Qual é a diferença? E que importância isso tem para a vida dos indivíduos do século XXI? Porque não devemos nos sentir autores e sim leitores protagonistas da história? Como a gestão de TI deve compreender a Sociedade do Conhecimento? Porque capacitação profissional tornou-se um estilo de vida?

 

 SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO - Acesso democratizado, universal, global e total a informação e ao conhecimento, através dos meios de comunicação e equipamentos eletrônicos. A Internet inaugura uma nova sociedade chamada de Sociedade da Informação.

 

 SOCIEDADE DO CONHECIMENTO - Se produziu a partir das redes sociais, das interações e colaborações, entre os indivíduos membros. São pessoas discutindo questões, refletindo sobre elas, ensinando e aprendendo, umas com as outras, em todas as áreas de conhecimento.

 

 Mas para dizer que um indivíduo pertence a sociedade da informação, basta que ele tenha acesso a Internet, as páginas de informação, aos bancos de dados de bibliotecas virtuais, aos artigos científicos, e toda a gama de informações advindas de jornais, revistas, clipping e feeds de notícias do mundo inteiro.

 

 E o que faz um indivíduo dizer que pertence a sociedade do conhecimento é ela mostrar que participa das redes sociais, interage com as pessoas, troca informações. Quando o indivíduo entra numa rede social e é aceito pela rede para se tornar um membro, passa a discutir, contribuir, refletir, produzir informação e colaborar com a construção do conhecimento da rede que pertence.

 

 O grande desafio daqui pra frente não é mais saber conteúdos, posto que esses estão todos disponíveis na Internet, mas quais informações são importantes e relevantes para o crescimento cognitivo, como essas informações vão mudar o modo de ver o mundo e de fazer as pessoas crescerem intelectualmente.

 

 A Sociedade do Conhecimento inaugura uma nova era. Participe de redes sociais, se inscreva, interaja mais, colabore com o que você sabe e pergunte mais, procure saber, trocar ideias e informações. Não basta ter acesso ao dicionário gigante de informações é preciso que ele faça sentido a todos nós e o laboratório de troca de experiências são as redes sociais.

 

 Existem mais de um milhão de redes sociais só nos Estados Unidos. Já existem catálogos enormes de redes sociais. Redes sociais para tudo que é tipo de assunto, gosto, mania, relações sociais.

 

 Hoje a responsabilidade das pessoas é a participação na Educação, seja ela escolar ou universitária, ou até mesmo da pedagogia social, das ruas, é que os indivíduos acessem os dados, acessem a informação, e partilhem dessa informação, interpretando os dados e mostrando aos outros indivíduos a interpretação.

 

 Temos urgentemente que reinventar uma nova relação com o Saber.

 

AUTORIAS COMPARTILHADAS

Sempre houve um autor para as coisas ditas e escritas, a produção dos livros e das informações. Com a Internet estamos experimentando pela primeira vez a democratização do PODER, posto que agora ela está disponível para quem quiser dela fazer uso.

 

Com relação a autoria das informações, também vivemos uma revolução. As ideias são produzidas em grande quantidade nas redes sociais, nos blogs, wikis, e mensagens numa infinidade de recursos de informação e colaboração. Já não sabemos mais de quem é a ideia original. Alías, não importa mais de quem é a ideia e de onde surgiu o primeiro pensamento a respeito das coisas. O importante é que essa ideia chega até as pessoas e as transforma, modifica, produz conhecimento nas pessoas. E quando as pessoas produzem informação, estão escrevendo textos dessas leituras que fazem do mundo e das informações que chegam todos os dias.

 

Somos todos autores compartilhando informações, produzindo conteúdos, construindo conhecimentos. Podemos segurar durante algum tempo a autoria, citar alguns nomes, principalmente das ideias que fforam publicadas em livros. De resto, somos todos leitores protagonistas de nós mesmos.

 

GESTÃO DE TI

 

O mundo mudou a forma como produzir informação e construir conhecimento. Mudaram as velocidades, o acesso, a Internet permitiu as trocas, o intercâmbio, não existe mais o monopólio da informação, não precisamos mais guardar conteúdos, eles estão todos armazenados em banco de dados, nas nuvens.

 

Precisamos sim, urgentemente ensinar pessoas a utilizarem essas informações em situações reais de problemas, a produzir informação confiável, crítica e que produza para as organizações mudanças significativas. O luvro não está mais só no produto ou bens de serviço de uma empresa, mas na soma das ideias e conhecimentos que essa organização é capaz de construir ao longo de sua história. O maior ativo hoje em dia, o bem mais precioso das organizações é o que as pessoas pensam, produzem intelectualmente. 

 

As organizações aprenderam, ainda que tarde, que quando ensinam e educam seus colaboadores, mesmo que estes um dia vão procurar outras empresas e projetos, estão criando uma sociedade do conhecimento, onde todos são beneficiados. O mercado produz conhecimento para ela mesma.

 

CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL PASSOU A SER UM ESTILO DE VIDA

 

Capacitação não é mais necessidade de mercado é estilo de vida. Estar matriculado num curso, seja ele MBA. pós especialização, mestrado ou doutorado é garantir um lugar nno mundo da sociedade do conhecimento. Participar desta sociedade é estar conectado nos sistemas de difusão da informação e garantir que estamos contribuindo com o que sabemos numa vasta rede dde relações.

 

Antigamente se fazia um curso técnico e ele durava para a vida toda. Hoje não garantimos o conhecimento profissional por muito tempo. Há maioria do que estudamos, é logo sucateado e temos que procurar novos cursos de capacitasção e habilitação. Estudar se tornou uma prerrogativa para se viver nesta sociedade de conhecimento.

