o sistema que vinha dando prejuízo, é escolha da empresa, é o mercado.
O que não me agrada é ser OBRIGADO a ser formado para atuar. E ainda ter que pagar anuidade!
Pra ter uma idéia: fui associado à OMB - Ordem dos músicos do Brasil há muitos anos atrás, pois era obrigado para atuar profissionalmente. Durantes os 4 anos que paguei anuidade, não vi nenhum benefício à classe ser implementado, apenas fiscalizações que visavam multar estabelecimentos e músicos.
Por que seria diferente com a TI? Me parece ingenuidade ou utopia essa regulamentação.
Ainda não me convenceram que será positiva, continuem tentando : )
Leonardo, em 28/08/2009, 14:31
Para algumas empresas deve ser dificil mesmo, visto que as empresas de TI nao sao reconhecidas por projetos e praticas exemplares. Indo direto aos fatos caros amigos, na nossa area quem cobra menos ganha a vaga, nao existe experiencia profissional ou academica, as empresas so visam o lucro infelizmente. Isso se reflete no desastre que sao nossos projetos de TI. Ainda bem que existem moscas brancas, empresas que ainda cobram este diferencial. Regulamentar diploma ou balancear com tempo de experiencia quebra a pratica que muitas empresas adotam, de contratar pela barganha idependente da qualificacao. Hoje, muitos analistas estudam anos para se capacitar e acabam por ficar barganhando com pessoas que disputam seu primeiro emprego, ou analista que estao a 10 anos como mencionaram, tem que se curvar por demais caso queiram trabalhar nestas empresas. Algumas empresas, talvez grande parte, prefere barganhar e contratar recursos que tenha custo menor, sem dar valor algum a experiencia profissional e ou academica dos candidatos. Quem perde? Clientes que compram software e nao tem seus projetos com qualidade razoavel e entrega no prazo, e tambem frustrados ficam funcionarios que tem seu salario achatado ou perdem campo pois seu custo e' virtualmente mais "alto". O bom e' estas empresas pouco a pouco se queimam no mercado pequenino gaucho, sem sitar nomes, voces ja devem saber uma porcao delas (talvez precisem de mais dedos do que as maos tem :)) Sou a favor de regras para regulamentar nossa area, nao podemos aceitar uma pessoal que tem bagagem (profissional ou academica) disputando vagas e salarios de iniciantes por manobra destas que se julgam empresas (em sua maioria fabrica de software ou body shop). Abracos.
Bruno, em 28/08/2009, 15:07
Concordo plenamente com o Fernando.
Primeiramente, gostaria de dizer que sou absolutamente a favor da regulamentação, mesmo que, na atual situação eu mesmo seria prejudicado, pois estou cursando o último período do curso de Sistemas de Informação, curso que não está presente na lista da PLS 607/07, e tenho somente 3 anos de experiencia.
Entretanto, é preciso dizer que, apesar de ser a favor, concordo com muitos dos pontos levantados aqui.
Uma de minhas curiosidades com relação aos que são contra a regulamentação é saber qual seria a reação deles ao saber que o prédio onde eles moram foi projetado por profissionais extremamente competentes, mas que por um motivo qualquer não puderam/quiseram se formar em Engenharia Civil. Conseguiriam vocês dormir tranquilamente?
Ou melhor ainda, levariam seus filhos num médico se soubessem que ele não é formado em medicina, somente por causa da grande experiencia que ele adquiriu em todos os seus anos de prática sem ter sequer ido a uma universidade?
Sei que muitos vão pensar imediatamente que, no caso do médico e do engenheiro, o que está em jogo são as vidas das pessoas, estou certo?
O que me dizem então se, na ocasião de uma emergencia em sua casa, ou de um acidente grave na estrada, ao tentar fazer uma ligação para acionar o serviço de ambulâncias, descobrisse que seu telefone não está funcionando por causa de uma falha em um dos diversos sistemas da companhia telefonica?
Preciso mencionar as falhas nos sistemas que controlam aeronaves?
Poderia citar inumeros casos, que apesar de não fazerem parte do cotidiano da maioria de nós, profissionais de TI, põe a prova essa questão da gravidade da função executada por nós.
Este para mim é o grande problema - a marginalização da área.
Podemos não lidar (diretamente) com vidas a todo o tempo, mas falhas em sistemas podem causar prejuizos imensos aos clientes, podendo leva-los inclusive à falencia. Acho que não é necessário extender mais ainda esta argumentação.
Outra dúvida que tenho, já que toquei no assunto dos clientes, é: Se o diploma dos funcionários não é assim tão importante, porque as empresas os usam como 'peso' para fechar contratos com grandes empresas ou para participar de licitações?
Gostaria de saber também a opinião dos clientes sobre esta questão. Será que eles também dirão que o importante é a qualidade dos profissionais, e não o fado destes terem ou não cursado bons cursos de graduação/pós-graduação/especialização/etc.?
O que pensariam eles se soubessem que aqueles profissionais cujos diplomas e certificações foram mostrados no momento do fechamento do contrato sequer participam do projeto?
Quem são os proncipais interessados na não regulamentação da profissão?
