O uso de tecnologia de informaçãocomo diferencial competitivo por parte das empresas já esta fora de discussãoquanto à sua eficiência e necessidade.


O que vem exigindo atenção e decisões porparte dos CIOs é outro assunto – a profunda transformação vivida hoje, emque os modelos tradicionais de provisionamento passam a conviver com ofertasbaseadas na computação em nuvem.

A avalanche de novas soluções e serviçosdisponibilizados via internet e em modelo de cloud computing coloca na mão dosusuários mais “conectados” serviços novos, arrojados e de custogranular (ou por demanda).

Esses serviços destacam-se por sua facilidade deaquisição e rapidez de ativação. Coibir o uso destas soluções em nuvemsignifica demonstrar ao usuário que a empresa ou seus processos de governançaem tecnologia de informação estão atrasados e são muito conservadores.
 
A solução para atender as demandasdos clientes internos com a velocidade e custos adequados é adaptar parte dosprocessos e soluções para o uso em modelo de cloud computing.

Trata-se de algosemelhante aos serviços que o usuário já utiliza de forma autônoma eindependente, porém dentro dos processos e políticas de segurança eprovisionamento definidos pela empresa. Uma vez feito isto, o controle do usode TI passa a ser resgatado pelos CIOs e os mecanismos de segurança retomam suaeficiência.
 
Neste cenário, as áreas de TI estãobuscando implementações de aplicações em nuvem customizadas ao seu ambiente.

Este planejamento para migração de parte de seu ambiente ou mesmo implementaçãode novas aplicações na nuvem exige um trabalho de consultoria e provisionamentoprévio que garantirá menores custos, maior velocidade e eficiência naimplantação do projeto.

É neste momento que entra em cena os Cloud Facilitators(nome usado no mercado americano – no Brasil, esse tipo de player foiapelidado de Cloud Angels), empresas especializadas em análise de cenárioatual, considerando toda a complexidade do ambiente de produção de TI dasempresas.

Os Cloud Angels sabem como transformar este ambiente, ou parte dele,para uso de modelos baseados em nuvem. Além disto, são os Cloud Angels os responsáveis porgarantir a segurança das informações que trafegam na rede corporativa e queagora estão, em parte, atuando em um ambiente externo (ainda que em nuvemprivada).

É papel dos Cloud Angels, também, fazer o gerenciamento dosambientes, o provisionamento e, principalmente, a orquestração (“orchetration”) entre o ambiente tradicionale o novo ambiente implementado em nuvem. Este processo de terceirização cria o novomodelo de outsourcing que estamos chamando de cloudsourcing.
 
Mais do que transformar o uso datecnologia de informação, a implementação e uso de cloud computing por partedas empresas está modificando os métodos e processos de aquisição edisponibilização de TI.

Isso acontece, primeiramente, porque com os mecanismosde provisionamento, as compras são feitas sob demandas periódicas e geográficas(por área de interesse).

Um segundo ponto a ser analisado é o fato de que asolução em nuvem tem sua aquisição regida por contratos flexíveis emquantidades (elásticas) e, ao mesmo tempo, rigorosos níveis de serviços (SLA).
 
Assim sendo, os gestores atuais deTI devem ter ferramental especializado para gerenciar contratos tradicionais,contratos de outsourcing e contratos de cloudsourcing.

Estamos vivendo uma fasede transição em que todos esses modelos podem conviver juntos e em harmonia. Uma formada corporação vencer os desafios do momento atual é contar com a expertise doscloud angels.

As pessoas à frente dessas empresas podem ajudar o CIO a realizara gestão do ambiente. Isso é feito de modo a garantir à equipe de TI a entregade informações essenciais e sumarizadas que possam permitir o acompanhamento detudo o que se passa, chegando-se ao ponto de entender qual o impacto do uso dasnovas tecnologias e dos provedores no aumento da eficiência dos resultados donegócio.

*Paulo Henrique Pichini é CEO da Go2neXt