Os projetos de outsourcing de impressão em hospitais iniciados no Brasil há cerca de cinco anos ganharam notoriedade devido ao forte apelo de redução de custos, gestão associada a níveis agressivos de SLA e resultados positivos em termos de qualidade e produtividade.

Agora, quando muitos destes contratos estão em fase de renovação, surge uma nova e desafiante demanda: o critério do custo por página impressa para diferenciar os players do mercado está sendo substituído pela capacidade que cada um tem de agregar elementos de integração e disponibilização da informação corporativa. Só que, desta feita, em meio eletrônico. É o chamado BPO – Business Process Outsourcing.

O objetivo é identificar nestes hospitais processos nos quais há ineficiências tais como controle manual de documentos em papel, demora na busca de documentos, alto risco de perda, degradação de originais, além de necessidade de considerável espaço físico para armazenamento.

Valendo-se de equipamentos multifuncionais (eles acumulam funções de impressora de rede, scanner, copiadora e fax) associados a softwares customizáveis que se integram aos aplicativos do cliente, processos inovadores entram em cena. Eles incluem digitalização com indexação automática por código de barras e mecanismos inteligentes de OCR/ICR para busca eletrônica.

 

No caso dos hospitais, as soluções que mais têm sido implementadas são:

 

Central de Reserva – Faxes enviados por pacientes e/ou clínicas médicas não são mais impressos em papel termosensível. Solicita-se ao emissor o número do código da reserva e o fax transmitido é indexado com data e hora do recebimento e arquivado automaticamente em repositório da rede.

Central de Autorização – Com exceção das operadoras que já possuem portal web, a relação de equipamentos e materiais necessários a determinado procedimento médico não mais é encaminhada por fax e sim por multifuncional com script customizado para esta aplicação.

Central de Internação – Documentos pessoais dos pacientes não são mais copiados de forma a integrar dossiês em papel, eles são digitalizados nas multifuncionais com scripts customizados para esta aplicação, enviando-os diretamente para o repositório pré-configurado. Adicionalmente ainda, é possível:

   - Direcionar prescrições médicas emitidas a partir dos postos de enfermagem a impressoras localizadas na

      farmácia, minimizando erros de leitura e interpretação;

   - Imprimir, sob demanda, formulários eletrônicos previamente estruturados para cada aplicação específica;

   - Digitalizar documentos direto no arquivo médico, facilitando a consulta imediata pelo corpo médico;

   - Imprimir etiquetas de pulso com código de barras e foto colorida, minimizando eventuais falhas de identificação de pacientes e sua diária medicação.

Portanto, para adequar o ambiente hospitalar aos requisitos técnicos das resoluções do CFM No 1821/07, que regulamenta a digitalização e a guarda de informações médicas, é necessário integrar de forma inteligente soluções de BPO aos softwares de ERP hospitalares. Assim, qualquer documento eletrônico depositado em estrutura de rede pode ser consultado por qualquer entidade corporativa mediante login e senha, eliminando por completo a necessidade de armazenar documentos em papel.

Com isso, as ineficiências citadas são eliminadas. Reduz-se ao mínimo os riscos de erro humano, há redução do tempo de processamento, redução dos custos de malotes, faxes e impressões e maior agilidade nas rotinas de trabalho. E a melhoria no atendimento a clientes internos e externos é sensível.

Ricardo Abreu é especialista em Soluções de BPO da Tecnoset IT Solutions