 

GESTÃO DO CONHECIMENTO

 

Muitas organizações ainda não entenderam o que é gestão do conhecimento e de sua importância na vida saudável da organização. E por não entennderem sua função não contratam os agentes gestores do conhecimento que já estão no mercado se qualificando para exercer esse papel. A Gestãoo do Conhecimento possui importante papel hoje em dia nas organizações. É ela quue ajuda a compreender e analisar o que a organização possui de inteligência, como toda essa inteligência pode ser utilizada para que a organnização cresça e prospere. E como contratar novos colaboradores que possuam o conhecimento que as organizações precisa.

Não se contrata mais profissionais só pela sua aptidão técnica ou expertise. As organizações querem mais que colaboradores operacionais. Elas querem pessoas táticas, estratégicas, cujas qualidades estejam nas interações e colaborações que fomentam, produzem. É o que se faz da informação e do conhecimento que se tem e como agir em prol da resolução de problemas. O futuro das contratações está nas pessoas que tomam decisões.

 

Muitas empresas já perceberam o poder das redes sociais. Mas só usar as redes sociais na organização não é sinal de sucesso empreendedor. É preciso capacitar para o uso de um novo paradigma: interatividade e colaboratividade.

 

Em geral, as organizações confundem redes sociais corporativas e organizações em rede. Algumas até proíbem o FACEBOOK dentro da organização. Redes Sociais não é mais diversão é produção de significados e subjetividades. É construção de saberes, é amplitude de visão de mundo. O que as organizações precisam compreender é que não podemos frear o avanço das novas formas de aquisição e reflexão sobre informações. É preciso gerir isso, é preciso organizar ideias, pessoas, recursos, sistemas, fluxos. Logo, é preciso de um gestor de todo esse conhecimento que é produzido nas organizações.

 

INTERATIVIDADE e COLABORATIVIDADE

 

Talvez seja a palavra mais importante para esse início de século XXI. Assim como, a produção em escala foi para a era industrial, inetratividade é a palavra do momento. Profissionais que interagem, uns com os outros, que possuem opinião própria, que são formadores de opinião, que se expõem comentando seus pontos de vistas nas redes sociais corporativas, através dos blogs pessoais, wikis e comunidades organizacionais.

 

Pessoas da sociedade do conhecimento aprendem logo que a interação e colaboração é moeda de troca. Quem não se comunica, se trumbica, já dizia nosso saudoso Chacrinha. Produção de ideias leva tempo, precisa de estudos, reflexões, capacitações, desenvolvimento de habilidades, experiências, participação em diversos projetos. Tomar decisões é uma moeda difícil de ser cunhada. E encontrar no mercado tais profissionais, requer garimpo.

 

As organizações hoje em dia preferem contratar profissionais que sabem menos do produto e do serviço, mas que possuem extrema habilidade em trabalhar em grupo, interagir, produzir soluções em grupo. É por isso que nos processos de contratação, as experiências são voltadas para as atitudes diante de problemas, mais do que conhecimentos sobre produtos e serviços. Saber o que fazer com as ferramentas diante de conflitos, participar das redes sociais e produzir conhecimentos é a nova característica dos colaboradores mais procurados pelas organizações no mundo inteiro.

Quem não sabe interagir e colaborar na era da sociedade do conhecimento, quem não troca informações, quem não resolve problemas em grupo, não tem muito espaço para participar neste novo mercado contemporâneo do conhecimento.

 

SUGESTÕES E ALGUMAS IDEIAS PARA ENTRAR NA SOCIEDADE DO CONHECIMENTO

 

1) Nunca mais pare de estudar, de se capacitar, de se habilitar. O mundo não vê com bons olhos quem se julga pronto, acabado, realizado.

2) Participe das redes sociais. Existem milhares. Mas escolha aquelas que irão acrecentar no seu portfólio profisisonal.

3) Desenvolva a prática saudável de produzir informação (blogs, wikis, páginas pessoais, revistas eletrônicas, clippings)

4) Participe de Grupos de Estudos na sua área de atuação profissional no FACEBOOK. Todos os grandes colaboradores estão lá dispostos ajudar.

5) Construa sua imagem baseada na coerência, na honestidade, no coleguismo, no altruísmo, na parceria. Seja amigo de você mesmo.

6) Procure ver e ser visto. Ajude os outros a subirem também. Sua estrada profissional não está pronta. É você que a constrói.

7) Desenvolva a capacidade de ouvir, mais do que falar. Quem sabe ouvir, aprende mais e melhor. Mas não se cale diante dos desafios.

8) A colaboração e a interação é o seu principal foco social e profissional. Quem não se comunica, perde a oportunidade de aprender.

9) Não omita sua opinião. A orgaanização espera que você seja um formador de opinião.

10) Nunca diga EU ACHO. Na nova sociedade do conhecimento não há mais espaço para o achismo. É preciso estudar e aprender para poder dizer.

 

E, sobretudo, pense que o mundo moderno espera que você o interprete e não simplesmente o reproduza.

 

Professor Cláudio de Musacchio é doutorando em Informática na Educação pela UFRGS, palestrante sobre mídias sociais na educação, interdisciplinaridade organizacional, Gestão de Redes Sociais Corporativas, expertise em implantação de redes sociais nas organizações. Implantação de Políticas de Uso e Capacitação Profissional para o uso de redes sociais corporativas.