Um estudo divulgado pela companhia americana Jobvite, especializada em recrutamento online, mostrou que muitas empresas já adotaram como rotina a busca por candidatos nas redes sociais. De acordo com o levantamento, 95% das empresas consultadas na pesquisa afirmaram utilizar o Linkedin na busca por talentos.

Aqui no Brasil, o Linkedin começou a despertar a atenção dos departamentos de recursos humanos, que já utilizavam outras fontes como Facebook e Twitter, uma estratégia que certamente veio para ficar.

Isso acontece porque por meio das redes sociais quebramos a barreira das distâncias entre candidatos e empresa e ampliamos a possibilidade de atrair cada vez mais pessoas, de diferentes lugares e culturas, com custo praticamente zero. Além disso, os recrutadores têm acesso imediato a uma série de informações acerca dos candidatos.

São dados que facilitam a identificação do melhor perfil e fortalecem a comunicação entre empresa e profissionais no mercado. Tudo isto acaba agilizando o processo de recrutamento e seleção e faz com que a empresa tenha uma maior assertividade na contratação de um profissional.   

Nesta variedade de redes sociais e ambientes colaborativos que temos hoje à nossa disposição, integram-se diferentes pessoas e perfis, sendo que a estratégia é utilizar a rede social adequada para caçar o talento que se quer.

No entanto, um equivoco bastante comum cometido por recrutadores e caçadores de talento é querer acionar as redes sociais como quem lança ao mar uma rede de pesca. Tal prática resulta em desperdício de recursos e, em especial, de tempo, pois se analisa uma avalanche de currículos de pessoas que nada têm do perfil que se busca. Ou seja, acionar a rede social certa é como pescar com arpão: direto ao ponto, direto à pessoa mais próxima possível do perfil desejado.

É por isso que antes de iniciar uma busca por candidatos nas Web, o contratante tem de ter em mente onde ele está. Por exemplo, o recrutamento de candidatos para uma agência de comunicação pede uma divulgação mais informal, já que muito provavelmente esse profissional estará no Facebook, Orkut e principalmente no Twitter, rede onde a informação é rápida, direta e simples.

Já no linkedin as empresas procuram currículos mais densos e estruturados, evidenciando uma cuidadosa gestão de carreira e resultados obtidos em cargos anteriores e alguma vivência internacional.

Comunidades relevam comportamento

Facebook e Orkut são identificadas neste meio como redes mais pessoais. Nelas encontramos informações que vão além do âmbito profissional. E essas informações são igualmente úteis. Às vezes, nelas as pessoas se revelam diferentes da imagem que querem demonstrar através dos currículos. As comunidades às quais pertencem, o que escrevem, as fotos que expõem revelam mais delas do que algumas dinâmicas de grupo.

No entanto, as redes sociais não devem ser utilizadas como único recurso de recrutamento e seleção.  A melhor forma de utilizá-las é como um recurso complementar do processo, sendo mais uma fonte de informação e atração de candidatos. De toda maneira, elas não podem de forma nenhuma ser ignoradas, pois fazem parte dessa geração de talentos que desejamos atrair.

Devemos ainda ficar atentos ao tipo de cargo que estamos selecionando, pois nem todos os perfis profissionais estão inseridos nas redes. Mas, se este profissional não se adaptar a este meio e não estiver atualizado, em pouco tempo ficará para trás.

*Danielle Alves é responsável pela área de Recrutamento e Seleção da Talk Interactive.