Quando iniciei no marketing direto, em 1996, tive um Diretor que dizia que esse mercado ainda cresceria muito.

Ele costumava falar que o mercado internacional estava mais avançado, mas que um dia chegaríamos lá.

Realmente, o mercado internacional continua na nossa frente, principalmente em relação às regras de utilização das listas, mas uma coisa é certa: estamos sim evoluindo.

Desde então, atendi muita agência.

Buscavam mailing para enviar mala direta, pois o e-mail marketing não havia chegado ainda.

Com o passar do tempo e a chegada do marketing por e-mail, passaram a buscar ações casadas, mais segmentadas, pois tinham nesse canal a expectativa do retorno mais rápido e custo reduzido.

Passaram a compreender melhor o que era o marketing direto.

Mas todo crescimento traz coisas boas e ruins.

O lado muito ruim do crescimento deste mercado é o mercado informal.

Sabendo disso, é preciso que empresas idôneas alertem seus clientes em relação a prováveis problemas que surgirão caso se aventurem nesse mercado.

Garantias e origem das listas devem estar explícitas em propostas, contratos, sites etc.

Busque referências no mercado.

Verifique se informam em seus sites endereço físico e telefone fixo.

É o mínimo de informação que podem fornecer ao cliente.

Outro ponto muito importante: a existência da lei Do Not Call, em vigor desde 1º de abril de 2009.

Os telefones bloqueados jamais podem estar presentes no processo de locação de listas, certifique-se sempre disso ao contratar um fornecedor.

Percebo que as agências sabem da existência da lei, mas se esquecem dela no momento da locação.

Cabe a nós informar as possibilidades e os prováveis problemas que poderão ter, caso não se atentem a isso.

Enfim, o conhecimento do mercado de listas é fundamental para quem precisa delas, em especial as agências.

As chances de assertividade aumentam muito.

Escolha com critério, muita acima do preço.

O retorno certamente será baseado na ética e responsabilidade. 
 

*Debora Souza é gerente de contas da ZipCode.