<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?>
<rss version="2.0">
<channel>
<title>Baguete - Tecnologia e Informação - Jornalismo empresarial digital</title>
<link>http://www.baguete.com.br/</link>
<description>Colunistas do Baguete.</description>
<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 23:04:57 -0200</pubDate>
<generator>Baguete</generator>
<image>
	<title>Baguete Diário</title>
	<width>139</width>
	<height>70</height>
	<link>http://www.baguete.com.br/</link>
	<url>http://www.baguete.com.br/media/image/logo-rss.gif</url>
</image>
<language>pt-br</language>
<webMaster>suporte@agenciainternet.com.br</webMaster>

<item>
	<title><![CDATA[Ery Jardim - Procuram-se brasileiros que queiram ser campeões mundiais. Quem se habilita?]]></title>
	<pubDate>Wed, 03 Feb 2010 15:48:07 -0200</pubDate>
	<link>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3264</link>
    <description><![CDATA[<p style="margin: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"><font face="Calibri" size="3">Procuram-se brasileiros que queiram ser campe&otilde;es mundiais</font></p><p style="margin: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"><font face="Calibri" size="3">Ser um campe&atilde;o mundial em qualquer competi&ccedil;&atilde;o oficial &eacute; um grande feito. Consequentemente, exige muito preparo e determina&ccedil;&atilde;o, afinal, esses t&iacute;tulos s&atilde;o conferidos aos melhores do mundo em suas &aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o. E s&atilde;o justamente essas pessoas que est&atilde;o sendo procuradas aqui no Brasil. Quem sabe, elas n&atilde;o est&atilde;o aqui no Rio Grande do Sul.</font></p><p style="margin: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"><font face="Calibri" size="3">Nos &uacute;ltimos anos, pa&iacute;ses dos cinco continentes organizam seletivas por meio de campeonatos locais em centros certificadores autorizados para provas da Microsoft e da Adobe, envolvendo mais de 80 mil jovens entre 14 e 22 anos, que disputam uma vaga na final do Campeonato Mundial de Office (Excel e Word) e do Campeonato Mundial de Adobe (Dreamweaver, Flash e Photoshop). </font></p><p style="margin: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"><font face="Calibri" size="3">Os melhores de cada pa&iacute;s, ap&oacute;s demonstrarem suas habilidades e conhecimentos - por meio da realiza&ccedil;&atilde;o de provas de certifica&ccedil;&atilde;o &ndash; ao serem submetidos a novos testes, obter&atilde;o o t&iacute;tulo de World Champion, quando conquistarem a maior pontua&ccedil;&atilde;o com o menor tempo.</font></p><p style="margin: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"><font face="Calibri" size="3">O The Worldwide Competition on Microsoft&reg; Office e o Certified Associate Competition s&atilde;o campeonatos mundiais organizados anualmente pela Certiport (<a href="http://www.certiport.com/" class="linkEditor">www.certiport.com</a>), com o apoio na Am&eacute;rica Latina da ETC Iberoam&eacute;rica (<a href="http://www.etciberoamerica.com/competencia" class="linkEditor">www.etciberoamerica.com/competencia</a>), que t&ecirc;m como objetivo reunir os usu&aacute;rios mais talentosos em Microsoft&reg; (Word e Excel) e em Adobe&reg; CS4 (Dreamweaver, Flash e Photoshop).</font></p><p style="margin: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"><font face="Calibri" size="3">Em 2010, as finais do The Worldwide Competition on Microsoft&reg; Office ser&atilde;o realizadas, em Utah, nos Estados Unidos. O finalista brasileiro ir&aacute; &agrave; Am&eacute;rica do Norte com um acompanhante com todas as suas despesas pagas e poder&aacute; voltar como o t&iacute;tulo de Mister (ou Miss) Office 2010. Vale lembrar que as meninas ficaram sempre entre as primeiras colocadas nas competi&ccedil;&otilde;es anteriores.</font></p><p style="margin: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"><font face="Calibri" size="3">A grande sacada das competi&ccedil;&otilde;es est&aacute; em fomentar o uso das ferramentas de produtividade desde cedo nos jovens, al&eacute;m de propiciar que milhares de novos certificados surjam e se desenvolvam ano ap&oacute;s ano, suprindo um mercado presente e futuro que busca por proficientes e produtivos em tecnologia de massa.&nbsp; </font></p><p style="margin: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"><font face="Calibri" size="3">No Jap&atilde;o e na Cor&eacute;ia do Sul, por exemplo, essas certifica&ccedil;&otilde;es fazem parte do curr&iacute;culo escolar. Nestes pa&iacute;ses s&atilde;o aplicadas cerca de 1 milh&atilde;o e 500 mil provas de certifica&ccedil;&atilde;o por ano. Certamente, esses jovens iniciam suas carreiras como profissionais mais capacitados e mais reconhecidos, pois s&atilde;o validados pelos &ldquo;fabricantes&rdquo; como proficientes e produtivos. Ali&aacute;s, duas caracter&iacute;sticas cada vez mais exigidas no mundo corporativo. </font></p><p style="margin: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"><font face="Calibri" size="3">Ser&aacute; que n&atilde;o est&aacute; na hora de as nossas escolas come&ccedil;arem a realizar movimentos de profissionaliza&ccedil;&atilde;o e de certifica&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica que nos deem campe&otilde;es?</font></p><p style="margin: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"><font face="Calibri" size="3">_____________<br />Ery Jardim &eacute; cientista da Educa&ccedil;&atilde;o pela Universidade Ca&rsquo;foscari de Veneza e diretor de Educa&ccedil;&atilde;o Corporativa da ETCIberoamerica para o Brasil.</font></p>]]></description>

	
