Estou escrevendo este texto no Word 2012, da Microsoft, em um iPad, usando um teclado Bluetooth. Você deve estar se perguntando como estou fazendo isso.

Bem-vindo ao Cloud.

Sem perceber, estou em um lugar onde muito do que faço depende tanto de aplicações que acontecem no espaço virtual quanto em qualquer dispositivo que estou usando.

Nessa situação, estou usando o maravilhoso OnLive Desktop. Um caso completo de um Windows 7 funcionando como uma máquina virtual em cloud com o Microsoft Office instalado (menos o Outlook).

Todas as minhas fotos e músicas estão no iCloud da Apple. Como toda a minha família usa dispositivos dessa empresa, toda nossa biblioteca de mídia (que é maior do que a capacidade de armazenamento de qualquer equipamento) está disponível para cada um de nós num estante.

Também compartilhamos um calendário que existe na cloud e fotos instantaneamente da câmera de nossos celulares.

Todos os meus arquivos estão guardados no Dropbox, que está conectado ao CloudOn. Com isso, não importa se um arquivo é criado em programas genuínos da Microsoft ou da Apple. O CloudOn permite que você abra arquivos do Microsoft Office em seus aplicativos originais diretamente do anexo do e-mail ou de um iPad. De graça!

Tenho várias contas e pastas auxiliares de e-mail nas contas de cloud, disponíveis de qualquer dispositivo.

Também uso aplicativos em cloud, como o maravilhoso Prezi, para criar apresentações. Leio revistas, como a MIT’s Technology Review na cloud – é uma réplica completa da revista impressa (que eu já não uso mais) disponível por meio de um navegador usando a tecnologia da Onswipe.

Outros aplicativos que uso, agora têm capacidade de sincronização. Embora não sejam estritamente aplicações de cloud, eles usam a cloud. O Evernote mantem minhas anotações disponíveis para qualquer um dos meus equipamentos.

O Wunderlist faz a mesma coisa para tarefas e lembretes. O deslumbrante Flipboard agrega todo o tipo de conteúdo para criar uma revista personalizada e, novamente, sincronizar o que li, adicionados ou excluídos por múltiplos aparelhos touch screen.

Tem uma coisa que todos esses aplicativos em cloud têm em comum. Eles são completamente, ou em sua maioria, dependentes do meu equipamento estar conectado à internet. Sem isso, não posso fazer nada – ou, em alguns casos, muito pouco.

Todos os dias, fico mais convencido de que esse acesso à internet de alta qualidade e ilimitado é uma necessidade para o funcionamento apropriado da sociedade moderna.

Mas ai que está. Para alguns parece que voltamos no tempo. Quando comecei a trabalhar, entrei em um escritório onde pessoas tinham monitores de tela verde. Tudo que eles acessavam era através de uma rede.

O terminal era apenas um tubo de raio catódico – um aparelho completamente antiquado. Também me lembro de que isso foi deixado para trás, quando todos adquiriram o PC. Era incrível que eles eram a cores e que era possível carregar aplicativos diretamente na máquina.

Então, isso certamente poderia parecer como se estivéssemos simplesmente retornando para os dias do terminal burro. Mas acho que não. Penso que estamos combinando o melhor dos dois mundos.

Os novos dispositivos certamente não são antiquados. Eles são graficamente avançados e muitos têm interface touch. A capacidade, e nosso desejo, de rodar aplicativos genuínos não vão embora tão cedo. Mas sim os benefícios de colaboração e compartilhamento disponíveis, por estarmos conectados a uma rede, foram adicionados a um terminal inteligente.

De certo modo, estávamos operando PCs isoladamente. Hoje estamos verdadeiramente fazendo parte de um mundo conectado e colaborativo. Acredito que isso seja uma coisa boa.

*Mark Taylor é vice-presidente de Conteúdo e Mídia da Level 3.