Na mesma proporção em a que a Internet se expande pelo mundo, aumenta o número de usuários preocupados com a segurança da rede.  É sabido que a Web -  até por ser uma tecnologia muito nova como ferramenta de comunicação em massa - ainda não possui uma legislação específica. E o principal motivo está na dificuldade de fiscalizar de maneira eficaz o que os internautas fazem no chamado cyber space. Por isso, a grande rede e seu  convite ao anonimato escondem uma gama imensa de pessoas mal intencionadas, hackers, pedófilos, estelionatários e uma infinidade de outros criminosos. É consenso que a segurança  na Internet ainda é precária, porém, poucas pessoas sabem que o problema passa por uma questão chamada engenharia social.

 O binômio pode parecer estranho em um primeiro momento, mas engenharia social nada mais é que a educação do usuário. Ou seja, o trabalho de ensinar as pessoas a usarem a internet de forma responsável e protegida de suas ameaças. Podemos então falar em ética digital na era cibernética. Exatamente como diz o velho ditado: é melhor prevenir do que remediar. Entramos num processo tecnológico tão avançado que estar seguro na Internet vai muito além de manter o anti-vírus e o anti-spyware atualizados, contudo atitudes simples podem ser muito eficazes.

 As crianças, geralmente vítimas dos ataques mais perversos, merecem atenção especial dos pais, como por exemplo, monitorar com quem os filhos andam conversando no programa de mensagens instantâneas ou quais comunidades freqüentam nas redes de relacionamentos. As dicas para os adultos, mais suscetíveis a ataques de hackers, vão desde não realizar operações financeiras em computadores compartilhados e Lan Houses, até atitudes mais subjetivas como aprender a ter o discernimento de sites e e-mails potencialmente perigosos.

Em todos os segmentos  sempre vai haver, gente boa  e gente má. Na Internet não é diferente. O importante é Que as pessoas estejam prontas para se protegerem e deixem de lado um pouco da ‘ingenuidade digital’ que ainda prevalece.