	<guid>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3264</guid>
</item>
<item>
	<title><![CDATA[Sílvia Somenzi - Idéias Influentes]]></title>
	<pubDate>Wed, 03 Feb 2010 10:39:27 -0200</pubDate>
	<link>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3263</link>
    <description><![CDATA[Voc&ecirc; pode muitas vezes se perguntar, se &eacute; ou n&atilde;o &eacute; uma pessoa influente; que pode, atrav&eacute;s de suas id&eacute;ias e opini&otilde;es, mudar o rumo de decis&otilde;es, de estrat&eacute;gias, de neg&oacute;cios, de a&ccedil;&otilde;es, de vidas.<br /><br />Ser influente &eacute; ter o poder de ser ouvido, ser considerado e ser devidamente compreendido em seu meio, significando que voc&ecirc; &eacute; uma referencia.<br /><br />&Eacute; uma esp&eacute;cie de respeito que &eacute; adquirido atrav&eacute;s de postura e coer&ecirc;ncia entre o que se pensa e o que se faz e que se traduz igualmente em relacionamentos que voc&ecirc; cultiva e conquista ao longo do tempo e que s&atilde;o de reciprocidade e de troca, de forma a gerar crescimento rec&iacute;proco e despertar consci&ecirc;ncia.<br /><br />&Eacute; um complexo alinhamento entre a sua habilidade em se colocar no lugar do outros e entender profundamente o qu&ecirc; pontos de vista diferentes podem significar para todos.<br /><br />&Eacute; reconhecer impactos e orientar as decis&otilde;es, ciente destes impactos.<br /><br />E assim &eacute; que as id&eacute;ias influentes adquirem um poder imenso na forma como as pessoas passam a enxergar o que as cerca, passam a questionar-se, passam a pensar &ldquo;saindo da caixa de areia&rdquo; e se disponibilizam a agir.<br /><br />Muito importante entender que uma id&eacute;ia influente est&aacute; relacionada ao conceito de sucesso, ou seja, percebida como bem sucedida e atemporal, portanto identificada como positiva em seu meio.<br /><br />Voc&ecirc; pode reconhecer varias destas que lhe s&atilde;o referencias, sejam estas vindas de quem for (inclusive de si pr&oacute;prio), e que sempre trazem impacto sobre as a&ccedil;&otilde;es que se realiza, pois lhe fazem parar e pensar.<br /><br />No mundo dos neg&oacute;cios, a legitimidade da influ&ecirc;ncia nunca est&aacute; relacionada, por exemplo, a um cargo que se assume; ou a poder financeiro que se possua; ou a um batalh&atilde;o de colaboradores que se comande; justamente porque isso pode ser transit&oacute;rio, mas est&aacute; relacionada ao que a pessoa faz e conquista, e se torna, aos olhos dos outros, admir&aacute;vel.<br /><br />Voc&ecirc; reconhece este poder em algu&eacute;m que conquista o seu respeito porque fez por merecer para chegar onde est&aacute; e pela coer&ecirc;ncia da atitude. E voc&ecirc; &eacute; algu&eacute;m que possui este poder porque desperta o respeito e &eacute; considerado pela sua atitude.<br /><br />Mais do que em qualquer outro lugar, &eacute; no mundo dos neg&oacute;cios que id&eacute;ias influentes t&ecirc;m impacto mais vis&iacute;vel, porque representam caminhos a serem seguidos que far&atilde;o o mercado direcionar os seus movimentos claramente e deixam &agrave; mostra a influ&ecirc;ncia que estas id&eacute;ias representam.<br /><br />E voc&ecirc; pode se perguntar: &ldquo;como pode fazer para trazer a tona o que voc&ecirc; considera importante e transformar-se algu&eacute;m influente?&rdquo;<br /><br />E a reposta a isso &eacute; que voc&ecirc; nunca deve se preocupar em ser influente, em ser reconhecido como influente, em ser notado como influente ou que as suas id&eacute;ias sejam id&eacute;ias influentes, porque o foco nunca deve ser voc&ecirc; mesmo.<br /><br />Quando voc&ecirc; se focalizar em ser aprender, em ouvir, em se preparar, em ser correto, em fazer a sua parte com os outros, em colaborar sempre mantendo a integridade no que voc&ecirc; faz, em fazer acontecer, mesmo nas menores coisas, &eacute; a&iacute; que a sua influencia aparece, porque as pessoas naturalmente saber&atilde;o que podem contar com voc&ecirc; e que voc&ecirc; se importa.<br /><br />Nunca se esque&ccedil;a de que se importar &eacute; o que sempre far&aacute; total diferen&ccedil;a.<br /><br />As empresas s&atilde;o formadas por pessoas, que buscam colabora&ccedil;&atilde;o, que oferecem colabora&ccedil;&atilde;o e que precisam de colabora&ccedil;&atilde;o e isto s&oacute; acontecem quando as pessoas se importam.<br /><br />Se voc&ecirc; refletir, as pessoas que lhe influenciaram at&eacute; agora e lhe s&atilde;o refer&ecirc;ncias, sempre contribu&iacute;ram de alguma forma para o seu crescimento e certamente estimularam voc&ecirc; a pensar e enxergar o mundo muito al&eacute;m do seu &ldquo;pr&oacute;prio quintal&rdquo;, fazendo voc&ecirc; reconhecer pontos de vista antes nunca percebidos ou at&eacute; sob novos e desafiadores &acirc;ngulos.<br /><br />E ent&atilde;o pensar sobre id&eacute;ias influentes de todos os tempos tornar&aacute; clara a sua atemporalidade, porque estas falam sobre comportamento e postura e sempre se referem a pessoas.<br /><br />E por isso &eacute; fundamental voc&ecirc; estar aberto a refletir sobre as influencias que voc&ecirc; permite sobre si mesmo e a que gera sobre os outros.<br /><br />Reflita. Importe-se.]]></description>

	
