<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?>
<rss version="2.0">
<channel>
<title>Baguete - Tecnologia e Informação - Jornalismo empresarial digital</title>
<link>http://www.baguete.com.br/</link>
<description>Colunistas do Baguete.</description>
<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 10:22:44 -0300</pubDate>
<generator>Baguete</generator>
<image>
	<title>Baguete Diário</title>
	<width>139</width>
	<height>70</height>
	<link>http://www.baguete.com.br/</link>
	<url>http://www.baguete.com.br/media/image/logo-rss.gif</url>
</image>
<language>pt-br</language>
<webMaster>suporte@agenciainternet.com.br</webMaster>

<item>
	<title><![CDATA[Ery Jardim - Você sabe o quanto aprende quando faz um curso?]]></title>
	<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 11:44:36 -0300</pubDate>
	<link>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3279</link>
    <description><![CDATA[&quot;O que sabemos &eacute; uma gota e o que ignoramos &eacute; um oceano&quot;. Sir Issac Newton.<br />&nbsp;<br />Quando frequentamos um bom curso, o normal &eacute; que nos sejam apresentados os objetivos que perseguiremos durante as aulas. Desta forma, poderemos iniciar uma compara&ccedil;&atilde;o quanti-qualitativa entre aquilo que sabemos fazer, o que&nbsp; julgamos saber fazer (semissaber) e o que n&atilde;o sabemos fazer.<br /><br />Provavelmente, iremos considerar o curso como aproveit&aacute;vel quando os &iacute;ndices quanti-qualitativos de saberes forem capazes de nos conduzir a uma pr&aacute;tica produtiva. Ou seja, andragogicamente falando, quando as compet&ecirc;ncias forem apropriadas e tivermos as habilidades necess&aacute;rias para fazer o que nos foi proposto.<br /><br />Afinal, quando os Departamentos de Recursos Humanos enviam seus colaboradores para uma sala de aula, o m&iacute;nimo que esperam como resultado &eacute; que o investimento realizado seja maior ou proporcional ao empoderamento laboral que advir&aacute; pelas compet&ecirc;ncias apropriadas (saber fazer).<br /><br />Por&eacute;m, alguns cursos n&atilde;o fazem isto, n&atilde;o &eacute; verdade? N&atilde;o medem (seja da forma que for) o quanto os participantes aprendem. N&atilde;o s&atilde;o capazes de dizer o quanto &ldquo;evoluiu-se&rdquo; do n&atilde;o saber fazer, para o semissaber fazer, e, do semissaber fazer para o saber fazer. Ao final, apenas, entregam certificados de participa&ccedil;&atilde;o, (ali&aacute;s, acredito que esta palavra Certifica&ccedil;&atilde;o &eacute; muito mal empregada), onde 75% de presen&ccedil;a &eacute; o ponto de corte.<br /><br />O que se percebe &eacute; que h&aacute; uma procura por cursos que oferecem uma prova de certfica&ccedil;&atilde;o ao seu final. Trabalho como coordenador e docente em v&aacute;rios &ldquo;cursos&rdquo;, inclusive, criando novos modelos e formatos, e,&nbsp;recebo incont&aacute;veis questionamentos sobre este assunto. Invariavelmente, os interessados perguntam se h&aacute; uma prepara&ccedil;&atilde;o para a certifica&ccedil;&atilde;o, ou mesmo, uma oferta de prova ao final do curso. Isto &eacute; um sinal contundente que o &ldquo;certificado&rdquo; de participa&ccedil;&atilde;o j&aacute; n&atilde;o &eacute; mais suficiente, mesmo quando emitido por uma institui&ccedil;&atilde;o tradicional e conceituada. Agora, imagine quando &eacute; emitido por quem desconhece o que significa plano de curso, plano de aula, t&eacute;cnicas e m&eacute;todos de ensino para adultos (andragogia) e &ldquo; coisas semelhantes&rdquo;.<br /><br />Diante deste cen&aacute;rio, n&atilde;o &eacute; incomum que a valoriza&ccedil;&atilde;o por um Certificado (no uso mais correto da express&atilde;o) Internacional seja cada vez mais requisitada, quer pelos alunos, quer pelo mercado.<br /><br />Aqueles que acreditam n&atilde;o ser necess&aacute;rio uma Certifica&ccedil;&atilde;o como prova de conhecimentos do Saber Fazer, provavelmente, n&atilde;o tenham esta mesma postura quando v&atilde;o a um consult&oacute;rio m&eacute;dico ou dent&aacute;rio, a um escrit&oacute;rio de contabilidade, jur&iacute;dico ou a uma assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica. Todos, sem exce&ccedil;&atilde;o, partem da prerrogativa que estes profissionais s&atilde;o CERTIFICADOS pelos seus formadores e por quem eles representam.<br /><br />Incr&iacute;vel que, quando se trata das Novas Tecnologia da Informa&ccedil;&atilde;o e Comunica&ccedil;&atilde;o, somos muito mais complacentes&nbsp; do que em outras &aacute;reas.<br /><br />E, voc&ecirc; o que pensa sobre isto?<br /><br />Ery Jardim &eacute; Diretor de Educa&ccedil;&atilde;o Corporativa da ETCIberoamerica para o Brasil (CLO), Cientista da Educa&ccedil;&atilde;o pela Universidade Ca'Foscari de Veneza, Especialista em Gest&atilde;o de Pessoas e docente de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, gradua&ccedil;&atilde;o, t&eacute;cnico e cursos livres h&aacute; mais de 20 anos.]]></description>

	
	<guid>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3279</guid>
</item>
<item>
	<title><![CDATA[Roberto Cohen - Os fora da lei – Porque é tão difícil seguir processos? – uma releitura]]></title>
	<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 10:44:38 -0300</pubDate>
	<link>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3278</link>
    <description><![CDATA[<strong>Especialistas do blog &ldquo;ITIL na Pr&aacute;tica&rdquo; caracterizaram uma situa&ccedil;&atilde;o comum em suporte t&eacute;cnico &ndash; a dificuldade de obter a execu&ccedil;&atilde;o dos processos conforme projetados<br /></strong><br />A turma do referido blog escreveu um bem-humorado artigo. E mais do que isso, o texto foi direto no f&iacute;gado de quem vivencia tal dificuldade em fazer os processos acontecerem.<br /><br />Infelizmente, em minha opini&atilde;o, a solu&ccedil;&atilde;o proposta &eacute; vaga. Tem muito do nosso arqu&eacute;tipo mental de t&eacute;cnicos e despreza o fator humano das quest&otilde;es.<br /><br />Assim, eu vou acrescenta meu pitaco.<br /><br />O bom mesmo seria ler o artigo primeiro (eu espero aqui):<br /><br /><a href="http://www.itilnapratica.com.br/os-fora-da-lei-porque-e-tao-dificil-seguir-processos" target="_blank" class="linkEditor">&ldquo;Os fora da lei&rdquo; &ndash; Porque &eacute; t&atilde;o dif&iacute;cil seguir processos?</a><br /><br />OK, se voc&ecirc; j&aacute; foi l&aacute; e retornou, vamos &agrave; cr&iacute;tica e ao coment&aacute;rio.<br /><br />Mas antes, um por&eacute;m:<br /><br />N&atilde;o estou aqui a desmerecer o trabalho da turma do <a href="http://www.itilnapratica.com.br/" target="_blank" class="linkEditor">ITIL na Pr&aacute;tica</a>. <br /><br />&Eacute; importante esclarecer de antem&atilde;o que, se estou a criticar, &eacute; para que possamos construir juntos. Eles colocam uma camada de tijolos. Eu venho e coloco outra (ou at&eacute; derrubo um peda&ccedil;o).<br /><br />Se eu ficasse cheio de melindres (&ldquo;como ser&aacute; que eles ler&atilde;o isso, se lerem?&ldquo;), nada escreveria e perder&iacute;amos um bom espa&ccedil;o de questionamentos.<br /><br />E al&eacute;m do mais, os textos deles s&atilde;o bons.<br /><br /><br /><strong>DA SOLU&Ccedil;&Atilde;O PROPOSTA</strong><br /><br />Um excerto final do texto da Claudia:<br /><br /><em>Moral da hist&oacute;ria: por mais que o processo seja bem desenhado, se ele n&atilde;o for funcional, esque&ccedil;am! Eles devem estar adequados as necessidades do NEG&Oacute;CIO (no caso, agilidade para trocar o vidro com&nbsp; a m&aacute;xima seguran&ccedil;a). Tamb&eacute;m devem estar bem divulgados e devem ser redivulgados constantemente&hellip;<br /><br />Pensando bem, ser&aacute; que a &ldquo;culpa&rdquo; de processos que nunca s&atilde;o seguidos e de servi&ccedil;os prestados com baixa qualidade, n&atilde;o est&aacute; nas m&atilde;os de quem desenha os processos, divulga e deveria patrocin&aacute;-los (nossos gestores)??? Quem s&atilde;o os verdadeiros &ldquo;fora-da-lei&rdquo; aqueles que n&atilde;o sabem ouvir e desenhar o que &eacute; necess&aacute;rio, aqueles que n&atilde;o divulgam adequadamente aquilo que necessita ser seguido ou aqueles que se recusam a seguir algo que&nbsp; &eacute; totalmente burocr&aacute;tico e sem sentido? Pensem nisso&hellip;</em><br /><br />Bem, todas as recomenda&ccedil;&otilde;es s&atilde;o adequadas, mas&hellip;<br /><br />Acho que podemos ir ainda mais longe.<br /><br /><strong><br />IDIOSSINCRASIAS PESSOAIS</strong><br /><br />As pessoas possuem v&aacute;rias caracter&iacute;sticas pessoais que as distinguem umas das outras, e muitos desses jeitos de ser possuem origem no inconsciente.<br /><br />Um sujeito que ficou marcado pelo autoritarismo do pai, pode ver no sistema (processos, chefe etc.) uma forma de se revoltar contra a autoridade, projetando nesta os sentimentos ressentidos contra a figura paterna.<br /><br />Outra situa&ccedil;&atilde;o, entre v&aacute;rias, &eacute; o sujeito destrambelhado. Aquele que tem dificuldades de seguir &ldquo;&agrave; risca&rdquo; defini&ccedil;&otilde;es realizadas. Voc&ecirc; pode incluir nesse conjunto, os que perdem facilmente a concentra&ccedil;&atilde;o; os criativos que literalmente &ldquo;viajam na maionese&rdquo;; os que tentam fazer muitas coisas ao mesmo tempo por se acharem &ldquo;altamente eficazes&rdquo; e acabam perdendo peda&ccedil;os das tarefas a realizar etc.