Renato Galisteu, profissional de comunicação e marketing. Foto: Divulgação.

O LinkedIn conta com uma ferramenta chamada "Long-Form Post", comumente chamada de blog. Esta forma de comunicação começou a ser difundida no início do ano de 2014 para alguns usuários da rede e aos poucos chega a todos. 

A ideia do LinkedIn, rede social para profissionais com quase 350 milhões e usuários no mundo, é gerar, além de networking, conteúdo próprio e relevante.

Não vou me alongar sobre essa estratégia de conteúdo, que mescla "cosa nostra" com portais de notícias de diferentes segmentos. Ela é assertiva, e é capaz que muito site de notícias para B2B comece a usar a ferramenta desta forma - e não o Facebook, como quer o Zuckerberg

Voltando ao ponto, a minha ideia é te auxiliar a começar a postar suas ideias e compartilhar seu conhecimento (e obviamente ter teu feedback para melhorarmos ainda mais essa rede tão bacana).

Primeiro, você tem que estar habilitado para isso. Para saber se você pode postar, vá a sua página inicial e veja se você tem um campo "Publicar um post".

Ao clicar no "Publicar um Post", você encontrará este ambiente abaixo, e logo já destaco as funções da plataforma de gestão de conteúdo do LinkedIn (CMS), que são bem simples e práticas - acesse AQUI essa imagem em alta resolução e com algumas explicações sobre essa sopa de letrinhas e símbolos abaixo:

 

A única coisa que não destaquei na imagem lincada acima é o título (onde está escrito "Write Your Headline): tem que ter até 70 caracteres para ser mais efetivo. Desde o início você pratica seu poder de síntese. Vale ressaltar, que tudo que você escreve é salvo automaticamente. Caso você não queira postar naquele momento em que escreveu, basta sair da página após ver que as modificações foram salvas - isso é ótimo para momentos de inspiração que são passageiros. Funciona quase como um Google Docs.

Feito isso, e após conversar com um pessoal que já escreve algumas postagens em seus perfis do LinkedIn, compartilho algumas boas práticas de conteúdo que podem te ajudar na escalada como influenciador:

 

Compartilhe conteúdo próprio: 

muitas pessoas copiam e colam releases divulgados para a imprensa em seus espaços, assim como muitas simplesmente destacam o título do comunicado e colocam no corpo o link. Simplesmente horrorosa essa estratégia. Primeiro, não mostra tua ideia, interpretação ou leitura sobre um fato, notícia, acontecimento. Segundo que já denota o quanto você está verdadeiramente comprometido com conteúdo (pra mim, é um tiro no pé imenso, já que de cara mostra que a pessoa não consegue formular ideias e coloca-las em palavras).

Se você tem conhecimento sobre algo, compartilhe, expanda seu conhecimento. Nada é mais efetivo para o aprendizado do que estar aberto a compartilhar o que se sabe e captar o que não se sabe. Faça o teu próprio conteúdo, use seu "know how".

 

Não...Use...Tantas...Reticências...: 

tem coisa mais chata? Os três pontinhos são um artifício para deixar implícito que o que vem antes continua de outras formas baseadas em sua interpretação (é quase um etc) e também pode ser usado para dar fim a uma frase que pode se prolongar em vários exemplos repetitivos. Não use o tempo todo. É um mal do brasileiro não conhecer a própria língua e, quando tenta expressar uma opinião ou compartilhar conhecimento, não é efetivo, pois não sabe usar as pontuações adequadas para dar respiro, fim a uma ideia ou destacar um acontecimento.

O jornalista Cícero Nogueira escreveu um artigo muito, mas muito resumido e completo com 10 dicas para você redigir bons artigos de opinião. Aproveite e siga o Cícero!

 

Tenha início, meio e fim:

uma boa história tem que ter contexto e enredo que te indiquem o começo e o fim de uma linha de pensamento. Escrever te obriga a dominar esta linha e raciocínio.

 

Tenha uma opinião: 

o que escrevemos aqui é, basicamente, um artigo. Um artigo contém opinião. Então tenha uma opinião, deixe claro sua linha de pensamento e por qual motivo acredita nela. Se for para ficar no meio do caminho julgando os lados, procure a vida de juiz de tênis ou vôlei. É importante emplacar a sua visão, aqui você tem a possibilidade de ser reconhecido pela sua visão.

 

Dê créditos a outros, linque outros conteúdos bacanas:

o mundo é melhor quando compartilhamos. E ainda melhor quando reconhecemos que aprendemos ou respeitamos outro alguém. Então faça isso. Não é copiar e colar matérias inteiras de outros sites e portais de notícias, como muitas pessoas fazem de maneira arbitrária. Isso dá processo, rapaziada, tomem tento.

 

Pontuação, acentuação e senso:

o português é uma língua complexa? Sim. Mas se você me coloca aqui no LinkedIn que tem português fluente/ nativo e me escreve um texto horroroso, sem pontuação adequada, como vou te levar a sério? Claro, uma coisa ou outra vai passar. Outro ponto: COLOCAR TUDO EM MAIÚSCULO NÃO VAI FAZER SEU ARTIGO FICAR MAIS LEGAL, SACOU?

 

Entenda os horários da sua rede: 

não é simplesmente apenas escrever e compartilhar. Você tem que entender quais são os momentos de maior movimentação da sua rede, para que as pessoas leiam seu artigo. Os horários de maior movimento nas redes sociais, de maneira geral, são após às 10h da manhã, às 15h - 16h, e depois às 20h (e nem é necessária tanta lógica para entender os motivos desses horários serem os de maior pico).

Para saber melhor sobre horários nas redes sociais de forma segmentada e geral, aconselho a leitura do artigo "What Are The Best Times to Post on Social Media". Tem um infográfico MUITO legal com os horários e picos de acessos.

É isso. Agora é só exercitar a sua escrita, poder de síntese e capacidade de contar histórias e compartilhar com os amigos suas dúvidas, conhecimentos e gerar um grande aprendizado para todos. Para te ajudar a ver bons exemplos de profissionais que postam conteúdos excelentes na rede, vou destacar oito usuários que sigo e fazem isso muito bem (nove, pois já destaquei o Cícero lá em cima):

 

Felipe Dreher, editor da ComputerWorld Brasil;

Priscilla Fiorin, gerente de relações públicas da Autodesk Brasil;

Mauro Segura, diretor de marketing e comunicação da IBM Brasil;

Fernanda Brunsizian, gerente de comunicação corporativa do LinkedIn na América Latina;

Ideval Munhoz, presidente da T-Systems do Brasil;

Camilo Rubim, vice-presidente do setor automotivo da T-Systems do Brasil;

Bruno Bakaukas, Trainer da Dale Carnegie Training;

Laércio Cosentino, presidente da Totvs.

 

Ah, claro: me siga (hora do marketing pessoal): sempre escrevo sobre as relações entre os profissionais de comunicação, jornalismo, redes sociais e liderança. Bora compartilhar conteúdo? Espero poder ter ajudado.

*Renato Galisteu é profissional de comunicação e marketing. Este artigo foi originalmente publicado no LinkedIn.