	<guid>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3263</guid>
</item>
<item>
	<title><![CDATA[Felipe Basso - O analfabyte Antônio Fagundes]]></title>
	<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 13:43:32 -0200</pubDate>
	<link>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3262</link>
    <description><![CDATA[Ant&ocirc;nio Fagundes &eacute; um analfabyte. Ele s&oacute; quer ser moderninho, deixemo-lo em paz. &Eacute; bacaninha ser analfabyte.<br /><br />Para que se ligar em Facebook, Twitter, Orkut, MSN, se podemos ficar em casa lendo livros. A leitura &eacute; uma &oacute;tima desculpa para n&atilde;o se conectar. <br /><br />Quem l&ecirc; livros parece inteligente, quem navega, parece superficial. O que ser&aacute; que nos tornava (ou nos parecia tornar) inteligentes antes da exist&ecirc;ncia dos livros? Qual seria a desculpa humana para n&atilde;o ir ca&ccedil;ar? <br /><br />- Ah, eu n&atilde;o gosto de ca&ccedil;ar. Prefiro ficar na minha caverna, desenhando rabiscos nas paredes. Voc&ecirc; consegue imaginar isso? O homem da caverna n&atilde;o tinha escolhas. <br /><br />Segundo Fagundes, voc&ecirc; n&atilde;o se exp&otilde;e se fica em casa lendo livros, na rede, pelo contr&aacute;rio, voc&ecirc; est&aacute; totalmente exposto.<br /><br />Para um ator, realmente, exposi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; algo muito adequado. N&atilde;o &eacute; bom para a carreira. Deve ser por isso que Ant&ocirc;nio Fagundes aceitou o papel de Rei do Gado (quem n&atilde;o lembra?), em uma novela das 9, quando ainda era das 8.<br /><br />Afinal, novela em hor&aacute;rio nobre n&atilde;o &eacute; exposi&ccedil;&atilde;o se comparada com a rede. Ah, e tamb&eacute;m topou a refilmagem de Carga Pesada, encarou o cinema, o teatro. S&oacute; atividades imunes &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o.<br /><br />Convenhamos, por que um cara como o Ant&ocirc;nio Fagundes precisa deixar seu estado de analfabeto digital? Ele j&aacute; n&atilde;o precisa &ldquo;perder tempo&rdquo; atualizando rede social, enviando e recebendo e-mails (ele jura que n&atilde;o tem e-mail) ou criando um blog para apresentar seus trabalhos. <br /><br />Provavelmente, ele tem uma secret&aacute;ria, ou mais de uma, que devem fazer esse trabalho enquanto ele fica em casa lendo livros.<br /><br />As pessoas n&atilde;o est&atilde;o conectadas somente para &ldquo;aparecer&rdquo;, apenas por exibicionismo. Nos conectamos para trabalhar e para nos divertir, para encontrar amigos, para trocar informa&ccedil;&otilde;es, para adquirir cultura (sim, isso tamb&eacute;m pode ser feito na rede). Estamos conectados por que hoje isso representa o mesmo que ca&ccedil;ar, l&aacute; na &eacute;poca das cavernas. &Eacute; quase como ou voc&ecirc; se conecta ou voc&ecirc; n&atilde;o tem o jantar.<br /><br />A rede tem muito lixo. Concordo. E as livrarias? Est&atilde;o tomadas de lixo tamb&eacute;m. A diferen&ccedil;a &eacute; que o lixo na livraria custa muito mais caro. E ainda tem que pagar estacionamento. <br /><br />O pior analfabyte &eacute; aquele que n&atilde;o quer navegar.]]></description>

	
	<guid>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3262</guid>
</item>
<item>
	<title><![CDATA[Janer Cristaldo - Universidade, a melhor corrupção]]></title>
	<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 02:17:11 -0200</pubDate>
	<link>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3261</link>
    <description><![CDATA[O juiz Ivor&iacute; Luis da Silva Scheffer, da 2&ordf; Vara Federal Criminal de Florian&oacute;polis, decidiu que descumprir condi&ccedil;&atilde;o de bolsa do CNPq n&atilde;o &eacute; crime.<br /><br />E determinou o arquivamento de investiga&ccedil;&atilde;o contra ex-bolsista do CNPq, que n&atilde;o cumpriu o compromisso de retornar ao Brasil e empregar o curso de doutorado conclu&iacute;do no exterior. Segundo o magistrado, que acolheu o parecer do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal (MPF), a conduta n&atilde;o pode ser considerada crime de estelionato, mas somente inadimpl&ecirc;ncia contratual.