<br /><br />Uma recomenda&ccedil;&atilde;o importante &eacute; que o gestor saiba selecionar as pessoas certas para a fun&ccedil;&atilde;o. J&aacute; comentei isso nos cursos que realizo. As pessoas n&atilde;o s&atilde;o iguais, por isso n&atilde;o espere desempenho semelhante de profissionais que n&atilde;o s&atilde;o semelhantes.<br /><br /><br /><strong>DAS QUEST&Otilde;ES ORGANIZACIONAIS</strong><br /><br />Bem, eu j&aacute; escrevi aqui no blog um artigo intitulado &ldquo;<a href="http://www.4hd.com.br/blog/2007/04/24/cultura-corporativa-pensando-em-muda-la/" target="_blank" class="linkEditor">Cultura corporativa: pensando em mud&aacute;-la?</a>&ldquo;.<br /><br />Definir e estipular processos &eacute; mudar o jeito de ser das coisas. E isso descamba na cultura corporativa.<br /><br />Pode se <strike>masturbar</strike> elucubrar intelectualmente desenhando os processos &agrave; vontade. Mas as regras n&atilde;o escritas da &ldquo;<em>maneira de ser da empresa</em>&rdquo; prevalecer&atilde;o, ainda que tenha muita divulga&ccedil;&atilde;o.<br /><br />Estamos falando (olha eu me expressando na segunda pessoa do plural) da maneira de decidir as coisas (sempre foi o chefe quem fez isso).<br /><br />N&atilde;o quero falar sobre isso, pois j&aacute; tem bastante coisa no blog.<br /><br />N&atilde;o &eacute; por nada que o um dos cases mais bem-sucedidos no Brasil de implementa&ccedil;&atilde;o do ITIL &eacute; a <a href="http://cio.uol.com.br/tecnologia/2008/11/20/policia-militar-de-sp-e-primeiro-caso-mundial-de-uso-do-itil-3.0/" target="_blank" class="linkEditor">Pol&iacute;cia Militar de Sampa</a>.<br /><br />Por que l&aacute;, n&atilde;o seguiu a regra, o pau come. Ou o sujeito vai pro xadrez. (Obviamente n&atilde;o &eacute; s&oacute; por isso, mas que a r&iacute;gida hierarquia ajuda, ajuda)<br /><br />J&aacute; nas empresas privadas e p&uacute;blicas, n&atilde;o tem como conseguir essa &ldquo;ader&ecirc;ncia&rdquo; aos processos.<br /><br />Quero explorar um terceiro vi&eacute;s, al&eacute;m destes dois que comentei.<br />Do aprendizado corporativo<br /><br />Aqui eu acho que est&aacute; o &ldquo;X&rdquo; da hist&oacute;ria toda: &ldquo;<strong>por que os processos desenhados n&atilde;o s&atilde;o seguidos</strong>&ldquo;.<br /><br />N&atilde;o se trata de divulgar, envolver etc. Isso vai al&eacute;m.<br /><br />Recomendo a leitura dos seguintes livros:<br /><br /><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21556248?franq=255616" target="_blank" class="linkEditor">A Quinta disciplina &ndash; Peter Senge</a><br /><br /><em>Nesta obra, Senge mostra de que forma o conceito de &lsquo;organiza&ccedil;&atilde;o que aprende&rsquo; &eacute; o principal meio de alavancagem nos processos de mudan&ccedil;a.<br /><br />A partir de entrevistas com praticantes de seu m&eacute;todo, o autor refor&ccedil;a o est&iacute;mulo ao trabalho em equipe e revela as estrat&eacute;gias adotadas pelas grandes empresas para aplic&aacute;-las no dia a dia.</em><br /><br /><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=4380&amp;tipo=2&amp;isbn=8573037024" target="_blank" class="linkEditor">A Quinta disciplina &ndash; cadernos de campo &ndash; Peter Senge</a><br /><br /><em>O best seller de Peter Senge (A quinta disciplina), revolucionou a pr&aacute;tica de ger&ecirc;ncia com a introdu&ccedil;&atilde;o da teoria das organiza&ccedil;&otilde;es que aprendem. Agora, o Dr. Senge parte do filos&oacute;fico para o pr&aacute;tico: seu Caderno de campo &eacute; um guia intensamente pragm&aacute;tico, que mostra como criar uma organiza&ccedil;&atilde;o de aprendizes onde as mem&oacute;rias s&atilde;o reavivadas, a colabora&ccedil;&atilde;o &eacute; a for&ccedil;a vital de todo o empreendimento, e onde as perguntas dif&iacute;ceis s&atilde;o feitas sem qualquer temor.<br /><br />Alguns aspectos abordados s&atilde;o: reinventando relacionamentos, sendo leal a verdade, estrat&eacute;gias para desenvolver a maestria pessoal, construir uma vis&atilde;o compartilhada, pensando sistemicamente numa organiza&ccedil;&atilde;o, projetando uma sess&atilde;o de di&aacute;logo, estrat&eacute;gias para aprendizado em equipe, organiza&ccedil;&otilde;es como comunidades.</em><br /><br />OK, feito o resumex dos livros (que eu copiei da Livraria Cultura), passo a abordar as &ldquo;<em>quest&atilde;s</em>&rdquo; extra&iacute;das do livro e contextualizadas no tema apresentado pelo <strong>ITIL na pr&aacute;tica</strong>:<br /><br /><strong>UBUNTU</strong> &ndash; vem de uma express&atilde;o que significa &ldquo;uma pessoa &eacute; uma pessoa por causa de outras pessoas&rdquo;. A ideia por tr&aacute;s &eacute; que precisamos ouvir a todos.<br /><br />Se eu existo, &eacute; por que algu&eacute;m me nota como ser humano. Hahahaha, n&atilde;o, o Cohen n&atilde;o fumou maconha antes de escrever esse texto. Ali&aacute;s, nem &eacute; meu, &eacute; do Peter. Quanto a ele, eu n&atilde;o sei.<br /><br />Podemos construir os processos sem ouvir os outros, suas preocupa&ccedil;&otilde;es etc. Parte disso a turma do referido blog abordou com o exemplo do mec&acirc;nico que levaria muito tempo para seguir toda a burocracia de troca de parafuso, sabendo que o avi&atilde;o deveria decolar em menos tempo do que isso.<br /><br />A Quinta disciplina, caderno de campo cita a excita&ccedil;&atilde;o com o <strong>empowerment</strong> (distribui&ccedil;&atilde;o do poder dentro da empresa). Mas feito de maneira imatura. Resultado? Descentraliza&ccedil;&atilde;o da autoridade por algum tempo, as decis&otilde;es parecem insatisfat&oacute;rias e descoordenadas, e o consequente abandono do <strong>empowerment</strong> e recentraliza&ccedil;&atilde;o das coisas.<br /><br />Uhhh&hellip; <br />Katzo, acho que nunca escrevi artigo t&atilde;o longo assim.<br /><br />Vou espichar ele para uma continua&ccedil;&atilde;o.<br /><br />See you.<br /><br />EL Cohen]]></description>

	
	<guid>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3278</guid>
</item>
<item>
	<title><![CDATA[Judith Riboni - Grandes Mulheres da TI: Janice Lunardon]]></title>
	<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 17:49:41 -0300</pubDate>
	<link>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3277</link>
    <description><![CDATA[<p><strong>Simpatia, Simplicidade e Objetividade.</strong></p><p>Objetividade, simplicidade, sinceridade e simpatia, s&atilde;o apenas algumas das caracter&iacute;sticas que formam o perfil de Janice Ara&uacute;jo Lunardon, mais uma das mulheres que faz parte do GUCIO-RS (Grupo de Chief Information Officers do Rio Grande do Sul).</p><p>Graduada em Engenharia Mec&acirc;nica, MBA em Gest&atilde;o Empresarial, h&aacute; vinte e tr&ecirc;s anos atua em uma grande empresa no ramo industrial, os &uacute;ltimos onze em TI. Atualmente est&aacute; trabalhando com SAP.</p><p>&ldquo;Trabalhei muitos anos na &aacute;rea de manuten&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica, ch&atilde;o de f&aacute;brica, depois migrei para a &aacute;rea de TI, sempre trabalhei com sistemas de&nbsp; gest&atilde;o. Amava de paix&atilde;o a matem&aacute;tica, delirava com aqueles c&aacute;lculos, f&oacute;rmulas, aquelas coisas todas, depois o destino me fez ir para o outro lado.&rdquo;, fala com seu imenso sorriso.</p><p>Dois detalhes curiosos: seu primeiro est&aacute;gio foi em processamento de dados e foi a primeira pessoa a utilizar um microcomputador na empresa, &ldquo;Quando entrei na manuten&ccedil;&atilde;o era tudo na m&atilde;o... comecei a usar L&oacute;tus, n&atilde;o era Excel era L&oacute;tus.&rdquo;, deixa bem claro o nome da planilha.</p><p><strong>Dicas para chegar l&aacute;</strong></p><p>Ainda muito jovem, Janice tomou uma decis&atilde;o que se tornou o primeiro passo de sua carreira: escolheu estudar, quando ningu&eacute;m a aconselhava a isso.</p><p>Seu conselho &eacute; o mesmo que ela d&aacute; para seus filhos que est&atilde;o na universidade:<br />&ldquo;Tem que sempre acreditar que vai dar certo. A gente tem que pensar que n&atilde;o se consegue nada de m&atilde;o beijada, n&atilde;o tem nada, nada de m&atilde;o beijada. Tem que estudar muito, e tem que pensar que vai dar certo. Que vai dar muito certo, que d&aacute;. Tendo perseveran&ccedil;a e indo assim... Bastante dedica&ccedil;&atilde;o.... As escolhas &eacute; o que vai ser da gente.&rdquo;. </p><p><strong>Sobre o GUCIO-RS</strong></p><p>Ela participa do grupo h&aacute; dois anos e pediu licen&ccedil;a por n&atilde;o estar participando intensamente nos &uacute;ltimos meses.</p><p>&ldquo;Faz dois anos que eu entrei no grupo e agora faz tr&ecirc;s meses que pedi licenciamento pretendo voltar, a licen&ccedil;a &eacute; de um ano. &Eacute; um grupo muito rico de conhecimento, as pessoas s&atilde;o de um n&iacute;vel muito bom, empresas de todos os segmentos, a gente que trabalha na ind&uacute;stria, tu chega l&aacute; e v&ecirc; o pessoal de hospital, de universidades...&rdquo;, conta com alegria.</p><p>&ldquo;&Eacute; um grupo que conseguiu fazer acontecer aqui no Rio Grande do Sul. Um grupo forte e conseguiu fazer com que as coisas fossem representativas.&rdquo;, diz com orgulho e admira&ccedil;&atilde;o.</p><p>Considera o GU um grupo de amigos, onde todos t&ecirc;m o objetivo de crescer com a troca de experi&ecirc;ncias.</p><p><strong>Sobre a presen&ccedil;a da mulher no mercado de TI</strong></p><p>Janice percebe que as mulheres est&atilde;o mais presentes em n&iacute;vel de gest&atilde;o e coordena&ccedil;&atilde;o, e que procuram ficar longe das &aacute;reas t&eacute;cnicas como infraestrutura.