Com certeza eu não sou. Também não acredito que sejam os profissionais de outras áreas que atuam como analistas/desenvolvedores, pois muitos daqueles que não atuam a mais de 5 anos poderiam fazer um curso na área enquanto trabalham (assim como muitas outras pessoas já fazem). Só consigo ver benefício para as empresas que nos contratam, pois quanto maior o número de profissionais disponíveis no mercado, menor o salário que é pago por elas.
Imaginem o "prejuizo" que elas (as empresas) teriam SE após a regulamentação da profissão e criação de um conselho forte, tivessemos um piso salarial de 8+ salários mínimos???
Innsolit, em 28/08/2009, 15:43
Sou a favor da regulamentação da profissão...
Pq acharam ruim a desvinculação de seu conselho dos jornalistas?? se fosse ruim nao estariam tentando recorrer...
A regulamentação irá valorizar quem possui a formação...
Carlos, em 28/08/2009, 16:42
Assim como o Bruce Dickson (vocalista do Iron Maiden), é formado em história e aplicou esse seu conhecimento em muitas das suas músicas, eu posso ser formado em engenharia e usar o meu conhecimento para desenvolver sistemas.
Qual é o problema ? Alguém me explica isso ? Não consigo entender, QUAL É O PROBLEMA ?
O mundo veio até os dias de hj, com pessoas desenvolvendo sistema incríveis, muitos deles por pessoas sem formação nenhuma na área, e dai ?
"Vamos regulamentar para impedir que isso se repita".
Informática é do ser humano assim como o futebol, onde em ambas as áreas só os que são bons sobrevivem(nem sempre).
Parem de comparar medicina com Analise de Sistema, não tem como, não que um seja melhor ou pior, mas não podemos vincular as situações uma área na outra.
Felizmente ou infelizmente(para algumas cabeças), a informática está misturado em todas as áreas.
Daqui a pouco vão dizer que um Analista de Sistema não pode fazer um software de Fluxo de Caixa pq o desenvolvedor não é formado em Contabilidade. Ué..., será que não pode acontecer, quem disse que o Projetista do software tem capacidade de abstrair a idéia de um programa contabil. Mas ele é formado em Ciência da Compatação, então deveria!!! Ou não, será ?
Estão vendo, não podemos desvincular informática de nada, é caminho de um único sentido, a volta nem sempre é verdeira.
Analisem os fatos, fiquem no mundo real, não me digam que o avião cai pq o curso de Analise de Sistema não é regulamentado ou o prédio iria cair se a Engenharia Civil não fosse regulamentada.
Programação de sistemas já é um bem da humanidade a muito tempo.
Será que uma pessoa pode desenvover um robô de brinquedo em casa e vender, acho que sim, basta ter o conhecimento.
E se eu quizer fazer um site de propaganda e vender espaço, vou poder, não.. Pq não ?
Repito, informática, sistemas, programação é o novo trunfo do século 21. As ferramentas evoluiram e ficaram de "fácil" aprendizagem, por "culpa" dos própria analistas e dos cientistas da computação.
Ou quem sabe voltamos ao Assembler, dai só os mais fortes irão sobreviver.
Juquinha, em 28/08/2009, 17:08
Esquema é fazer que nem fizeram com os jornalistas, pra que diploma ? ehehehe
Rodrigo Robles, em 28/08/2009, 17:15
Como posso impedir alguém de produzir um Software Livre? Se um sujeito faz um bom software, e publica o fonte, quem poderá impedí-lo? Eu uso somente Softwares Livres e nunca me preocupei com a formação dos desenvolvedores destes softwares.
Em 2009, na era do software livre e da quebra das patentes, regulamentação de profissões é uma coisa jurássica.
"Você contrataria um médico sem diploma?"
SIM! Confio muito mais num naturoterapeuta chinês ou indiano do que num médico ocidental. Aliás, desde criança nunca mais precisei de médicos, foi só ter uma dieta saudável e praticar exercícios físicos. A primitiva medicina ocidental trata doenças ao invés de promover saúde. Se médico entendesse de saúde, não seria médico, seria yogue. Só vejo médicos gordos, carecas e cheios de olheiras e imagino como estes caras podem ser os especialistas em saúde.
"Você contrataria um Engenheiro sem diploma?"
SIM! É o que o brasileiro mais faz, na verdade. Contrata um mestre-de-obras experiente e arruma um engenheiro para assinar a planta. O Engenheiro então cumpre seu papel hipócrita de assinar a planta e o mestre-de-obras cuida do resto.
Aliás, tá cheio de prédio e ponte caindo por aí, mas as pirâmides do Egito, que foram construídas por pessoas sem diploma, estão de pé há mais de 4.000 anos.
Roberto, em 28/08/2009, 17:31
Eu particularmente sou contra, apesar de ser formado.
Sou contra porque, como todo mundo, conhece os inúmeros cases de sucesso dentro de nossa área.
Sou contra o fato de PROIBIR quem nao tem diploma de trabalhar. Agora pagar mais ou menos pra um certo funcionário isso quem julga é a empresa.
Talvez o meio termo pra essa lei seria deixar como está,mas os projetos de TI necessitarem de uma assinatura de um cara que é formado. Não estou dizendo que esse cara formado sabe mais que os outros, ele seria só um "boneco" pra assinar os projetos para estar em conformidade com a lei. Mas quem realmente o executou e ganhou os bons salários que a nossa área paga (comparando com outras) foram os não formados.