<br /><br />Traduzamos do juridiqu&ecirc;s ao portugu&ecirc;s. O juiz est&aacute; dizendo que dilapidar dinheiro p&uacute;blico em proveito pr&oacute;prio n&atilde;o &eacute; crime. &Eacute; uma tese. Todos os professores inadimplentes da UFSC &ndash; e s&atilde;o legi&atilde;o &ndash; v&atilde;o adorar. H&aacute; uns bons trinta anos, denunciei esta corrup&ccedil;&atilde;o nos jornais de Santa Catarina. Houve rebuli&ccedil;o na Reitoria, na ma&ccedil;onaria, no PT, a den&uacute;ncia foi &agrave; Receita Federal, &agrave; Pol&iacute;cia Federal, ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico... e deu em nada. <br /><br />A mais confort&aacute;vel corrup&ccedil;&atilde;o hoje &ndash; costumo afirmar &ndash; &eacute; a corrup&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria. Muito mais ampla e mais permanente que a corrup&ccedil;&atilde;o no Congresso. Os coitadinhos dos deputados e senadores s&atilde;o denunciados por levar mulheres, amantes e prostitutas para uma ou duas semaninhas no Exterior. Bolsista do CNPq ou Capes fica quatro ou cinco anos nas mais prestigiosas capitais do Ocidente. Se voltar de m&atilde;os vazias, tudo bem. Se voc&ecirc; tem voca&ccedil;&atilde;o para a corrup&ccedil;&atilde;o, deixe de lado a pol&iacute;tica. Os jornalistas caem em cima. Universidade &eacute; muito melhor. Jornalista algum denuncia a universidade.<br /><br />Para o MPF, o ex-bolsista deve apenas &ldquo;restituir os valores recebidos ante o descumprimento do compromisso assumido, na medida em que n&atilde;o h&aacute; na conduta noticiada a configura&ccedil;&atilde;o de ardil ou meio fraudulento para iludir ou manter em erro a v&iacute;tima na obten&ccedil;&atilde;o de vantagem&rdquo;. O juiz entendeu que o estelionato se configura, entre outros requisitos, quando a vantagem &eacute; obtida por meio que induza ou mantenha a v&iacute;tima em erro, o que n&atilde;o foi o caso.<br /><br />Quem &eacute; mesmo a v&iacute;tima? Suponho que o Er&aacute;rio. Isto &eacute;, n&oacute;s, contribuintes. Se de alguma forma pagamos para que algu&eacute;m fa&ccedil;a pesquisas no Exterior, &eacute; claro que n&atilde;o estamos pagando para que fa&ccedil;a turismo. O ex-bolsista deve restituir os valores recebidos? N&atilde;o &eacute; assim evidente. J&aacute; manifestei meu ceticismo aos bons prop&oacute;sitos do CNPq. Se um bolsista, tendo conclu&iacute;do seu doutorado, recebe boa oferta de trabalho no Exterior, qual inst&acirc;ncia, humana ou divina, o obrigar&aacute; a ressarcir a Uni&atilde;o? Ter&aacute; seus bens executados no Exterior? Ser&aacute; pedida sua extradi&ccedil;&atilde;o? Qualquer destes procedimentos custar&aacute; bem mais caro que o valor da bolsa.<br /><br />J&aacute; comentei o caso do advogado Cl&aacute;udio Rollemberg, de quem est&atilde;o sendo cobrados R$ 608 mil (em valores corrigidos). O advogado foi para a Fran&ccedil;a em 1991 fazer um mestrado em Direito Internacional. At&eacute; hoje, 19 anos ap&oacute;s a obten&ccedil;&atilde;o da bolsa, ainda n&atilde;o conseguiu elaborar um ensaiozinho de 400 ou 500 p&aacute;ginas. Mas n&atilde;o pretende devolver um centavo &agrave; Uni&atilde;o. S&oacute; entregar&aacute; sua tese quando conseguir elabor&aacute;-la e estamos conversados. Devo, reconhe&ccedil;o, mas n&atilde;o pago. Sua atitude &eacute; a mesma dos deputados e senadores, que declararam n&atilde;o saber que n&atilde;o podiam levar mulher, filhos, sogras e amantes para Paris e Miami. Diz que quando assinou o contrato n&atilde;o foi avisado de que poderia ser obrigado a devolver os valores caso n&atilde;o cumprisse as obriga&ccedil;&otilde;es. &quot;Todo mundo entendia que era gratuito, que era uma quest&atilde;o ideol&oacute;gica&quot;. <br /><br />Escrevi tamb&eacute;m sobre a pesquisadora Ana Maria dos Santos Carmo, obrigada a devolver R$ 489 mil ao CNPq, por descumprir um compromisso firmado com a institui&ccedil;&atilde;o. Nada menos que US$ 223 mil, ao c&acirc;mbio de hoje. A estudante n&atilde;o retornou ao Brasil ap&oacute;s concluir seus estudos de p&oacute;s-doutorado nos Estados Unidos, em qu&iacute;mica de solos, custeados pelo conselho. Carmo alega a falta de emprego em sua &aacute;rea de trabalho. At&eacute; se disp&otilde;e a pagar o montante, desde que parcelados em US$ 100 mensais. Em apenas 2.230 meses, a d&iacute;vida estaria quitada. Ou seja, em pouco mais de 185 anos, os cofres p&uacute;blicos seriam ressarcidos. Proposta generosa, n&atilde;o chega sequer a dois s&eacute;culos. O CNPq n&atilde;o gostou e sugeriu &agrave; mo&ccedil;a outro parcelamento, de US$ 860,36 mensais. N&atilde;o vai levar. Nesses termos, a pesquisadora prefere n&atilde;o pagar.<br /><br />E da&iacute;? Ir&aacute; o CNPq entrar com um processo de cobran&ccedil;a internacional? Vai constituir advogado nalgum Estado americano para executar a devedora? Pedir&aacute; aos Estados Unidos a extradi&ccedil;&atilde;o da universit&aacute;ria inadimplente? Leio nos jornais que 300 professores receberam bolsas do CNPq e da Capes para cursar doutorado no exterior e calotearam o governo. Cada um deles custou US$ 200 mil e viajou com o compromisso de retornar ao Brasil. N&atilde;o voltaram nem devolveram o dinheiro. Um golpe de US$ 60 milh&otilde;es.