A pressão competitiva e a necessidade de processos cada vez mais transparentes vêem impulsionando as empresas a adotarem modelos de gestão profissionalizada para se adaptarem a Governança Corporativa e de TI.

Aqui no Brasil, a onda de abertura de capital reforçou essa questão, pois a Bovespa tem níveis diferenciados de Governança que indicam ao investidor quais companhias estão mais comprometidas com as práticas mais modernas que existem no mercado.
 
Essa consolidação da cultura tanto de Governança Corporativa, quanto de TI refletiu também na área de serviços. É crescente o número de fornecedoras que estão buscando oferecer atrativos como certificações, metodologias e frameworks, para aqueles clientes que buscam a adaptação às regras de Governança.

Por meio desses atrativos é que as fornecedoras podem se mostrar aptas para atender às necessidades de negócios de seus clientes, oferecendo serviços de qualidade com total controle dos procedimentos internos e externos que agregam valor à cadeia produtiva.

Um exemplo de chamariz é a certificação SAS 70 (Statement on Audit Standards nº 70). A SAS 70 é uma normativa que atende os requerimentos de governança em TI da Sarbanes-Oxley – lei americana que busca garantir a criação de mecanismos de auditoria e segurança confiáveis nas empresas. A SAS 70 está se tornando referência mundial para agências governamentais e empresas privadas que buscam meios de atestar a efetividade dos controles dos seus processos.

Aliada à Lei Sarbanes 404 de 2002 e ao CobiT (Control Objectives for Information and Related Technology), a norma demonstra o nível de riscos, qualidade, procedimento e controle das iniciativas das empresas, assegurando aos clientes um reconhecimento mundial no que se refere à maturidade dos processos administrativos.

Enfim, acredito que para aquelas empresas que almejam transparência e ética na gestão dos negócios e na relação com seus públicos estratégicos, a Governança Corporativa e de TI devem estar em sintonia com a estratégia corporativa e os padrões globais das empresas.

E diante deste cenário, só sobreviverão no mercado fornecedoras que oferecerem uma opção segura de processos e serviços devidamente auditados, garantindo a prestação de serviços que seguem as mais rígidas normas de qualidade impostas pelo mercado mundial, que visam a garantir as melhores práticas existentes.