</p><p>&ldquo;O papel da mulher &eacute; igual ao do homem, que n&atilde;o tem nada de diferente, nada de especial. &Eacute; igual n&atilde;o tem por que ser diferente. Se t&aacute; diferente t&aacute; errado. Tem que ser igual.&rdquo;, diz ela com tranquilidade.</p><p><strong>Compet&ecirc;ncia, sorte ou &ldquo;QI&rdquo;?</strong></p><p>&ldquo;Deveria ser a compet&ecirc;ncia tipo 80%, e 20% um pouquinho de sorte, uma velinha pro santo n&atilde;o prejudica.&rdquo;, come&ccedil;a com um gracejo e logo continua com mais seriedade: &ldquo;E n&atilde;o deveria ter nada de QI, nada, nada. Mas &eacute; que infelizmente hoje no mercado de trabalho o que a gente v&ecirc;, se tu n&atilde;o tiver QI... &Eacute; que na verdade o mercado &eacute; este, o mundo &eacute; este, quem tem indica&ccedil;&atilde;o, mas s&oacute; que tamb&eacute;m n&atilde;o adianta, hoje em dia tu tamb&eacute;m tu n&atilde;o indica quem n&atilde;o tenha condi&ccedil;&otilde;es, tu n&atilde;o indica quem n&atilde;o tenha compet&ecirc;ncia, &eacute; muito complicado porque o teu nome que t&aacute; indo em jogo tamb&eacute;m.&rdquo;.</p><p>&ldquo;Acho que o QI consegue abrir mais portas, depois para manter essas portas abertas depende de ti. Acho que &eacute; o inicio s&oacute;, o QI serve para abrir as portas, mas para se manter &eacute; contigo,&nbsp; compet&ecirc;ncia e um pouco de sorte.&rdquo;, conclui sorrindo.</p><p><strong>Feminismo X Machismo</strong></p><p>&ldquo;Eu n&atilde;o sou nenhum dos dois. N&atilde;o gosto de nenhum extremo. N&atilde;o gosto muito de lero-lero, essas coisas, vamos deixar a fitinha cor de rosa em casa.&rdquo;, faz uma brincadeira.</p><p>&ldquo;Essa coisa de machismo e feminismo n&atilde;o tem&nbsp; isso. Acho que &eacute; a gente que faz, &eacute; o momento que faz, as situa&ccedil;&otilde;es que podem fazer, &agrave;s vezes tu podes t&aacute; falando essa mulher &eacute; uma feminista ou uma machista, mas n&atilde;o, &eacute; aquela situa&ccedil;&atilde;o, aquele momento que as vezes tu teve que agir de um jeito at&eacute; para demonstrar alguma coisa.&rdquo;, completa tranquila.</p><p><strong>Preconceito, Remunera&ccedil;&atilde;o Diferenciada e Ass&eacute;dio</strong></p><p>Janice nunca sofreu preconceito na TI, diferente de quando atuava na &aacute;rea da engenharia mec&acirc;nica, onde era a &uacute;nica mulher em sua equipe: &ldquo;Ent&atilde;o, se eu comparar com hoje, n&atilde;o acho que tenha preconceito.&rdquo;.</p><p>Em sua opini&atilde;o, o mais importante n&atilde;o s&atilde;o as apar&ecirc;ncias ou o sexo e sim a compet&ecirc;ncia, efici&ecirc;ncia e efic&aacute;cia: &ldquo;Hoje em dia o jeito que t&aacute; essa coisa, das empresas redu&ccedil;&atilde;o de custo, atr&aacute;s de resultado... Quem n&atilde;o proporciona entrega na empresa, n&atilde;o se mant&eacute;m.&rdquo;<br />Sobre ass&eacute;dio, para ela &eacute; uma quest&atilde;o de postura, &ldquo;A mulher tem que abrir o seu espa&ccedil;o, a mulher n&atilde;o se d&aacute; ao respeito, n&atilde;o consegue montar a sua carreira. Tem que cortar o mal pela raiz.&rdquo;, enfatiza.</p><p>Na empresa onde atua, n&atilde;o ocorre remunera&ccedil;&atilde;o diferenciada, possuem uma pol&iacute;tica salarial homog&ecirc;nea, independente de sexo, &ldquo;Ou&ccedil;o falar que as mulheres ganham 30% a menos, agora eu n&atilde;o sei&nbsp; baseado em que. Tu v&ecirc;s nas revistas, em reportagens que tem isso. Agora se &eacute; real, real mesmo eu n&atilde;o nunca passei por isso, nunca passei.&rdquo;, constata.</p><p><strong>Vida profissional X Vida Pessoal</strong></p><p>&ldquo;Agora, a minha vida t&aacute; mais tranquila. Meus filhos s&atilde;o grandes, mas antes eu vou te dizer: n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil. &Eacute; dif&iacute;cil, porque se tu n&atilde;o tens uma boa estrutura... Eu sempre tive um marido muito presente, muito, muito em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s crian&ccedil;as, desde beb&ecirc; at&eacute; agora, sen&atilde;o fosse isso eu n&atilde;o teria conseguido.&rdquo;, confessa com felicidade.</p><p>&ldquo;&Eacute; dif&iacute;cil o cora&ccedil;&atilde;o d&oacute;i muito, tem vezes que &eacute; dif&iacute;cil voltar. Eu nunca esqueci o dia que eu voltei a trabalhar quando o meu primeiro filho nasceu... O dia que eu voltei meu Deus do c&eacute;u, porque tu volta e os teus colegas acham que tu estavas em casa de f&eacute;rias de quatro, tr&ecirc;s meses naquela &eacute;poca. N&atilde;o, eu tinha ficado tr&ecirc;s meses sem dormir, seca, toda assim mag&eacute;rrima, mal com umas olheiras fundas e eles achavam que eu havia passado tr&ecirc;s meses de f&eacute;rias em casa e que eu n&atilde;o teria direito a nem tirar f&eacute;rias depois.&rdquo;, relembra.</p><p>Janice admite que apesar das dificuldades e de ter aberto m&atilde;o de muitas coisas pelos filhos, faria tudo novamente: &ldquo;Eu faria tudo de novo, teria os dois filhos tudo de novo, se tivesse tido condi&ccedil;&otilde;es teria tido mais um at&eacute;. Vale &agrave; pena, vale muito a pena mesmo ter os filhos&rdquo;.</p><p>Sua dedica&ccedil;&atilde;o &eacute; total para os filhos e marido, &ldquo;Eles s&atilde;o &oacute;timos maravilhosos. Sempre trabalhei para investir na educa&ccedil;&atilde;o dos meus filhos. Sempre pensei: se eu vou comprar um carro novo, uma casa nova, n&atilde;o. O meu filho foi estudar fora agora, o outro filho, se quiser, vai tamb&eacute;m. Eu sempre vou fazer tudo pela educa&ccedil;&atilde;o deles, porque &eacute; o legado que eu posso deixar pra eles.&rdquo;, revela com serenidade.</p><p>Gosta muito do seu trabalho e n&atilde;o se considera viciada, embora trabalhe de dose a quatorze horas di&aacute;rias. Para relaxar gosta de fazer jardinagem, assistir filmes, tamb&eacute;m adora caminhar nos parques e viajar. Ela tem quatro c&atilde;es e adora dar banho neles.</p><p>Tem uma vida tranquila e vive em fun&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia, adora ficar em casa organizando suas coisas ou fazendo um delicioso prato; costumava pintar e fazer artesanato para dar de presente.<br />Para manter a forma n&atilde;o pratica nenhum esporte, &ldquo;S&oacute; fa&ccedil;o gin&aacute;stica e adoro caminhar. Caminho bastante.&rdquo;, se abre com simpatia.</p><p><strong>Realiza&ccedil;&otilde;es e Desafios</strong></p><p>&ldquo;Pessoalmente eu tenho uma vida est&aacute;vel, a vida que eu escolhi. Amo meus filhos eles s&atilde;o maravilhosos. O Fernando meu marido n&atilde;o posso reclamar. &Eacute; uma pessoa sempre muito presente. Com eles foi um pai fant&aacute;stico, desde trocar fraldas, at&eacute; madrugada, at&eacute; agora.&rdquo;, come&ccedil;a seu relato com carinho.</p><p>&ldquo;A viagem que eu acabei de fazer visitando o meu filho, era um sonho. Era uma viagem que eu queria fazer muito, independente de ele ter ido ou n&atilde;o para l&aacute;. Minha formatura foi um sonho que eu realizei. Criar os filhos. S&atilde;o uns guris que n&atilde;o tem maldade, eles s&atilde;o muito bons, os amigos deles tamb&eacute;m. Acho que ter os filhos que tu quis ter &eacute; um sonho, e conseguir dar as coisas para eles, e saber que eles v&atilde;o ir bem. N&atilde;o sei se eles v&atilde;o ter dinheiro, eu digo estar bem de cabe&ccedil;a pessoas boas abertas.&rdquo;, continua com emo&ccedil;&atilde;o.</p><p>Ela tem vontade de morar por alguns meses no exterior, para viver outra cultura, &ldquo;Uma coisa profissionalmente e at&eacute; pessoalmente que eu quero fazer ainda, eu n&atilde;o sei quando, eu quero morar, n&atilde;o s&oacute; viajar de f&eacute;rias, ver a cultura, acompanhar... Eu queria ir para uma cidadezinha como Purmerende, que &eacute; a 30km de Amsterd&atilde;; ficar ali um m&ecirc;s, numa cidade dessas para ver o dia-a-dia. Morar numa casinha daquelas ali. Eu queria uma cultura assim diferente.&rdquo;, divide seu sonho.</p><p>&ldquo;Harmonia familiar, para mim &eacute; um desafio. N&atilde;o da fam&iacute;lia essa de marido e dois filhos. Eu falo da fam&iacute;lia de irm&atilde;os, porque essa harmonia essa uni&atilde;o, porque a tend&ecirc;ncia &eacute; meio que a separa&ccedil;&atilde;o. Cada um&nbsp;vai ter suas vidas, eu tenho que saber equilibrar. Meus filhos, eles s&atilde;o muito importante para mim, mas minha m&atilde;e tem que continuar sendo importante para mim ainda, eu tenho que dar aquilo que ela precisa. Tu acaba tendo que se dividir em muitas partes para atender todo mundo. Ent&atilde;o isso &eacute; um desafio, manter essa harmonia de toda a fam&iacute;lia. Pra mim &eacute; um desafio n&atilde;o me sentir culpada, e saber que tem hora para tudo. Que as coisas tem que ser no seu tempo na sua hora.&rdquo;, encerra com serenidade.</p><p><strong>Planos e Perspectivas para o Futuro</strong></p><p>&ldquo;Perspectiva profissional eu quero desenvolver mais, gostaria de continuar na &aacute;rea de gest&atilde;o. O que penso pro futuro &eacute; isso: n&atilde;o quero parar. Eu preciso me sentir ativa pra sociedade, quero ser &uacute;til para o Pa&iacute;s. &Eacute; saber que o que eu to fazendo aqui ir&aacute; refletir l&aacute;.&rdquo;, declara.</p><p><strong>Mensagem para os leitores</strong></p><p>&ldquo;Todo mundo trabalha porque precisa, porque tem que ser manter. O ser humano tem que ter o equil&iacute;brio. Tem que ser feliz. Tem que trabalhar feliz, trabalhar com motiva&ccedil;&atilde;o, tem que ter motiva&ccedil;&atilde;o para ter o retorno. Passar os dias felizes, ter projetos novos, dar tudo de si, n&atilde;o se lamentar. Tem que ser &uacute;til para a empresa e para o Pa&iacute;s, tem que ajudar o Pa&iacute;s a crescer e a gente tem que ser &uacute;til pra gente mesmo.&rdquo;, aconselha.</p><p>&ldquo;Tem que pensar que vai dar certo. Tem que acreditar. Mesmo que seja uma mudan&ccedil;a radical.&rdquo;, ressalta com sabedoria.</p><p>Para ela a felicidade &eacute; uma colet&acirc;nea de momentos felizes: &ldquo;Sentir o cheiro das plantas, ter prazer em sentir o cheiro do mato; ouvir o passarinho cantando; o sorriso de uma pessoa. Esse contexto todo &eacute; conseguir montar isso e te deixar bem e alegre, n&atilde;o ter ang&uacute;stia... &Eacute; uma composi&ccedil;&atilde;o de momentos felizes. A felicidade eterna n&atilde;o existe, n&atilde;o existe felicidade pra sempre e nem constante, mas tem que conseguir o maior n&uacute;mero de momentos felizes, colet&acirc;nea de momentos felizes.&rdquo;.</p><p>Janice est&aacute; com toda a raz&atilde;o, o que nos torna feliz s&atilde;o os pequenos detalhes de cada dia que nos d&atilde;o prazer e satisfa&ccedil;&atilde;o.<br />Vamos fazer como ela e aproveitar melhor cada momento vivido?</p><p><em>Muita Paz e muita Luz para todos.<br />Judith.</em></p>]]></description>

	