<br /><br />Bolsistas inadimplentes est&atilde;o ocupando altos cargos no MEC. O secret&aacute;rio de Educa&ccedil;&atilde;o Continuada, Alfabetiza&ccedil;&atilde;o e Diversidade do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o (MEC), Ricardo Henriques, &eacute; um dos 659 ex-bolsistas que est&atilde;o inadimplentes com a Uni&atilde;o. A d&iacute;vida se deve ao custeio de curso de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o strictu sensu (mestrado ou doutorado) pela Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento Pessoal de N&iacute;vel Superior (Capes). <br /><br />Henriques deixou de ser bolsista da Capes em 1998. Ele ficou na Fran&ccedil;a, por quatro anos, fazendo doutorado de economia na Universidade de Paris, &agrave;s custas do financiamento do governo. Apesar de ter conclu&iacute;do todas as disciplinas, n&atilde;o chegou a defender a tese, requisito obrigat&oacute;rio exigido pela institui&ccedil;&atilde;o a todos que recebem a bolsa. De acordo com o MEC, o secret&aacute;rio fez um pedido de prorroga&ccedil;&atilde;o e deveria apresentar o trabalho final at&eacute; 2008. Dez anos para fazer uma tesinha.<br /><br />Mesmo assim, at&eacute; abril do ano passado, o nome do secret&aacute;rio ainda constava no Cadastro Informativo dos Cr&eacute;ditos n&atilde;o Quitados de &Oacute;rg&atilde;os e Entidades Federais (Cadin) devido a essa pend&ecirc;ncia. Segundo a assessoria de comunica&ccedil;&atilde;o da Capes, o processo de prorroga&ccedil;&atilde;o &eacute; legal e est&aacute; em andamento. Assim que eles receberem a &uacute;ltima documenta&ccedil;&atilde;o, ir&atilde;o providenciar a regulariza&ccedil;&atilde;o de Henriques junto ao Cadin. Gozou da boa culin&aacute;ria francesa, dos demais lazeres que Paris oferece. Voltou de m&atilde;os abandonando e tudo bem.<br /><br />Voc&ecirc; quer corromper-se? Desista da pol&iacute;tica. Rende pouco e &eacute; alvo dileto dos jornalistas. Opte pela academia, onde voc&ecirc; pode corromper-se &agrave; vontade, sem nenhum temor a nenhuma den&uacute;ncia e sem qualquer san&ccedil;&atilde;o.]]></description>

	
	<guid>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3261</guid>
</item>
<item>
	<title><![CDATA[Judith Riboni - Grandes Mulheres da TI: Outra História]]></title>
	<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 17:32:39 -0200</pubDate>
	<link>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3260</link>
    <description><![CDATA[<p>Quem se lembra do temido e esperado &ldquo;Bug do Mil&ecirc;nio&rdquo;?</p><p>A corrida contra o tempo, rotinas adaptadas, sistemas que n&atilde;o podiam sair do ar.</p><p>Stress total e mundial.</p><p>Uma das convidadas contou uma hist&oacute;ria que vivenciou em uma empresa nacional e que quase a matou de vergonha.</p><p>Quem j&aacute; trabalhou no turno da madrugada, sabe o tipo de piada que rola, e em 1999, com toda aquela ansiedade no ar, era um prato cheio para os mais criativos.</p><p>Ser&aacute; que dessa vez algu&eacute;m adivinha quem &eacute; a nossa personagem?</p><p>Na cr&ocirc;nica e no conto que publiquei ningu&eacute;m adivinhou.</p><p>Uma dica: ela n&atilde;o era operadora como a personagem que criei.</p><p>Divirtam-se e deixem seus coment&aacute;rios.</p><p><em>Muita Paz e muita Luz para todos.<br />Judith.</em></p><p><strong>Aconteceu na madrugada...</strong></p><p>Onira era uma senhora muito s&eacute;ria e competente; considerada a operadora mais eficiente e eficaz de todas as equipes, fora a primeira mulher a ingressar no quadro de funcion&aacute;rios.</p><p>Adelino, seu chefe, habituava fazer galhofas; admirado e muito querido pelos colegas e subordinados, que o chamavam de Seu Dino. </p><p>Considerado um dos grandes dinossauros da TI brasileira, iniciou nos velhos tempos, contratado ainda no per&iacute;odo de aquisi&ccedil;&atilde;o do UNIVAC 1004, em meados da d&eacute;cada de sessenta.</p><p>&ndash; Vou me aposentar, &eacute; s&oacute; esse Bug do&nbsp; Mil&ecirc;nio passar! &ndash; dizia pelos corredores da velha estatal, que j&aacute; contava com mais de trinta anos.</p><p>Trabalhavam no turno da madrugada e seu relacionamento profissional era exemplar, o respeito era m&uacute;tuo e a confian&ccedil;a tamb&eacute;m. Onira acostumara-se com as brincadeiras do chefe, apesar de n&atilde;o apreciar muito.</p><p>Quando necess&aacute;rio, ele viaja para treinar novas equipes das unidades; eventualmente ela era convocada para acompanh&aacute;-lo; e, sempre que poss&iacute;vel, escapava das viagens indesejadas.</p><p>Antes do deadline, o mundo girava em torno da adequa&ccedil;&atilde;o de sistemas e equipamentos; as rotinas deveriam estar alteradas e o pessoal, preparado para garantir sucesso total do projeto.</p><p>A empresa reuniu os profissionais mais experientes de cada &aacute;rea e criou a &ldquo;Comiss&atilde;o Y2K&rdquo;. Onira e Seu Dino faziam parte do seleto time.</p><p>A comiss&atilde;o, respons&aacute;vel por treinar todas as unidades do Pa&iacute;s, viajava em pequenos grupos, dividida por &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o.</p><p>O treinamento que os dois eram respons&aacute;veis ocorria no mesmo turno em que costumavam trabalhar.</p><p>Ao chegarem a uma das capitais, onde eram velhos conhecidos, Seu Dino foi logo falando bem s&eacute;rio:</p><p>&ndash; E ai? Prontos para passar a noite com a Onira? Eu fa&ccedil;o isso mais de trinta anos.</p><p>Enquanto todos riam, a t&iacute;mida senhora for&ccedil;ou um sorriso amarelo e disse:</p><p>&ndash; E h&aacute; mais de trinta anos isso n&atilde;o faz a menor diferen&ccedil;a.</p><p>&nbsp;</p>]]></description>

	