Como já foi falado antes o mercado sabe escolher seus profissionais, e esse negócio de marginalizar, banalizar, só acontece com a empresa que nao sabe ou nao quer contratar bem.
O contra-ponto de tudo isso é que as empresas de TI no Brasil explora os profissionais inclusive de TI. Ou alguém no Brasil já pediu um salário X e recebeu uma contra-proposta da empresa oferecendo um salário 20% maior que o pedido? Conheço profissionais de TI em outros países que isso acontece a todo o momento.
Mais uma vez, sou contra, mas para o mercado brasileiro seria uma resposta as empresas que sempre fazem a contra proposta menor pois tem um outro nao formado disputando a vaga. Quando o mercado amadurecer nesse sentido essa regulamentação só atrasaria o desenvolvimento da área.
Quem vai lucrar mais com essa lei são os maus profissionais que terao um lugar ao sol sendo um "boneco" e ganhar um salário estipulado pelo piso. O resto só perde.
Alexandre, em 28/08/2009, 17:55
Estou contra .
Convido os que estejam a favor para exigir diploma para o presidente da republica e seus ministros . Pois tem muito picareta por ahi.
Vanessa, em 28/08/2009, 20:01
Boa noite a todos.
Primeiro gostaria de parabenizar a todos pela discussão sobre este tema. Já passou da hora de pensarmos e discutirmos sobre a regulamentação e profissionalização da área de TI. Segundo, que todos tem direito de ser contra ou a favor da PL e da regulamentação. Mas, para isto, precisamos primeiro entender a origem da discussão e ter em mãos todas as informações.
Minhas intenções neste momento são:
a. Encerrar discussões sobre assuntos não tratados pela PL ou que estão sendo tratados aqui com base em informação distorcida;
b. Fomentar e convidar a todos os interessados à discutir sobre o tema que interessa a todos, profissionais da área e usuários.
A autora deste artigo, por falta de conhecimento do tema ou por impaciência de ler todos os textos e pareceres, se fundou em informações desatualizadas para escrever este artigo sobre um tema tão polêmico. Constatei três itens. Primeiro, a respeito da polêmica sobre os órgãos regulamentadores. Quem ler os relatórios da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCTICI) e da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) verá que a criação dos órgãos regulamentadores foram considerados inconstitucionais e, portanto, retirados do texto final da PL. Isto quer dizer que, através desta PL, não haverá aumento de custos ou taxações abusivas por parte de órgãos regulamentadores.
Segundo, (e gostaria que me corrigissem se eu estiver errada) todos os estados brasileiros possuem um Sindicato que representa os trabalhadores em TI e, até onde meu conhecimento me permite, possuem uma convenção instituindo a jornada semanal de 40h. Se a PL propõe a redução de jornada em relação à CLT, somente está oficializando algo que já ocorre no mercado.
Terceiro, apesar de a PL citar apenas três nomes de cursos de TI a própria CCTICI interpreta e relata que o texto não restringe a formação aos cursos de mesmo nome mas dá margem para qualquer curso relacionado à TI, independente do nome dado pela instituição de ensino. Quem trabalha na área sabe que a diferença curricular entre todos esses cursos é muito pequena.
Além disto, em nenhum momento a PL proibe pessoas formadas em outras áreas de atuar em TI. Somente exige que alguém formado na área se responsabilize pela qualidade do serviço prestado. Este termo não impede que pessoas advindas de outras formações constituam sua empresa de software ou atuem em uma. Também não há distinção entre graduados e pós-graduados - diz formação superior. Outra coisa, quem está trabalhando e faz um curso de TI é coberto por outra lei: do estágio.
Quanto à discussão sobre as empresas contratarem ou não somente profissionais titulados, a PL, se considerarmos esta interpretação da lei, somente está oficializando algo que já ocorre no mercado. Não concordo com a opinião de alguns sobre a banalização do curso superior. Infelizmente isto já ocorre. Hoje, quem não tem faculdade ou curso técnico em TI já está fora do mercado. É claro que existem exceções, mas mesmo estes vão, em algum momento, para os bancos das faculdades.
Concordo com as opiniões acerca dos cursos. Distorcemos em algum momento a concepção de que faculdade é formação profissional. Minha opinião é de que faculdade é formação - ponto. No caso de cursos de TI a faculdade deve transmitir a base teórica para o profissional. A partir daí, é com ele. Ferramentas surgem a cada dia e cabe a cada profissional conhecê-las e se especializar no que desejar. Mas a base teórica é importante para que, aliado à experiência, aprimoremos a qualidade do software produzido. A formação profissional começa com a aplicação da teoria na prática durante o estágio.
Sou a favor, sim, da regulamentação da área. Talvez esta PL não esteja a contento pelo fato de levar à múltiplas interpretações. Além disto, o nome da profissão (Analista de Sistemas) não é representativo para diversos papéis em TI. Talvez o foco desta PL devesse ser o de criar a profissão e deixar para os órgãos mais próximos da prática de TI, como a SBC, de definir melhor os principais papéis e as atividades. Ou talvez o melhor é darmos um nome à profissão e criar especialidades para cada atividade, assim como ocorre em Medicina, por exemplo. Assim, você teria o Profissional de TI, especialista em Análise, Banco de Dados, Hardware, Programação, Administração, Redes, etc.