	<guid>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3277</guid>
</item>
<item>
	<title><![CDATA[Felipe Basso - Mãe é Mãe e precisa ser bem tratada]]></title>
	<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 16:38:57 -0300</pubDate>
	<link>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3276</link>
    <description><![CDATA[A sociedade de consumo &eacute; para todos, mas um pouco menos para as m&atilde;es.<br /><br />Acho que n&atilde;o &eacute; proposital, mas o fato &eacute; de que uma das institui&ccedil;&otilde;es mais famosas do mundo (a m&atilde;e) parece ser ignorada pelo mercado. Assim como as mulheres em geral, elas recebem cart&otilde;es e presentes e tudo o mais, mas como tudo na vida, isso nem sempre &eacute; o bastante.<br /><br />A principal queixa de uma m&atilde;e, principalmente de uma m&atilde;e que rec&eacute;m teve seu primeiro filho, &eacute; a perda da vida social e a mudan&ccedil;a em seu corpo.<br /><br />&Eacute; dif&iacute;cil n&atilde;o gostar de uma crian&ccedil;a, de um lindo beb&ecirc; bem arrumado e cheiroso dentro de seu carrinho, mas tamb&eacute;m &eacute; f&aacute;cil demais ter pensamentos impuros, beirando a insanidade, quando a mesma criaturinha fofa come&ccedil;a a chorar em um restaurante, em uma livraria ou onde quer que seja.<br /><br />Isto &eacute;, as m&atilde;es acabam privando-se de lazeres e de vida social pelo filho. Poder&iacute;amos alegar que nada pode ser feito contra isto, que esta fase da vida &eacute; assim mesmo e que precisamos aceit&aacute;-la, com suas priva&ccedil;&otilde;es e sacrif&iacute;cios, mas que a emo&ccedil;&atilde;o de ter um filho, de v&ecirc;-lo crescer supera tudo.<br /><br />Eu n&atilde;o tenho filhos e por isso n&atilde;o contesto essa afirma&ccedil;&atilde;o, mas penso por que n&atilde;o podemos presentear as m&atilde;es com vida social e com a emo&ccedil;&atilde;o de ver seu filho se desenvolver.<br /><br />Uma iniciativa nesse sentido, e que j&aacute; existe h&aacute; um bom tempo (espero que esteja contando alguma novidade, pelo menos, para alguns leitores e leitoras) &eacute; o <a href="http://www.cinematerna.org.br" target="_blank" class="linkEditor">Cinematerna</a>.<br /><br />Uma m&atilde;e cin&eacute;fila, em fevereiro de 2008, criou o grupo, que &eacute; destinado &agrave; m&atilde;es com filhos de 20 dias at&eacute; 4 meses de idade. A sess&atilde;o &eacute; especialmente criada para elas, com som mais baixo, ar condicionado menos frio e at&eacute; estacionamento com carrinhos.<br /><br />Simples? Sim, simples e genial, como &eacute; comum das boas ideias.<br /><br />Agora pensemos na infinidade de servi&ccedil;os que poderiam ser criados e ou adaptados para as m&atilde;es. Um outro exemplo. Entre outras coisas, a mudan&ccedil;a corporal &eacute; muito sentida pelas mulheres.<br /><br />E n&atilde;o precisamos falar sobre a import&acirc;ncia do corpo para elas. Se depois da sess&atilde;o de cinema, essa m&atilde;e desejasse ir se exercitar em uma academia? Antes, ela precisaria ligar para a bab&aacute; ou para a irm&atilde;, ou para a sogra, e pedir se esta pessoa poderia ficar com o seu filho enquanto ela faz seu exerc&iacute;cio. Isso acarretaria um bom bocado de tempo, n&atilde;o &eacute; mesmo?<br /><br />E se houvesse uma academia especializada em atender m&atilde;es, com estrutura para receber esta crian&ccedil;a enquanto sua m&atilde;e se exercita? Ser&aacute; que n&atilde;o se pagaria um pouco mais caro pela comodidade?<br /><br />Todos n&oacute;s adoramos nossas m&atilde;es. Est&aacute; na hora de come&ccedil;armos a trat&aacute;-las um pouco melhor, voc&ecirc;s n&atilde;o acham?]]></description>

	
	<guid>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3276</guid>
</item>
<item>
	<title><![CDATA[Janer Cristaldo - Plágio, uma próspera indústria nacional]]></title>
	<pubDate>Sat, 06 Mar 2010 21:13:57 -0300</pubDate>
	<link>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3275</link>
    <description><![CDATA[Em janeiro de 2008, da tradutora Denise Bottman, recebi esta den&uacute;ncia de uma verdadeira ind&uacute;stria do pl&aacute;gio:<br /><br /><em>Talvez o sr. tenha tomado conhecimento pela imprensa de um certo in&iacute;cio de movimenta&ccedil;&atilde;o entre tradutores contra a apropria&ccedil;&atilde;o ind&eacute;bita de tradu&ccedil;&otilde;es muito consagradas, feitas por grandes intelectuais brasileiros e portugueses, de grandes obras da literatura universal. Um levantamento inicial mostra que mais ou menos 30 obras da grande literatura universal, que haviam sido publicadas na cole&ccedil;&atilde;o da Abril Cultural, foram reeditadas pela editora Nova Cultural com a substitui&ccedil;&atilde;o dos nomes dos tradutores originais, aparecendo em lugar deles ou nomes de fantasia ou nomes de gente de carne e osso. Essa quantidade de obras corresponde a mais de 65% dos t&iacute;tulos traduzidos da cole&ccedil;&atilde;o &quot;obras-primas&quot; da editora Nova Cultural, e portanto parece indicar que n&atilde;o se trata de casos isolados, e sim de uma pr&aacute;tica deliberada e sistem&aacute;tica adotada pela referida editora.<br /><br />O que parece se configurar, portanto, &eacute; que a editora de maior visibilidade no pa&iacute;s (que muitas pessoas ainda associam &agrave; Editora Abril e &agrave; extinta Abril Cultural) tomou para si um patrim&ocirc;nio tradut&oacute;rio do pa&iacute;s (pois nossa forma&ccedil;&atilde;o cultural, num pa&iacute;s que depende tremendamente do acervo de obras traduzidas para o portugu&ecirc;s, se constr&oacute;i tamb&eacute;m e maci&ccedil;amente sobre essa atividade - basta ver o caso de suas tradu&ccedil;&otilde;es de T. S. Eliot, que tantas gera&ccedil;&otilde;es influenciou e continua a influenciar no Brasil!) e, por raz&otilde;es ignoradas, mas com certeza escusas e que n&atilde;o v&ecirc;m agora ao caso, eliminou, suprimiu, enterrou e est&aacute; contribuindo ativamente para o esquecimento da contribui&ccedil;&atilde;o desses intelectuais da primeira metade do s&eacute;culo passado &agrave; constitui&ccedil;&atilde;o de um acervo das grandes obras mundiais em tradu&ccedil;&atilde;o para o portugu&ecirc;s. Assim temos que Oscar Mendes, Oct&aacute;vio Mendes Cajado, M&aacute;rio Quintana, L&iacute;gia Junqueira, Hern&acirc;ni Donato (este ainda entre n&oacute;s), S&iacute;lvio Meira, Brenno Silveira, foram eliminados, suprimidos, tirados fora, aniquilados, exterminados, dos cr&eacute;ditos de tradu&ccedil;&atilde;o.<br /><br />Pelo andar da carruagem, dentro em breve Rachel de Queiroz, Carlos Drummond, Cec&iacute;lia Meirelles, Manoel Bandeira tamb&eacute;m ser&atilde;o banidos dos cr&eacute;ditos das tradu&ccedil;&otilde;es... mesmo que isso n&atilde;o ocorra, de qualquer forma o sumi&ccedil;o j&aacute; perpetrado &eacute; mais do que suficiente para despertar uma imensa indigna&ccedil;&atilde;o entre quem preza a parca tradi&ccedil;&atilde;o cultural deste pa&iacute;s, constru&iacute;da t&atilde;o a duras penas. (...) Por isso dirigimo-nos ao sr., para pedir apoio a esse protesto. <br /><br />Atenciosamente,<br />Denise Bottman</em><br /><br />Recebo hoje novas da Denise, atrav&eacute;s de um bom amigo de Florian&oacute;polis. Reportagem de Nahima Maciel, publicada originalmente no <strong>Correio Braziliense</strong> e replicada no <strong>Di&aacute;rio Catarinense</strong>, edi&ccedil;&atilde;o deste s&aacute;bado, nos conta que a tradutora est&aacute; sendo processada pela editora Landmark, que entrou com pedido na 4&ordf; Vara C&iacute;vel de S&atilde;o Paulo para retirar o blog do ar:<br /><br /><em><strong>Palavras replicadas<br />TRADUTORA &Eacute; PROCESSADA POR EDITORA AO CRIAR<br />BLOG PARA DENUNCIAR CASOS DE PL&Aacute;GIO NO BRASIL</strong><br /><br />Em junho do ano passado, a tradutora Denise Bottman constatou, perplexa, o pl&aacute;gio de tradu&ccedil;&otilde;es praticado sem pudores por algumas editoras brasileiras. Uma den&uacute;ncia em jornal paulistano citava pelo menos duas empresas &ndash; Martin Claret e Nova Cultural &ndash; como verdadeiras f&aacute;bricas de desova de tradu&ccedil;&otilde;es adulteradas nas livrarias do pa&iacute;s.