O Brasil ao conceder “benefícios sociais” sem analisar as reais consequências está próximo de entrar numa espiral negativa como a Europa.

 
Fica evidente que os políticos europeus trocaram benefícios sociais por votos durante décadas.
 
Se mantiveram no poder concedendo paulatinamente “vantagens” que encantava a todos, mas sem riquezas reais para respaldar a “compra de votos”. O povo europeu agora está sofrendo pela forma irresponsável que governos ditos “sociais” os administraram. 
 
Consumiram toda a riqueza dos países e agora, para sobreviver, estão tendo que olhar para o exemplo do único país que seguiu trabalhando durante todo este tempo. A Alemanha. Hoje na miséria, jovens sem emprego e sem perspectiva de futuro, começam a refletir sobre o modelo Alemão (austeridade e muito trabalho).
 
É neste cenário mundial que o Brasil esta travando fortes discussões entre Capital e Trabalho.
 
Ao invés de aproveitarmos o bom momento econômico que conquistamos para crescer, para consolidar as riquezas, para diminuir as desigualdades sociais, nosso país entra em estado de greve reivindicando os mesmos benefícios sociais que levaram os países europeus a falência.
 
Os argumentos usados para reivindicar os novos benefícios sociais são intangíveis, sem embasamento científico. O argumento mais usado é Qualidade de Vida. Sob este “guarda-chuva” os sindicatos laborais pleiteiam no Brasil: redução da jornada de trabalho, aumento salarial acima da inflação, dispositivos para dificultar demissões (aumento do aviso prévio), fim do banco de horas, entre muitos outros. 
 
Quase todos, senão todos são os mesmos “avanços sociais” que destruíram a economia dos países europeus. Na Alemanha o aumento salarial não acompanha a inflação, mas sim o aumento de produtividade do país e das empresas.
 
Não podemos cometer no RS e no Brasil os mesmos erros dos países europeus. Os sindicatos patronais brasileiros tem o compromisso de esclarecer a sociedade à realidade dos fatos ainda que para isto custe à simpatia dos irmãos brasileiros. 
 
Se for para copiar um modelo, devemos “copiar” o modelo vencedor de trabalho alemão. Estamos num ano de eleições, portanto a sociedade deve ficar alerta, pois os oportunistas de plantão começarão a prometer que, se eleitos forem, concederão benefícios que anos depois destruirá a vida dos filhos e netos deste país. Pensem nisso antes de votar em promessas sem respaldo econômico.
 
* Edgar Serrano é presidente do Seprorgs e do CETI