Reinaldo, em 28/08/2009, 22:10
Só porque você comprou o sistema de um empresa que tem "Analista Registrado" significa que ela sempre vai existir para ser a responsável pelo sistema? Amanhã você pode ligar e descobrir que decretaram falência. A lei não muda nada quanto a isso.
Se vão criar tal Lei, então deveriam também EXTINGUIR os mais de 20 tipos de cursos superiores de TI, que de alguma forma incluem análise de sistemas.
Como o MEC autoriza cursos que não terão mais validade nenhuma no país? Pra quê ser engenheiro de software, se não poderá desenvolver software? Pra quê ser formado em sistemas de informação, se não pode gerenciar um sistema desses? E os tecnólogos então? Devem ser extraditados pra sobreviver em outro país, porque aqui não poderão fazer mais nada.
Alguém já parou para pensar em quanto custa manter um sistema de conselhos regionais de informática? Quantos milhões de reais por ano serão necessários? Vocês acham que quem vai pagar essa conta?
Trabalho muito, e não quero sustentar os funcionários de mais um conselho, o contador do conselho, os custos da diretoria, dos fiscais, dos carros dos fiscais, pagar as contas de telefone, água, luz e internet dos conselhos, aluguéis.
Se querem regulamentar, que façam direito.
Por que não incluem na lei TODOS os cursos que envolvam TI?
Incluam todos os cursos, e definam as áreas de atuação de cada um.
Um exemplo:
Engenheiro Mecatrônico: pode sim fazer análise de sistemas, para sistemas de automação e mecatrônica, e não poderia, por exemplo, para um sistema de gestão financeira de hospitais.
Analista de Sistemas: pode fazer análise para gestão financeira de hospitais, mas não para sistemas de automação, porque não entende nada disso.
E a lei também devia prever que alguém com outra formação pode se especializar em alguma área de TI, e deveria reconhecer suas competências graças à sua pós-graduação.
É idiotice achar que dar uma carteirinha de conselho pra um mané, que se formou com média 5 em Análise de Sistemas, vai garantir a qualidade do software, que vai melhorar a imagem do país no exterior, que vai facilitar a exportação de software.
Qualidade de software não é medida em quantidade de diplomas da equipe, e sim em resultados e satisfação dos clientes.
Faça o teste: ao fazer uma proposta, pergunte o que mais importa para seu cliente:
1) Você ser formado no curso X da faculdade Y;
ou
2) Ter X clientes satisfeitos com seus serviços, e que te recomendam.
O Brasil é campeão mundial em "burrocracia", carga tributária e corrupção. Criar mais um Conselho vai aumentar as três coisas. CHEGA!!!
Otávio, em 29/08/2009, 00:25
1)
A regulamentação é recalque do pessoal da informática. Acham que profissão tem o mesmo nível de risco do que medicina ou engenharia civil. pfff...
Agora quero ver qual formado tem condições de assinar um software de controle de vôo. Acham que é só usar metologia ágil, testes, CMMI, MPRBR, engenharia de software. NÃO. Tem que fazer prova formal. Quantos graduandos ligam para cadeiras desta área? Na minha turma quase ninguém e eu também não. Vou colar para passar, né (viram?).
Talvez se algo precisa de regulamentação é essa milésima fatia do mercado de T.I. E parte esta que o currículo das faculdade está muito longe de ser qualificado.
2)
Larry Wall (criador da linguagem Perl) é lingüista;
John Carmack (ID software) não tem diploma; Marcelo Tosatti trabalhou no Linux com 18 anos (e mais um monte de gente sem diploma trabalha no kernel);
Vão banir sistemas em Perl? Vão proibir Doom 4? Vão usar só Windows?
3)
Os EUA não tem regulamentação, a Índia não tem, a Europa não tem. Na última vez que verifiquei o Brasil não era um pujante potência no de desenvolvimento de software. Esse furor de controle governamental - por conselhos - não passa de uma parte da herança maldita da corôa portuguesa.
4)
Estou me formando em Ciência da Computação na PUCRS. Sacrifiquei boa parte do meu empenho lá. Mas não vou começar a chorar e atrapalhar o trabalho de autodidatas por isso.
Joao Pedro, em 29/08/2009, 08:01
Exemplo de como os conselhos para profissões regulamentadas funcionam "bem" :
"...acordei hoje e resolvi curar as pessoas e usar um jaleco branco. Pergunto:
Posso ser médico??..."
Não, um analista não pode vestir um jaleco e substituir um médico, entretanto, um médico com conhecimento em informática pode desenvolver uma aplicação científica (software) para a área médica.
O fragmento de texto a seguir, faz parte da justificativa do projeto de Lei 1561, ver maiores detalhes em http://homepages.dcc.ufmg.br/~bigonha/Sbc/pl1561-justifica.html ou em http://homepages.dcc.ufmg.br/~bigonha/Sbc/pl1561.html
"Diferentemente de outras áreas do conhecimento humano, a Informática permeia de forma profunda e evidente quase todas as áreas do conhecimento humano. Para resolver problemas com nível adequado de qualidade, além dos conhecimentos técnicos de Informática, o profissional deve possuir competência nas áreas da aplicação específica, sejam elas de engenharia, medicina, administração, música, etc. Se no início a multidisciplinaridade da formação profissional era uma conseqüência direta da inexistência de cursos superiores de Informática, hoje é uma exigência para atender à demanda da sociedade por aplicações novas e cada vez mais sofisticadas. E multidisciplinaridade se constrói sobre as férteis bases da liberdade de atuação profissional.
