Os games eletrônicos estão ganhando cada vez mais espaço em todo o mundo e já são considerados a nova revolução da mídia. Uma prova disso é que, nos últimos cinco anos, o setor de games cresceu mais do que o cinema e a TV. O mercado brasileiro de jogos eletrônicos também está se tornando cada vez mais atrativo, chegando a movimentar em torno de R$ 200 milhões por ano.

Diante desse quadro a Homo Ludens, empresa incubada pelo Instituto Gênesis da PUC-Rio, produz games eletrônicos que possuem aplicações diversificadas e de alto valor agregado, podendo atender desde estratégias de marketing, promoção e publicidade até as áreas de treinamento e educação de uma empresa. O empreendimento surgiu há dois anos e já tem entre seus clientes a Petrobrás, a Bradesco Seguros e a Iqara Telecom.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo IBOPE em outubro de 2003, no Brasil existem cerca de 6.610.500 usuários que acessam a Internet do seu computador de casa. E só no ano passado, R$ 250 milhões foram investidos em publicidade na Internet. No entanto, o fluxo de anúncios e apelos visuais existentes na Web atualmente é tão grande que simples banners animados não estão sendo mais suficientes para chamar a atenção dos consumidores. Diante desse problema, os games representam uma solução interessante, já que são interativos e entretêm os usuários. Assim, fica cada vez mais nítido o poder de uso dos jogos on-line como um veículo bastante promissor e eficiente para a publicidade.

Hoje o mercado brasileiro de games conta com o suporte da TecGames, uma rede de Entretenimento Digital que tem o objetivo de fornecer um ambiente de cooperação tecnológica e de negócios para quem desenvolve jogos no país. O projeto, desenvolvido no ano passado pela Incubadora de Empresas Gênesis da PUC-Rio, a Mercatto Venture Partners e o Vision Lab, reúne diversos colaboradores no mundo corporativo visando à geração de negócios no setor de games. De acordo com Fernando Wagner da Silva, executivo da TecGames, a tecnologia dos jogos desenvolvida no Brasil não deixa nada a desejar se comparada aos grandes fabricantes mundiais. “Esta capacidade intelectual e tecnológica já coloca o Brasil como um grande exportador de profissionais, ao lado de China e Rússia”, afirma.

(*) Assessora de Imprensa do Instituto Gênesis PUC-Rio