	<guid>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3260</guid>
</item>
<item>
	<title><![CDATA[Ery Jardim - A certificação deve ser um pré-requisto?]]></title>
	<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 01:51:18 -0200</pubDate>
	<link>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3259</link>
    <description><![CDATA[Gostaria de convidar voc&ecirc; para responder a seguinte pergunta: se os departamentos de Recursos Humanos especificassem que as vagas oferecidas t&ecirc;m como pr&eacute;-requisito a certifica&ccedil;&atilde;o em ferramentas Office, IC&sup3; - Internet Computing Core Certification, e Adobe, por exemplo, haveria um ganho de produtividade nas empresas? A resposta parece &oacute;bvia.<br />&nbsp;<br />&Eacute; incontest&aacute;vel que a certifica&ccedil;&atilde;o em ferramentas de produtividade aumentam a profici&ecirc;ncia dos colaboradores em todos os n&iacute;veis. Veja alguns resultados apresentados pela Microsoft em escrit&oacute;rios ao redor do mundo que certificaram seus colaboradores:<br /><br />&bull; Mais de 70% das empresas que investiram em certifica&ccedil;&atilde;o dos seus colaboradores afirmam que obtiveram ganhos substanciais na produtividade das rotinas de escrit&oacute;rio.<br />&bull; Quase 89% dos supervisores perceberam que ap&oacute;s a certifica&ccedil;&atilde;o de colaboradores houve uma diminui&ccedil;&atilde;o do turnover.<br />&bull; Mais de 92% dos colaboradores, que obtiveram uma certifica&ccedil;&atilde;o, alegam que passaram a utilizar as habilidades adquiridas para produzir mais e melhor, aumentando a satisfa&ccedil;&atilde;o durante o trabalho.<br />&bull; 70% dos colaboradores certificados percebem que fazem uma contribui&ccedil;&atilde;o maior para suas empresas.<br />&bull; Mais de 60% dos colaboradores certificados passaram a utilizar quase que a totalidade das ferramentas mais complexas para executar tarefas com maior grau de dificuldade e exig&ecirc;ncia de resultados.<br />&bull; Quase 62% dos colaboradores certificados alegam que s&atilde;o mais produtivos do que seus colegas n&atilde;o certificados.<br />&bull; Em torno de 85% dos gestores dizem que a certifica&ccedil;&atilde;o impacta no local de trabalho de uma maneira positiva.<br />&bull; Mais de 70% dos colaboradores certificados passam a ensinar e ajudar aos seus colegas n&atilde;o certificados a encontrar solu&ccedil;&otilde;es para os problemas di&aacute;rios.<br /><br />Diante destes fatos, fica a d&uacute;vida sobre o motivo da n&atilde;o requisi&ccedil;&atilde;o de certifica&ccedil;&otilde;es em ferramentas de produtividade para os processos seletivos, por parte de empresas e departamentos de Recursos Humanos brasileiros de forma massificada. Talvez os gestores n&atilde;o estejam totalmente informados sobre os processos de certifica&ccedil;&atilde;o e como eles agregam valor &agrave;s empresas e a import&acirc;ncia desses processos na aquisi&ccedil;&atilde;o de conhecimentos, habilidade e atitudes de colaboradores nas tarefas do cotidiano.<br />&nbsp;<br />Estima-se que at&eacute; 80% das tarefas executadas em um dia de trabalho envolvem o uso de ferramentas de produtividade, como o pacote Office e as ferramentas da Adobe, por exemplo. Desta forma &eacute; imperativo que os gestores compreendam o impacto positivo da produtividade e da qualidade, por meio da certifica&ccedil;&atilde;o, no dia a dia dos seus colaboradores. <br />&nbsp;<br />N&atilde;o resta d&uacute;vida que as certifica&ccedil;&otilde;es em pacotes de produtividade da Microsoft e da Adobe s&atilde;o recursos valiosos. Mas, o mais importante , &eacute; que essas certifica&ccedil;&otilde;es est&atilde;o ao alcance de empresas e de pessoas para que estas atinjam maiores n&iacute;veis de competitividade. Estat&iacute;sticas apontam para um retorno entre 120% a 200% do sal&aacute;rio anual de um empregado e redu&ccedil;&atilde;o de 55% de falhas e retrabalhos nas atividades executadas.<br /><br /><em>*Cientista da Educa&ccedil;&atilde;o pela Universidade Ca&rsquo;Foscari de Veneza e diretor de Educa&ccedil;&atilde;o Corporativa da ETC Iberoam&eacute;rica para o Brasil.</em>]]></description>

	
	<guid>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3259</guid>
</item>
<item>
	<title><![CDATA[Janer Cristaldo - Bode no Planalto]]></title>
	<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 21:49:37 -0200</pubDate>
	<link>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3257</link>