A Informática é como o idioma nacional de um povo, sendo, em alguma medida, usada por toda a população no seu dia a dia. Assim, da mesma forma que todos devem ter liberdade para ler, escrever e falar, o desenvolvimento e uso da tecnologia da informação não podem ficar restritos a uma classe de cidadãos. É essencial para o País a participação de todos os profissionais liberais e técnicos de todos os níveis para o pleno desenvolvimento da Informática nacional. "
Como disse o Gustavo :
"Gostaria de UM ÚNICO EXEMPLO, de um PAÍS QUALQUER, que tenha regulamentado a informática..."
Ricardo Luiz, em 03/09/2009, 18:52
Apoio 100%, a lei não diz que você não pode ser programador sem o diploma, o que você não pode é ser "Analista de Sistemas" ou seja o responsável pelo sistema.
Só é contra quem se formou em outra faculdade e não teve competência para exercer tal função, ou quem achou que era desperdício fazer uma faculdade, tenho certeza que 90% dos que ralaram 4 anos ou mais para se formar são a favor!
CCFO, em 04/09/2009, 20:18
Gente me desculpe, mas é ridículo, ler tanta ignorância junta. Advogado, médico podem exercer a profissão sem ser formado nos respectivos cursos? É por isso que a área de TI não tem valor. Hoje qualquer cidadão pode se tornar um profissional da área de TI, isso é ridículo, um absurdo!Eu também poderia estudar, treinar e me tornar uma excelente advogada, dentista, isso é aceitável na nossa sociedade? Os irresponsáveis e muitos até ignorantes que me desculpem: ou vão estudar, passar no mínimo 4 anos cursando uma faculdade ou vão exercer uma função técnica dentro de suas possibilidades! Ah, e aqueles que se formaram em outros cursos superiores e se frustraram não exercendo-os, e que queiram ser profissionais da área de TI que façam novamente o curso superior na área de TI! Apoio 100% a regulamentação !!!!!
Ana Claudia Cruz, em 06/09/2009, 22:47
Me diz: qual é a lógica de um país que avançou positivamente na desregulamentação da profissão de jornalista, agora querer 'regulamentar' a tal profissão de analista de sistemas? Outra coisa: vamos ter mais sistemas vindo de outros países porque o Brasil não vai ter mão-de-obra 'formada' para suprir as necessidades internas. Esse projeto de lei é um absurdo completo!
adriano amador da silva (wi-fi-solutions), em 07/09/2009, 00:37
ola boa noite acho isso ,ridiculo ter um diploma de nivel superir para poder atuar na area de análise de sistema ,nao tenho nem curso profissonalizante de informatica somente o cursinho que fiz no ano de 1995 de windows 95 , mais desafio muitos que tem faculdade de de informatica ,hoje tenho um ampro conhecimento na area de redes e programação voltada para soft livre linux aprendi tudo que sei ao longo 13 anos de esperiencia na area sozinho tenho esperiencia suficiente para atuar com N linguagem de progração e nao tenho nemhum diploma meu amigo isso de programar esta no sangue nao na faculdade do sujeito esta na veia ,durmu comsumindo informatica ,hoje atuo na em programação voltada para tecnologia LINUX QNX vichi acho que muitos nem vai saber oque e isto vcs que acabaram de sair da fuculdade rsrsrs white hat
Rafael (BoxWorks), em 07/09/2009, 15:47
Como alguém falou há muitos comentários atrás, antes de mais nada o pessoal deveria aprender a escrever, usar acentos, pontos, formar frases aceitáveis, depois tentar algo mais.
Dói ler alguns comentários. Não sei se é por estar na Internet que acaba esquecendo do português... mas como queremos ser levados a sério se nem sabemos o nosso próprio idioma?
Parece nosso meritíssimo presidente (tudo minúsculo mesmo, ele não merece coisa melhor).
Tax Man, em 07/09/2009, 16:23
Quando chegar o boleto de pagamento da anuidade de uns R$ 250,00 quero ver se os que são a favor hoje ainda serão.
Certamente alguns ingenuos dirão "ah, mas serão efetuadas diversas melhorias para a classe", "os Analistas vão ganhar mais e vai compensar", "seremos mais valoriados"... sim.. vemos esse exemplo em outros casos no Brasil, né?
Que ilusão, fassssfavor!
Daniel, em 08/09/2009, 15:35
Parece que existe um anexo nesta proposta, definindo que só poderão exercer a profissão os indivíduos que passarem no exame de proficiência de escrita em português brasileiro, para que os produtos de trabalho destes sejam no mínimo entendíveis. Bom, aí realmente teremos poucos analistas. Vamos ter de importar mão-de-obra.
Ca, em 08/09/2009, 17:37
Tenho formação técnica, e o meu curso técnico tem registro no CREA (Pago minha taxinha etc etc ). Fiz mais de 4mil horas aula, não se surpreendam, o curso de técnico em Mecatrônica do SENAI em Caxias do Sul eram 2 anos de meio de aula, de manhã e de tarde, todos os dias, muito mais que muitas engenharias ou curso de analista de sistemas atuais existentes por ai.