<br /><br />Desde ent&atilde;o, Denise empreendeu uma extensa pesquisa e j&aacute; chegou a 14 editoras que praticam pl&aacute;gio e atuam no mercado editorial sem grandes impedimentos. A pesquisa gerou o blog www.naogostodeplagio.blogspot.com, no qual Denise lista t&iacute;tulos com tradu&ccedil;&otilde;es plagiadas e as editoras respons&aacute;veis por sua publica&ccedil;&atilde;o. O site incomodou tanto que a Landmark, uma das citadas no blog, processou a pesquisadora e entrou com pedido na 4&ordf; Vara C&iacute;vel de S&atilde;o Paulo para tirar o blog do ar. O pedido, no entanto, n&atilde;o foi atendido pelo juiz respons&aacute;vel pelo caso. &ldquo;A Editora Landmark prop&ocirc;s a a&ccedil;&atilde;o competente em face da blogueira Denise Bottman por entender que as den&uacute;ncias por ela apresentadas encontram-se totalmente desgarradas da realidade f&aacute;tica, raz&atilde;o pela qual n&atilde;o existe qualquer cabimento quanto &agrave; acusa&ccedil;&atilde;o de pl&aacute;gio. Acrescenta-se que a exist&ecirc;ncia ou n&atilde;o de pl&aacute;gio, por se tratar de crime, somente pode ser reconhecido na esfera judicial&rdquo;, diz Alberto J. Marchi Macedo, advogado da Landmark. No blog, a tradutora apresenta provas de pl&aacute;gio na tradu&ccedil;&atilde;o de <strong>Persuas&atilde;o</strong> (Jane Austen) e <strong>O Morro dos Ventos Uivantes</strong> (Emily Bront&euml;), publicadas pela Landmark em 2007.</em><br /><br />Essa agora! Uma editora, cujo acervo se nutre de pl&aacute;gios, quer censurar uma tradutora que denuncia seus pl&aacute;gios. Pelo jeito, a cultura do pl&aacute;gio est&aacute; t&atilde;o arraigada no Brasil, que editores j&aacute; consideram o pl&aacute;gio um direito adquirido.<br /><br /><em>A pesquisa de Denise - continua a reportagem - &eacute; motivada por uma pr&aacute;tica realizada h&aacute; anos, sorrateiramente, no mercado editorial brasileiro e raramente questionada ou impedida. &ldquo;Isso &eacute; um saque ao patrim&ocirc;nio liter&aacute;rio. Bem ou mal, o Brasil &eacute; um pa&iacute;s que at&eacute; hoje depende muito de tradu&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea do conhecimento e da literatura. A grande abertura do pa&iacute;s para o mundo foi no come&ccedil;o do s&eacute;culo 20, quando Monteiro Lobato e Francisco Alves come&ccedil;aram a traduzir as coisas. Quem traduzia na &eacute;poca era Rachel de Queiroz, Manuel Bandeira&rdquo;, conta Denise. E s&atilde;o essas tradu&ccedil;&otilde;es mais antigas as preferidas dos pl&aacute;gios.<br /><br />O m&eacute;todo &eacute; sempre o mesmo. Mant&eacute;m-se a estrutura da tradu&ccedil;&atilde;o e muda-se uma ou outra palavra antes que o texto seja publicado sob pseud&ocirc;nimo ou assinado por um tradutor desconhecido. No ano passado, o pl&aacute;gio praticado pela editora Martin Claret virou caso policial depois que o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Estadual de S&atilde;o Paulo pediu para a pol&iacute;cia instaurar inqu&eacute;rito para investigar o crime. A Lei n&ordm; 9.610 confere direitos autorais ao tradutor e, segundo o C&oacute;digo Penal, o crime prev&ecirc; de tr&ecirc;s meses a quatro anos de pris&atilde;o. O inqu&eacute;rito da Martin Claret foi arquivado e os livros continuam nas livrarias. Entre as obras plagiadas est&atilde;o uma tradu&ccedil;&atilde;o de <strong>O Lobo e o Mar</strong> (Jack London), feita por Monteiro Lobato em 1934 e assinada por um certo Pietro Nassetti, e uma vers&atilde;o de <strong>Orgulho e Preconceito</strong> (Jane Austen), vertida para o portugu&ecirc;s por Maria Francisca Ferreira de Lima e atribu&iacute;da pela Martin Claret a Jean Melville. Advogada da editora e &uacute;nica a falar sobre o caso, Maria Luiza Egea diz que a empresa est&aacute; trabalhando em mudan&ccedil;as no cat&aacute;logo. &ldquo;A editora contratou novos tradutores para alguns t&iacute;tulos que havia publicado, para atender a interesses comerciais&rdquo;, garante.</em><br /><br />E por a&iacute; vai. O blog de Denise Bottman lista nada menos que 115 t&iacute;tulos plagiados. Segundo a tradutora, al&eacute;m da Martin Claret, Nova Cultural, Hemus e Ediouro, h&aacute; uma lista que inclui a Rideel, Cedic, Best-Seller e outras. De onde conclu&iacute;mos que boa parte do acervo liter&aacute;rio nacional prov&eacute;m da ind&uacute;stria do pl&aacute;gio. Mas, como escrevi &agrave; tradutora na ocasi&atilde;o, o buraco ainda &eacute; mais embaixo.<br /><br />Seria interessante tamb&eacute;m pesquisarmos a fundo essa pr&aacute;tica inomin&aacute;vel para sabermos quais s&atilde;o as qualifica&ccedil;&otilde;es de Rachel de Queiroz em sueco, para traduzir Verner von Heidenstam, ou em russo para traduzir Dostoievski. (Salvo prova em contr&aacute;rio, o primeiro tradutor no Brasil a traduzir diretamente do sueco foi este que vos escreve). Onde Drummond de Andrade estudou noruegu&ecirc;s para traduzir Knut Hamsun? Desde quando Cec&iacute;lia Meirelles conhecia suficientemente bengali para traduzir Rabindranath Tagore? Onde Manoel Bandeira estudou persa para traduzir Omar Khayyam?<br /><br />E, c&aacute; entre n&oacute;s, apesar de meu profundo apre&ccedil;o pelo M&aacute;rio Quintana: teria o poeta da Rua da Praia ingl&ecirc;s suficiente para traduzir <strong>Lord Jim</strong>, de Conrad? Ou franc&ecirc;s suficiente para traduzir Proust? Esta pergunta se justifica j&aacute; a partir de como Quintana traduziu o t&iacute;tulo do segundo tomo de <strong>&Agrave; la Recherche du temps perdu</strong>, no caso, <strong>&Agrave; l'Ombre des jeunes filles en fleurs</strong>. Quintana traduziu por <strong>&Agrave; Sombra das Raparigas em Flor</strong>. Ora, rapariga pode designar jovem, mo&ccedil;a virgem. Mas no Brasil sempre teve uma acep&ccedil;&atilde;o pejorativa. J&aacute; no portugu&ecirc;s de Portugal, essa conota&ccedil;&atilde;o inexiste. Aparentemente, o poeta andou cotejando alguma edi&ccedil;&atilde;o portuguesa de Proust.<br /><br />Ora, n&atilde;o vejo maiores diferen&ccedil;as em plagiar de uma tradu&ccedil;&atilde;o portuguesa e plagiar de uma tradu&ccedil;&atilde;o do russo ou sueco ao franc&ecirc;s ou ingl&ecirc;s. Bottman est&aacute; fazendo um trabalho admir&aacute;vel ao denunciar esta pr&oacute;spera ind&uacute;stria que se nutre do roubo do trabalho intelectual alheio. N&atilde;o &eacute; de espantar que os pr&oacute;speros executivos da ind&uacute;stria do pl&aacute;gio queiram silenci&aacute;-la.<br /><br />Mas, se a tradutora mergulhar mais fundo neste mar de pl&aacute;gios, ver&aacute; que nem a elite liter&aacute;ria do pa&iacute;s escapa do crime.]]></description>

	
	<guid>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3275</guid>
</item>
<item>
	<title><![CDATA[Sílvia Somenzi - O verdadeiro poder dos Eventos de Relacionamento]]></title>
	<pubDate>Wed, 03 Mar 2010 16:46:42 -0300</pubDate>
	<link>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3274</link>
    <description><![CDATA[O mercado est&aacute; acostumado a eventos de relacionamento corporativo, onde uma onda de clientes, prospects, fornecedores, parceiros e aliados se re&uacute;nem com a expectativa de conhecerem-se, e de uma forma geral, para trocar cart&otilde;es e experi&ecirc;ncias, vislumbrarem solu&ccedil;&otilde;es e, quem sabe em algum momento &agrave; frente, agendarem-se visitas, realizarem-se reuni&otilde;es, mapearem-se oportunidades, apresentarem-se propostas, fecharem-se contratos, iniciarem-se projetos, permitirem-se novos projetos, novas oportunidades e assim vai...<br /><br />Se voc&ecirc; considerar a expectativa seja na forma tradicional de relacionamento corporativo ou na mais vanguardista, o objetivo final &eacute; sempre evolu&ccedil;&atilde;o no relacionamento, mas a diferen&ccedil;a est&aacute; na dire&ccedil;&atilde;o que este relacionamento de neg&oacute;cios evolui.<br /><br />A quest&atilde;o &eacute; que a f&oacute;rmula tradicional localiza o conceito de oferta e procura, onde algu&eacute;m oferece um produto ou servi&ccedil;o, por exemplo, e por outro lado, h&aacute; quem o adquira e, se for bem atendido e se for bem conduzido o neg&oacute;cio poder&aacute; se ampliar ou no m&iacute;nimo gerar&aacute; futuras e positivas indica&ccedil;&otilde;es a outros &ldquo;pretendentes&rdquo; a adquirir estes produtos e servi&ccedil;os. N&atilde;o necessariamente blindando o seu relacionamento, porque n&atilde;o quer dizer que voc&ecirc; estabeleceu um relacionamento de confian&ccedil;a e reciprocidade.<br /><br />E o mercado hoje busca confian&ccedil;a e reciprocidade, n&atilde;o apenas para neg&oacute;cios, mas para as rela&ccedil;&otilde;es de neg&oacute;cios entre as pessoas.<br /><br />O mercado quer conhecer as pessoas que est&atilde;o por tr&aacute;s dos neg&oacute;cios, pois quem mant&eacute;m ou n&atilde;o a palavra escrita em um contrato s&atilde;o as pessoas que comp&otilde;em as empresas.<br /><br />Esta &eacute; mais intensa busca no mercado, pessoas confi&aacute;veis, credibilidade em suas atitudes e posicionamento coerente.<br /><br />Por isso que &eacute; preciso refletir e entender que ningu&eacute;m lhe conhecer&aacute; e perceber&aacute; quem voc&ecirc; &eacute; e como voc&ecirc; se posiciona, se voc&ecirc; ficar sentado em sua cadeira protegido pelo seu moderno notebook ou consumido pelo seu poderoso blackberry ou escondido entre os membros da equipe como apenas mais um do grupo, sempre tendo outros como seus interlocutores.