O terremoto do Chile, ocorrido no mês de fevereiro, expôs muitas vulnerabilidades organizacionais e institucionais. Com isso, quais lições devem ser aprendidas para o futuro?
No dia 27 de fevereiro de 2010, um terremoto sacudiu o Chile e expôs um grande número de vulnerabilidades:foram cortadas todas as comunicações e os órgãos encarregados de emitir o alerta de tsunami não foram claros o bastante para transmitir o aviso, o que acarretou a morte de centenas de pessoas. Desde então, a dúvida se estendeu a toda a região: Será que nossos países estão preparados para enfrentar emergências e crises relacionadas à defesa e segurança nacional?
Nos últimos anos, muitas regiões do mundo sofreram catástrofes naturais, embora os melhores sistemas de aviso e mecanismos de ajuda tenham reduzido o número de mortes por estas causas, a sua repercussão sobre as pessoas e comunidades continua sendo uma grande preocupação. No centro do gerenciamento das emergências urbanas encontra-se a capacidade de planejar e responder rapidamente as diversas ameaças repentinas que decorram de mudanças climáticas como de falhas tecnológicas, entre outros fatores.
Para manter o comando e o controle apropriado nas situações de emergência, os grupos de interesse devem conhecer a fundo a natureza da situação e os riscos que isso implica. Conhecer as possíveis estratégias de resposta, segmentadas por incidente, nível de comando e organização.
O desafio consiste em encontrar modos eficazes de tirar proveito da experiência técnica que os planejadores desenvolveram. As soluções tecnológicas que as cidades utilizam para a gestão de emergências devem dar um apoio completo e integrado para o manejo de chamadas e resolução, elaboração de listas e administração de recursos.
Devem ainda prestar apoio aos sistemas de informações geográficas, sistemas móveis, gerenciamento dos conhecimentos e análises. E proporcionar uma visão centralizada de todos os recursos e seu estado de preparo, além de prestar apoio a um ambiente muito flexível e totalmente integrado para a gestão organizacional.
Recursos e programas coordenados
Além disso, um ambiente integrado facilita a coordenação dos recursos e programas de emergência para uma ampla variedade de organizações e zonas geográficas. Isto ajuda a garantir que todos os processos funcionem de forma descentralizada quando necessário, inclusive se as fontes primárias de dados envolvem vários sistemas, bases de dados, aplicações e detectores de segurança.
As informações valiosas, junto com os processos essenciais, normalmente estão isoladas entre diversas aplicações sem um repositório central de dados. Para conseguir os programas de segurança que as cidades precisam, são necessárias plataformas tecnológicas abertas nas quais será possível fazer o intercâmbio de informações em qualquer formato, por qualquer canal e entre todos os usuários. Isto implica em tirar o proveito máximo das tecnologias Web 2.0 com base na Internet, que facilitam as comunicações, o uso compartilhado das informações e a colaboração.
Existe, ao mesmo tempo, uma pressão cada vez maior sobre as cidades para conseguir um equilíbrio entre a coleta e ordenamento dos dados necessários e a proteção das informações privadas dos seus cidadãos. Para isso, as cidades devem selecionar as informações que pretendem reunir e tomar medidas para ajudar a garantir que a transmissão de dados seja completamente segura.
A SAP criou aplicações que permitem que os órgãos de segurança sejam mais transparentes, responsáveis, otimizados e ágeis. Estas soluções, baseadas nos conhecimentos e na experiência dos nossos clientes e seus grupos de interesse, promovem a colaboração e um enfoque de serviços gerais voltados para o cidadão.
Elas admitem também a adoção das melhores práticas e proporcionam suporte com vistas ao futuro que as cidades precisam para um governo sustentável e inclusivo, excelência nos serviços, estratégias dirigidas pela inteligência e conhecimentos, comunidades informadas e comprometidas, além de colaboração e inovação.
Além disso, o software da SAP proporciona uma infraestrutura centralizada para gerenciar o uso compartilhado de inteligência e informações, emergências e desastres, a justiça e os delinquentes, investigações e casos, segurança nas fronteiras e imigração, comando e operações, análises e gerenciamento de riscos à segurança pública, entre outras variáveis importantes para o setor.
Infelizmente não é possível evitar as catástrofes naturais. Porém, com a tecnologia adequada e o planejamento correto, conseguiremos minimizar seus efeitos negativos sobre as populações afetadas.
* Valdemir Marques é diretor de vendas para o Setor Público na SAP Brasil.