Também tenho uma empresa que desenvolve sistemas de integração entre software e hardware.
Eu pessoalmente projeto nas duas áreas e assino meus projetos, porque, segundo o CREA, a minha qualificação permite isso, pois mecatrônica envolve Mecânica, Mecatrônica e Informática. Fiz disciplinas de Programação 1,2,3 e 4, além ter muitas outras disciplinas que aplicam a programação em sistemas na área da engenharia muito mais complexos que qualquer BSC da área de TI.
Agora pergunto, essa nova regulamentação na área de software irá impedir que eu assine os projetos pois não tenho formação em informática ??
Se sim, invertendo os papéis, vou poder cobrar que os Analistas de Sistemas NÃO façam sistemas que envolvam a engenharia ou conhecimento técnico porque não tem especialização específica para tal área ??
PERGUNTA TOLA ESSA NÉ, PRA MIM, ESSA DISCUSSÃO É TOLA. Mas podem ter certeza, que devido a presença da informática em todas as áreas possíveis nesse mundo gigantesco, esse será o sentimento.
Por que o cara que é analista em sistemas pode assinar um projeto que envolverá outra área, e eu, que tenho conhecimento dessa área, não posso implementar um sistema utilizando esse meu conhecimento ?
Acho que a área da informática tem valores em COMUM a tudo, impossível não ter, estamos no século 21, a restrição será igual a regressão.
Não querendo menosprezar nenhum curso, mas é impossível comparar qualquer área com medicina, advocacia e engenharias porque esses fantásticos cursos são simplesmente os 3 ALICERCES de qualquer Universidade ou de qualquer meio que se possa viver. São os 3 cursos mais clássicos existentes no mundo em toda a história, e isso nunca irá mudar, dizer o contrário, é ir contra tudo o que a humanidade criou até hoje.
A regulamentação irá criar muitos obstáculos desnecessários, porque a informática não pertence a informática, mas sim a todos.
Marcos Antonio Beneteli, em 09/09/2009, 07:09
Bom, eu possuo um curso técnico de processamento de dados com duração de um ano e não sei se esse diploma tem algum valor...
Ex Hacker, em 09/09/2009, 10:29
Conheço uma pessoa que montou uma empresa que fatura R$10 milhões por ano e emprega 100 programadores, e ele não concluiu sequer o primeiro semestre da faculdade, pois estava muito ocupado dia e noite pesquisando e desenvolvendo no seu quarto o sistema que veio a viabilizar tudo isso.
Isso é uma história REAL, que não poderia ter acontecido se, em vez de desenvolver o sistema, o dono da empresa tivesse que dedicar o seu tempo para os estudos. E quem optou por estudar é empregado dele hoje.
O que ele fez foi INOVAR, quebrou paradigmas, foi uma OPÇÃO.
Se a profissão fosse regulamentada, ele seria OBRIGADO a contratar um bagual pra ficar assinando o tabalho dele. E como ele iria pagar, se não poderia vender o seu sistema para os primeiros clientes que viabilizaram o negócio?
Regulamentar é totalmente o oposto de EMPREENDER, nesse caso.
Gustavo, em 09/09/2009, 14:17
Ridiculo...não existe outro termo que não seja este para aqueles comentários contrários a aprovação da regulamentação desta profissão. São por pensamentos tão pequenos que temos um Presidente semi analfabeto. Como é possivel voce passar por longos 5 anos dentro de uma Universidade e jamais ser reconhecido. Não acredito que em pleno sec. XXI ainda existam pessoas que não conseguem levantar a cabeça e ficam olhando para o seu proprio umbigo. Pensem naqueles que ralaram por este longo periodo, que tiveram que abdicar de muitas coisas boas para poder concluir uma faculdade. Se querem ter o mesmo direito, vão a luta e enfrentem uma Universidade ao invés de querer sugar o que não lhes é de direito.
Fernando Luís Saling (Sítio Eletrônico), em 09/09/2009, 16:22
Continuo a favor da regulamentação. Que bom que tem existem empreendedores. Considero-me um deles e tenho que competir com não graduados, com os sem empresa, com os construtores de sites, com os copiar e colar, etc. Acredito que existem alguns gênios no mundo. Estes, vão se sobressair e ter seu espaço independente da regulamentação.
Ivan, em 11/09/2009, 10:03
Só uma observação, Sistemas de Informação não é um curso tecnológico, como foi dito a cima!
“E quanto a quem é formado em sistemas de informação, ou em outros cursos tecnológicos? Ou então quem trabalha em análise de sistemas há três ou quatro anos. Ele terá de ser demitido!”, preocupa-se Turk Faria.
Ana Claudia Cruz, em 11/09/2009, 13:13
Sou totalmente CONTRA. Está tudo funcionando bem assim. Tem que regulamentar nada! Os defensores da regulamentação argumentam benefícios que são puras suposições sem embasamento estudado, são paralelos com outras profissões completamente diferentes da área de TI. O que ocorre é que existe um louco na Câmara de Deputados, querendo se mostrar `o cara moderno que olhou para aqueles loucos dos computadores`, louco para preencher um currículo e fazer caso. Se aproveitam da gente, que geralmente detestamos política, para mostrar que existe alguém interessado na `classe`. De interessado, ele só está no teu voto. Temos é que dar um grande NÃO a essa palhaçada!