<br /><br />E por isso que sair do conforto de seu espa&ccedil;o, onde quer que voc&ecirc; esteja, e aprender a se relacionar com o mercado &eacute; um excelente caminho para crescimento e amadurecimento.<br /><br />E &eacute; preciso aproveitar as oportunidades em se relacionar.&nbsp; E como a vis&atilde;o contempor&acirc;nea que abrange os mercados de que relacionamento de neg&oacute;cios precisa estar al&eacute;m de produtos e servi&ccedil;os e da compra destes, ent&atilde;o esta vis&atilde;o se refere a ser preciso investir em se relacionar mais, conhecer mais, entender mais e ser mais participativo e colaborativo.<br /><br />&Eacute; desta forma que eventos de relacionamento corporativo alinhados a a&ccedil;&otilde;es de relacionamento fazem uma grande diferen&ccedil;a para o seu futuro.<br /><br />S&atilde;o nestes momentos que voc&ecirc; fica exposto, pois voc&ecirc; n&atilde;o pode simplesmente se esconder atr&aacute;s de uma apresenta&ccedil;&atilde;o, ou de uma demonstra&ccedil;&atilde;o, nem t&atilde;o pouco pode carregar seu notebook aberto diante de todos, mas porque voc&ecirc; pode e deve se relacionar ou procurar aprender a se relacionar.<br /><br />Aprenda como conversar e se relacionar com seus colegas, com sua equipe, com seus concorrentes, com seus clientes, com seus aliados, com os seus parceiros. H&aacute; espa&ccedil;o para tudo e para todos e &eacute; importante enxergar voc&ecirc; enxergar a necessidade desta versatilidade.<br /><br />Lembre-se que n&atilde;o estamos falando de participar de um happy-hour ocasional&nbsp; entre camaradas, mas de um espa&ccedil;o onde voc&ecirc; encontra pessoas da sua comunidade de neg&oacute;cios ou &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o que estar&atilde;o abertas a conversar e que buscam encontrar em voc&ecirc;, na forma como voc&ecirc; age e na forma como conduz o qu&ecirc; faz, na sua preocupa&ccedil;&atilde;o com os detalhes ou como considera o que lhe cerca, uma forma de reconhecer a sua credibilidade.<br /><br />Entenda que o poder dos eventos aliado a a&ccedil;&otilde;es de relacionamento est&aacute; em como oportunizam a sua exposi&ccedil;&atilde;o e intera&ccedil;&atilde;o, no sentido mais positivo, onde voc&ecirc; pode circular, conhecer os seus clientes, parceiros, aliados, concorrentes, colegas, chefes e ser tornar conhecido por estes, e n&atilde;o somente pelo que voc&ecirc; representa, seja um cargo, seja um produto, seja um marca (que em alguns casos se torna at&eacute; um novo sobrenome), mas por ser voc&ecirc; mesmo.<br /><br />Saiba que s&atilde;o os eventos e a&ccedil;&otilde;es de relacionamento lhe tornam mais pr&oacute;ximo de seu p&uacute;blico-alvo, pois voc&ecirc; se tangilibiiza e assim deixa de ser apenas um nome em um email e passa a ter um rosto vinculado a uma voz, um jeito de ser, uma forma de atuar; o que o torna muito mais real que qualquer outra acesso &ldquo;remoto&rdquo;.<br /><br />E este &eacute; um intenso exerc&iacute;cio de mudan&ccedil;a que lhe ajudar&aacute; a entrar neste novo formato de relacionamento de neg&oacute;cios que o mercado de hoje procura.Importante que voc&ecirc; esteja sempre atento aos eventos, as a&ccedil;&otilde;es de relacionamento, e dispon&iacute;vel para participar, para apoiar e para colaborar.<br /><br />Caso se sinta intimidado pelo ambiente ou pouco a vontade, n&atilde;o se preocupe, v&aacute; da mesma forma, pois a medida que voc&ecirc; participar mais e mais, colaborar mais e mais, ficar&aacute; cada vez mais familiarizado com o ambiente, com as pessoas, com o conceito e passar&aacute; a ser uma a&ccedil;&atilde;o natural e parte de voc&ecirc;.<br /><br />Fa&ccedil;a parte do mercado definitivamente e deixe de ser apenas mais um.<br /><br />Aposte no desenvolvimento de relacionamento atrav&eacute;s do contato direto com as pessoas, pois far&aacute; e muita diferen&ccedil;a para voc&ecirc; firmar o seu pr&oacute;prio posicionamento no mercado.<br /><br />E este &eacute; o verdadeiro poder: o de ser efetivamente considerado e reconhecido por quem voc&ecirc; &eacute; independente do cargo que ocupa, da empresa onde esteja ou da marca que defende ou da sua assinatura em um email.<br /><br />Participe.<br />]]></description>

	
	<guid>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3274</guid>
</item>
<item>
	<title><![CDATA[Janer Cristaldo - Zoológicos de pobres fascinam turistas]]></title>
	<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 11:22:40 -0300</pubDate>
	<link>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3273</link>
    <description><![CDATA[Desde meus primeiros dias de Europa, nos anos 70, observei pr&aacute;tica que nunca entendi, a atra&ccedil;&atilde;o dos europeus pelas favelas do Rio. Jamais visitei uma favela e jamais me ocorreria visit&aacute;-las. Da mis&eacute;ria e do tr&aacute;fico s&oacute; quero dist&acirc;ncia. Mas j&aacute; vi alem&atilde;es, suecos e franceses encantados com uma visita aos morros. Na &uacute;ltima <strong>Veja</strong>, leio entrevista com a antrop&oacute;loga Bianca Freire-Medeiros, autora do livro <strong>Gringo na Laje - Produ&ccedil;&atilde;o, Circula&ccedil;&atilde;o e Consumo da Favela Tur&iacute;stica</strong>. Segundo a pesquisadora, a viol&ecirc;ncia &eacute; o que mais seduz os turistas. &quot;Ela &eacute; um atrativo. O filme <strong>Cidade de Deus</strong>, por exemplo, vende a imagem de que a favela &eacute; um lugar extremamente violento, de alto risco: os turistas querem ir l&aacute; motivados por isso&quot;, diz Bianca.<br /><br />Grossa bobagem. A atra&ccedil;&atilde;o pelas favelas antecede em muito o filme. Atra&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&oacute; por favela, como por tudo que &eacute; pobre e miser&aacute;vel no Brasil. Certa vez, nos anos 70, fui a um terreiro de umbanda. Mais precisamente, no Belfort Roxo, uma das mais conflagradas zonas do Rio de Janeiro. Obviamente, n&atilde;o fui por conta pr&oacute;pria. Fui a convite de um diplomata franc&ecirc;s. Que acreditava piamente que aquelas malucas girando sobre si mesmas estavam possu&iacute;das por alguma entidade. Curiosamente, entramos no terreiro com as b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os de um bispo cat&oacute;lico.<br /><br />Segundo a reportagem, o turismo em favela come&ccedil;ou com a ECO 92, quando se passou a levar estrangeiros &agrave; Rocinha - pessoas ligadas em ecologia e interessadas em alternativas ao turismo de massa. &Eacute; poss&iacute;vel. Mas a atra&ccedil;&atilde;o fatal dos europeus do norte pelas favelas em muito antecede 92. Disse europeus do norte. Espanh&oacute;is e portugueses n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o <em>na&iuml;ves</em>, a ponto de sair a viajar para ver mis&eacute;ria.<br /><br />Para a antrop&oacute;loga, o turista busca situa&ccedil;&otilde;es de risco. Quer ver gente armada. &ldquo;Mas, na maior parte das vezes, o turista n&atilde;o v&ecirc; ningu&eacute;m armado, porque as ag&ecirc;ncias procuram evitar os locais de venda de drogas, que s&atilde;o menos seguros. Ningu&eacute;m passa na &quot;boca&quot;, por exemplo. Vale dizer que, para o turista, isso n&atilde;o faz muita diferen&ccedil;a. Para ele, basta saber que h&aacute; pessoas armadas na favela e que ele est&aacute; numa situa&ccedil;&atilde;o de risco, para que haja excita&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<br /><br />Mais outra bobagem de pesquisador de gabinete. No Afeganist&atilde;o, na Palestina, na Chech&ecirc;nia, armas e situa&ccedil;&otilde;es de risco &eacute; o que n&atilde;o falta. Mas europeus n&atilde;o fazem turismo por l&aacute;. Europeus gostam mesmo &eacute; da mis&eacute;ria dos tr&oacute;picos. E turismo rende grana. Os turistas da mis&eacute;ria sabem que as armas dos traficantes est&atilde;o l&aacute; para proteg&ecirc;-los. Afinal, n&atilde;o v&atilde;o matar a galinha de ovos de ouro. N&atilde;o &eacute; o mesmo na Palestina ou Afeganist&atilde;o, onde h&aacute; uma perigosa animosidade contra ocidentais.<br /><br />Em meio a tantas bobagens, a antrop&oacute;loga diz algo inteligente. &Eacute; a chispa da ferradura quando bate na cal&ccedil;ada, como diria Agripino Grieco. &ldquo;Acho que a grande quest&atilde;o &eacute; explicar a transforma&ccedil;&atilde;o da pobreza em atra&ccedil;&atilde;o: os turistas est&atilde;o em busca de uma situa&ccedil;&atilde;o de precariedade que eles desconhecem&rdquo;. Bingo! Nunca fiz pesquisas cient&iacute;ficas sobre essa atra&ccedil;&atilde;o m&oacute;rbida, mas tenho quase certeza de que o turista europeu ou americano, ao contemplar uma favela, se regozija: feliz de mim que n&atilde;o vivo nestas condi&ccedil;&otilde;es.<br /><br />A meu modo, at&eacute; que gosto de favelas. Mas de outras favelas. Se voc&ecirc; viajar pela Costa Amalfitana, na It&aacute;lia, ver&aacute; a mesma estrutura urbana do Rio em Positano, Amalfi, Ravello, Capri. Casas subindo morro acima. Mas casas de quem tem alto poder aquisitivo. Os ricos, na It&aacute;lia, n&atilde;o foram idiotas como os ricos brasileiros. Subiram o morro antes que os miser&aacute;veis o tomassem. Uma outra cidade que tem esta mesma estrutura &eacute; Fira, na ilha de Santorini, na Gr&eacute;cia. Mas... &eacute; um dos recantos mais lindos do mundo. Nada de tr&aacute;fico, quadrilhas armadas, mis&eacute;ria. Apenas beleza (de sufocar), magia, luxo, exotismo. Sobe-se at&eacute; Fira com mulas. Os cariocas est&atilde;o planejando telef&eacute;ricos para facilitar a visita aos redutos de traficantes. Ora, mula &eacute; muito mais barato. E tem mais charme.