    <description><![CDATA[<p style="margin: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal">Leitores me perguntam se n&atilde;o vou comentar o famigerado Decreto 7.037, que estabelece o Programa Nacional dos Direitos Humanos, &uacute;ltimo estertor das vi&uacute;vas do Kremlin neste Brasil onde o fundo do ar ainda &eacute; vermelho. (Le fonds de l&rsquo;air est rouge, como diziam os filhinhos-de-papai de 68 em Paris). </p><p style="margin: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal">A bem da verdade, n&atilde;o pretendia comentar. A grande imprensa est&aacute; denunciando vigorosamente a miniconstituinte com pele de decreto e &eacute; &oacute;bvio que o texto como est&aacute; n&atilde;o vai passar. Houve sede demais em ir ao pote. O projeto do terrorista Paulo Vannuchi desagradou muitos e poderosos setores do pa&iacute;s, a come&ccedil;ar pelas For&ccedil;as Armadas e a Igreja. O que n&atilde;o conv&eacute;m em per&iacute;odo eleitoral, particularmente em ano em que o governo aposta todas suas fichas em outra terrorista.</p><p style="margin: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal">Gosto de denunciar o que a imprensa n&atilde;o denuncia. Em todo caso, j&aacute; que os leitores insistem, vamos l&aacute;. A miniconstituinte &ndash; ou golpe, como a definem alguns jornalistas &ndash; entre outras p&eacute;rolas, abole de uma penada o direito &agrave; propriedade, a liberdade de ensino e a liberdade de imprensa. </p><p style="margin: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal">N&atilde;o &eacute; preciso ter boa mem&oacute;ria para estar consciente de que j&aacute; vimos isto. URSS, China, Cor&eacute;ia do Norte, Camboja, Cuba, lembram? &Eacute; o que d&aacute; quando um pa&iacute;s permite que tomem assento no poder celerados que deveriam estar na cadeia. Dizem que os militares foram os vencedores de 64. Ledo engano. Os militares foram fragorosamente derrotados em 64. Seu papel na hist&oacute;ria hoje &eacute; o de vil&otilde;es. Os terroristas que teriam sido derrotados, que queriam transformar o pa&iacute;s numa republiqueta de Moscou, ocupam hoje o p&oacute;dio dos her&oacute;is.</p><p style="margin: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal">Por cima da carne seca, nada mais natural que tentem tornar texto legal o que j&aacute; existe em germe na pr&aacute;tica. O direito &agrave; propriedade tem sido esbulhado todos os dias pelos sedizentes sem-terra, com a anu&ecirc;ncia do Judici&aacute;rio e do Executivo. Imprensa livre, pedra de toque da Constitui&ccedil;&atilde;o de 88, virou piada. Qualquer juizeco de primeira inst&acirc;ncia, com um caneta&ccedil;o, pro&iacute;be qualquer jornal de denunciar as corrup&ccedil;&otilde;es do governo. Quanto ao ensino, desde h&aacute; muito sabemos que &eacute; controlado pelos antigos comunossauros. As universidades, hoje, e particularmente as cat&oacute;licas, s&atilde;o laborat&oacute;rios de marxismo. As sumidades do Planalto devem ter pensado: j&aacute; que chegamos l&aacute;, vamos ent&atilde;o oficializar a coisa.</p><p style="margin: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal">Me escreve uma amiga muito querida: &ldquo;o tresloucado decreto prev&ecirc;, em casos de invas&atilde;o de propriedades, deva a v&iacute;tima buscar a solu&ccedil;&atilde;o do conflito junto a comiss&otilde;es de governo (formada por quem sabe-se l&aacute;,&quot;membros da sociedade civil&quot;). A vingar a tentativa terrorista, n&atilde;o mais poderemos deixar nossas casas, por exemplo, para viajar. Pois, ao regressar, talvez encontremos a fechadura j&aacute; devidamente trocada pelos invasores. Da&iacute;, s&oacute; nos restar&aacute; chorar no ouvido de uma comiss&atilde;o (&quot;de frente&quot;), cuja decis&atilde;o n&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil prever! Somente depois, se a malsinada comiss&atilde;o n&atilde;o resolver, a&iacute;, sim, &eacute; que o pobre cidad&atilde;o esbulhado poder&aacute;&nbsp; buscar a presta&ccedil;&atilde;o jurisdicional assegurada pela Constitui&ccedil;&atilde;o Federal. Pode?&rdquo;</p><p style="margin: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal">Pode. E desde h&aacute; muito. Hoje, se um fazendeiro tem suas propriedades invadidas, n&atilde;o pode mais chamar a pol&iacute;cia e expulsar os invasores. O Judici&aacute;rio, ao avocar a si o julgamento de uma quest&atilde;o de &acirc;mbito policial, deu de bandeja &agrave; guerrilha cat&oacute;lica o que mais desejavam os bandoleiros.&nbsp; Mais ainda: mesmo que o juiz conceda ao propriet&aacute;rio imiss&atilde;o de posse, conforme o Estado o Executivo se arroga o luxo de desobedecer &agrave; ordem judicial.</p><p style="margin: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal">O que me espanta em tudo isto &eacute; que os ditos sem-teto ainda n&atilde;o tenham come&ccedil;ado a invadir casas de praia, afinal ficam sem &ldquo;fun&ccedil;&atilde;o social&rdquo; durante quase todo o ano. Mas minha amiga n&atilde;o perde por esperar. No ritmo em que vamos, mais dia menos dia chegamos l&aacute;. Com ou sem Decreto de Direitos Humanos. E juiz de esquerda &eacute; o que n&atilde;o faltar&aacute; para reconhecer o direito de posse do invasor.