David Farina, em 12/09/2009, 20:00
Eu sou a favor da lei...
Em poucas palavras, você aceitaria ser operado por um médico que não seja médico, e sim um curioso que aprendeu medicina aos trancos e barrancos, com a ajuda do google ? não, né ? pois é, a comparação pode parecer descabida, mas não é, uma caquinha de um analista pode ferrar com uma empresa...
Nao estou afirmando que alguem formado seja altamente capacitado e alguem sem diploma seja um jumento, apenas digo que, quem fez faculdade sabe muito mais fundamentos e formas de trabalho correta, do que quem apenas le livros e conversa com o google :p
Elton, em 09/10/2009, 12:40
Uma Única CONDIÇÃO !!!!!!!!
dar tempo para os profissionais se regularizarem!!!!!
Fabio, em 13/10/2009, 18:47
Quando o âmbito chega a uma gravidade alta (como por exemplo, um sistema crítico que possa causar travamento num procedimento médico), um profissional da informática nem poderia, mesmo que formado em área de TI, atuar no projeto sem o acompanhamento de um profissional da medicina com algum entendimento na área. Informática é informática, medicina é medicina. São coisas completamente distintas e não podemos usar como analogia para trazer a regulamentação em nossa ``categoria``. Regulamentação só serve para atrapalhar.
Adriano, em 21/10/2009, 09:02
Bem, se vermos o que esta ocorrendo com os profissionais de comunicação (Jornalista, Propaganda, Radialista, etc...) onde não esta sendo mais obrigatório o registro que regulamenta a profissão. Chegamos a conclusão que isso não ira fazer diferença alguma. É utópico achar que isso venha trazer melhoras.
Daniel P. Guimarães, em 10/11/2009, 12:25
Trabalho com desenvolvimento de sistemas há 15 anos, passando por dBase, Clipper, Delphi, PHP, SQL, etc. Durante todos estes anos não tive minha CTPS registrada como analista de sistemas, embora eu tenha atuado como analista e programador na forma de emprego, autônomo e empresário.
Hoje sou formado em Matemática e tenho sistema instalado em dezenas de milhares de computadores no Brasil e no exterior. Minha formação acadêmica veio quando eu já era um profissional experiente no desenvolvimento de sistemas. Além disso já trabalhei em uma grande empresa, na qual liderei uma equipe de desenvolvimento de sistemas composta por analistas programadores com formação em TI concluída ou em andamento.
Apesar de toda minha experiência e competência, estou excluído do PL supra-citado, pois não tenho como comprovar OFICIALMENTE (com papel) minha experiência, pois não tenho CTPS assinada como analista e não tenho diploma em TI.
Entendo que desenvolvimento de sistemas é um assunto transversal que envolve administração, matemática, contabilidade, direito, engenharia, medicina e todas área do conhecimento humano. Portanto não faz sentido ser privilégio de uma minoria.
Com relação aos riscos envolvidos em um software mal desenvolvido (citado por Rafael, em 26/08/2009, 23:58), é bom lembrar que gigantes de software (exemplo: Microsoft) não se responsabilizam pelos riscos de usar seus softwares, o que pode ser constatado no contrato de licença de uso (exemplo: EULA.TXT do Windows).
Além do mais a maioria dos softwares para automação comercial e afins atualmente precisam ser certificados por instituições especializadas, como acontece com TEF, ECF, etc. Eu, por exemplo, homologuei um sistema com integração com TEF sem ter que corrigir uma linha sequer do software e no mesmo dia haviam mais 5 desenvolvedores se matando para encontrar os bugs apontados pela empresa certificadora. Provavelmente alguns daqueles têm diploma de TI (rsrs).
Por fim, sou contra este PL por que o mercado precisa menos de diploma e mais de competência.
Gustavo (GEOMAIS- Eng. Geoinformação Ltda), em 10/11/2009, 14:06
Lendo o ultimo comentário, pergunto: Ao invés de fazer uma universidade de matemática meu caro Daniel, porque não fez de computação que voce ja estava no ramo. Na minha visão voce está reclamando sem razão nenhuma.
Elton, em 10/11/2009, 14:41
Gustavo, ambos sabemos que universidade não segura uma pessoa a uma certa profissão. Não é verdade?
Eu acho justo uma lei dessas desde que dê tempo para os profissionais concluírem os novos cursos.
A lei precisa entrar em vigor uns 4 anos após ser aprovada.
Antes desse tempo fica muito injusto para os profissionais já estabelecidos na profissão.
Imagine o caos que seria de empresas de TI fechando aos montes e seus clientes(com os dados em suas mãos) desesperados...
Ca, em 10/11/2009, 15:22
Ba Gustavo, cara, o Daniel simplesmente relatou o caso da grande maioria dos desenvolvedores e pesquisadores de tecnologia nesse mundo, que é ser formado em uma área que utiliza a informática para resolução de seus problemas. Idem pra Medicina, Engenharia, Direito, etc etc etc etc..... TUDO.
Eu tinha um professor de cálculo na faculdade, formado apenas em matemática, que desenvolvia algorítmos avançados para o Matlab, somente com o conhecimento de lógica adquirido na sua faculdade. Matlab para que não conhece é um software utilizado em muitas áreas na engenharia, física.., entre outras.