<br /><br />&ldquo;Todo turista sabe que pode ser acusado de fazer algo de mau gosto, de participar de um zool&oacute;gico de pobre. Mas, entre aqueles que entrevistei, n&atilde;o houve um que tenha sa&iacute;do insatisfeito do passeio&rdquo; &ndash; diz a antrop&oacute;loga. Claro que n&atilde;o. Visitar zool&oacute;gico de pobre revigora a alma de um europeu. Um franc&ecirc;s tem em Paris algo an&aacute;logo &agrave; favela, e subindo um morro, Montmartre. &Eacute; a Goutte d&rsquo;Or, reduto de &aacute;rabes logo abaixo da bas&iacute;lica de Sacr&eacute;-Coeur. Parisiense evita a Goutte d&rsquo;Or. &Agrave; medida em que a mancha &aacute;rabe se expande, cai o pre&ccedil;o do metro quadrado. Mis&eacute;ria s&oacute; tem charme <em>ailleurs</em>. <em>L&agrave;-bas</em>, como se diz por l&aacute;.<br /><br />Segundo a antrop&oacute;loga, &ldquo;h&aacute; coisas que n&atilde;o podem faltar. N&atilde;o pode faltar a laje, onde os turistas tiram foto da paisagem e ouvem um discurso explicativo, coisas como &quot;Ali embaixo, voc&ecirc; v&ecirc; a escola americana, que custa t&atilde;o caro, e isso mostra como esse pa&iacute;s &eacute; desigual. A laje &eacute; um momento pedag&oacute;gico, impactante para o turista, que dali v&ecirc; um oceano de casas, com o mar azul ao fundo.&quot;<br /><br />Laje por laje, prefiro as de Santorini. Ou Positano. Quanto a oceano de casas, prefiro um oceano de &aacute;guas. Tampouco viajo para contemplar do alto a finada luta de classes. Os turistas de zool&oacute;gicos de pobres parecem n&atilde;o se dar conta de que, ao visitar favelas, est&atilde;o financiando &ndash; e legalmente &ndash; os redutos de traficantes.<br /><br />No fundo, o que em franc&ecirc;s se chama de <em>mauvaise conscience</em>. M&aacute; consci&ecirc;ncia. Como isto &eacute; coisa que jamais alimentei, prefiro as favelas do Tirreno ou do Egeu.]]></description>

	
	<guid>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3273</guid>
</item>
<item>
	<title><![CDATA[Roberto Cohen - ROI já era...]]></title>
	<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 10:29:30 -0300</pubDate>
	<link>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3270</link>
    <description><![CDATA[<strong>Empresas de treinamento seguem ministrando eventos com &ecirc;nfase no ROI &ndash; Returno Of Investment &ndash; desconhecendo que tal metodologia de medida tornou-se d&eacute;mod&eacute;</strong><br /><br />N&atilde;o &eacute; que eu tenha ido buscar, mas&hellip;<br /><br />Caiu na minha caixa postal um convite para participar em treinamento onde um dos itens do conte&uacute;do program&aacute;tico era &ldquo;<strong>Custo, valor e retorno sobre investimento (ROI)</strong>&rdquo;.<br /><br />Pensei:<br /><br />Katzo, de certa maneira s&atilde;o meus concorrentes, pois tamb&eacute;m oferecem treinamento na &aacute;rea de suporte t&eacute;cnico. N&atilde;o &eacute; &eacute;tico criticar os outros.&nbsp; Pior, um dos diretores &eacute; meu chapa. E se ele se <strike>emputecer</strike> indignar comigo? Perco o amigo.<br /><br />Deixo pra l&aacute;? N&atilde;o, claro que n&atilde;o!<br /><br /><strong>Primeiro</strong>, por que sou filho-da-m&atilde;e mesmo. Talvez por isso gostem de mim (por que expresso o que penso).<br /><strong><br />Segundo</strong>, por que a comunidade precisa dessa pol&ecirc;mica. N&atilde;o que eu me considere onipresente para saber o que ela precisa ou n&atilde;o, mas por que vis&otilde;es diferentes geram debates com ideias antag&ocirc;nicas e isso aumenta nosso conhecimento global. Evita que a gente se torne um rebanho de carneirinhos (marca no lombo ITIL, COBIT ou sei l&aacute; qual a mais em voga).<br /><br /><strong>Terceiro</strong>, as pessoas vem aqui por querem ler opini&otilde;es e n&atilde;o o lenga-lenga habitual copiado de livros e publicados em blogs versando conte&uacute;dos insossos como&nbsp;&nbsp; &ldquo;<em>O ITIL diz que a responsabilidade pela bla bla bla&hellip;</em>&ldquo;.<br /><br /><strong>E quarto</strong>, n&atilde;o sou t&atilde;o poderoso assim para causar grande impacto.<br /><br /><strong><br /><br />** ENT&Atilde;O VAMOS L&Aacute;</strong><br /><br />O acr&ocirc;nimo ROI vem do ingl&ecirc;s <strong>RETURN OF INVESTMENT</strong>.<br /><br />Ponho uma grana em alguma coisa, quero saber quanto vai me retornar e em que prazo.<br /><br />Tudo muito normal, natural. Qualquer um pensa assim, mas&hellip;<br /><br />Um pouco de leitura na &aacute;rea administrativa demonstra que esse conceito&hellip; J&aacute; era!<br /><br />Vejamos o que diz nossa querida Joan Magretta, nas p&aacute;ginas 135-136 do seu estupendo &ldquo;<a href="http://www.4hd.com.br/blog/2010/02/03/o-quee-gerenciar-e-administrar/" target="_blank" class="linkEditor">O que &eacute; gerenciar e administrar</a>&rdquo;:<br /><br />&quot;<em>Por&eacute;m, como costuma acontecer, o sucesso do ROI foi tamb&eacute;m a sua ru&iacute;na. Nos anos 60 e 70, as medi&ccedil;&otilde;es financeiras, especialmente o ROI, dominavam de tal forma o pensamento da gest&atilde;o que muitos gerentes concentravam-se mais nos n&uacute;meros do que nas realidades centrais indicadas por esses n&uacute;meros. O despertar veio na forma de um influente artigo publicado no Harvard Business Review em 1980 com o t&iacute;tulo &ldquo;Administrando nosso caminho para o decl&iacute;nio econ&ocirc;mico (Managing our way to economic decline). Ele argumentava de forma persuasiva que a confian&ccedil;a demasiada em medi&ccedil;&otilde;es financeiras de curto prazo como o ROI poderia conduzir &agrave; morte lenta dos investimentos em inova&ccedil;&otilde;es, que s&atilde;o a parte vital da maioria das organiza&ccedil;&otilde;es.</em>&quot;<br /><br />Voc&ecirc; pescou?<br /><br />Voc&ecirc; Tem uma ideia para melhorar o Help Desk e precisa de um investimento. Seu chefe pergunta: &ldquo;<em>- O que vamos ganhar com isso e quando?</em>&rdquo;<br /><br />Putz, voc&ecirc; deixa pra l&aacute; por que, apesar da boa ideia, n&atilde;o tem um plano de neg&oacute;cios para justificar sua sacada. E a inova&ccedil;&atilde;o surge natimorta: morre antes de nascer.<br /><br /><br /><strong><br />*** ABRO A MINHA CARTEIRA E...</strong><br /><br />Obviamente, todo o debate ao redor do ROI est&aacute; centrado na quest&atilde;o de <strong>m&eacute;tricas, identifica&ccedil;&atilde;o de resultados e controle</strong>.<br /><br />E claro, o ROI envolve quest&otilde;es financeiras. Feitas por gente da &aacute;rea da grana. E que com a sua vis&atilde;o limitada &ndash; hahaha, isso &eacute; sacanagem minha &ndash; quer saber do retorno financeiro.<br /><br />&ldquo;- Quanto eu vou ganhar se abrir a carteira&rdquo;, &eacute; o pensamento mais comum, recorrente e simples de entender.<br /><br /><ul><li>Se eu comprar uma Laserjet colorida para o suporte, que retorno financeiro isso trar&aacute;?</li><li>Se comprarmos o Fireman para voc&ecirc;s, quanto de grana economizaremos? (Muito, isso eu posso responder)</li><li>Se enviarmos nosso gestor para um curso do Cohen no 4HD, quanto desse investimento ser&aacute; recuperado e em que prazo?</li></ul><br />Tudo elaborado de forma muito cont&aacute;bil e numa vis&atilde;o realmente limitada das opera&ccedil;&otilde;es e servi&ccedil;os. Esse pensamento vem de uma &eacute;poca em que os Estados Unidos contabilizavam tudo. Era um mundo exclusivo de n&uacute;meros.<br /><br />Ah, um detalhe: <strong>n&atilde;o &eacute; errado pensar assim</strong>. S&oacute; &eacute; preciso pensar mais&hellip;<br /><br /><strong>*** OUR HERO!!!</strong><br /><br />Ent&atilde;o surgiu um questionar a contestar o modelo do ROI&hellip;<br /><br />Quem, quem? <strong>Kaplan</strong>!<br /><br />Ele mesmo, o criador do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Balanced_scorecard" target="_blank" class="linkEditor">Balanced Scorecard</a> (ali&aacute;s, siga esse link que vai para Wikipedia e contempla um texto muito bem elaborado).<br /><br />Esse m&eacute;todo balanceou melhor os cen&aacute;rios, valorizando a quest&atilde;o financeira mas tamb&eacute;m abordando a satisfa&ccedil;&atilde;o do cliente, as melhorias de processos e o aprendizado.<br /><br />Pra saber um pouco mais sobre essa contesta&ccedil;&atilde;o, &eacute; legal ler esse PDF:<br /><br /><a href="http://www.well.com/~art/PDF%20Files/s%2Bb12002.pdf" target="_blank" class="linkEditor">What Are The Measures That Matter</a> (quais s&atilde;o as medi&ccedil;&otilde;es que importam). O artigo &eacute; de Art Kleiner, 2002. Muito bom. E em ingl&ecirc;s.<br /><br />T&aacute;, j&aacute; fui longe nessa ila&ccedil;&atilde;o intelectual.<br /><br />N&atilde;o devo tirar a chance de meu leitor e sua pr&oacute;pria capacidade em concluir sobre os temas.<br /><br />S&oacute; pe&ccedil;o que n&atilde;o pense exclusivamente em ROI, pois isso desarticula sua capacidade de inovar, ao exigir aus&ecirc;ncia de riscos (ou por outro lado, o que &eacute; a mesma coisa, reivindicar garantia de retorno do investimento).<br /><br />E inova&ccedil;&atilde;o &eacute; algo que n&atilde;o sabemos quando, quanto e se vai retornar.<br /><br />Abra&ccedil;&atilde;o,<br /><br />El Cohen]]></description>

	
	<guid>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3270</guid>
