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A Ascensão de SOA

Robson Vargas Farias // terça, 27/12/2011 14:43

Desde o surgimento dos primeiros computadores e o engatinhar das áreas de TI nas corporações, somos estimulados a estar constantemente atualizados em relação as diversas tecnologias que surgem no dia a dia.

Este artigo tratará de um assunto que já não é novidade, mas que está novamente em ascensão na indústria de software, SOA (Arquitetura Orientada a Serviços), empresas que após a primeira onda de SOA não podiam, sequer, ouvir estas três letras, abram seus horizontes novamente à chegada da segunda onda. 

Se formos observar as tendências do mercado, tanto deste ano que finda, quanto do ano que vem, SOA pode não aparecer de forma explicita entre as tecnologias mais emergentes, mas aparece fortemente de forma implícita, afinal, quando falamos de SOA, estamos falando também de virtualização, computação em nuvem, software como serviço, infra como serviço, redes sociais.

É o que encabeça estas tendências.

O ressurgimento de SOA está fortemente ligado a sua nova compreensão, anteriormente, um dos grandes motivos pelo fracasso e esquecimento por parte do mercado, foi pensar que SOA se resumia em web-services e integração ponto a ponto.

Um modelo que gerava custos altíssimos sem o ROI (retorno sobre investimento) esperado.

A nova compreensão torna este modelo de arquitetura elegível para a diversidade de tendências que já comentamos no parágrafo anterior, em que SOA é vista como uma forma de organizar os serviços de negócios da corporação, independente da tecnologia, expondo somente o necessário, centralizando as rotinas principais da empresa, tornando a reutilização de software algo iminente na criação de novos sistemas e, principalmente, na mudança e evolução dos existentes.

A gama de tecnologias atual também favorece este tipo de modelo, a nuvem trouxe facilidades que outrora eram resolvidas de forma árdua, e, que geravam gastos excessivos dentro da corporação, como a compra de hardware, software, suporte e mão de obra.

Atualmente, é possível comprar um serviço de infra sob medida, que ficará na nuvem, sem a necessidade de se ter um único computador na infra – em outras palavras, sua empresa vai se preocupar em desenvolver o seu ramo de negócio, deixando a tecnologia ao lado de quem entende.

Inevitavelmente, quando tratamos de SOA, ainda temos que pensar em tecnologia como uma forma de implementar este modelo, afinal, os serviços da corporação precisarão ser escritos e implantados em algum lugar.

É neste instante que aparece os grandes players do mercado oferecendo suas suítes, a dica que fica para os diretores de TI é que, antes de sair comprando, requisite uma consultoria para avaliar o que a empresa realmente precisa de ferramental e plataforma tecnológica e, se esta necessidade, não poderia ser suprida com tecnologias open-source, reduzindo o custo na compra do software.

SOA, antes de tudo, é redução de custo e economia para a corporação, então, iniciando a implantação deste modelo na empresa com custos excessivos, é voltar à época que SOA falhou.

A mensagem que fica para as corporações é que considerem a utilização deste modelo, sejam pés no chão ao contratar e comprar, contratar consultorias especializadas nesse modelo para avaliar a necessidade é economizar na hora de agir.

Faculdades atualizem suas bibliografias para a nova onda de SOA.

*Robson Vargas Farias é analista de sistemas no Grupo RBS e palestrante sobre SOA.