Então vejam, um matemático fazendo software para engenheiro, qual é o problema ?
Estamos no século 21, não tem mais como criar exclusividades.
Se eu sou físico e quero criar um software na minha área para ser comercializado, tenho que poder.
Se eu sou engenheiro e quero fazer um software na minha área tenho que poder.
Se eu matemático.... , tenho que poder.
Se eu Geólogo......, tenho que poder.
Se sou da Teologia......, tenho que poder.
Não há mais limite para isso, e não há motivos para se criar esses limites, todos tem acesso a computadores e baixar uma IDE e programar.. isso ta em todos lugares, é de todos.
Se a questão é qualidade, bom, dai existem meios de se medir essa qualidade citados pelo Daniel, mas acho que esse problema, como muitos falam, não está na falta de pessoas formadas em informática, mas sim do conhecimento dessas pessoas nas mais diversas áreas que um software pode atingir.
Temos que diversificar o conhecimento, todos devem ter direito de fazer seu software.
Micro, em 10/11/2009, 16:05
É por estas defesas a não regulamentação de uma profissão academica frequentada durante 5 anos que proponho então um curso de medicina, odonto, eng. civil, etc...a distancia. Por que não.. Daqui um pouco voce tropeçar em "médicos" operando nas calçadas, dentistas obturando nos fundos de quintal e por ai afora....pensem nisso. Já não acham injusto uma consulta médica por sei la 300,00 reais. Qual foi o tempo que este profissional frequentou uma universidade...5 ou 6 anos...nós da informatica frequentamos 5. E ai vcs tem coragem de dizer q são profissionais. Só falta ainda dizer que são eleitores do Lula, pq dai eu me rendo...ai todos terao razao. País governado por analfabeto só pode querer vetar este projeto mesmo.
Claudionir, em 28/11/2009, 13:49
Não que eu queira me achar, mas dou um baile em muito graduado por aí....
Luiz Antonio Xavier (microluiz@hotmail.com), em 28/11/2009, 16:41
Essa lei tem características corporativa, indícios de lobe e cheira a xenofobia.
O cidadão que propõe uma lei nessas características, sofre extrema falta de conhecimento
do mercado e da dinâmica do segmento da informação, nosso segmento e tão dinâmico que se a pessoa
termina o curso, seja ele superior ou técnico, e ficar fora da área por algum tempo, fatalmente
estará fora do mercado ou enfrentara serias dificuldades. Trabalho a 30 anos na área de informática, faço de tudo,
já desenvolvi software em quase tudo que é área, desde construção civil a aplicativos contábeis e fiscais,
comerciais, etc. já ajudei diversas turmas a terminarem seus cursos superiores,
já cheguei a ganhar grana só fazendo isso, e nunca fiz um curso sequer, isso não tem nada a ver com canudo, e sim
competência, nessa área o manda e a competência e conhecimento. Claro que a formação acadêmica e importante
e deve ser buscada sempre, o fato de nunca ter feito um curso, não é sinônimo de despreparo,
mesmo com 30 experiência na área não ha um dia sequer, quase sem exageros,
que eu não estude alguma coisa, seja sobre programação, redes, lançamentos, etc.
somos ETIs especialistas em tecnologia da informação, mas na verdade talvez devêssemos ser chamados de ETI
extras terrestres da Informática. Abraço a todos.
Ha... se fosse na época da inquisição esse camarada seria tratado com herege.
Paulo Dias (MSD), em 12/12/2009, 12:18
Apesar de ster formação na area de TI, temos excelentes profissionais que não tem formação superior isso realmente e prejudicial para o setor.
Um programador para ser excelente precisa ser autodidata independente se ele fez faculdade, a formação superior em ciencias da computação, engenharia de software e so um diploma na verdade o profissional precisa de no minimo 10 anos na area para se tornar excelente.
Karina, em 13/12/2009, 12:06
Trabalhar cobrando não pode, mas de graça pode?
Então eu sem faculdade posso devenvolver no linux?
Posso dar de graça oq antes nós cobraríamos??????
Viviane Souza (Sorocaweb), em 04/01/2010, 15:17
Um exemplo, meu sogro foi Mestre de Obras há anos, não tem formação superior e tem muito mais vocação, talento e conhecimento para exercer a profissão de Engenheiro Civil do que muitos graduados por aí...
Cada caso é um caso. Em algumas profissões, por mais que se tenha talento, sem diploma, não podemos exercer a atividade; é o que irá acontecer com a profissão de Analista de Sistemas.
Em todas as áreas de atuação existem pessoas não graduadas que possuem muito mais talento do que aqueles que fizeram 4 ou 5 anos de faculdade.
Fábio (SSL Technology), em 26/01/2010, 13:43
Diploma não sinal de que uma pessoa pode ou não exercer uma determinada atividade, muitas outras atividades importantes são exercidas sem um diploma, "atividades politicas como a presidência é um exemplo disto".
Acho que deveria haver sim é uma redução na tributação dos profissionais que trabalham como "PJ", pois, as empresas que se beneficiam com isto, contratando profissionais neste regime e economizando no custo que um profissional de porte custaria a empresa se fosse contratado como CLT