</item>
<item>
	<title><![CDATA[Felipe Basso - Videolocadoras no Século XX]]></title>
	<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 09:59:23 -0300</pubDate>
	<link>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3272</link>
    <description><![CDATA[Quantos DVDs voc&ecirc; locou no m&ecirc;s passado? Um, dois, mais de cinco, dez? Eu, apenas dois. E n&atilde;o &eacute; porque n&atilde;o gosto de filmes. Antes fosse, mas eu adoro. Chegava a assistir a cinco filmes, um atr&aacute;s do outro, com intervalos apenas para ir at&eacute; a cozinha buscar um lanche.<br /><br />E n&atilde;o &eacute; por falta de tempo que n&atilde;o mais os assisto, pois sempre encontramos tempo para fazer o que gostamos. <br /><br />Se as locadoras de DVDs repensassem seus neg&oacute;cios, poderiam estimular dezenas de Felipes a locarem mais e mais, aumentando substancialmente o faturamento de suas unidades.<br /><br />Hoje, eu n&atilde;o tenho incentivo nenhum em sair de casa para alugar um DVD. Em primeiro lugar, n&atilde;o sei que filmes estar&atilde;o dispon&iacute;veis para loca&ccedil;&atilde;o e tampouco imagino quais os filmes que j&aacute; est&atilde;o &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o nas prateleiras.<br /><br />Mas suponhamos que eu decida investir meu tempo em uma visita at&eacute; a locadora. Ao chegar l&aacute;, tenho que procurar algum filme interessante, entre as centenas de op&ccedil;&otilde;es. Como &eacute; natural que a maioria dos lan&ccedil;amentos j&aacute; esteja locado, poder&iacute;amos imaginar que haveria incentivo a buscar filmes mais antigos. Voc&ecirc; j&aacute; tentou fazer isso? &Eacute; uma atentado contra os olhos e contra a coluna. Experimente.<br /><br />Todo filme alugado &eacute; registrado pela locadora. Ou seja, eu dou informa&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;a para a locadora sobre o meu perfil de uso e eles n&atilde;o fazem nada com isso. &Eacute; rasgar dinheiro. <br /><br />Eu poderia receber por e-mail, celular, mensagem, enfim, escolha o canal, todo lan&ccedil;amento que estivesse de acordo com as minhas prefer&ecirc;ncias. Poderiam me avisar de que h&aacute; disponibilidade para loca&ccedil;&atilde;o ou ent&atilde;o se eu gostaria de reserv&aacute;-lo para o pr&oacute;ximo final de semana.<br /><br />Fiquei imaginando tamb&eacute;m como seria interessante se ao entrar na loja eu fosse atendido por um &ldquo;videoconcierge&rdquo;, algu&eacute;m que realmente entendesse de filmes e pudesse me orientar sobre que obra escolher, baseado no meu hist&oacute;rico de loca&ccedil;&atilde;o. <br /><br />Os atendentes tentam cumprir esse papel, mas eles n&atilde;o t&ecirc;m informa&ccedil;&atilde;o, embora os donos tenham e n&atilde;o fa&ccedil;am nada com elas. Se olhassem meu hist&oacute;rico, veriam que eu nunca loquei filmes de terror, mas, coincidentemente, estes s&atilde;o os primeiros a me serem indicados. <br /><br />Outro dia, pedi &agrave; atendente se Bastardos Ingl&oacute;rios j&aacute; estava dispon&iacute;vel. A resposta foi cruel. Est&atilde;o todos locados, mas chegou Matadores de Vampiras L&eacute;sbicas. &Eacute; como se eu pedisse uma Bohemia bem gelada e o gar&ccedil;om me dissesse que n&atilde;o tem, mas poderia oferecer um toddy bem quente. <br /><br />O consumidor precisa se sentir valorizado, &uacute;nico, n&atilde;o &eacute; o que ensinam nas escolas de marketing?<br /><br />As possibilidades n&atilde;o se esgotam por a&iacute;, naturalmente. O ponto principal &eacute; que precisamos lembrar que tudo pode ser melhorado, todo servi&ccedil;o pode ser melhor realizado. Se voc&ecirc; n&atilde;o pensar nisso, tenha certeza de que algu&eacute;m est&aacute; pensando.]]></description>

	
	<guid>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3272</guid>
</item>
<item>
	<title><![CDATA[Ery Jardim - Empoderamento Laboral]]></title>
	<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 09:51:03 -0300</pubDate>
	<link>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3271</link>
    <description><![CDATA[<strong>&ldquo;Devemos elevar a quest&atilde;o da inclus&atilde;o digital e da alfabetiza&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;tica p&uacute;blica&rdquo; S&eacute;rgio Amadeu</strong><br /><br />Tive a oportunidade de estar em Bras&iacute;lia &ndash; DF, nestes &uacute;ltimos dias, participando de dois eventos que abordaram sobre a padroniza&ccedil;&atilde;o, dissemina&ccedil;&atilde;o e medi&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias tecnol&oacute;gicas tendo a internet, os educadores e o Governo (Federal, Estadual e Municipal) como os principais agentes de execu&ccedil;&atilde;o.<br /><br />Um dos eventos foi no Conselho Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o, entitulado Encontro Nacional do Proinfo Integrador, onde estavam reunidos todos os coordenadores do programa que ocorre em 27 estados da Uni&atilde;o. Este programa tem por objetivo capacitar tecnologicamente (alfabetiza&ccedil;&atilde;o digital e empoderamento laboral) os docentes brasileiros, por meio de treinamentos e acessos a materiais complementares sobre o uso da tecnologia.<br /><br />Durante este encontro tive a oportunidade de falar sobre o IC3 &ndash; Internet and Computing Core Certification, nos seus tr&ecirc;s n&iacute;veis de aplicabilidade: (1) dian&oacute;stico e (2) mentoria das compet&ecirc;ncias tecnol&oacute;gicas e (3) certifica&ccedil;&atilde;o internacional para Alfabetiza&ccedil;&atilde;o Digital. Minha fala veio de encontro a uma busca pela medi&ccedil;&atilde;o da efetividade deste programa.<br /><br />O outro evento, foi a Confer&ecirc;ncia Anual do Web4Dev 2010, speaking as one, promovido pela UNESCO e com a fala de muitos expoentes em redes sociais.<br /><br />Neste evento tive a oportunidade de ouvir sobre os as estrat&eacute;gias e gest&atilde;o para a Web, ferramentas de redes sociais na promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento educacional e laboral e o impacto das estrat&eacute;gias para a web e pol&iacute;ticas de gest&atilde;o das organiza&ccedil;&otilde;es.<br /><br />A UNESCO assumiu a responsabilidade de levar a inclus&atilde;o digital de forma padronizada para todas as pessoas ao redor do mundo.<br /><br />Ambos eventos convergiram para uma realidade insofism&aacute;vel: precisamos, cada vez mais, promover as redes sociais em conjunto com os &oacute;rg&atilde;os governamentais e o acesso as novas tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o, pois, sem isto, n&atilde;o haver&aacute; inclus&atilde;o digital e empoderamento laboral.<br /><br />Almir Klink, escreveu em um de seus livros, que &ldquo;n&atilde;o existe vento favor&aacute;vel para quem n&atilde;o sabe para onde quer ir&rdquo;. Complementarmente, a frase atribu&iacute;da a Kaplan, um dos criadores do BSC, diz que &ldquo;n&atilde;o podemos gerenciar aquilo que n&atilde;o medimos&rdquo;. E, aqui est&atilde;o os dois maiores problemas enfrentados na atualidade da inclus&atilde;o digital e laboral no cen&aacute;rio tecnol&oacute;gico atual: ser&aacute; que as redes sociais e os &oacute;rg&atilde;os governamentais est&atilde;o atingindo os padr&otilde;es necess&aacute;rios para incluir e empoderar indiv&iacute;duos com efeici&ecirc;ncia e efic&aacute;cia?<br /><br />Em ambos os encontros ficou patente que as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de educa&ccedil;&atilde;o, inclus&atilde;o e empoderamento passam obrigatoriamente pelas redes sociais e pela rede mundial de computadores. Logo, isto pressupoem que os milhares de horas de capacita&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica oferecidas aos corpos docentes e discentes deveriam proporcionar o atingimento das metas de forma equalizada. Ou seja, a medi&ccedil;&atilde;o deveria apontar para indicadores &uacute;nicos e isentos, capazes de demonstrar que todo este esfor&ccedil;o est&aacute; resultado uma alfabetiza&ccedil;&atilde;o digital e um empoderamento laboral como previstos e esperados.<br /><br />A bendeira hasteada por n&oacute;s, em ambos os eventos, foi aquela alinhada a proposta da ISTE (Instituto de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia Educacional) por meio do programa de diagn&oacute;stico, mentoria e certifica&ccedil;&atilde;o internacional onde &eacute; poss&iacute;vel avaliar os esfor&ccedil;os envidados para que esta inclus&atilde;o&nbsp; e empoderamento sejam potencializados por meio da medi&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias tecnol&oacute;gicas e, posteriormente, o estabelecimento de a&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas que ir&atilde;o fortalecer os articuladores em seus pontos de defici&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica.<br /><br />Com isto, certamente teremos, n&atilde;o somente a redu&ccedil;&atilde;o de custos e esfor&ccedil;os, mas, sobretudo, a realiza&ccedil;&atilde;o das metas necess&aacute;rias para o desenvolvimento de nossa sociedade e das atividades que lhe mant&eacute;m.<br /><br />Para saber mais sobre o IC3, acesse www.certiport.com/ic3 <br /><em><br />Ery Jardim &eacute; Cientista da Edua&ccedil;&atilde;o pela Universidade Ca&rsquo;foscari de Veneza e Diretor de Educa&ccedil;&atilde;o Corporativa da ETCIberoamerica</em>]]></description>

	
	<guid>http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=3271</guid>
</item>

</channel>
</rss>