</p><p style="margin: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal">Na Espanha j&aacute; se chegou. Um cidad&atilde;o, n&atilde;o lembro agora em qual cidade, saiu de f&eacute;rias e, ao voltar, encontrou o apartamento invadido e com a fechadura trocada. Aconteceu h&aacute; uns 15 meses. At&eacute; hoje, o propriet&aacute;rio ainda n&atilde;o retomou a posse. Fosse eu, rebentava a porta, entrava na marra e mandava o vagabundo embora. </p><p style="margin: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal">Se algu&eacute;m pode invadir minha casa, por que eu, o propriet&aacute;rio, n&atilde;o posso? Acontece que o Direito n&atilde;o permite. Se eu tenho a propriedade, o bandido tem a posse. E se na Espanha j&aacute; houve senten&ccedil;a neste sentido, a moda n&atilde;o vai demorar muito a chegar at&eacute; n&oacute;s.O n&oacute; g&oacute;rdio do decreto, no entanto, reside em outro item. </p><p style="margin: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal">&Eacute; a tentativa de revanche do terror, que quer mandar para a cadeia os militares que um dia, por consenso comum, foram anistiados. Para as esquerdas, anistia &eacute; unilateral. S&oacute; a esquerda pode ser anistiada. Ocorre que n&atilde;o &eacute; este o sentido da institui&ccedil;&atilde;o. </p><p style="margin: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal">Anistia &eacute; para os dois lados, ou n&atilde;o &eacute; anistia. Vannuchi, em sua trucul&ecirc;ncia, est&aacute; propondo uma volta aos tempos primitivos, quando vendeta era uma forma aceit&aacute;vel de justi&ccedil;a. O famigerado decreto &eacute; uma recidiva de marxismo no PT. </p><p style="margin: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal">Depois que o Lula demoliu os ideais do partido, alguns puros e duros decidiram desfraldar de novo a velha bandeira. Se pegar, pegou. Mas n&atilde;o vai passar. Eu diria que &eacute; uma esp&eacute;cie de bode na sala. No caso, no Planalto. Retirado o bode, todo mundo fica contente com o que j&aacute; tem. Restar&atilde;o, &eacute; claro, alguns excrementos do animal.&nbsp; Para um pa&iacute;s que engole Lula, engolir merda &eacute; o de menos.</p>]]></description>

	
	<guid>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3257</guid>
</item>
<item>
	<title><![CDATA[Felipe Basso - Resiliência]]></title>
	<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 13:22:00 -0200</pubDate>
	<link>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3258</link>
    <description><![CDATA[<p>Minha psiquiatra admira minha resili&ecirc;ncia. Quando ela me disse isso, h&aacute; alguns anos, fiquei impressionado. N&atilde;o porque eu me considerasse resiliente, mas porque, principalmente, eu n&atilde;o fazia ideia do que isso significava. E mesmo o Word, ainda hoje, tamb&eacute;m n&atilde;o sabe, pois a palavra foi sublinhada pelo revisor ortogr&aacute;fico.<br /><br />Confesso para voc&ecirc;s (minha psiquiatra, nenhuma delas, devem ler minhas colunas) que me fiz de entendido e at&eacute; agradeci o elogio. &Eacute; &oacute;bvio que considerei aquilo um elogio, seria deselegante, at&eacute; mesmo com a psiquiatra, retrucar a admira&ccedil;&atilde;o que os outros possam ter por n&oacute;s.<br /><br />Descubro agora que resili&ecirc;ncia &eacute; uma das caracter&iacute;sticas buscadas nos profissionais interessados em participar do mercado de trabalho. Quem quer crescer na carreira, subir na vida (ainda se usa essa express&atilde;o?), precisa, entre tantas outras coisas, ser resiliente, ou seja, possuir a capacidade de se recobrar facilmente, de se adaptar &agrave; m&aacute;-sorte ou &agrave;s mudan&ccedil;as.<br /><br />A afirma&ccedil;&atilde;o faz sentido. Quem trabalha ou quem est&aacute; &agrave; procura de trabalho precisa ser capaz de achar &acirc;nimo onde n&atilde;o existe, de encontrar paci&ecirc;ncia para vencer as fases de azar (ou m&aacute;-sorte, como diz o dicion&aacute;rio), e de flexibilidade para entender e se adaptar &agrave;s mudan&ccedil;as, cada vez mais constantes.<br /><br />E o que perturba n&atilde;o &eacute; ter que se adequar a tanta coisa, mas sim, que muitas vezes esse &eacute; um caminho de um &uacute;nico sentido. O colaborador v&ecirc;-se na condi&ccedil;&atilde;o de se adaptar a toda e qualquer novidade, j&aacute; as empresas, ou quem as dirige, n&atilde;o se coloca na mesma obriga&ccedil;&atilde;o.</p><p>Um exemplo simples s&atilde;o as redes sociais. Ainda me espanta a quantidade de empresas que pro&iacute;bem seus colaboradores de utilizarem esses mecanismos. E as justificativas s&atilde;o sempre as mesmas: perda de produtividade, de que s&oacute; utilizam para conversinhas banais e fofocas e que funcion&aacute;rio (nessa hora deixa de ser colaborador) deve &eacute; trabalhar e n&atilde;o ficar no MSN ou Orkut ou Twitter ou o que quer que seja.<br /><br />N&atilde;o vou negar que isso acontece, assim como muito funcion&aacute;rio ainda toma muito mais cafezinho do que devia, &ldquo;pega&rdquo; muito mais atestado do que necessita e assim por diante. A humanidade j&aacute; havia aprendido a matar trabalho bem antes do MSN. </p><p>Quem considera redes sociais uma &ldquo;perda de tempo&rdquo; possivelmente deve estar desperdi&ccedil;ando os futuros talentos de suas empresas, pois a nova gera&ccedil;&atilde;o n&atilde;o vai aceitar ficar desconectada. S&atilde;o empresas que, assim como eu h&aacute; alguns anos, nunca procuraram saber por que o Word sublinhou em vermelho a palavra resili&ecirc;ncia.</p>]]></description>

	
	<guid>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3258</guid>
</item>

</channel>
</rss>